25.05.2012 - 13h39

Imil lança Especial Dia Nacional da Liberdade de Impostos com entrevistas, artigos e vídeos sobre o tema

Hoje é Dia Nacional da Liberdade de Impostos.

Para  incentivar o debate público sobre impostos e sobre a necessidade de eficiência em sua aplicação, o Instituto Millenium preparou o Especial Dia Nacional da Liberdade de Impostos.  Entrevistamos  com o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega. A consultora tributária Sueli Angarita falou conosco sobre transparência tributária. Também  lançamos a nova edição do “Millenium em Revista”, com entrevistas com o economista Raul Velloso e Letícia do Amaral, do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).

O Imil também entrevistou o ex-ministro da Educação,  do Interior e da Fazenda e consultor jurídico, Everardo Maciel.  Para o ex-ministro, o sistema tributário brasileiro é complexo porque as situações exigem. E por atendê-las bem, a nossa tributação é uma das mais eficientes do mundo do ponto de vista da arrecadação. Já sobre aplicação dos recursos, Maciel acredita que é preciso dar atenção à questão orçamentária e que ela é um assunto do “povo”.

Leia a entrevista

24.05.2012 - 12h50

Para Armando Castelar Pinheiro, a preocupação com o crescimento econômico merece atenção

O economista e especialista do Imil Armando Castelar Pinheiro analisa as recentes medidas de redução de juros tomadas pelo governo Dilma Rousseff. Para o economista, a preocupação com o crescimento é válida, porém a questão é mais complexa e merece atenção.

O Instituto Millenium gravou entrevista exclusiva com o economista. Assista aqui

22.05.2012 - 12h08

Eike Batista debate “O Brasil no novo Cenário Global”

Eike Batista

O presidente do Grupo EBX, Eike Batista, falará sobre suas expectativas para o Brasil e sobre sua trajetória durante o “Ibmec Conference” nesta quarta-feira, 23 de maio, na Barra da Tijuca. O empresário, que atua principalmente nos setores de petróleo, logística, energia, mineração e indústria naval, é o 7º colocado no ranking dos homens mais ricos do mundo, promovido anualmente pela revista “Forbes”. Formado em engenharia metalúrgica na Universidade de Aachen, na Alemanha, Eike chegou a vender seguros de porta em porta para custear os estudos no exterior. A Autran Aureum, dedicada à compra e venda de ouro na Amazônia, foi a primeira empresa do bilionário, que a partir daí expandiria seus negócios para diversos setores tornando-se o homem mais rico do Brasil.

Em 2012, o ciclo de conferências do Ibmec já recebeu o diplomata Marcos Troyjo, o economista indiano Amartya Sen, o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Jr., o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega e o antropólogo Roberto DaMatta. O objetivo do evento é discutir questões relevantes para o desenvolvimento do Brasil, após sua ascensão a categoria de nação emergente, junto com a China, a Índia, a Rússia e África do Sul. O economista Gustavo Franco e o diretor do Grupo Abril Roberto Civita encerram o evento, com palestras marcadas para os dias 30 de maio e 05 de junho, respectivamente.

Leia o post da palestra de Roberto DaMatta

Saiba mais sobre o evento acessando Ibmec Conference 2012

18.05.2012 - 13h33

“No Brasil, o foco do privilégio continua sendo o Estado”, diz Roberto DaMatta

Roberto DaMatta

Com um olhar crítico, porém sempre bem humorado, o antropólogo Ph.D pela universidade de Harvard, colunista do jornal “ O Estado de São Paulo” e especialista do Imil, Roberto DaMatta  falou para os participantes do quinto dia de palestras do “Ibmec Conference”. O evento aconteceu na  quarta-feira, 16 de maio, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

O  papel do Brasil no palco mundial foi o tema da palestra. Para DaMatta, a atual estabilidade financeira do Brasil, em conseqüência da implementação do Plano Real, precisa ser acompanhada do equilíbrio em outras áreas da sociedade como a segurança pública e a educação. “Eu também gostaria que outras áreas da sociedade brasileira tivessem esse tipo de estabilidade”, ressaltou.

