03.02.2012 - 14h22

MBA de Graça

Este ano resolvi fazer um MBA. Bom não é bem o que você está pensando. Na verdade a decisão de fazer um MBA deve ter ocorrido há uns quinze anos atrás – na época fui atrás dos mais badalados cursos e achei que a relação custo x benefício não era satisfatória em meu caso.

Um dos pontos negativos eram os currículos dos cursos, repletos de disciplinas que me pareciam mais para cumprir tabela do que formar uma pessoa em management. Com o passar dos anos o MBA foi banalizado (essa é minha opinião) – hoje temos MBA para tudo e o investimento é absurdo. Então, naquele momento, resolvi seguir a opinião de um amigo que me disse – se quer aprender realmente mais – vá direto a fonte. E fui. Fiz uma dezena de cursos e participei de diversos congressos de áreas distintas fora do Brasil – e isso foi sensacional – mas ainda muito caro.

Esse ano resolvi fazer o meu MBA – particular e customizado – e melhor com pouco investimento.
Comecei mergulhando de cabeça no sensacional TED (ted.com) – já bem conhecido no mundo acadêmico – o TED é um site de conteúdo aberto com uma filosofia de gerar inspiração e transmitir conhecimento – 100% free. São palestras, conhecidas como TED Talks que duram aproximadamente 20 minutos. Mas não são simples palestras.

Esta semana escolhi, para começar meu MBA – que acontece na minha casa, geralmente depois das 22 horas – alguns professores.
Minha aula inicial (magna) foi com Bill Gates – que falou sobre o mal uso das verbas de educação nos EUA. Em seguida optei por ouvir e ver em HD Jeff Bezos da Amazon, e para terminar uma aula incrível sobre o cérebro com um cara que eu não lembro o nome.

Mas o meu MBA não para por aí. Já escolhi alguns livros incríveis para ler – o Projeto Guttemberg tem centenas de livros gratuitos e livres para download. A Apple recém lançou a Itunes U – uma espécie de loja virtual para Universitários e acadêmicos – a surpresa: uma vasta gama de conteúdos abertos das melhores universidades americanas.
Ainda um obstáculo: a língua. A grande massa dos conteúdos está em Inglês – sem tradução. No Brasil já temos diversos TEDx (nome dado aos TEDs independentes) com diversas palestras e temáticas muito interessantes – gratuitas e o melhor, em português.
Os blogs da Exame apresentam textos muito bacanas em muitas áreas diferentes – e estão aqui para serem lidos.
Só não estuda quem não quer. Que se cuidem os MBA’s formais.

Último comentário por Augusto Barbosa Lima : Em 2001 resolvi fazer um MBA. Professores de uma universidade de nome uniram-se a uma faculdade sem nome aqui em ...
26.01.2012 - 21h35

O Brasil Mudou…

Volto do Chile, por lá alguns periódicos mostram um Brasil diferente, promissor. Um amigo dos EUA me pergunta sobre as novas por aqui e a nossa economia em desenvolvimento. Agora lá somos tratados como um novo oásis. Pensei…o Brasil mudou:

- há escolas para todos, independente de classe social;
- não existem mais planos de saúde – os mesmos deixaram de operar por simples falta de demanda – agora o sistema de saúde público é exemplar;
- cada cidadão recebe em serviços públicos de forma equivalente ao tanto que contribuímos com impostos;
- há segurança para todos;
- somos visitados cada vez mais por pessoas que querem aprender nossos segredos;
- o futebol e o carnaval não são mais nossas bandeiras principais;
- nossos ícones são ousados empresários, algumas tecnologias inovadoras e muita criatividade;
- os aeroportos funcionam e temos excelente oferta de voos o que nos permite alcançar outras culturas facilmente;
- um médico ou professor ganha o equivalente a um jogador de futebol;
- existem menos políticos – afinal tudo funciona tão bem que não precisamos de tantos nos representando (!?!?);
- não temos mais BBB nem novelas no horário nobre, estes programas foram retirados do ar por falta de audiência.

Ouço um barulho estranho e forte!!! Acordo. Sabia que não devia ter dormido depois de uma farta feijoada. Acabou o sonho, restam os pensamentos positivos.

