27.07.2012 - 17h31

Inovações em tempos de Olimpíada

Está acontecendo os jogos olímpicos de Londres, um grande evento esportivo que mobiliza praticamente todos os países do mundo na expectativa de ver os melhores atletas em ação. Além disso, os jogos olímpicos são também um excelente momento para lançamentos e introdução de novidades em diferentes setores como: artigos esportivos, arquitetura e construção, mídia, medição de tempos e medicina.

Quem não se lembra da Jabulani, bola utilizada na última Copa do Mundo imortalizada nas transmissões pela voz de Léo Batista? Lembram das chamadas peles de tubarão utilizadas pelos nadadores em Pequim (depois foram proibidas pela federação internacional de natação)?

Pois é, grandes marcas aproveitam para lançar novidades em eventos esportivos de grande porte. Esse ano uma das inovações mais aguardadas são os uniformes desenvolvidos pela Nike para o atletismo. Chamado de Turbo Speed, a vestimenta promete auxiliar os velocistas a quebrar recordes. Inspirada no formato de bolas de golfe é feita de material ultraleve e ainda é feito de 82% de materiais reciclados (equivalente a 13 garrafas plásticas). O desenvolvimento envolveu mais de 1000 horas de pesquisas e testes em um túnel de vento. Os resultados apontam que numa prova de 100 metros o equipamento pode melhorar a performance em 0,023 segundos. Achou pouco? Essa foi a diferença entre o 3º e o 4º colocado na prova de 2008 (ou seja, estar no pódio ou ser esquecido para sempre).

Praticamente todos os esportes trazem inovações que prometem melhorar o desempenho dos atletas nos jogos. Desde raquetes para tênis de mesa até calçados para levantadores de peso. Os jogos olímpicos e especialmente os atletas de ponta, são um excelente momento para fazer o marketing de produtos inovadores (vejam o post http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/inovacao-na-pratica/2012/05/22/marketing-para-produtos-inovadores/).

Mas as inovações não param apenas nas roupas e equipamentos utilizados pelos atletas. Uma das empresas mais antigas vinculadas aos jogos olímpicos é a Omega. Responsável pelas medições dos tempos desde 1932 cada evento traz novidades. Hoje são utilizados sensores de movimento para controlar as largadas e até rastreadores GPS para competições como o remo e outros esportes.

No caso da arquitetura, cada olimpíada traz também inúmeras inovações. Novidades como os estádios de coberturas móveis e sistemas de ventilação já foram utilizados nos jogos passados. O estádio chamado de Ninho de Pássaro foi um dos destaques da olimpíada de Pequim. Esse ano Londres apostou na “construção verde”, combinando o que há de mais moderno em materiais reciclados e aproveitamento energético. Foram utilizados conceitos inovadores como concreto reciclado e sistemas de aproveitamento energético e de resíduos. O Velodrome é o primeiro do gênero que consegue dispensar o ar condicionado, utilizando apenas ventilação natural.

As inovações não param por aí, o pódio para entrega das medalhas foi projetado para se utilizado também para os jogos paraolímpicos, utilizando conceitos de acessibilidade. Essa também será a primeira olimpíada da era das redes sociais plenamente difundidas. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos apontou que 28% dos entrevistados planeja discutir os jogos pelas redes sociais. Outros 20% disseram que irão assistir pela internet ou tablet e 15% pelo celular pelo menos parte dos jogos. Esse movimento cria uma série de novidades relacionadas à cobertura da mídia. Essa será a primeira olimpíada com um aplicativo oficial que apresenta todos os resultados em tempo real.

Com tantas inovações, vale a pena ficar ligado e torcer pelos atletas brasileiros. Confiram o vídeo abaixo sobre o Turbo Speed.

