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	<title>Iconomia</title>
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		<title>China lidera comércio criativo</title>
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		<pubDate>Sat, 18 May 2013 15:35:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Schwartz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Adjetivar como &#8220;criativo&#8221; esse ou aquele bem, serviço ou comportamento tornou-se um lugar comum nessa economia de ícones construídos digitalmente. De &#8220;cidades criativas&#8221; a &#8220;setores criativos&#8221;, passando pela &#8220;economia criativa&#8221; e sempre com muita força no Brasil a &#8220;contabilidade criativa&#8221; &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/2013/05/18/china-lidera-comercio-criativo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Adjetivar como &#8220;criativo&#8221; esse ou aquele bem, serviço ou comportamento tornou-se um lugar comum nessa economia de ícones construídos digitalmente. De &#8220;cidades criativas&#8221; a &#8220;setores criativos&#8221;, passando pela &#8220;economia criativa&#8221; e sempre com muita força no Brasil a &#8220;contabilidade criativa&#8221; de empresas, governos e partidos políticos.</p>
<p>Todo cuidado é pouco diante dos adjetivos. A agência da ONU para comércio e desenvolvimento (UNCTAD) tem sido paladina em defesa de mais atenção (e números) para as atividades cujo principal insumo é a criatividade. O informe divulgado nessa semana é impressionante: o comércio mundial de bens e serviços criativos superou a marca dos US$ 620 bilhões em 2011.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os dados integram a &#8220;Global Database on the Creative Economy&#8221;. Artes e artesanato, livros, design gráfico e de interiores, moda, cinema, música, novas mídias visuais e audiovisuais bateram um pico em 2011, último ano com dados disponíveis. O patamar de exportações anterior à crise de 2008 já foi superado.</p>
<p>Os dados ganham publicidade para esquentar o Forum Global sobre Serviços que acontecerá em Pequim no final de maio. Os fluxos de serviços triplicaram desde 2002.</p>
<p>Essa pujança reflete a força das atividades ligadas a arquitetura e correlatos, serviços culturais e recreativos, serviços audiovisuais, publicidade, serviços de pesquisa e desenvolvimento, vetores de uma economia que se sofistica e pontua a imersão global numa sociedade da informação organizada em torno de uma economia do conhecimento. A internet é o solo fértil onde proliferam serviços inovadores no campo da educação, da cultura, da ciência, da tecnologia e das finanças. A taxa média de crescimento anual dessas atividades nos últimos dez anos é de 8,8% (a taxa sobe para 12,1% para exportações de países em desenvolvimento).</p>
<p>A liderança entretanto não está na América ou na Europa, mas na China, que começa a desafiar a ideia de que se tornou apenas a maior fábrica do planeta. As exportações de produtos criativos triplicaram entre 2002 (US$ 32 bilhões) e 2011 (125 bilhões) a uma taxa anual de 14,7%. Ou seja, os chineses se integraram aos principais fluxos de comércio mundial em conteúdo criativo. Não é casual que a Dreamworks tenha se instalado em Shanghai no ano passado, em parceria com o China Media Capital, Shanghai Media Group e Shanghai Alliance Investment.</p>
<p>O Brasil é cantado em prosa e verso como o paraíso perdido (ou futuro) da economia criativa. Por enquanto, eventos de alto impacto como Copa e Jogos Olímpicos deram emprego principalmente a trabalhadores de baixa qualificação na construção civil. Para ter sucesso nas chamadas &#8220;indústrias criativas&#8221;, a UNCTAD insiste na importância de infra-estrutura (especialmente digital), educação e qualidade da vida nas cidades. Não é difícil constatar que o Brasil está atrasadíssimo em tudo o que importa para figurar entre os grandes exportadores de conteúdo, produtos e serviços criativos. Estádios de futebol dão votos e lucros no curto prazo, mas não são bens exportáveis e ainda estão longe de movimentar massas de consumidores e turistas depois da grande festa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<table class="aligncenter" width="370" align="right">
<tbody>
<tr>
<td>
<div align="center"><img class="alignnone" src="http://unctad.org/en/PressMaterialImages/PR13016f3_en.JPG" alt="Top 10 exporters of creative goods" /></div>
<div align="center">Fonte: UNCTAD, UN COMTRADE database.</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>.</p>
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		<title>iPad já era</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/2013/01/23/ipad-ja-era/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Jan 2013 11:37:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Schwartz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[O mercado das coisas digitais viu no final de 2012 um de seus ícones perder terreno: as vendas da Apple decepcionaram e, pior ainda quando se trata de um mundo movido a inovação, sem Steve Jobs a empresa ficou na &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/2013/01/23/ipad-ja-era/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2422" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/files/2013/01/tela-no-copo.jpg"><img class="size-medium wp-image-2422" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/files/2013/01/tela-no-copo-300x279.jpg" alt="A internet das coisas e nas coisas é a nova onda" width="300" height="279" /></a><p class="wp-caption-text">Internet das Coisas: fronteira na pesquisa e na inovação empresarial</p></div>
