Petrobras: Reajuste, que reajuste? | EXAME.com
São Paulo
Germano Luders
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Petrobras: Reajuste, que reajuste?

Roberto Altenhofen

A proposta de uma nova metodologia de preços poderia ser mesmo uma notícia para mudar o jogo da Petrobras, por uma série de motivos:

1. redução da percepção de ingerência política sobre a empresa

2. resolução rápida para a defasagem de preços para o mercado internacional

3. alívio ao estrangulamento da estrutura de capital

4. um eventual componente de indexação à inflação às receitas da estatal.

A grande questão é – você deve ter percebido – que não tivemos um reajuste sequer até agora.

O que temos (de concreto) é, por ora, a notícia de que a diretoria da empresa levou ao seu Conselho de Administração a proposta de uma política de preços que prevê reajustes automáticos. Por “Conselho”, leia-se o “governo”.

Quer dizer que até agora a diretoria não havia sequer levado uma proposta ao Conselho?

E se barrou o reajuste até agora (um reajuste), o que mudou para o Governo (Conselho) aprovar reajustes ad eternum?

Não discordo do caráter positivo da potencial notícia, tampouco do fato de o mercado antecipá-la, mas talvez não esteja atribuindo a dose certa de probabilidade de não materialização do evento.

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