05.07.2012 - 20h15

Inovação aberta em PMEs

Nos últimos anos tenho viajado pelo Brasil com a missão de sensibilizar e assessorar empresários e gestores de empresas de diferentes portes em relação a como inovar mais. Semana passada estive em Aracaju falando com pequenos empresários sobre inovação e essa semana foi a vez de encontrar pequenos e médios empresários em Brasília. Percebo que há uma diferença entre grandes e PMEs em relação à inovação.
Empresas maiores e estruturadas apontam a questão da cultura do negócio e também das barreiras internas para aprovação e liberação dos recursos para tornar os projetos realidade, muitas vezes perdendo o timming.
Quando falo com gestores de PMEs, de forma geral as dificuldades são outras. Se por um lado elas têm a possibilidade de serem mais ágeis em função do contato direto com os tomadores de decisão e menos burocracia interna, por outro a falta de recursos financeiros e humanos e a dificuldade de implementar boas práticas de gestão da inovação são barreiras significativas.
Vou dedicar esse post a falar sobre uma prática de gestão que está muito em voga: inovação aberta. Bastante difundida entre grandes empresas, hoje já existem um série de casos de sucesso realizados por empresas no Brasil e inúmeros fora. Casos como o Faça-me um Sabor da Pepsico, Fabrica de Ideias da 3M e Tecnisa Ideias são exemplos bem sucedidos de ações geração de ideias com apoio dos clientes. Mas como ficam as PMEs em relação a isso?
Penso que elas podem ser entrar nos dois lados da inovação aberta: como solvers e também como seekers. Os solvers são aqueles que apoiam as grandes empresas na busca de soluções inovadoras para problemas existentes. Já os seekers são aqueles que demandam as inovações de fontes externas.
Vejamos o papel das PMEs atuando como solvers. Esse papel é bastante conhecido e até mesmo utilizado, já que grandes empresas demandam de PMEs especializadas novidades para redução de custos, acelerar desenvolvimentos, conhecimentos e tecnologias específicas. Com a difusão da internet, a geografia que antes era uma barreira na busca por essas soluções, deixou de ser problema, havendo muitas oportunidades a serem exploradas. Em portais de inovação aberta como Innocentive e Nine Sigma é possível descobrir desafios para aproximação com as grandes empresas.
Já no papel se seeker, novamente a internet serve como recurso poderoso para busca de novidades e ideias para implementar nos negócios. Hoje empresas pequenas já utilizam canais como as redes sociais para buscar insights dos consumidores com baixo custo. Há também as redes de empresas com o intuito de colaborar para o desenvolvimento tecnológico. Temos bons exemplos de redes de inovação de pequenas empresas para nanotecnologia, tecnologia da informação e do agronegócio.
Nesse link há um relatório interessante sobre inovação aberta em PMEs.
http://www.innovationmanagement.se/wp-content/uploads/2012/05/open-innovation-in-smes.pdf

04.06.2012 - 19h24

O efeito Facebook no Vale do Silício

Um dos maiores especialistas em empreendedorismo e inovação do Vale do Silício, Steve Blank, escreveu há pouco tempo um artigo chamando a atenção dos “efeitos negativos” que o lançamento inicial de ações do Facebook poderia trazer para a região.

O professor de universidades como Stanford, Columbia e Berkeley (e também investidor de risco) vem acompanhando o movimento de investimento dos fundos de capital de risco (grandes motores de inovação no Vale do Silício, afinal são eles que na maioria dos casos transformam as empresas nascentes em sucessos de mercado). Segundo ele, hoje a grande maioria dos investidores estão em busca de empresas que rodem seus produtos em smartphones e tablets, e boa parte delas são novas redes sociais.

A lógica é simples: ao invés de esperar de 5 a 7 anos para obter retornos com empresas de energias renováveis, biotecnologia ou outras ciências da vida, os investidores têm colocados suas fichas em redes sociais e desenvolvedoras de aplicativos móveis (empresas que tem retornado o investimento em média de 3 anos).

Para ele, sempre houve ondas de inovação no Vale do Silício e que a onda do momento são as redes sociais! Como investidor e professor, ele levanta as seguintes preocupações: se quase todos estão migrando seus investimentos para mídias sociais, o que irá acontecer com a inovação em outras áreas? Será que as empresas de mídias sociais estão numa bolha, como as empresas de internet no final do século passado?