<p>O mercado das coisas digitais viu no final de 2012 um de seus ícones perder terreno: as vendas da Apple decepcionaram e, pior ainda quando se trata de um mundo movido a inovação, sem Steve Jobs a empresa ficou na rabeira: teve que dar o braço a torcer e correr atrás do design dos tablets coreanos, entre telefone e tablet. Nunca antes na história da empresa isso ocorrera.</p>
<p>Qual o futuro da internet e seus ícones de mercado, que eu prefiro designar por &#8220;iconomia&#8221;? Em meio à mais profunda crise financeira da história do capitalismo, já produzindo as clássicas feridas sociais e políticas, poderá a inteligência tecnológica revelar-se menos terrível que as distopias mais negras à la Big Brother?</p>
<p>Uma parte importante da resposta é observar o que vai revelando o próprio mercado onde se concentra a onda inovadora: o mundo das redes.</p>
<p>A edição de janeiro do boletim &#8220;OECD Insights&#8221; destaca a emergência das &#8220;smart networks&#8221; (redes espertas, inteligentes) e resume as conclusões de um estudo publicado na semana passada. Nos próximos cinco anos a expectativa no Primeiro Mundo é que um domicílio com dois adolescentes terá 25 &#8220;coisas&#8221; conectadas à internet. A tranqueira interconectada chega a 50 em 2022. Atualmente, a média já está em 10 coisas conectadas à rede por domicílio. Traduzindo para o conjunto de países da OCDE: haverá 14 bilhões de interfaces conectadas. Hoje há 1,7 bilhão. Números relativos apenas a domicílios.</p>
<p>O iPad e possivelmente outras centenas de &#8220;gadgets&#8221;, &#8220;devices&#8221; e &#8220;interfaces&#8221; são apenas a espuma produzida por uma onda profunda cujas repercussões materiais (hardware), simbólicas (software) e intangíveis (conhecimento, poder e riqueza) tornam-se a cada ciclo (e crise) mais complexas e imprevisíveis.</p>
<p>Há no entanto uma única certeza. Esses ícones da economia digital alteram nossa capacidade de sobrevivência num planeta de recursos escassos. Ocorre que a era pré-digital consagrou um capitalismo inicialmente predatório, depois de acumulação. Ao colocar a ciência e a tecnologia a serviço do crescimento econômico (e da dominação militar), a humanidade ao mesmo tempo liberou uma infra-estrutura que é, sempre, também super-estrutura: as redes.</p>
<p>Nas redes, se e quando servem a propósitos inteligentes (como a formação de redes sociais à la Facebook ou mecanismos de busca como o Google), surgem oportunidades muito reais de criação e inovação nas camadas de hardware, software e inteligência. A exploração predatória e a acumulação como uma finalidade em si ofendem a inteligência.</p>
<p>Essa é a nossa única, humana esperança.</p>
<p><strong>LINKS (em inglês)</strong></p>
<p><a title="OECD Insight" href="http://oecdinsights.org/2013/01/21/smart-networks-coming-soon-to-a-home-near-you/" target="_blank">OECD Insights discute &#8220;Smart Networks&#8221;</a></p>
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		<title>O Swarz que virou Cristo</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/2013/01/14/o-swarz-que-virou-cristo/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Jan 2013 09:37:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Schwartz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Morreu, supostamente por suicídio, na semana passada, em Nova York, Aaron Swarz. Os círculos mais sofisticados da inteligência norte-americana (destacando-se o MIT) levantaram-se em tributo a esse militante-programador-hacker, espécie de Cristo do século 21. Aos 14 anos, Swarz (noto com &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/2013/01/14/o-swarz-que-virou-cristo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Morreu, supostamente por suicídio, na semana passada, em Nova York, Aaron Swarz.</p>
<p>Os círculos mais sofisticados da inteligência norte-americana (destacando-se o MIT) levantaram-se em tributo a esse militante-programador-hacker, espécie de Cristo do século 21.</p>
<p>Aos 14 anos, Swarz (noto com espanto que é uma espécie de primo distante, pois nossos nomes de família são pronunciados do mesmo modo, como &#8220;xuárts&#8221;) foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento do código RSS (&#8220;Rich Site Summary&#8221;), o código que permitiu a existência da blogosfera.</p>
<p>Swarz inventou a web 2.0, a transformação das redes digitais em máquinas vivas de maximização do acesso coletivo à informação e ao conhecimento. Ele ajudou a rede a se tornar mais inteligente, cooperativa e produtiva.</p>
<p>O jovem brilhante nascido em 1986 tornou-se integrante do &#8220;Harvard University Safra Center for Ethics&#8221; em 2010.</p>
<p>No dia 6 de janeiro de 2011, ele foi levado à prisão por violar os direitos de propriedade da JSTOR ou &#8220;journal storage&#8221;, uma entidade criada em 1995 para organizar e vender o conhecimento publicado por cientistas de todo o mundo em seu site.</p>
<p>Muitas das pesquisas que deram origem a esse conhecimento comercializado foram pagas com dinheiro público.</p>
<p>Eticamente, Swarz colocou-se contra a mercantilização de conhecimento público e partiu para a ação. Ele próprio possuidor de um conhecimento profundo de códigos de programação de computadores, violou a segurança e passou a distribuir milhões de arquivos com os trabalhos científicos da JSTOR. Ele atuou diretamente para liberar informação judicial pela qual são cobradas taxas (por documento copiado). Ou seja, Swarz morre como ícone da chamada &#8220;pirataria&#8221;.</p>