15.01.2012 - 20h34

O Aprendizado do Naufrágio

Nos últimos anos fui um assíduo passageiro de navios, no Brasil e fora dele. Lentamente fui conhecendo navios cada vez maiores e mais modernos. O nosso país foi invadido por este tipo sensacional de opção turística.
Tirando alguns localizados incidentes – eu mesmo participei de um, anos atrás em Punta del Leste – os navios de cruzeiro mantinham um excelente nível de segurança.
Com tremenda surpresa acompanhei o acidente com o Costa Concordia na costa italiana, neste final de semana. Assim como todo acidente de porte, seja aéreo ou marítimo, é claro que uma série de erros combinados tornaram a tragédia possível. Mas, quando acompanho a imprensa italiana e mundial relatarem os fatos, vejo uma série de absurdos virem à tona.
Sei que relatos emocionados dos passageiros tornam isso mais fácil para o jornalismo sensacionalista. Dizer pejorativamente que o processo de evacuação era conduzido por membros da tripulação, Filipinos e Peruanos, é um tremendo absurdo. Diversas vezes estive em Navios Costa, e em outras companhias, e lembro que a equipe de segurança era formada por Filipinos, Brasileiros, Hondurenhos, Italianos, Alemães, entre outras nacionalidades. Não significa que isto possa prejudicar a operação. Não quero aqui avaliar os erros da equipe de comando, se erraram ou não na questão de rota ou mesmo de evacuação do navio, mas sim me dirigir ao fato de que a enorme maioria de ocupantes do navio conseguiu se salvar em situação extremamente crítica, e por certo, não foi por mera sorte, mas sim pela ajuda de algumas pessoas competentes. Retirar mais de 4.000 pessoas em algumas horas, de modo praticamente individual, é algo sensacional. Quem são essas pessoas, esses heróis, gente que tornou a vida possível para muitos. Geralmente esses são esquecidos, não fizeram mais que o necessário.
Alguns relatos mostram que houve disputa por coletes salva-vidas e que prioridades não foram atendidas. Ora, nada diferente do mundo em terra firme. Não há respeito por idosos, por pedestres, por minorias, e outras classes. E não adianta citar que isso é uma exclusividade da classe A. Não – o cruzeiro Costa – que infelizmente foi cenário da tragédia no final de semana está longe de ser considerado um cruzeiro de elite.
O que podemos aprender com o naufrágio do Costa Concórdia? O que podemos fazer para evitarmos desgraças maiores? O que funcionou muito bem? Para as nossas autoridades: se tivéssemos algo semelhante por aqui, como agiríamos?
Apenas reflexões. Continuo fã absoluto de navios e sou solidário com a Costa Cruzeiros – uma empresa séria e que sempre demonstrou grande preocupação com a segurança dos passageiros (mesmo que os Brasileiros sempre levem isso pro lado da brincadeira…).
Cabe a todos avaliar o que podemos aprender com o acidente, que felizmente, por uma série de fatores, não foi uma tremenda catástrofe.

11.01.2012 - 21h42

Comece 2012 lendo…

O primeiro post de 2012 é introspectivo. Enquanto escrevo, um pouco preguiçoso pelo efeito das pequenas férias, olho ao meu redor. Livros. Afinal este é um vício. Enquanto ouço minha louca seleção de músicas no Itunes – que pode variar entre a mais rara gravação de Elvis Presley à voz rouca da saudosa Amy, olho para minha estante. Quem me acompanhou nos últimos meses? Rita Carter, autora de Multiplicity, é uma delas. Minha favorita quando o assunto é cérebro – profunda mas simples de entendermos. Na minha área – da gestão positiva – não posso ficar sem os escritos de Martin Selligman e Alan Carr – esse um inglês não tão conhecido mas com um trabalho muito interessante sobre a psicologia positiva.
Já na área de marketing um excelente companheiro de cabeceira é Buy-ology de Martin Lindstrom. Tive a oportunidade de assistir Martin em São Paulo ano passado e o cara é grande quando o assunto é consumidor – quem se interessa por isso vale a pena ler o livro. Para quem pretende escrever um livro vejo na estante o Corrija-se do mestre Sacconni – simplesmente útil e ágil.
Quem quiser aprimorar sua comunicação, um companheiro diferente e prático é Hipnose Ericksoniana de Stephen Paul Adler – mestre na arte de comunicar-se e ir a fundo nas conversas.
Para quem deseja algo mais profundo e que entra nas raízes do ser humano – um companheiro seleto é O Erro de Descartes de Antonio Damasio – um dos grandes nomes da neurociência. Para os futuristas e desejosos de novidades e previsões fantásticas leiam Ray Kurzwell – simplesmente maluco mas essencial.
Que tal começar 2012 lendo um livro? Esse não tem sido um hábito (principalmente entre executivos) – e isso não é bom! Perde-se a capacidade de viajar e compartilhar conhecimento. Custa muito pouco.”O livro é caro” é uma armadilha para não ler. O livro é mais barato que uma pizza, metade do valor de uma garrafa de vinho mediano, muito menos que uma churrascaria ou que uma tarde no futebol. Leia e tire proveito.
Excelente 2012 com muitos livros. Desafio: quantos livors você lerá efetivamente até dezembro? Seja ousado e divirta-se.

