Em entrevista exclusiva, Juliano Torres, conselheiro-executivo do EPL, fala sobre a criação da entidade, importância das ideias liberais e sobre iniciativas dentro das universidades brasileiras. Assista.
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Próximo “Imil na sala de aula” vai debater empreendedorismo

Paulo Gontijo
O palestrante da 13ª edição do “Imil na sala de aula”, Paulo Gontijo, promete mostrar as diferenças entre empresários e empreendedores para os estudantes do curso de gestão da faculdade Decision de Negócios, em Porto Alegre. Na palestra, que acontece na próxima terça-feira, dia 7 maio, o presidente do Conselho de Jovens Empresários da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) destacará a importância dos empreendimentos para o desenvolvimento do Brasil. “O empreendedorismo é a mola mestra da inovação e do crescimento”.
Gontijo reconhece que as universidades nacionais têm um déficit de cursos com foco em empreendedorismo. No entanto, ele lembra que o assunto precisa ser pensado de forma transversal. “O empreendedorismo não pode ser uma disciplina restrita às faculdades de administração. Precisamos de professores, psicólogos e físicos mais empreendedores”, conclui.
Na palestra do dia 7 de maio, o empresário pretende promover um debate rico, com opiniões diversas. Gontijo quer que os participantes deixem o encontro com conhecimento maior sobre o mundo dos negócios.
Edições anteriores
Desde seu lançamento em outubro de 2011, o “Imil na sala de aula” promoveu o encontro de especialistas de diferentes campos de estudos com alunos de todas as regiões do Brasil. A aula inaugural foi ministrada pelo professor de economia política da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Pio, e teve como tema “Estado, mercado e direito na era da globalização”.
Há dois anos, tem sido realizadas aulas com Vitor Wilher, Leandro Narloch, Demétrio Magnoli, Marcos Troyjo,Hélio Beltrão, Gustavo Franco, Armando Castellar Pinheiro, Mozart Neves Ramos, Dirceu Martins Pio, Eduardo Moreira, Ricardo Diniz e Roberta Fragaso.
O sucesso do projeto foi reconhecido pelo programa “Globo Universidade” que divulgou a palestra “A responsabilidade de proteger e direitos humanos nas relações internacionais” do sociólogo Demétrio Magnoli, em 22 de novembro de 2011.
Para acessar o conteúdo das aulas clique aqui. Para solicitar a palestra de um especialista entrar em contato com a coordenadora do evento Marina Abreu através do e-mail marinaabreu.imil@gmail.com.
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Marcos Troyjo palestra no Rio de Janeiro: “Os Brics no novo cenário mundial”

Marcos Troyjo
Com o tema “Visão Econômica – os Brics no novo cenário mundial” o diretor do BRICLab da Universidade Columbia, professor-conferencista do Ibmec e especialista do Instituto Millenium, Marcos Troyjo, fará palestra na Casa do Saber – Rio – no próximo dia 3 de maio, às 19h30.
Com a ementa “Qual o Futuro dos Brics?”, Troyjo explica que a ideia dos Brics emergiu nos últimos dez anos como conceito relativo ao futuro da economia. Com base em sua demografia e expansão do PIB, os Brics vêm mudando o eixo dos mercados mundiais. Brasil, Rússia, Índia e China alcançaram status de usinas de crescimento. Adaptaram-se aos contornos de uma globalização profunda.
Nos últimos anos, contudo, um “risco de desglobalizacao” começou a ocorrer. A lógica do cada um por si tem levado os Brics a reestruturarem suas estratégias.
Nesta conferência, cuja realização é do Instituto Millenium e da Casa do Saber, o palestrante examinará o caminho adiante para os Brics em seus projetos globais de poder, prosperidade e influência.
Serviço:
Data: 3 de maio de 2013
Local: Av. Epitácio Pessoa, 1164 – Lagoa Rio de Janeiro – RJ.
Hora: 19h30 às 21h
O evento será gratuito
Inscrições podem ser feitas pelo telefone (21) 2227-2237, da Casa do Saber, entre 11h e 22h.
As vagas são limitadas.
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Carlos Alberto Sardenberg e os desafios da contemporaneidade
Em entrevista exclusiva, o jornalista Carlos Alberto Sardenberg reflete sobre os novos tempos e comenta a respeito dos níveis de inflação que o país está vivendo. Assista fala sobre os desafios da contemporaneidade e sobre a inflação atual. Assista!