<p>O suposto suicídio acontece depois de um ano de processos que afinal levaram a própria ofendida em seus direitos de propriedade intelectual, a JSTOR, a abrir mão da acusação. Afinal, o efeito prático da ação individual é ainda irrelevante frente à potência corporativa das redes digitais. As acusações do governo federal, no entanto, tiveram curso, levantando questões de ordem política já que Swarz era uma celebridade no movimento contra a PIPA e a SOPA (legislação anti-pirataria e outras disposições legais vistas como ameaças à liberdade de expressão pelos ativistas da internet livre e democrática).</p>
<p>No fundo, o quadro real é de conflitos em torno de fundos públicos, bens públicos e conhecimento público que, ao contrário do que seria de imaginar, tornam-se escassos e portanto caros.</p>
<p>Quando se trata de conhecimento, ou seja, capacidade de programar e decifrar códigos, a privatização do que foi ou deveria ser público torna-se uma questão de vida e morte. No caso desse meu célebre homônimo, a combinação de estresse em função das pressões judiciais e uma tendência suicida latente (uma pessoa deprimida é uma caixinha de surpresas nem sempre agradáveis) foi fatal.</p>
<p><strong>LINKS</strong></p>
<p><a title="PDF Tribute" href="http://pdftribute.net/" target="_blank">Tributo PDF</a> &#8211; Cientistas e intelectuais colocam suas obras em pdf livremente na rede, em homenagem à luta pela liberdade e democracia na sociedade do conhecimento.</p>
<p><a title="Aaron Swarz na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Aaron_Swartz" target="_blank">Aaron Swarz</a> &#8211; entrada na Wikipedia (em inglês).</p>
<p><a title="RSS na Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/RSS" target="_blank">RSS </a>- O que é o RSS e qual sua importância para a existência da internet? Entrada na Wikipedia (em português).</p>
<p>A notícia do suicídio no <a title="Swarz no Haaretz" href="http://www.haaretz.com/jewish-world/jewish-world-news/internet-revolutionary-aaron-swarz-26-kills-himself-amid-legal-battle-1.493625" target="_blank">Haaretz</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Kulturkreis X Cultura de Crise</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jan 2013 11:48:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Schwartz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Numa época de crise global em todos os campos (economia, política, religião), a salvação do mundo está na Cultura? Com o fenomenal impacto das tecnologias de informação e comunicação (TICs) em todos os processos humanos ou automatizados, ganhou força nos &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/2013/01/01/kulturkreis-x-cultura-de-crise/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa época de crise global em todos os campos (economia, política, religião), a salvação do mundo está na Cultura?</p>
<p>Com o fenomenal impacto das tecnologias de informação e comunicação (TICs) em todos os processos humanos ou automatizados, ganhou força nos últimos anos a noção de que vivemos uma “cultura digital”.</p>
<p>Mais que o ser digital, veio para primeiro plano a dimensão cultural (eu diria, “icônica”). A onda subiu na Inglaterra dos anos Thatcher (“indústrias criativas” inspiram desde então governos, empresas, universidades e outras organizações sociais), hoje até o Brasil já tem uma Secretaria de Economia Criativa, no Ministério da Cultura e, na virada, a Ministra Marta Suplicy mostrou a que veio obtendo a sanção para o Vale Cultura. Tudo muito marginal em meio a debates sobre o abismo fiscal norte-americano e o clamor midiático pela cabeça do Ministro da Fazenda, Guido Mantega.</p>
<p>Vai que de fato é na cultura que se plantam as sementes de tudo o que é desenvolvimento humano em todas as áreas? Educação e Cultura, que no passado já andaram juntos na Esplanada brasiliense, tornaram-se os motores preferidos de 9 entre 10 estudiosos de modelos de desenvolvimento humano e crescimento econômico.</p>
<p>No entanto, articular e implementar ações nessa área são outros quinhentos. É mais difícil mudar políticas na área de educação e cultura do que obter compromissos mínimos entre países no campo do meio-ambiente e da sustentabilidade. Aliás, se os movimentos sociais e agendas públicas de educação e cultura tivessem o peso que o ambientalismo ganhou nas últimas décadas, talvez a própria Mãe Natureza estivesse menos ameaçada agora.</p>
<p>Como escolher, modelar ou transformar a cultura? Os alemães, que a partir do século 19 foram submetidos a um projeto de Estado Nacional absolutamente dependente da invenção de ícones da unicidade ariana, produziram também uma variedade impressionante de visões sobre a formação e a gestão de uma “kulturkreis”.</p>
<p>Para criar um ícone cultural é preciso estabelecer suas raízes no tempo e no espaço. Frobenius, um etnólogo alemão que inspirou o movimento africano da “Négritude” (berço de muitas ditaduras monárquicas na África), usava a noção de “kulturkreis”, ou seja, uma área ou espaço cultural próprio. Hoje é comum a criação de políticas de desenvolvimento regional ou local a partir de “arranjos locais”, inclusive arranjos criativos e pólos de produção certificada com selos de “origem controlada”. Spengler projetou no tempo, imaginando ciclos culturais, longos arcos civilizacionais cada qual com seu próprio começo, meio e fim.</p>
<p>Os mais críticos alertam para o risco de superestimar a dimensão simbólica, icônica, imaterial ou intangível da produção econômica e da reprodução social. Sem pré-sal, energia elétrica confiável e pesadíssimos investimentos em infra-estrutura social e pública (saneamento, saúde, segurança) não há educação de qualidade que resolva.</p>
