O primeiro post de 2012 é introspectivo. Enquanto escrevo, um pouco preguiçoso pelo efeito das pequenas férias, olho ao meu redor. Livros. Afinal este é um vício. Enquanto ouço minha louca seleção de músicas no Itunes – que pode variar entre a mais rara gravação de Elvis Presley à voz rouca da saudosa Amy, olho para minha estante. Quem me acompanhou nos últimos meses? Rita Carter, autora de Multiplicity, é uma delas. Minha favorita quando o assunto é cérebro – profunda mas simples de entendermos. Na minha área – da gestão positiva – não posso ficar sem os escritos de Martin Selligman e Alan Carr – esse um inglês não tão conhecido mas com um trabalho muito interessante sobre a psicologia positiva.
Já na área de marketing um excelente companheiro de cabeceira é Buy-ology de Martin Lindstrom. Tive a oportunidade de assistir Martin em São Paulo ano passado e o cara é grande quando o assunto é consumidor – quem se interessa por isso vale a pena ler o livro. Para quem pretende escrever um livro vejo na estante o Corrija-se do mestre Sacconni – simplesmente útil e ágil.
Quem quiser aprimorar sua comunicação, um companheiro diferente e prático é Hipnose Ericksoniana de Stephen Paul Adler – mestre na arte de comunicar-se e ir a fundo nas conversas.
Para quem deseja algo mais profundo e que entra nas raízes do ser humano – um companheiro seleto é O Erro de Descartes de Antonio Damasio – um dos grandes nomes da neurociência. Para os futuristas e desejosos de novidades e previsões fantásticas leiam Ray Kurzwell – simplesmente maluco mas essencial.
Que tal começar 2012 lendo um livro? Esse não tem sido um hábito (principalmente entre executivos) – e isso não é bom! Perde-se a capacidade de viajar e compartilhar conhecimento. Custa muito pouco.”O livro é caro” é uma armadilha para não ler. O livro é mais barato que uma pizza, metade do valor de uma garrafa de vinho mediano, muito menos que uma churrascaria ou que uma tarde no futebol. Leia e tire proveito.
Excelente 2012 com muitos livros. Desafio: quantos livors você lerá efetivamente até dezembro? Seja ousado e divirta-se.
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Comece 2012 lendo…
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Refletindo sobre 2011 e Desenhando 2012
Aos amigos que prestigiaram o nosso blog de gestão positiva durante 2011, eu quero fechar esse ano compartilhando uma reflexão.
Quando dezembro se aproxima e as festas começam agitar nossas vidas, seja no trabalho como junto às nossas famílias, começamos planejar o ano seguinte. Onde queremos chegar, quais transformações e desafios desejamos atingir, onde devemos investir nossos esforços, são apenas exemplos disto.
Que tal fazermos algo um pouco diferente este ano? Que tal refletirmos sobre nossos acertos em 2011. O que conseguimos realizar? Que sonhos transformaram-se em realidade? Quais momentos foram marcantes? Basta assistir rapidamente o filme de 2011 novamente, em poucos minutos. Agora que você já fez isso – que tal fazer uma viagem fantástica para dezembro de 2012? Sim exatamente um ano à frente. Como você se vê em dezembro de 2012? O que você conseguiu realizar? Que imagens positivas fazem parte de sua memória, quais conquistas e barreiras você conseguiu suplantar? Quais pessoas estiveram e foram importantes ao seu lado? O que você passou a conhecer? A quem você ensinou algo? A quem você ajudou? Como você se sente, no âmbito físico e emocional? Onde você aplicou sua energia e força durante o ano de 2012 – que foram essenciais para você ter obtido grande sucesso?
Alguns minutos para refletir, pensar e criar imagens positivas. Se preferir faça isso junto com as pessoas que você ama e que compartilham seu cotidiano.
Espero que todos tenham um excelente Natal e que 2012 possa ser o palco de muitas transformações positivas.
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Qualidade Já Era?
O movimento da Qualidade teve seu auge na década de 1980 – empresas e corporações do mundo todo voltaram-se para melhorar produtos, serviços e adequar seus processos. Os sistemas de gestão tornaram-se populares e a “ISO” ficou conhecida como prêmio às organizações que atendiam parâmetros mínimos requeridos para produzir e entregar produtos e serviços confiáveis. Na mesma época tornou-se muito popular o uso de diversas ferramentas voltadas a melhoria de gestão tais como Six Sigma, Manufatura Enxuta (Lean), Kayzen, TOC entre outras. Mas este movimento todo teria nos levado a um patamar melhor, e de maior qualidade e satisfação dos clientes e consumidores?
