Gestão Estratégica e Governança

09.05.2011 - 01h25

Discordar é preciso! Faz bem e agrega valor.

Discordância de opiniões é muito comum mas e quando discordamos do líder ou a equipe discorda da sua opinião? Externamos essa discordância ou nos calamos ?

Para responder essa questão precisamos lembrar que muitas vezes discordar do líder é parte importante do processo de construção de uma tarefa ou condução de um projeto. Isso acontece porque a pessoa que esta “executando” tem uma visão diferente daquela que esta somente gerenciando. Quem executa conhece melhor os aspectos operacionais, as dificuldades do dia-a-dia e a idiossincrasia que envolve a empresa. É esse movimento de discordar que muitas vezes coloca determinadas tarefas e projetos no eixo e os conduz a plena realização.

Dessa maneira, entendo que uma das atitudes mais importantes de um líder é encorajar sua equipe para o questionamento e a discordância de opiniões. Só que como em todas as situações que envolvem o mundo corporativo alguns cuidados devem ser tomados e uma regra básica deve ser seguida:

“discorde, sempre que julgar necessário e pertinente, de uma maneira construtiva e educada, mas apoie integralmente e lealmente a decisão que for tomada em consenso”

Com relação aos cuidados a serem tomados nesse processo enumero os principais problemas que percebo na rotina corporativa.

  1. Antes de discordar, escute – antes de expor sua discordância, dê ao seu líder o direito de expor sua opinião e ouça com atenção e sem pré-conceitos;
  2. Não tente angariar opositores – a discordância deve ser fruto da sua opinião individual, portanto não tente encontrar outros colaboradores que tenham a mesma opinião. Isso pode ser visto como conluio;
  3. Discorde com eduação – frases como “não sabe o que acontece”, “nunca dá uma idéia razoalvel”, “se soubesse como as coisas funcionam não proporia isso” não agregam valor a discussão e só demonstram falta de maturidade para a argumentação;
  4. Cuidado para não personificar a discordância – as vezes temos problemas de relacionamento com alguém da equipe ou da empresa e com isso surge a tão famosa “má vontade”. Cuidado para não viver a típica situação de confundir a discordância construtiva com o confronto pessoal, ou o discordar pela origem da idéia e não pela própria idéia.

Esse processo de discordar é fundamental já que independente do seu líder escutá-lo ou não é sua obrigação, como liderado, enumerar os pontos sobre os quais você discorda e alertar o líder para o possível insucesso da tarefa ou do projeto.

E você ? Concorda ou discorda ?

Fábio Jorge Celeguim

fjorge.celeguim@uol.com.br

@fabioceleguim

Último comentário por Fabio Jorge Celeguim : Guilherme Você esta certo. Muitos se perdem na forma de defender uma posição. Obrigado por participar. Abraços, Fábio Celeguim [WORDPRESS HASHCASH] The ...

Comentários (29) 

  • Termo de uso | Comentários sujeitos a moderação
  • Carol Sisson

    Excelente texto! O ideal seria se em todas as empresas pudéssemos adotar essa prática.

    • Fabio Jorge Celeguim

      Carol Concordo com você. A nossa parte como gestores é incentivar que a equipe nos questione e que tenham autonomia para discordar e emitir opiniões. Abraç...

  • Marcelo Medeiros

    Concordo plenamente e acho que trabalhar em um ambiente onde não se pode discordar é amputar a própria personalidade. Lógico que discordar não significa br...

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