<p>Para os céticos, o papo sobre “economia” ou “cidades” criativas e pólos de criação, produção e distribuição de informação, comunicação e cultura faz parte da cultura da crise. Ou seja, na falta de soluções para o impasse geopolítico e financeiro que há anos subtrai recursos, energia e tempo aos investimentos, consumo e inovação globais, falar de pólos de cultura como solução é tapar o sol com a peneira.</p>
<p>Será o Vale Cultura um ícone de uma nova economia criativa e sustentável? Haverá renda e mercados capazes de ampliar não apenas o consumo, mas a produção e os investimentos necessários para reposicionar o Brasil nas praças e campos de batalha internacionais onde se joga o futuro da propriedade intelectual e dos serviços inteligentes?</p>
<p>O Vale Cultura recoloca em outra dimensão e impacto incomparavelmente menor a mesma questão há anos debatida entre os “experts” em política social: é possível por meio de instrumentos focalizados de transferência de renda (como o “bolsa família”) promover a mudança real de inserção produtiva e social dos cidadãos? É possível fazer isso sem alterar os termos do modelo de desenvolvimento centrado em crescimento de automóveis em circulação, da poluição e da selvageria ética?</p>
<p>Feliz 2013!</p>
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		</item>
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		<title>O fim do mundo da internet</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/2012/12/21/o-fim-do-mundo-da-internet/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Dec 2012 09:46:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Schwartz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrevo a poucas horas do fim do mundo. Coincidência ou não com o calendário Maia, quem acompanha o debate mundial sobre o futuro da internet deve estar convencido a essa altura de que o mundo da internet está por um &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/2012/12/21/o-fim-do-mundo-da-internet/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrevo a poucas horas do fim do mundo. Coincidência ou não com o calendário Maia, quem acompanha o debate mundial sobre o futuro da internet deve estar convencido a essa altura de que o mundo da internet está por um fio.</p>
<p>A internet surgiu como um movimento aberto nos EUA dos anos sessenta e alcançou o status de rede global, obviamente não por acaso, com o apogeu e glória da chamada globalização (anos 90). Internet é sinônimo de comunicação em tempo real numa escala global, exigência tanto da Guerra Fria quanto da gestão contínua de fluxos financeiros mundializados.</p>
<p>Essa internet global do mundo livre ganhou significados e impactos surpreendentes em governos totalitários como a China. Na semana passada, essa nova &#8220;Guerra Fria&#8221; assumiu os contornos de uma guerra digital aberta na cúpula da União Internacional de Telecomunicações (agência regulatória que nasceu para dar conta do mercado de telegrafia).</p>
<p>O fato é que o número de governos metendo a mão nem sempre visível de seus tecnoburocratas em redes digitais subiu de 4 para 40 no últimos 10 anos &#8211; o alerta foi publicado pelo fundador da internet, <a title="Vint Cerf" href="http://www.nytimes.com/2012/05/25/opinion/keep-the-internet-open.html?_r=0">Vint Cerf, em artigo no New York Times de maio</a>.</p>
<p>O futuro da internet depois de Dubai parece mais incerto. Como em tantas deliberações da ONU, o princípio da maioria sem hegemonia apenas prolonga indefinidamente os impasses. Na prática, talvez com excessiva polidez, <a title="US UK fora de Dubai" href="http://www.bbc.co.uk/news/technology-20717774" target="_blank">a liderança do mundo livre achou melhor botar as barbas de molho</a>.</p>
<p><strong>Público X Privado</strong></p>
<p>A questão da liberdade na rede não é apenas coisa dos &#8220;gringos&#8221;. Na União Européia, as dificuldades com a garantia de privacidade na &#8220;nuvem&#8221; são a preocupação número um dos especialistas e líderes da área. É o caso de <a title="Privacy na Nuvem" href="http://www.isgtw.org/feature/why-can%E2%80%99t-every-cloud-have-hpc-lining" target="_blank">Paolo Balboni</a>, diretor científico da &#8220;European Privacy Association&#8221; endossado por todos os participantes de um seminário sobre computação de alta performance na nuvem, na Alemanha, em setembro.</p>
<p>A preocupação vale para a integridade de dados científicos que circulam em redes de cooperação internacional mas também é crítica para pequenas empresas com dados sensíveis armazenados nas tais nuvens.</p>
<p>Vem para primeiro plano a questão do controle. Para Vint Cerf, que ajudou a colocar no mundo a internet como a conhecemos, o vigor da rede não é fruto da genialidade dos engenheiros que a criaram, mas da capacidade de usar de modo criativo, aberto e tolerante à diversidade os protocolos de comunicação entre máquinas, ampliando de modo revolucionário a capacidade humana de acessar, compartilhar, criar e distribuir informação, conteúdo e valores.</p>
<p>Uma internet aprisionada nos dilemas do tipo &#8220;Público X Privado&#8221; que marcaram a Guerra Fria é um retrocesso mental, intelectual e espiritual. O mundo da internet é correlato do mundo real. Se no mundo real a liberdade é ameaçada, o mundo da internet pode ser ainda mais tirano e cruel. Afinal, a distopia de uma sociedade amparada no &#8220;Big Brother&#8221; é bem mais antiga que o &#8220;reality show&#8221; que já fez tanto sucesso no Brasil e no mundo.</p>
<p>Mais que nunca o terreno é o da economia política da imaginação. Pode a rede afinal ser controlada por um único fio? Somos e vivemos como ícones ou marionetes?</p>