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É mais fácil criticar…
Tomar decisões rápidas e precisas sempre foi um desafio tremendo para gestores. Quem observa os fatos de fora, pode não entender a escolha feita por outra pessoa. Muitas vezes pode parecer uma tolice tremenda, criticar sempre é mais fácil. Vejamos o futebol – os nossos comentaristas “grudentos” cansam a todos com suas previsões banais. Esse jogador não podia jogar, o treinador errou novamente, a substituição foi incorreta. Alguns minutos depois, percebem o erro e tentam corrigir. No ambiente corporativo é quase a mesma coisa. É bem mais fácil criticar do que agir efetivamente. A síndrome do comentarista esportivo toma conta de muitas empresas. As decisões nem sempre são compreendidas e, com certeza, a comunicação interna é culpada por isso. Investiremos em um novo projeto, faremos uma aquisição, descontinuaremos uma linha de produtos, todos são temas polêmicos e que despertam o interesse dos cronistas de plantão. Lá estão eles a postos para criticar e começar a “torcer contra” sem mesmo saber o conteúdo concreto de cada proposta. Ganham força pois cercam-se de outros pessimistas que os apóiam. Nutrem o sentimento do “se há um governo eu sou contra”. Não param para entender a posição de quem tomou a decisão – isto dá trabalho, é mais fácil dizer que se fosse ele faria diferente, seria mais ousado, ou menos duro, ou mais criativo, ou menos agressivo, ou mais ágil, ou menos contundente. A bola de cristal é a mais importante ferramenta de gestão destas pessoas. E esse modelo se propaga facilmente. Jovens e mais experientes padecem do mesmo problema – criticar é mais fácil. Será que isso é proveniente do nosso sistema educacional, ou mesmo familiar? Quantas vezes nos pegamos criticando antes mesmo de ouvirmos nossos filhos? Dizer que algo está indo bem é mais complexo do que identificar uma falha – crescemos assim e fomos condicionados a isso. Muitas organizações crêem que o bom gestor é aquele que lida bem com problemas – não importa se ele é odiado, se sua equipe está à beira de um ataque de nervos ou se sua vida pessoal está desequilibrada. Resultados imediatos é o que interessa. São míopes – não percebem que essa atitude não é sustentável. Na próxima vez que for criticar, pare, respire por alguns segundos e pense se o que vai apontar faz algum sentido. Faça o teste e acho que poderá se surpreender com os resultados.
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O Primeiro 5 Estrelas do Brasil: acho que entendi errado…
O Brasil tenta há algumas décadas classificar seus hotéis e identifica-los por um sistema ultrapassado de qualidade, representado por “estrelas”. Muitas tentativas foram feitas e fracassaram – o mundo partiu para outros sistemas com foco mais na visão dos clientes e do mercado. Mas nós insistimos e agora, recentemente, ganhamos um novo sistema.
Por azar, e não quero dizer incompetência, a nova forma nasce confusa.
Veja só – a semana passada o Hotel Hyatt em São Paulo teve a honra de ser homologado como o primeiro 5 estrelas do Brasil, após uma avaliação realizada pelo Ipem – Instituto de Pesos e Medidas – que representa o SBClass Sistema Brasileiro de Classificação de Meios de Hospedagem, ligado ao Ministério do Turismo.
Alguns poucos dias depois do anúncio do prêmio, o mesmo hotel é manchete dos jornais pelo uso de produtos alimentícios fora do prazo de validade. Virou caso de polícia, produtos vencidos na mira dos chefes de cozinha do requintado hotel. Será que eu entendi errado? Ou a nossa avaliação de “estrelas” não passa pela cozinha? Será que o Ipem somente verificou o tamanho dos quartos e banheiros? Ou se o lixo estava sendo acondicionado e destinado adequadamente? Não, claro que eu devo ter entendido errado.
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O Ambiente de Trabalho Afeta a Produtividade?
Um amigo me enviou um e-mail se queixando de seu local de trabalho. Dizia ele que os móveis antigos e o carpete velho aparentemente influenciava o humor das pessoas. Os computadores velhos e lentos, os sistemas de informatização ultrapassados, até os estilos de documentos eram antigos. Ele me questionou se isso poderia afetar a produtividade das pessoas. A resposta é: creio que sim! O ambiente de trabalho pode jogar a favor ou contra quando o assunto é produtividade. Não que eu seja totalmente favorável ao estilo exótico de alguns escritórios que se preocupam até com o grau de incidência de luz durante o dia, mas me parece óbvio que o local adequado e os recursos adequados podem fazer muita diferença. O uso da ergonomia nos ambientes de trabalho não é algo novo, mas ainda pouco levado a sério. Algumas baias de trabalho pecam por escancarar a privacidade das pessoas. A conversa ao telefone é exemplo disso. Impossível não ouvir a conversa do vizinho, concentrar-se é um desafio ainda maior. Mas existem outros pontos favoráveis como fácil acesso as pessoas, pena que essa vantagem não seja utilizada. Muitas pessoas insistem em mandar um e-mail ao colega do lado ao invés de simplesmente virar a cabeça e dar-lhe o recado cara a cara.