O que você acha? Temos uma bolha ou empresas como o Facebook, Linkedin e Twitter vieram para ficar?

22.05.2012 - 19h28

Marketing para produtos inovadores

Tão importante quando a inovação em si é a forma como essa novidade é comunicada.

Tenho acompanhado muitas empresas que utilizam uma estratégia inadequada para essa abordagem, não levando em consideração as especificidades que um novo produto ou serviço possui, especialmente quando esse for tecnológico.

Gosto muito da abordagem utilizada por Parasuraman e Colby no livro Marketing para Produtos Inovadores. Vejam alguns tópicos interessantes:

1. A abordagem de comunicação deve ser diferente dependendo do estágio. No início deve-se buscar os chamados pioneiros, um grupo que preza por novidades, são otimistas e acreditam que as inovações tecnológicas são meios de resolver seus problemas, tornando o dia a dia mais fácil.

2. Utilizar os chamados Evangelizadores. Muitas empresas como Apple e IBM possuem pessoas com essa função nos seus quadros. O papel do evangelizador é doutrinar o mercado sobre novas tecnologias, buscando mudar o padrão vigente. Um grande exemplo de Evangelizador corporativo é Guy Kawasaki. Ele trabalhou fortemente para que o conceito de computador pessoal pudesse ser assimilado pelo mercado. O sucesso do Macintosh na década de 80 passou pelo árduo trabalho de convencer os consumidores que esse produto não deveria ficar restrito a engenheiros aficionados por tecnologia.

3. Não basta ser inovador, é preciso parecer inovador. Todo ano a Apple realiza o MacWorld. Um grande evento dedicado a apresentar suas inovações. Nos dias de hoje, o mercado e os consumidores esperam ansiosos pelos eventos, havendo repercussão antes (apostas do que será lançado), durante (muitas sites transmitem o evento numa cobertura minuto a minuto) e depois (análises do que foi lançado). Toda essa movimentação já vai informando e preparando os consumidores para as novidades, que muitas vezes levam meses até chegar ao mercado.

Steve Jobs era um dos melhores Evangelizadores que tivemos nos últimos tempos. Além de grande executivo era também um grande comunicador. Coloquei abaixo o vídeo no qual ele faz o lançamento do iPhone em 2007.

Durante mais de 1 hora ele apresenta as vantagens e novidades que o aparelho trazia. O discurso é inspirador e otimista, contendo frases do tipo: “de vez em quando aparece um produto revolucionário que muda tudo… hoje a Apple vai reinventar o telefone…”.

E ele tinha razão!

08.05.2012 - 14h56

Inovação no Modelo de Negócio

Boa parte das pessoas acabam associando as inovações apenas a produtos. Parece ser natural tal percepção pois os produtos são os elementos visíveis das empresas. Na realidade o sucesso ou o fracasso de uma nova iniciativa pode não estar relacionado a suas características como produto ou serviço apenas mas de como nós montamos o modelo de negócios dela.

Lembro-me de um exemplo clássico ensinado nas escolas de administração quando falava-se em modelo de negócios: a Dell. Fundada em 1984 por um estudante da universitário, a grande inovação não estava apenas no produto que podia ser customizado pelos consumidores mas também no canal de vendas diretas. Utilizando-se de revistas especializadas e catálogos, a empresa construiu uma proposta de valor que era interessante para quem comprava (customização) e para ela mesma (que eliminava um elo do canal e consequentemente uma parte do custo.

Uma ferramenta interessante para montarmos modelos de negócios inovadores é a chamada Business Model Canvas.  Com ela podemos simular diferentes situações para os 9 elementos de um modelo de negócios: clientes, proposta de valor, relacionamento, canais, fontes de receitas, atividades, recursos, parceiros e estrutura de custos.