<p>O risco é confirmar-se atrás do ícone do <strong>entretenimento</strong> uma <strong>sombra</strong> totalitária a exigir censura e impor corrupção. Controlar a internet é encarar a força dessa contradição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>LINKS (em inglês)</strong></p>
<p><a title="European Media Policy" href="http://www.nordicom.gu.se/mt/letter.php" target="_blank">Mídia e Política na União Européia</a></p>
<p><a title="WCTILEAKS" href="http://wcitleaks.org/news/" target="_blank">O melhor lugar para entender a iconomia política da guerra fria digital com links de A a Z.</a></p>
<p><a title="Games e Violência" href="http://www.businessinsider.com/video-game-violence-newtown-shooting-2012-12" target="_blank">Detalhe da tragédia em Newtown: volta o debate sobre videogames e violência</a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Quo Vadis? Iterum crucifigi&#8230;</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/2012/12/06/quo-vadis-iterum-crucifigi/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Dec 2012 09:21:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Schwartz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Pedro fugindo da crucificação em Roma teria encontrado Jesus reencarnado, que ia em direção à cidade. Pedro então pergunta: &#8220;quo vadis?&#8221; (aonde vais?). &#8220;Romam vado iterum crucifigi&#8221; (vou a Roma para ser novamente crucificado). Pedro retorna. Acaba crucificado também (de &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/2012/12/06/quo-vadis-iterum-crucifigi/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pedro fugindo da crucificação em Roma teria encontrado Jesus reencarnado, que ia em direção à cidade. Pedro então pergunta: &#8220;quo vadis?&#8221; (aonde vais?). &#8220;<em>Romam vado iterum crucifigi</em>&#8221; (vou a Roma para ser novamente crucificado). Pedro retorna. Acaba crucificado também (de cabeça para baixo).</p>
<p>Outra passagem onde a expressão &#8220;quo vadis&#8221; aparece é na Vulgata bíblica (tradução do livro sagrado feita no final do século 4). Aqui Pedro ouve de Jesus outra resposta: “Para onde vou, vocês não podem seguir-me agora, mas me seguirão mais tarde”.</p>
<p>Nesse mundo feito de competição, incerteza e inovação contínua, a expressão &#8220;quo vadis&#8221; ganha tremenda atualidade. Cada empreendedor, líder ou criativo pergunta-se diuturnamente para onde seguir. A pressão é tanta que até mesmo o retorno ao passado torna-se em alguns casos a única saída para ser, paradoxalmente, inovador (que o digam as ondas sucessivas de produtos &#8220;retrô&#8221;, a moda &#8220;retrofit&#8221; na reforma de imóveis, a reedição de novelas que foram antigos sucessos e por aí vai).</p>
<p>&#8220;Quo vadis&#8221; (aonde vais?), indagação eternamente pregada à nossa existência como uma crucificação móvel e inevitável, é no entanto menos importante que uma questão subsidiária, porém estratégica: de que modo chegaremos lá?</p>
<p>Para a maioria dos casos práticos existe algum &#8220;vade mecum&#8221; (vem comigo), ou seja, um compêndio, manual, obra de referência (mais comum em Direito e Farmácia). Em negócios, sobretudo quando ir para algum lugar é sinônimo de produzir inovação, romper modelos e desafiar o estabelecido, a própria ideia de um &#8220;manual de inovação&#8221; faz pouco sentido. Afinal, como padronizar a ruptura com os padrões?</p>
<p>A palavrinha mágica para enfrentar esse desafio tem sido usada em muitos campos e atividades. Em latim contemporâneo, é o &#8220;roadmapping&#8221; (mapeamento do caminho). Pois um grupo de engenheiros tem dedicado bom tempo a esclarecer que além do paradoxo entre inovar e seguir regras é possível formular uma abordagem estratégica para o gerenciamento da inovação em produtos, serviços e tecnologias.</p>
<p>Fazer &#8220;roadmapping&#8221; tecnológico pode parecer uma loucura, mas tem seu método. O &#8220;papa&#8221; no assunto é David Probert, diretor do &#8220;Centre for Technology Management&#8221; do Departamento de Engenharia da Universidade de Cambridge, Inglaterra. Com mais de 15 anos de experiência na indústria alimentícia, têxtil e eletrônica antes de se tornar professor na Universidade de Cambridge, escreveu artigos e livros clássicos sobre a abordagem do &#8220;roadmapping&#8221;. E participa ao lado de uma equipe de especialistas do primeiro livro brasileiro sobre essa abordagem que articula visualmente, de modo prático e simples, as dimensões de negócios/mercados com produtos/serviços e tecnologias/recursos. Esse é o triângulo mágico do valor: fazer um bom negócio é encontrar os produtos e serviços que melhor aproveitam as tecnologias e recursos ao longo do tempo.</p>
<p>Para chegar aonde queremos é fundamental saber onde estamos para então identificar ao longo do tempo os momentos e opções críticas para &#8220;chegar lá&#8221;. As ferramentas (sobretudo visuais) necessárias são claramente apresentadas nesse que é o primeiro livro brasileiro que facilita o acesso à metodologia.</p>
<p>O primeiro capítulo apresenta a abordagem, juntamente com seus dois principais componentes: o roadmap e o processo de desenvolvimento. O segundo capítulo apresenta em detalhes os principais elementos que constituem os processos de roadmapping e traz exemplos clássicos de organizações que foram pioneiras no uso da abordagem. O terceiro capítulo apresenta o roadmapping para a definição de estratégias de inovação, o seu processo de desenvolvimento e exemplos relacionados. O quinto capítulo apresenta ferramentas e técnicas adicionais, capazes de enriquecer os resultados do roadmapping e superar eventuais limitações encontradas durante o desenvolvimento do roadmap.</p>