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“Não é preciso ter uma formação requintada para perceber em que ponto deseja chegar o Legislativo pátrio”
Por João Antonio Wiegerinck
Existe uma recomendação literária técnica e básica, com bons fundamentos, para que não se utilize uma pergunta como fecho de um parágrafo ou artigo, quanto mais no título do mesmo. Correndo o risco de perecer diante dos pilares acima, segue a consideração sobre o tema.
É bem típica de Norberto Bobbio a proposição. Qual o que? Mesmo sem saber quem é o autor, já falecido mas vivo em suas obras, é possível compreender a questão em sua profundidade. Democracia, poder, política, qual? Qual democracia, qual poder e qual política? Então, cabe perguntar diante do quadro atual entre os poderes brasileiros: qual surpresa?
Uma vez que o Congresso Nacional tem em sua estrutura uma mescla de políticos advindos do partido do governo e uma oposição já aliciada por sobras vultuosas do orçamento arrecadado, quem dentre os parlamentares teria interesse na continuidade do exercício constitucional do Supremo Tribunal Federal (STF) como guardião da Constituição, depois que tal Corte condenou esquemas e representantes corruptos, na maioria conexos ao partido do governo atual?
Logo, mesmo diante da ineficácia no cumprimento das penas referentes às condenações do caso mensalão, os roedores correligionários presentes no parlamento brasileiro decidiram garantir que tal evento não se repita. A proximidade de uma eventual pena efetiva, ou seja, de uma pena que de fato precise ser cumprida, causou pânico entre os membros do legislativo. Não é novidade que ganham os votos por conta de propagandas enganosas e promessas vazias, mas daí a serem cobrados e condenados por isso, foi demais para eles.
Surgiram, assim, as PECs de abril. PEC – Proposta de Emenda Constitucional. O único instrumento legislativo que pode alterar a Constituição Federal em alguns pontos, respeitadas as cláusulas pétreas, expressas nos quatro incisos do parágrafo quarto do artigo sessenta da Carta Magna brasileira.
As PECs de abril falam a respeito de submeter as decisões do STF à votação do Congresso Nacional, sendo que a própria Constituição confere ao STF a última palavra em termos de interpretação e guarda do texto constitucional. Além disso, outra PEC pretende excluir o Ministério Público das investigações preliminares aos processos penais, incluindo de preferência os processos penais que envolvem políticos e seus financiadores.
Não é preciso ter uma formação requintada para perceber em que ponto deseja chegar o Legislativo pátrio. Retirar da Corte Constitucional o poder de expurgar corruptos, e diminuir a atuação do Ministério Público na guarda da lei, como prevê a própria Constituição, no intuito de facilitar a bagunça, a desordem, a confusão e os desmandos que favorecem a corrupção e a continuidade da ineficiência paga por cada brasileiro, bastando sorrir e mentir, até que seja tarde demais.
Então, qual surpresa? O momento? A forma? Em parte pode até ser. Mas, na essência, não. Não existe surpresa. Basta observar deputados e senadores. Quantos eleitores se identificam com as decisões que seus representantes tomaram? Aliás, quantos tomam ciência de tais decisões? Como não existe um controle a respeito do que os representantes fazem no dia a dia, e muito menos uma cobrança a respeito, não se pode falar em surpresa. Toda e qualquer decisão absurda vinda dos parlamentares que representam o povo, é esperada, mesmo que seja trágica.
No universo do Direito Constitucional, não são surpresas. São aberrações tais propostas de emenda. É a efetivação de uma tirania. Para quem pensava existir apenas tiranias conexas às elites abastadas ou protegidas por forças militares, muito precisará estudar a respeito das tiranias populistas, avassaladoras, como a de Stalin, um tanto similar ao caminhar político brasileiro. Pouca ou nenhuma resposta efetiva, muita imagem, e nenhum conteúdo. Cada eventual ameaça precisará ser exterminada. Boa sorte, Supremo tribunal Federal.
Qual surpresa? A surpresa do bote na calada da noite, na virada do feriado ou do ano novo, na sombra do desastre noticiado, ou ainda na promulgação de normas que parecem acolher, para então oprimir, julgar e condenar, sem chance de defesa.
E sem chance de defesa, o futuro de quem se omite, sempre será uma surpresa, e sempre a pior surpresa.
Agora, nesse momento, multiplique tal situação às vésperas de uma Copa do Mundo e de uma Olimpíada. A opção ainda será a omissão? Quem o representa? Qual é a opinião que os estrangeiros levarão do seu país? País, qual país?