20.12.2011 - 18h02

Refletindo sobre 2011 e Desenhando 2012

Aos amigos que prestigiaram o nosso blog de gestão positiva durante 2011, eu quero fechar esse ano compartilhando uma reflexão.
Quando dezembro se aproxima e as festas começam agitar nossas vidas, seja no trabalho como junto às nossas famílias, começamos planejar o ano seguinte. Onde queremos chegar, quais transformações e desafios desejamos atingir, onde devemos investir nossos esforços, são apenas exemplos disto.
Que tal fazermos algo um pouco diferente este ano? Que tal refletirmos sobre nossos acertos em 2011. O que conseguimos realizar? Que sonhos transformaram-se em realidade? Quais momentos foram marcantes? Basta assistir rapidamente o filme de 2011 novamente, em poucos minutos. Agora que você já fez isso – que tal fazer uma viagem fantástica para dezembro de 2012? Sim exatamente um ano à frente. Como você se vê em dezembro de 2012? O que você conseguiu realizar? Que imagens positivas fazem parte de sua memória, quais conquistas e barreiras você conseguiu suplantar? Quais pessoas estiveram e foram importantes ao seu lado? O que você passou a conhecer? A quem você ensinou algo? A quem você ajudou? Como você se sente, no âmbito físico e emocional? Onde você aplicou sua energia e força durante o ano de 2012 – que foram essenciais para você ter obtido grande sucesso?

Alguns minutos para refletir, pensar e criar imagens positivas. Se preferir faça isso junto com as pessoas que você ama e que compartilham seu cotidiano.

Espero que todos tenham um excelente Natal e que 2012 possa ser o palco de muitas transformações positivas.

29.11.2011 - 14h43

Qualidade Já Era?

O movimento da Qualidade teve seu auge na década de 1980 – empresas e corporações do mundo todo voltaram-se para melhorar produtos, serviços e adequar seus processos. Os sistemas de gestão tornaram-se populares e a “ISO” ficou conhecida como prêmio às organizações que atendiam parâmetros mínimos requeridos para produzir e entregar produtos e serviços confiáveis. Na mesma época tornou-se muito popular o uso de diversas ferramentas voltadas a melhoria de gestão tais como Six Sigma, Manufatura Enxuta (Lean), Kayzen, TOC entre outras. Mas este movimento todo teria nos levado a um patamar melhor, e de maior qualidade e satisfação dos clientes e consumidores?

Último comentário por josé carlos fontes : Renato, pena que você é de Sampa, senão eu te convidaria pra Reunião anual de Confraternização do GEQUAL, o Grupo ...
20.11.2011 - 19h20

É mais fácil criticar…

Tomar decisões rápidas e precisas sempre foi um desafio tremendo para gestores. Quem observa os fatos de fora, pode não entender a escolha feita por outra pessoa. Muitas vezes pode parecer uma tolice tremenda, criticar sempre é mais fácil. Vejamos o futebol – os nossos comentaristas “grudentos” cansam a todos com suas previsões banais. Esse jogador não podia jogar, o treinador errou novamente, a substituição foi incorreta. Alguns minutos depois, percebem o erro e tentam corrigir. No ambiente corporativo é quase a mesma coisa. É bem mais fácil criticar do que agir efetivamente. A síndrome do comentarista esportivo toma conta de muitas empresas. As decisões nem sempre são compreendidas e, com certeza, a comunicação interna é culpada por isso. Investiremos em um novo projeto, faremos uma aquisição, descontinuaremos uma linha de produtos, todos são temas polêmicos e que despertam o interesse dos cronistas de plantão. Lá estão eles a postos para criticar e começar a “torcer contra” sem mesmo saber o conteúdo concreto de cada proposta. Ganham força pois cercam-se de outros pessimistas que os apóiam. Nutrem o sentimento do “se há um governo eu sou contra”. Não param para entender a posição de quem tomou a decisão – isto dá trabalho, é mais fácil dizer que se fosse ele faria diferente, seria mais ousado, ou menos duro, ou mais criativo, ou menos agressivo, ou mais ágil, ou menos contundente. A bola de cristal é a mais importante ferramenta de gestão destas pessoas. E esse modelo se propaga facilmente. Jovens e mais experientes padecem do mesmo problema – criticar é mais fácil. Será que isso é proveniente do nosso sistema educacional, ou mesmo familiar? Quantas vezes nos pegamos criticando antes mesmo de ouvirmos nossos filhos? Dizer que algo está indo bem é mais complexo do que identificar uma falha – crescemos assim e fomos condicionados a isso. Muitas organizações crêem que o bom gestor é aquele que lida bem com problemas – não importa se ele é odiado, se sua equipe está à beira de um ataque de nervos ou se sua vida pessoal está desequilibrada. Resultados imediatos é o que interessa. São míopes – não percebem que essa atitude não é sustentável. Na próxima vez que for criticar, pare, respire por alguns segundos e pense se o que vai apontar faz algum sentido. Faça o teste e acho que poderá se surpreender com os resultados.