<p>O &#8220;roadmapping&#8221; tecnológico é um dos mais eloquentes exemplos de que a lógica da inovação na economia contemporânea exige competências para traduzir tempo e estruturas em processos visuais, ícones. É a principal contribuição da engenharia de produção à iconomia. Pode ser a diferença entre voltar para a cruz ou seguir adiante sabendo que todo mundo, no futuro, vai te seguir.</p>
<p><strong>LINKS</strong></p>
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<li><a href="http://www.elsevier.com.br/site/institucional/Minha-pagina-autor.aspx?seg=6&amp;aid=92999">Maicon Gouvêa de Oliveira</a>, <a href="http://www.elsevier.com.br/site/institucional/Minha-pagina-autor.aspx?seg=6&amp;aid=93000">Jonathan Simões Freitas</a>, <a href="http://www.elsevier.com.br/site/institucional/Minha-pagina-autor.aspx?seg=6&amp;aid=93001">André Leme Fleury</a>, <a href="http://www.elsevier.com.br/site/institucional/Minha-pagina-autor.aspx?seg=6&amp;aid=93004">Henrique Rozenfeld, Lin Chih Cheng, Robert Phaal</a>, <a href="http://www.elsevier.com.br/site/institucional/Minha-pagina-autor.aspx?seg=6&amp;aid=93005">David Probert</a> são os autores de &#8220;Roadmapping &#8211; Uma Abordagem Estratégica para o Gerenciamento da Inovação em Produtos, Serviços e Tecnologias (Campus, 2012)</li>
<li>Acesso direto à <a title="Roadmapping - Editora Campus" href="http://www.elsevier.com.br/site/produtos/Detalhe-produto.aspx?tid=91726&amp;seg=6&amp;isbn=978-85-352-6351-0&amp;origem=AUTOR&amp;tit=ROADMAPPING" target="_blank">página do livro na Editora Campus</a></li>
<li>Um <a title="Bibliografia" href="http://www.ifm.eng.cam.ac.uk/uploads/Research/CTM/Roadmapping/Roadmapping_Bibliography_-_Phaal_13-4-12.pdf" target="_blank"><em>Vade Mecum</em> do &#8220;Roadmapping&#8221; (em inglês)</a></li>
</ul>
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<p><strong><strong>Festival</strong> Games for Change América Latina </strong></p>
<p>Acontece na USP e no Memorial da América Latina, a partir do dia 12 de dezembro, a segunda edição do Games for Change América Latina. Haverá  oficinas em game design, pedagogia com games, criação e ativismo, palestras e debates, “test drive” de games e uma inédita Feira de Trocas, Doações e Descarte de Games e Brinquedos Eletrônicos. Num ano em que aumentou a quantidade, a variedade e a audiência de congressos, feiras e outros eventos sobre games em todo o Brasil, fiz a Curadoria desse Festival com foco em refletir sem jargão, levando uma visão crítica das tendências tecnológicas, pedagógicas, políticas e culturais no universo dos videogames. O Festival inclui uma sessão sobre a pesquisa &#8220;O Futuro da Indústria de Games no Brasil&#8221;, onde participo da coordenação sob o patrocínio do BNDES. Em 2013, o mais importante evento acadêmico do setor, a SBGames, acontecerá em São Paulo e sua agenda será apresentada na sessão de abertura do Festival.</p>
<p>Link para <a title="Link para Programa e Inscrições" href="http://gamesforchange.org.br/eventos/">Programa e Inscrições no II Festival Games for Change América Latina</a></p>
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		<title>Games decifram a internet</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/2012/11/13/games-decifram-a-internet/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Nov 2012 10:31:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Schwartz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Assisti ontem à entrevista com Andrew Keen na Globo News, em torno do seu novo livro &#8220;Digital Vertigo&#8221;. Aumentou a minha convicção (científica!) de que o império do audiovisual contem a chave para decifrar as novas formas de criação de &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/2012/11/13/games-decifram-a-internet/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti ontem à entrevista com Andrew Keen na Globo News, em torno do seu novo livro &#8220;Digital Vertigo&#8221;. Aumentou a minha convicção (científica!) de que o império do audiovisual contem a chave para decifrar as novas formas de criação de valor. E nada é mais potente na economia do audiovisual internacional emergente que os games.</p>
<p>O novo livro de Keen traça um paralelo entre o cinema de Alfred Hitchcock (&#8220;Vertigo&#8221;) e a situação em que vivemos: plugados, conectados, iPadificados e avatarizados.</p>
<p>Entre o digital e o cinema, são os games que mais intensamente levam essa potência &#8211; a &#8220;vertigo&#8221; &#8211; a píncaros sucessivamente superados pela tecnologia, pela arte e pela pulsação econômica dos mercados e segmentos alimentados pela tríade hardware-software-gozo.</p>
<p>Roger Callois distinguia a &#8220;vertigo&#8221; entre as quatro formas essencias da jogabilidade na cultura dos homens, definindo essa intensidade de certos jogos que &#8220;momentaneamente destróem a estabilidade da percepção e inflingem uma espécie de pânico voluptuoso a uma mente supostamente lúcida&#8221;.</p>
<p>O &#8220;pânico voluptuoso&#8221; de um filme de horror ou suspense é semelhante à diversão histérica de uma montanha russa que, muitas vezes, é a melhor metáfora para o comportamento dos mercados financeiros.</p>
<p>A internet é voluptuosa, sedutora, audiovisual, imersiva e cativante, games podem ser viciantes, uma rede com memória infinita pode levar ao pânico um candidato a emprego descuidado com sua &#8220;linha do tempo&#8221; no Facebook.</p>
<p><strong>LINKS</strong></p>
<p><a title="Andrew Keen Digital Vertigo" href="http://www.ajkeen.com/books/" target="_blank">Digital Vertigo, de Andrew Keen</a></p>
<p><a title="Games for Change América Latina" href="http://www.gamesforchange.org.br" target="_blank">I SPGames e II Festival Games for Change América Latina</a></p>