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PEC 33: Legislativo tenta esvaziar o Judiciário
“Não são raros os casos em que o Congresso edita leis flagrantemente inconstitucionais”. Com essa afirmação o advogado e especialista do Instituto Millenium, Eduardo Chemale, demonstra a sua perplexidade diante da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de número 33, de autoria do deputado Nazareno Fontelles (PT-PI).
Assim como Chemale, o cientista político Bruno Garschagen acha que a atuação do STF expõe os problemas do Legislativo e do Executivo. “A relevância do Judiciário em termos gerais e do STF em termos estritos acaba por revelar problemas graves dos outros dois poderes, e isto não é bom para nenhum deles”, comenta Garschagen.
Aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a PEC 33 pode dar ao Congresso o poder de decidir sobre a constitucionalidade das leis, função que tem sido exercida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) há cerca de 80 anos. A interferência do poder Legislativo sobre o Judiciário fere o princípio da independência dos poderes e prejudica a imagem do Supremo, instituição tradicionalmente progressista.
Chemale aponta a insatisfação do Legislativo com o fortalecimento do Judiciário, devido ao julgamento do Mensalão, como um dos principais motivos para a criação da PEC 33.
O cientista político Bruno Garschagen acredita que o problema exposto pela PEC é a forma como os agentes que representam os três poderes atuam para ampliar seus domínios em seus respectivos âmbitos. “Temos hoje, o seguinte cenário político no Brasil: o Executivo legisla (via medidas provisórias), o Legislativo não o fiscaliza e o Judiciário acaba por ter tomar decisões, para o bem e para o mal, que envolvem desde questões contratuais a questões políticas”.
De acordo com a medida, caberá ao Congresso Nacional referendar as súmulas vinculantes, as ações diretas de inconstitucionalidade (ADI) e as ações declaratórias de constitucionalidade (ADC) emitidas pelo Supremo.
Apesar dos transtornos causados, Chemale não acredita que a proposta do Legislativo será aprovada. “Essa PEC não tem a menor condição de ser aprovada, seja em respeito à tradição constitucional do nosso país ou em respeito a legitimidade do Supremo”, concluiu.
As associações de magistrados e os representantes do STF fizeram duras críticas à emenda. O ministro Gilmar Mendes disse que no caso de aprovação da PEC seria “melhor que se feche” o tribunal. Já o presidente do STF, Joaquim Barbosa, afirmou que a iniciativa “fragilizará a democracia”.
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Ousadia é a marca dos “millenials”
A conquista da estabilidade política e econômica aliada à insatisfação com as oportunidades oferecidas pelo mercado e os avanços tecnológicos têm levado os jovens brasileiros a apostar cada vez mais na abertura do próprio negócio. Ameaçadas pela evasão dos talentos, as empresas correm para se adaptar à nova realidade. Em curso, uma verdadeira revolução na relação das corporações com seus funcionários.
Diante desse quadro, o Instituto Millenium consultou a professora de liderança e de administração de recursos humanos da Fundação Dom Cabral (FDC), Clara Linhares, e o sociólogo e diretor de planejamento da BOX 1824 – agência de pesquisa especializa em comportamento jovem, Gabriel Milanez, para entender as expectativas dos millenials, nome dado aos jovens da geração “Y”.
A inadequação entre o mercado e o desejo dos jovens tem sido, na opinião de Clara Linhares, um estímulo ao espírito empreendedor dos brasileiros. “O mercado não está oferecendo a perspectiva de carreira e de crescimento aos candidatos”. O resultado disso é que os profissionais promissores têm optado por montar o próprio negócio ao invés de trabalhar nas grandes corporações.
A economia estável propicia o surgimento de muitas oportunidades e dá uma turbinada na confiança dos jovens. O empreendedorismo surge como uma possibilidade atraente de ganhar dinheiro sem ter que trabalhar terceiros. Clara Linhares explica que os jovens acreditam que “se nada der certo” ainda terão a chance de partir para outras iniciativas.
Para Milanez, a forma como a geração atual encara o trabalho é mediada pela estabilidade política e econômica e pela difusão da internet. “Para os jovens, inflação e ditadura fazem parte da história. Eles não têm o medo que os pais tinham de que a poupança fosse confiscada da noite para o dia”.