08.11.2011 - 22h45

O Primeiro 5 Estrelas do Brasil: acho que entendi errado…

O Brasil tenta há algumas décadas classificar seus hotéis e identifica-los por um sistema ultrapassado de qualidade, representado por “estrelas”. Muitas tentativas foram feitas e fracassaram – o mundo partiu para outros sistemas com foco mais na visão dos clientes e do mercado. Mas nós insistimos e agora, recentemente, ganhamos um novo sistema.
Por azar, e não quero dizer incompetência, a nova forma nasce confusa.
Veja só – a semana passada o Hotel Hyatt em São Paulo teve a honra de ser homologado como o primeiro 5 estrelas do Brasil, após uma avaliação realizada pelo Ipem – Instituto de Pesos e Medidas – que representa o SBClass Sistema Brasileiro de Classificação de Meios de Hospedagem, ligado ao Ministério do Turismo.
Alguns poucos dias depois do anúncio do prêmio, o mesmo hotel é manchete dos jornais pelo uso de produtos alimentícios fora do prazo de validade. Virou caso de polícia, produtos vencidos na mira dos chefes de cozinha do requintado hotel. Será que eu entendi errado? Ou a nossa avaliação de “estrelas” não passa pela cozinha? Será que o Ipem somente verificou o tamanho dos quartos e banheiros? Ou se o lixo estava sendo acondicionado e destinado adequadamente? Não, claro que eu devo ter entendido errado.

02.11.2011 - 14h57

O Quanto Você Empreende em Sua Carreira?

Todo jornalista que se preze gosta de receitas de bolo. Quando sou convidado a dar uma opinião, por exemplo, sobre carreira – geralmente me pedem uma lista de dicas. Não gosto muito disso – acho que dicas genéricas são perigosas, podem ajudar alguns e fazer um tremendo estrago em outros. Mas existe um tema que gosto muito de comentar – quanto empreendemos em nossa carreira no dia-a-dia? Quanto somos capazes de mudar, de gerar resultados positivos?

23.10.2011 - 17h37

O Ambiente de Trabalho Afeta a Produtividade?

Um amigo me enviou um e-mail se queixando de seu local de trabalho. Dizia ele que os móveis antigos e o carpete velho aparentemente influenciava o humor das pessoas. Os computadores velhos e lentos, os sistemas de informatização ultrapassados, até os estilos de documentos eram antigos. Ele me questionou se isso poderia afetar a produtividade das pessoas. A resposta é: creio que sim! O ambiente de trabalho pode jogar a favor ou contra quando o assunto é produtividade. Não que eu seja totalmente favorável ao estilo exótico de alguns escritórios que se preocupam até com o grau de incidência de luz durante o dia, mas me parece óbvio que o local adequado e os recursos adequados podem fazer muita diferença. O uso da ergonomia nos ambientes de trabalho não é algo novo, mas ainda pouco levado a sério. Algumas baias de trabalho pecam por escancarar a privacidade das pessoas. A conversa ao telefone é exemplo disso. Impossível não ouvir a conversa do vizinho, concentrar-se é um desafio ainda maior. Mas existem outros pontos favoráveis como fácil acesso as pessoas, pena que essa vantagem não seja utilizada. Muitas pessoas insistem em mandar um e-mail ao colega do lado ao invés de simplesmente virar a cabeça e dar-lhe o recado cara a cara.
Outro assunto interessante quando penso em local de trabalho é a questão de salas de reunião. Você já reparou que cada vez mais estamos diminuindo o espaço de trabalho e aumentando os destinados a reuniões. Faltam salas para reuniões. Talvez porque as pessoas estejam praticamente o Team Work ou talvez apenas estejam cada vez mais fazendo reuniões inúteis.
Disse a esse amigo que tomasse cuidado com mudanças bruscas de ambiente, ou seja sair de uma sala projetada em 1970 e do dia para a noite adotar um estilo “google” de ambiente de trabalho pode causar depressão compulsiva nas pessoas, o mais recomendável é fazer algo gradativo. É mais ou menos o mesmo quando pegamos um idoso, que morou 50 anos em uma casa e queremos que ele se adapte em um pequeno apartamento. Pense nisso.