Meritocracia

DaMatta critica ainda a ausência de uma cultura meritocrática no ensino e no funcionalismo público nacional e questiona a intrusão do Estado no jogo social. Para o autor de “A casa e a rua: espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil”, precisamos incorporar uma cultura baseada no mérito, como acontece nos EUA. “A ideia de que você pode viver em um mundo relativamente orientado e agendado em termo de meritocracia não existe no ensino universitário brasileiro. Se não fosse assim, eu não teria ido embora para Notre Dame.  A isonomia salarial  é um ponto sagrado do sistema universitário brasileiro.”

“A aparelhagem da administração pública não serve à sociedade, ao contrário, a sociedade sustenta um estado barroco”

A meritocracia também inexiste no funcionalismo público e DaMatta não ignora essa realidade. “Os funcionários são filhos do Estado, são apadrinhados por ele.”

Igualdade

Outra questão que mereceu destaque foi a da igualdade perante a lei. “Todos somos iguais perante a lei, mas algumas pessoas são mais iguais perante a lei do que outras. No Brasil, o foco do privilégio continua sendo o Estado e não a iniciativa privada.”

A onipresença do Estado brasileiro foi alvo de crítica de DaMatta. “A aparelhagem da administração pública não serve a sociedade, ao contrário, a sociedade sustenta um estado barroco. Não há como escapar do imposto. No Brasil sempre tem uma relação com o Estado, em geral e, lamentavelmente, uma relação espúria: o apadrinhamento, um superfaturamentozinho, sobretudo, na área de obras contra a seca e contra as chuvas…”

Liberalismo

O antropólogo acredita na necessidade de se repensar os aspectos do liberalismo como sistema cultural. “A liberdade individual, a igualdade e a solidariedade têm que ser conjugadas. Mas elas não são fáceis de serem conjugadas, tanto é que o mundo está em crise.”

Apesar de ser a favor do individualismo, o antropólogo defendeu a valorização do autruísmo em detrimento do egoísmo nos comportamentos individuais. “Quanto mais eu me comunico com os outros, mais eu tenho consciência dos limites do meu comportamento. Eu existo, sou importante, mas não existo sem os outros.” Nesse ponto, DaMatta lembrou a famosa teoria do inventor do existencialismo francês Jean- Paul Sartre: “O inferno são os outros”.

Globalização e meio ambiente

O autor de “Fé em Deus e pé na tábua” falou sobre as conseqüências positivas e negativas da redução das noções de tempo e espaço, resultantes dos avanços tecnológicos na comunicação, nos transportes e na ciência de forma geral.

“Além de sermos obrigados a enxergar muito bem as partes do mundo, a gente esta vendo pela primeira vez na história da humanidade a totalidade do mundo. Essa visão do todo existe porque a gente vive um isolamento ilusório, você se isola e se conecta.”

O antropólogo chamou a atenção para o aumento da pressão exercida sobre o meio ambiente, a produção cada vez maior de lixo e para e a escassez dos recursos naturais. Para ilustrar a atual situação do planeta, ele citou uma manchete do jornal  “O Globo”, que dizia que seria necessário uma terra e meia para suportar o peso do consumo.

“A gente esta sentindo os efeitos de um planeta que começa a reclamar de um determinado estilo de exploração. A Terra está sendo assassinada por causa da ilusão da onipotência tecnológica, que permitiu que a gente fosse a Lua, que a gente curasse a tuberculose, mas ao mesmo tempo criou um monte de conflitos. No século XIX, quando o capitalismo industrial tomou a forma que ele tem hoje, a idéia era a de que os recursos naturais eram inesgotáveis.”

12.04.2012 - 12h54

Moralidade do Capitalismo: convidado pelo Imil, Tom Palmer lota auditório do Ibmec-RJ

Tom Palmer

A convite do Instituto Millenium, o vice-presidente executivo da Atlas Economic Research Foundation, Tom Palmer, falou sobre a “Moralidade do Capitalismo”, tema de seu livro mais recente, para os alunos do curso Relações Internacionais do Ibmec-RJ, nesta quarta-feira, 11 de abril.

Palmer ressaltou a importância dos princípios capitalistas, como o Estado de Direito e a Liberdade, para coibir os casos de corrupção. O autor de “The Morality of Capitalism” alertou para os riscos do intervencionismo do Estado na economia.

O vice-presidente da Atlas Economic Research Foundation citou a fracassada intervenção do Federal Reserve System (FED) durante a crise financeira de 2008, que gerou a “bolha imobiliária” nos EUA.

Em breve, o Imil disponibilizará trechos exclusivos da palestra no Ibmec-RJ. Acompanhe no site.