Outro assunto interessante quando penso em local de trabalho é a questão de salas de reunião. Você já reparou que cada vez mais estamos diminuindo o espaço de trabalho e aumentando os destinados a reuniões. Faltam salas para reuniões. Talvez porque as pessoas estejam praticamente o Team Work ou talvez apenas estejam cada vez mais fazendo reuniões inúteis.
Disse a esse amigo que tomasse cuidado com mudanças bruscas de ambiente, ou seja sair de uma sala projetada em 1970 e do dia para a noite adotar um estilo “google” de ambiente de trabalho pode causar depressão compulsiva nas pessoas, o mais recomendável é fazer algo gradativo. É mais ou menos o mesmo quando pegamos um idoso, que morou 50 anos em uma casa e queremos que ele se adapte em um pequeno apartamento. Pense nisso.
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Steve Jobs – Sentiremos Sua Ausência!
Um dia longe da tecnologia, o mar me deixou afastado de uma das minhas paixões. Hoje falei com meu filho no Brasil, que apesar de seus 13 anos, simplesmente me disse: você soube quem morreu? Eu tinha uma outra curiosidade sobre o lançamento do Iphone 5.
Ele diretamente me disse, Steve Jobs se foi. Hoje trabalhei no navio com um Ipad offline e corri pela ponte principal com meu Ipod vermelho – perfeito, correto, me colocando perto de casa através da música.
Confesso que fiquei muito chateado. Jobs era a figura do otimista que contamos, eu e André Arrieta, em nosso livro Mentes Positivas. Era pouco simpático, e tão pouco querido de todos , mas ir à frente e enfrentar desafios era seu grande brinquedo.
Sentiremos sua falta. Todos os que gostam de gestão de negócios, de forma ousada e muitas vezes arriscada, sentirão claramente sua falta.
Talvez mais uns anos de vida e poderíamos navegar pela Web, com plenitude, mesmo em mares distantes.
Salve Jobs, onde você estiver!!!
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A Festa da Copa Começou
Os jornais de hoje divulgaram alguns custos referentes a cerimônia do sorteio oficial dos grupos da copa realizado em 30 de julho na Marina da Glória no Rio de Janeiro, e eles são muito interessantes.
Somente com pessoal o gigante evento consumiu nada mais nada menos que R$2,2 milhões. Até aí nada de alarmante, afinal um grande evento, milhares de pessoas envolvidas, seguranças, etc. O que chama a atenção são alguns salários, como por exemplo o de Diretor de Atendimento com um valor de R$54 mil. Ou quem sabe o de Diretor de TV com um salário de R$162 mil, teria sido o Spielberg???O que faz um diretor de atendimento? Não sei mas quero me candidatar para os próximos. Um Assistente de Atendimento levou para casa meros R$11 mil, já um Supervisor de Chegadas e Partidas recebeu apenas R$4 mil e um motorista ralos R$3,5 mil? Será que estes valores são tabelados? Outro valor (ou melhor custo) que surpreende – o aluguel da Marina da Glória, a bagatela de R$3,74 milhões. Vamos em frente, começou a festa!
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Mentes Positivas
Você é uma pessoa otimista? Invista alguns segundos para refletir sobre isso. Provavelmente seu cérebro está nesse exato momento tentando avaliar suas últimas atitudes diante dos muitos cenários de sua vida. Talvez você se recorde de um momento negativo que você rapidamente conseguiu reverter e encontrar uma brilhante saída, ou talvez uma situação adversa que você acabou transformando em oportunidade. É isso que distingue o otimista dos demais. E sua empresa tem atitudes otimistas? A Apple quase quebrou há anos atrás, o Google jamais nasceria se não houve otimistas por trás de sua estratégia, e existem muitos outros exemplos. Um executivo é positivo quando tenta ver os riscos de seu negócio friamente. Não toma decisões por impulso, age considerando os fatos. Existe uma falsa ideia de que o otimismo esteja relacionado ao humor e ao clima organizacional. Empresas “oba-oba” não são positivas, apenas vestem o rótulo de modernas e especiais, por trás dele sucumbem aos mesmos problemas de sempre: imediatismo, modismo, burocracia, falsa filosofia humana. André Arrieta – um carioca destemido – e eu escrevemos um livro sobre os otimistas: pessoas e corporações – o filho novo chama-se Mentes Positivas.
Não posso deixar de convidar todos os seguidores do Blog Exame a comparecerem no lançamento para conversarmos um pouco sobre gestaão positiva – tema central deste blog. Espero você lá.
Lançamento: Mentes Positivas dia 27/11/11 a partir das 19h00 na Livraria Cultura Shopping Bourbon Pompéia São Paulo.





















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