<p>Vamos reunir pesquisadores e especialistas entre os dias 19 e 21 de novembro, no Museu da Imagem e do Som, para a I Súmula de Pesquisa sobre Games e Entretenimento Digital &#8211; SPGames. O evento é voltado à difusão para o público leigo e interessado (preocupado) com o uso de games e entretenimento digital de conhecimento de ponta em todas as áreas.</p>
<p>Daqui a um mês, além de debate haverá oficinas, conferências, minicursos e concursos da rede &#8220;Games for Change&#8221;, no II Festival Games for Change América Latina, no Memorial da América Latina entre os dias 12 e 15 de dezembro.</p>
<p>Sou o Curador dos eventos, com patrocínio da AMD Foundation, BNDES e USP.</p>
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		<title>Líderes são Ícones</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/2012/11/08/lideres-sao-icones/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Nov 2012 10:29:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Schwartz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Barack Obama é líder porque é ícone ou tornou-se um ícone pela capacidade de liderar? Na economia, na política e na cultura, liderança existe apenas quando está associada ao ser audiovisual, icônico, exemplar, cativante e eficaz na transmissão ou compartilhamento &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/2012/11/08/lideres-sao-icones/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Barack Obama é líder porque é ícone ou tornou-se um ícone pela capacidade de liderar?</p>
<p>Na economia, na política e na cultura, liderança existe apenas quando está associada ao ser audiovisual, icônico, exemplar, cativante e eficaz na transmissão ou compartilhamento de uma mensagem.</p>
<p>Eficaz não é sinônimo de infalível. FHC e Lula, ícones da liderança política que garantiu a democratização lenta, gradual e segura após a ditadura militar de 64, estão longe (cada qual a seu modo, tempo e gosto) da infalibilidade.</p>
<p>A frase-ícone que resume o caráter da reeleição de Obama é &#8220;dias melhores virão&#8221;.</p>
<p>É uma autocrítica. Mas representa igualmente a disposição a ser o portador da nova era.</p>
<p>O &#8220;presidente negro&#8221; é tão icônico globalmente quanto o &#8220;presidente operário&#8221;. Os EUA são um tabuleiro claramente dividido em duas cores, com predomínio das regiões que prosperaram com a industrialização dominante dos norte-americanos no pós-guerra, marcada pelas grandes megalópoles sobre as quais construiu-se a maior economia de serviços do mundo. Os republicanos ganham nas regiões mais reacionárias, pré-industriais ou extrativistas.</p>
<p>No Brasil, o contraponto de duas cores (azul e vermelho) é igualmente marcante, mas não são duas eras econômicas (pré- e pós-industrial) que se digladiam e sim os dois pólos de uma distribuição de poder, renda e território extremamente desigual. A eleição paulistana revelou essa luta no microcosmo: a cidade é azul no centro, mas os bolsões marginais são petistas. No Brasil, uma lógica semelhante ficou visível na eleição de Dilma Roussef.</p>
<p>No meio de tantas cores, bandeiras e partidos, os &#8220;fieis&#8221; da balança política no Brasil são cada vez mais literalmente os fieis das várias denominações religiosas. Afinal, se há uma tecnologia que a religião refinou ao longo da história é a da iconografia, da produção material e social da crença em imagens, ícones do sacrifício, da integridade e da boa-fé.</p>
<p>Quantos em nosso tempo terão os pés de barro?</p>
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		</item>
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		<title>O Futuro do Ego</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/2012/10/23/o-futuro-do-ego/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Oct 2012 10:32:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Schwartz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[De músico profissional a consultor celebrado pelo &#8220;Wall Street Journal&#8221; entre os mais antenados futuristas do capitalismo em formação após o 11 de setembro, a internet e Fukushima, Gerd Leonhard volta ao Brasil para colocar em discussão sua mais recente &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/2012/10/23/o-futuro-do-ego/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De músico profissional a consultor celebrado pelo &#8220;Wall Street Journal&#8221; entre os mais antenados futuristas do capitalismo em formação após o 11 de setembro, a internet e Fukushima, Gerd Leonhard volta ao Brasil para colocar em discussão sua mais recente formulação: do ego ao eco.</p>
<p>É mais uma forma, especialmente sedutora pela simplicidade, com que podemos traduzir o mal-estar na sociedade do espetáculo, dos espelhos com filtros, das esperanças animadas pelo consumo mais que pelo investimento, das espirais egocêntricas.</p>
<p>A espiral que aponta para baixo conduz ao utilitarismo mais imediatista: maximizar o prazer, minimizar a dor, os custos e a censura alheia. É o império do ego.</p>
<p>Uma espiral ascendente nos conduz à ecologia, aos ecossistemas, à economia, aos ecos da nossa e de muitas vozes que se cruzam nas redes em busca de mais reconhecimento, mais afeto e mais conhecimento (afinal, trata-se de re-conhecimento).</p>
<p>Como as empresas que precisam sobreviver num mundo em rede vão transformar o marketing, a inovação, seus modelos de negócios e de financiamento para participar de forma criativa e sustentável dessa dinâmica entre egos e ecos?</p>