Vejam o video abaixo que explica a lógica da ferramenta:

13.04.2012 - 19h12

Pesquisa Gestão da Inovação no Brasil

Acaba de ser publicada a pesquisa Estágio Atual da Gestão da Inovação nas Empresas Brasileiras 2012. A pesquisa foi constituída a partir do entendimento de que transformar a inovação em competência gerenciável é o paradigma contemporâneo para empresas, governo e organizações sociais. O estudo teve como objetivo avaliar o desenvolvimento do cenário de inovação no ambiente corporativo brasileiro, identificando a relevância do tema, as práticas, barreiras e perspectivas futuras das empresas com a gestão da inovação.

 

Em 2010, a 1a Edição da pesquisa, então intitulada “Estágio da Gestão da Inovação no Brasil”, destacou as barreiras culturais de tempo, aversão ao risco e estabelecimento de incentivos para inovar. Também ressaltou o crescente interesse pela inovação aberta.

 

Nesta 2a Edição, o relatório dos resultados, também disponível em formato de apresentação, está organizado a partir dos principais insights encontrados e complementado pelos seguintes grandes temas: Estágio de Maturidade, Estratégia, Inovação Aberta, Formalização, Cultura e Perspectivas Futuras.

 

Os resultados da atual pesquisa evidenciam que as empresas:

 

1. descentralizam as fontes de inovação;

2. ampliam a formalização de suas práticas de inovação;

3. consolidam investimentos em pessoas, cultura e liderança;

4. diversificam os tipos de inovação priorizados

5. incrementam o volume de investimentos.

 

Vale a pena conferir os resultados completos:

http://www.innoscience.com.br/?pg=9046

27.03.2012 - 15h07

Qual a melhor idade para empreender?

Mark Zuckerberg fundou o Facebook quando estava com 20 anos. Steve Jobs tinha 21 quando montou a Apple Computers. Larry Page e Sergey Brin começaram o Google com 25 anos. O estereótipo padrão do empreendedor de empresas de base tecnológica é o jovem que ainda está cursando a faculdade e que desafia as regras antes mesmo de concluir os estudos, tornando-se milionário da noite para o dia.  Mas será que esse perfil é a regra ou a exceção?

A Kauffman Foundation realizou estudo para mapear o perfil dos empreendedores de empresas de tecnologia nos Estados Unidos e encontrou algumas coisas interessantes:

- Meninos-prodígios de vinte e poucos anos não são a regra na criação de novas empresas. Na realidade são exceção: somente 5% das empresas de tecnologia são fundadas por pessoas menores que 24 anos. A maior fatia (45%) está na faixa dos 35-44 anos. Aliás, 6% de todas as empresas estudadas foram fundadas por pessoas maiores de 55 anos (ou seja, nunca é tarde para empreender).

- Existe um relação direta entre experiência e capacidade de empreender. Em média os empreendedores tem 16 anos de experiência ao lançar uma nova empresa de tecnologia. O estudo aponta que devido a complexidade cada vez maior, muitas vezes experiências prévias são importantes para transformar uma ideia em algum negócio.

- Finalmente, o estudo também desmistifica a questão de que todo empreendedor de sucesso larga a faculdade no meio para se dedicar ao negócio. Somente 6% dos empreendedores não completam o ensino superior e 40% chega a realizar mestrado ou doutorado.

Confiram o estudo no link: http://sites.kauffman.org/pdf/Education_Tech_Ent_042908.pdf

 

 

 