Milanez destaca também a hiperconectividade como um ponto decisivo para a atual formação do profissional. “Esses jovens aprendem a trabalhar com a rede. Eles têm acesso a novos instrumentos, como os programas de financiamento coletivo e podem dar vazão aos seus projetos pessoais. Isso significa que dependem menos das instituições sociais”.
Mudança de paradigmas
Atentas a essa tendência e ávidas por atrair profissionais talentosos, as empresas estão reinventando sua estrutura e repensado os modelos de recrutamento. A professora da FDC diz que está havendo uma política de valorização de pessoal. “Para atrair e reter mão de obra qualificada as empresas estão facilitando um crescimento profissional rápido, através de promoções, aliado a ganhos financeiros elevados”.
Gabriel Milanez acredita que o diálogo é a solução para o impasse entre os millenials e os empresários. “Não é que os jovens não queiram trabalhar para as corporações. Eles querem estabelecer uma relação de diálogo”. O sociólogo explica que as companhias estão tendo que desenvolver novas moedas de troca. “Essa geração quer ganhar dinheiro fazendo o que gosta e dando vazão para o que acredita. Os valores das empresas contam muito”.
Atributos dos jovens visionários
Clara Linhares enumera vantagens de contar com pessoas de espírito empreendedor em uma equipe. “O empreendedor é um cara que vai à luta sem medo de ser feliz. Ele é ousado e antecipa as coisas. É uma pessoa antenada em tudo o que está acontecendo”.
Na opinião de Milanez, alguns dos melhores estudantes universitários veêm nas companhias a chance de colocar seus estudos em prática por intermédio das companhias. “Os jovens têm muito o que aprender com as empresas porque elas estão consolidadas, têm estratégias de negócios e visão de futuro”.
Milanez destaca as vantagens de se ter um empreendedor na equipe. “Eles inovam muito e conseguem criar soluções diferentes. Se conectando com eles as empresas dão uma oxigenada nas ideias e nos processos”.
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Arbitragem: solução mais rápida para conflitos

Sebastião Ventura
O advogado e especialista do Instituto Millenium, Sebastião Ventura, fala sobre o funcionamento do sistema de arbitragem, suas vantagens e benefícios e esclarece a diferença com a justiça privada. Ouça agora
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“A nova era da incerteza” com Mario Vargas Llosa
Com apoio do Instituto Millenium, o Ibmec realizou a palestra “A nova era da incerteza” com o Nobel de literatura, no dia 18 de abril no Rio de Janeiro. O peruano falou sobre a desilusão com a Revolução Cubana e com o regime da extinta União Soviética. Ele contou ainda detalhes de sua conversão ao liberalismo e destacou a influência de teóricos liberais como Albert Camus na sua formação política. Assista
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“Não adianta mudar as leis, é preciso cumprir as que já temos” diz Ventura
O advogado e especialista do Instituto Millenium, Sebastião Ventura, participou da mais recente edição do projeto “Millenium nas redações”. O encontro ocorreu na redação do jornal “Correio Braziliense”, em Brasília, nesta terça-feira, 23 de abril. O tema foi a reforma política.
De acordo com Ventura, a descrença e o afastamento dos cidadãos dos debates públicos de envergadura são sintomas dos problemas da politica atual. “Se falamos em reforma politica é porque existe algo que não está funcionando bem”, disse.
Para ele, é necessário analisar, antes de tudo, o que precisa de fato mudar, tendo claro que para algumas questões é preciso apenas aplicar corretamente a legislação existente. “O que temos que reformar? Será que simplesmente mudar a lei surtirá efeitos práticos? Teremos uma lei eficaz ou mais uma lei que virará pó nas prateleiras?”, questionou.
Na opinião do advogado, é uma chaga nacional pensar que mudando a lei o dia seguinte irá nascer com sol. “Precisamos consolidar as instituições existentes, talvez uma mudança ou outra seja necessária, até porque não existe lei perfeita, mas não adianta a mudança se a lei não for cumprida”.
O projeto
O “Millenium nas redações” promove encontros entre especialistas da rede do Instituto Millenium e jornalistas. Eles acontecem nas redações e duram cerca de 1h15. O tema da palestra e o nome do especialista são decididos em conjunto. Os assuntos são variados, de acordo com o perfil de cada veículo, mas sempre relacionados com os valores do Instituto (democracia, Estado de Direito, economia de mercado e liberdade).
O “Millenium nas redações” visa contribuir para a liberdade de expressão, pois quanto mais ampla e mais critica for a formação do jornalista, melhor será a qualidade da imprensa no Brasil.








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