11.04.2012 - 13h13

Justiça: Gustavo Binenbojm destaca atuação do prêmio Innovare

“Desenvolvimento e cidadania” e “Justiça e sustentabilidade” são os temas da IX edição do prêmio Innovare. A campanha deste ano foi lançada em 29 de março no plenário do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O objetivo  é valorizar práticas inovadoras realizadas por juízes, defensores públicos e promotores de todo Brasil. As ações que contribuem para a modernização e o aumento da eficiência da Justiça Brasileira são premiadas.

O especialista do Instituto Millenium e professor de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Dr.Gustavo Binenbojm, integra a comissão julgadora do prêmio. Ele falou ao Imil sobre a relevância da iniciativa: “O prêmio Innovare cria uma sistema de incentivos a inovação e a otimização das práticas de todos os operadores do direito no Brasil.”

O advogado acredita que a iniciativa do Instituto Innovare favorece a formação de “um círculo virtuoso de difusão e troca de informações sobre boas práticas que envolvem a prestação jurisdicional”.

Ao longo de nove edições, o Innovare já premiou 36 iniciativas e recebeu  1.961 inscrições. O Núcleo de Atendimento Integrado (NAI) criado pelo juiz João Batista Galhardo Júnior, na cidade de São Carlos, em São Paulo, é uma exemplo do sucesso das práticas premiadas pelo Innovare. A meta do NAI é acelerar o processo de ressocialização de jovens infratores. O projeto está presente em 80 cidades e até 2014 será implantado em todas as capitais do país pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

Binenbojm afirmou que os premiados representam um exemplo para as futuras gerações de servidores do poder judiciário. “São modelos de investimento de tempo, cultura e expertise na melhoria da justiça do país.”

As inscrições e os critérios de avaliação de projetos estão disponíveis no site do Instituto Innovare . Os interessados terão até o dia 31/05 para enviar suas ações inovadoras.

05.04.2012 - 16h37

Licitações de aeroportos – o que dizem os especialistas do Imil

A concessão dos aeroportos Galeão, no Rio de Janeiro, Confins, em Belo Horizonte, e um terceiro no Norte ou Nordeste à iniciativa privada será realizada ainda em 2012, de acordo com o governo federal. No entanto, para evitar o uso político da privatização nas campanhas, Dilma só vai permitir a abertura dos leilões após as eleições municipais de outubro.

Segundo o jornal “O Globo”, durante a campanha eleitoral, o governo quer evitar críticas negativas à primeira rodada de concessões (Viracopos, Brasília e Guarulhos), que, apesar de ágios elevados, não teve a participação de nenhum grande administrador aeroportuário.

O especialista do Imil, Diogo Costa, acredita que a decisão do governo foi tomada para diminuir o custo de negociação com as entidades federativas, mas afirma: “Obviamente este não é o modo mais eficiente de lidar com a infraestrutura do país, já que temos prazos tão curtos para a conclusão dos projetos.”

De acordo com a reportagem, o aeroporto Galeão sofre com a qualidade do serviço prestado e por isso seria um dos primeiros da lista. Confins precisa de investimentos para atender à demanda e no Nordeste podem ser transferidos à inciativa privada os aeroportos de Salvador ou Recife. No Norte, o de Manaus.

Veja o que os especialistas do Imil já disseram sobre o tema:

Segundo o especialista Adriano Pires, em entrevista concedida ao Instituto Millenium, para promover o desenvolvimento da infraestrutura do país, o Estado deve promover segurança juríca às empresas, além de entender que sua função é fiscalizar e regular as licitações e não investir: “Para que haja um Estado fiscalizador e regulador, necessita-se recuperar as agências reguladoras e cumprir o que está previsto nos contratos de concessão”, afirmou.

Carlos Pereira, ao conversar com o Imil,  afirmou que as mais recentes concessões de aeroportos tiveram dois pontos que devem ser observados. O primeiro seria a manutenção do Estado como grande acionista nessas operações (49% de controle dos aeroportos) e os empréstimos financeiros realizados via BNDES: “Cerca de 80% dos recursos deste processo de privatização são frutos de empréstimos do BNDES, em que não são cobrados juros do mercado. Existe uma diferença entre os juros cobrados, que hoje estão em torno de 5,5% a 6%. Essa diferença quem paga é o Tesouro, ou seja, o contribuinte”.