23.02.2012 - 17h47

Como montar uma campanha de inovação aberta? Parte 2

No post anterior falei sobre dois aspectos importantes para montar uma campanha de inovação aberta: direcionamento (estratégia) e duração (torneio ou contínuo). Destaco mais 3 pontos fundamentais para uma campanha de sucesso:
- Propriedade Intelectual – a proteção do conteúdo gerado através das campanhas de colaboração para inovação deve ser uma preocupação desde o início do trabalho. Normalmente é feito um regulamento que apresenta as “regras do jogo” e deve ser apresentado àqueles que colaboram quando da suas participações iniciais. Uma boa alternativa para proteger a empresa nesse quesito são os chamados technology brokers como Ninesigma e Innocentive, empresas que fazem o meio campo entre os seekers (o lado que procura) e solvers (o lado que tem a solução).
- Recompensas – a política de recompensa é importante para mobilizar as comunidades para os desafios. Recentemente a Cisco lançou a campanha I-prize, no qual o desafio era identificar oportunidades de negócio que superassem a marca de 1 bilhão de dólares de mercado potencial. Para o vencedor a recompensa seria de 250 mil dólares. Com uma recompensa significativa, houve uma grande mobilização mundial em prol da busca da solução, envolvendo mais de 3000 pessoas de 156 países diferentes.
- Públicos –identificar o público alvo da campanha parte da premissa de estabelecer o desafio e o canal certo para cada um deles. Muitas vezes o desafio para as universidades precisa ser diferente do desafio dado aos usuários e clientes. Assim como aqueles que são dados a fornecedores. A Tecnisa utiliza o canal http://tecnisaideias.com.br/ para obter ideias dos usuários e clientes e busca através do canal Fast Dating (www.tecnisa.com.br/fastdating) uma aproximação prioritariamente maior com fornecedores e institutos que possam trazer novas tecnologias inovadoras para a empresa.
Abaixo os vídeos das duas iniciativas da TECNISA.

10.02.2012 - 18h11

Como montar uma campanha de inovação aberta?

Muito tem se falado de inovação aberta, co-criação, crowdsourcing, inovação em rede, etc… Mesmo assim, o número de empresas que consegue efetivamente utilizar essas práticas para inovar ainda é restrito. Separei alguns pontos que considero importantes para que haja uma iniciativa de sucesso nesse sentido:

- Direcionamento: as campanhas de inovação aberta precisam ter um direcionamento bem definido, ou seja, que tipo de colaboração queremos e para que. É o que chamamos de estratégia de inovação. Queremos que nos ajudem a inovar em que? Isso serve para mobilizar as pessoas em prol do objetivo desejado pela empresa.
- Torneio ou Contínuo: essa é uma decisão fundamental Vamos deixar o canal aberto permanentemente ou serão torneios específicos, com começo e fim definidos. A P&G com o Connect &Develop mantém seu canal permanentemente aberto, incluindo desafios e os retirando quando encontra as soluções desejadas. Já outras empresas, como a Pepsico, no caso do torneio Faça-me um Sabor do Ruffles, realizou um torneio. A escolha passa por uma questão simples: temos como manter mobilizados os públicos-alvo das campanhas por quanto tempo?

Abaixo, os vídeos das iniciativas da P&G e da Pepsico.

No próximo post, trago outros pontos importante para termos uma campanha de sucesso.

31.01.2012 - 18h59

Como medir a inovação?

Um dos temas mais críticos para aqueles que trabalham com gestão da inovação é como medir os resultados dos esforços inovadores. Seguidamente percebo que diferentes questões atrapalham essa mensuração e em alguns casos não se consegue afirmar como certeza se os esforços de inovação estão trazendo resultados ou mesmo que os indicadores utilizados sejam úteis. Eis algumas dicas para melhorar esses controles:

 

- Montar um conjunto de indicadores adequados – assim como o BSC (balanced scorecard) criou uma lógica de causa-efeito para implementação da estratégia, os controles de inovação devem envolver indicadores relacionados a criação de um ambiente favorável à inovação, a gestão do processo de inovar e, claro, o atendimento da estratégia de inovação e seus resultados.

 

- Monitorar os projetos do inicio ao fim – falta de controle dos projetos ocorre especialmente em empresas que possuem uma quantidade significativa de projetos e conseqüentemente envolve diferentes áreas e pessoas. Nesses casos, o desafio está na consolidação dos dados mas também no monitoramento por parte dos gestores da inovação. O resultado individual de cada projeto deverá compor o resultado final dos esforços de inovação.

 

- Estabelecer horizonte de tempo de geração de resultados – uma inovação continua trazendo resultados num horizonte de tempo que pode variar de setor para setor. Por exemplo, um novo produto no mercado de software provavelmente será mais perecível do que um no mercado siderúrgico. Assim, cabe definirmos o horizonte de geração de resultado baseado no ciclo de vida dessa inovação. A pergunta é quantos anos essa novidade gerará um resultado diferenciado?