<p>O egoísmo tem futuro? Os negócios sociais serão cada vez mais lucrativos e sustentáveis? O Estado é um grande ego? Redes funcionam como ecosistemas biopolíticos? Como as novas mídias e a cultura digital afetam todas as cadeias produtivas? Qual os impactos da internet das coisas na engenharia de produção de produtos, serviços e conhecimentos? Os ícones digitais são uma fronteira da convergência entre egos e ecos?</p>
<p><strong>LINKS</strong></p>
<p>Para conhecer mais o pensamento de Gerd Leonhard, <a title="Ego to Eco" href="http://www.egotoeco.org/" target="_blank">em português</a>.</p>
<p>Mais informações sobre o seminário <a title="Seminário Eco,Eco,Ícone no MIS-SP" href="http://gamesforchange.org.br/gerd-leonhard-no-brasil/index.html" target="_blank">&#8220;Ego, Eco, Ícone: Rumo ao Futuro Sustentável pela Economia Criativa&#8221;, com Gerd Leonhard, 5 de novembro no Museu da Imagem e do Som de São Paulo</a>.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Bancos fazem mal a si mesmos</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/2012/10/18/bancos-fazem-mal-a-si-mesmos/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Oct 2012 12:15:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Schwartz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Volto a falar da (f)utilidade dos bancos. No Brasil tudo vai bem, obrigado. Na Inglaterra, o ex-presidente do banco central dos EUA, Paul A. Volcker, fez declarações numa comissão parlamentar que são de cair o queixo. “O valor social e &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/2012/10/18/bancos-fazem-mal-a-si-mesmos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Volto a falar da (f)utilidade dos bancos.</p>
<p>No Brasil tudo vai bem, obrigado. Na Inglaterra, o ex-presidente do banco central dos EUA, Paul A. Volcker, fez declarações numa comissão parlamentar que são de cair o queixo. “O valor social e econômico de boa parte das inovações da engenharia financeira é questionável&#8221;, declarou Volcker, 85, após quase duas horas de depoimento.</p>
<p>Segundo o veterano banqueiro central, deixados aos próprios escrúpulos as instituições financeiras acabam comprometendo a segurança dos depositantes, misturando o dinheiro de terceiros em operações cuja finalidade é apenas reduzir custos e aumentar lucros. Ora, essa é a finalidade de toda atividade econômica no capitalismo. Traduzindo em miúdos, ninguém menos que Paul A. Volcker está dizendo que a autonomia dos bancos faz mal à sociedade e à economia. E diz mais: nem sempre é recomendável dar livre curso ao capitalismo. Volcker comandou o banco central dos EUA entre 1979 e 1987.</p>
<p>Para quem não lembra ou é jovem demais nem leu a respeito, Volcker foi o artifice de um choque de juros que arrebentou o mundo, mas preservou a hegemonia do dólar e, no final das contas, produziu a própria desregulamentação financeira que ele mesmo abomina. Será que o ex-chefão das finanças mundiais perdeu o bom senso?</p>
<p>A limpeza que seria necessária nesses mercados mal começou e começou mal. Chamando as raposas da financeirização global dos anos 80 para dar conselhos, o Parlamento britânico produz mais fumaça que luz ou calor.</p>
<p>Barclay´s e J.P.Morgan continuam às voltas com buracos da ordem de bilhões de dólares. A sofisticada engenharia financeira serviu para encobrir decisões ou burlar controles? Segundo Volcker, os bancos fazem mal sobretudo a si mesmos.</p>
<p>O &#8220;tiro no pé&#8221; está na lógica de reduzir custos e buscar lucros? Ou na prática é a forma de gerenciar e investir que faz diferença?</p>
<p><strong>LINKS</strong></p>
<p>Nos próximos dias, duas oportunidades para discutir as relações entre capitalismo e responsabilidade.</p>
<p><em>Psicanálise em Jogo</em></p>
<p>No próximo domingo, fechando um ciclo de palestras e oficinas da festa <a title="LIGAÇÃO" href="http://www.ligacao.org.br" target="_blank">LIGAÇÃO &#8211; Literatura Infantojuvenil, Games e Artes em Ação</a>, em Taubaté, participo com o psicanalista Jorge Forbes e a educadora Claudia Riolfi de uma jornada sobre o futuro da piscanálise num mundo sem bússola nem regras. O seminário é uma iniciativa que conta com a parceria do IPLA &#8211; Instituto de Psicanálise Lacaniana com o grupo de pesquisa Iconomia e a rede internacional <a title="Eventos Games for Change" href="http://gamesforchange.org.br/eventos/" target="_blank">Games for Change</a>.</p>
<p><em>Mercados do Futuro: Do Ego ao Eco ao Ícone</em></p>
<p>No dia 5 de novembro, no Museu da Imagem e do Som &#8211; MIS em São Paulo, Gerd Leonhard apresenta uma visão estratégica e global do futuro dos negócios com olhos na inovação e na sustentabilidade.</p>
<p>Reconhecido pelo &#8220;Wall Street Journal&#8221; como um consultor e líder mundial na prospecção de novos mercados, Leonhard insiste na urgência de deslocar o paradigma do &#8220;ego&#8221; ao &#8220;eco&#8221;. Sugeri acrescentar o &#8220;ícone&#8221;, para formar a tríade que define o jogo do novo capitalismo digital.</p>
<p>Da síntese entre nossas ideias surge esse primeiro seminário, que terá transmissão ao vivo pela internet e abre a Semana Global do Empreendedorismo que acontece a partir da tarde do mesmo dia 5 de novembro.</p>
<p>O <a title="Gerd Leonhard no Brasil" href="http://gamesforchange.org.br/gerd-leonhard-no-brasil/" target="_blank">seminário</a> é uma iniciativa que conta com a parceria da &#8220;The Futures Agency&#8221;, da &#8220;Creative Business Cup&#8221;, do Museu da Imagem e do Som, da rede internacional <a title="Eventos Games for Change" href="http://gamesforchange.org.br/eventos/" target="_blank">Games for Change</a> e do grupo de pesquisa Iconomia.</p>
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