Pereira ressaltou a importância do processo de privatização de setores de infraestrutura no país: “Espero que essa seja uma sinalização para outros setores. Mas isso vai depender muito do próprio sucesso. Se, de repente, os aeroportos não apresentarem eficiência isso vai arrefecer essa estratégia e o ânimo de privatizar outros setores. Entretanto, se essa privatização for considerada no curto e médio prazo um sucesso, não só do ponto de vista da capitalização de recursos, do ágio muito acima do valor inicial estabelecido, mas da satisfação do usuário, que é a principal demanda, a probabilidade de o governo se valer deste sucesso para implementar essa política em outras áreas é grande”.

Fonte: O Globo

05.04.2012 - 16h17

“A imprensa não pode ser imprensa, polícia e justiça ao mesmo tempo”, diz Guilherme Fiuza

Assista trecho da palestra do jornalista e especialista Guilherme Fiuza sobre liberdade de expressão e liberdade de imprensa. A estreia do ciclo do Imil aconteceu na Casa do Saber Rio. A palestra completa está disponível em áudio no site do Instituto Millenium.

 

21.03.2012 - 13h08

Para Rodrigo Constantino, país reincide nos erros do protecionismo

Para blindar a economia e a indústria nacional contra a crise que atingiu a zona do euro e frear a invasão de capital estrangeiro, a equipe econômica do governo Dilma Rousseff, liderada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, baixou uma série de medidas protecionistas como o controle de capitais, as barreiras às importações e a reserva de mercado.

Entre as práticas do protecionismo nacional, destacam-se o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre veículos importados, a salvaguarda do setor têxtil e vinífero, a sobretaxação dos tênis asiáticos e a limitação às importações de carros mexicanos.  Outra medida do Planalto é a utilização do Imposto de Operações Financeiras (IOF) para brecar o que a presidente chamou de “tsunami” cambial.

Rodrigo Constantino

Insatisfeito com a reedição do protecionismo econômico, o especialista do Instituto Millenium e economista Rodrigo Constantino criticou as ações da equipe econômica do governo Dilma. “Já navegamos por essas águas turvas no passado com consequências nefastas para a economia, afetando principalmente os consumidores.”

Constantino lembra que o protecionismo já levou o Brasil ao atraso em setores estratégicos, no passado. “No caso das reservas de mercado e da lei da informática, o país pagou um preço altíssimo de décadas e décadas perdidas por conta dessa ineficiência.”

O especialista ressaltou a importância da realização de reformas estruturais, capazes de reduzir o Custo Brasil e aumentar a competitividade da indústria nacional. “Temos um manicômio tributário, uma carga excessiva de impostos que precisa ser simplificada.”

Além da reforma tributária, Constantino defendeu a realização de mudanças no setor previdenciário, a flexibilização das leis trabalhistas, o aumento dos investimentos em infra-estrutura e em educação de base. E, apesar de classificar a política de privatizações no setor aéreo como “louvável”, o especialista afirmou que a abertura do setor deveria acontecer de forma mais acelerada.

20.03.2012 - 11h59

Paulo Guedes critica distribuição dos recursos da União

No artigo  “A guerra federativa”, Paulo Guedes escreve sobre a “profunda insatisfação com o atual regime de distribuição dos recursos orçamentários entre as unidades da Federação”.

Segundo o especialista, a divisão dos royalties do petróleo, devastadora para as contas dos estados produtores, agora tem uma nova questão: “Os Estados do Norte e do Nordeste, que se lançaram com extraordinário apetite sobre os royalties do petróleo, recebem, sob a forma de transferências da União, 85% dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Mas as dificuldades financeiras de Estados e prefeituras em todo o país, em razão da Lei de Responsabilidade Fiscal, e o fato de que as regiões mais pobres não estão apenas do Norte e no Nordeste indicam a possibilidade de uma importante reformulação nos critérios de distribuição desses recursos. Afinal, os critérios atuais foram julgados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

Para Guedes, a mudança de critérios pode ser vista como um “contra-ataque” dos Estados produtores. Para ele, “a descentralização de recursos e atribuições entre os entes federativos é uma exigência de nossa democracia emergente. A concentração de poder financeiro e político no governo federal é uma herança maldita do regime militar, que a social-democracia brasileira não teve a coragem de enfrentar”, disse.

Leia o artigo “A guerra federativa”  na íntegra