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	<title>Gestão de Gente</title>
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	<description>Gestão de Gente</description>
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		<title>Disparo acidental</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Mar 2013 22:46:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Lazarini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Imaginemos a situação em que uma pessoa está limpando uma arma de fogo e, de maneira não intencional, esta é disparada. O disparo imprevisto não atinge nenhuma pessoa, ninguém se fere. Este episódio aqui relatado é extremamente perigoso, pois encerra &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/2013/03/04/disparo-acidental/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imaginemos a situação em que uma pessoa está limpando uma arma de fogo e, de maneira não intencional, esta é disparada. O disparo imprevisto não atinge nenhuma pessoa, ninguém se fere.<br />
Este episódio aqui relatado é extremamente perigoso, pois encerra em sua gênese a possibilidade de causar um grande acidente. Afinal, um disparo de arma de fogo pode até matar uma pessoa.</p>
<div id="attachment_3067" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2013/03/Disparo-1.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-3067" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2013/03/Disparo-1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Corbis Images</p></div>
<p>Fatos similares a este aqui relatado ocorrem mundo afora até com certa frequência. No entanto, estes não geram notícia e acabam caindo no esquecimento. Afinal, não apresentam resultado desastroso, então, por que ficar falando deles?<br />
Agora, imaginemos o mesmo episódio, só que desta vez, o disparo atinge mortalmente uma pessoa. Neste caso, o incidente será considerado gravíssimo e, certamente, gerará grande repercussão na imprensa, envolverá a polícia e comoverá as pessoas. O assunto permanecerá nos noticiários por muitos dias e, provavelmente, aparecerão iniciativas vindas das mais variadas partes, propondo medidas para evitar que acontecimentos como este não voltem a se repetir.<br />
Como dito, este relato é fictício. No entanto, ele pode ser considerado como muito aderente ao que ocorre no mundo real.<br />
Se pararmos para pensar um pouco sobre este incidente, verificaremos que a sua causa sempre é o disparo não programado, não previsto. E se buscarmos pela causa raiz, aquela causa primeira, a fundamental, veremos que se trata de um descuido, pessoa despreparada para manusear arma de fogo e assim por diante.<br />
No entanto, a importância deste incidente varia conforme o resultado que ele provoca. Podemos dizer que se a consequência é grave, consideramos o incidente também grave. Se, porém, a consequência não é grave, como no caso do disparo não atingir ninguém, considera-se que o incidente também tem pouca gravidade.<br />
Trocando em miúdos, na prática, só teria repercussão, e, portanto, seria digno de proposição de medidas para evitar sua repetição, o incidente que gerar uma consequência grave. Se implicar um resultado de pouca ou nenhuma gravidade, ele será considerado com trivial, não será tratado, ficando sem controle e se repetirá até o dia em que volte a ocorrer levando a uma consequência desastrosa. Aí poderá ser tratado e bloqueado. Como frequentemente acontece, “medidas drásticas” são tomadas.<br />
Estas considerações mostram que estamos acostumados a tratar os incidentes de acordo com as consequências que estes produzem e não conforme o risco que representam. Como no citado evento do disparo acidental, sempre olhamos o resultado, a conseqüência, para atribuirmos peso ao incidente. Esta é a prática recorrente. É isto que estamos acostumados a ver acontecer.<br />
A postura adequada, para se tratar um caso como o aqui descrito, seria avaliar os riscos, a gravidade de potenciais resultados envolvidos em um disparo acidental e não apenas as consequências geradas por um disparo específico. Mas, como dito, esta não é a prática. Parece que gostamos de aguardar pelo pior para só depois tomarmos as providências para eliminar a causa de um problema. Parece que gostamos de ser reativos, quando deveríamos ser preventivos.</p>
<div id="attachment_3068" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2013/03/Disparo-2.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-3068" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2013/03/Disparo-2-150x113.jpg" alt="" width="150" height="113" /></a><p class="wp-caption-text">Corbis Images</p></div>
<p>Na verdade, as providências devem ser tomadas antes dos problemas aparecerem. Isto sim nos tornaria efetivamente preventivos. O ideal não é aguardar que o problema ocorra, ainda que com consequências sem gravidade, para eliminarmos sua causa. Afinal, problemas são sempre problemas e devem ser evitados.<br />
Contudo, caso um problema ocorra, vamos eliminar suas causas mesmo que as consequências geradas não sejam graves naquele momento. Não fiquemos aguardando para resolver problemas só quando estes produzirem conseqüências graves, gerarem repercussão.<br />
É necessário ter uma postura muito clara nestes casos, pois ser preventivo nem sempre é justificável, uma vez que, como já dito, a visibilidade dos problemas é dada pelo resultado que produzem. E tratar de casos que, aparentemente, não são graves, pois não culminaram em confusão, destruição, mortes, etc., dá a impressão de que estamos gastando recursos e energia onde não há necessidade. É nesta hora que temos de ver o que está invisível, e isto não é nada fácil. É necessário ter muita clareza e abstração.<br />
Como visto, sendo apenas reativos, estaremos nos candidatando a trabalhar em plantão da polícia. Aí só nos restará fazer inquéritos e apurar culpados, o que, seguramente, não é suficiente.</p>
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		<title>Atalho no jardim</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/2012/10/27/atalho-no-jardim/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Oct 2012 00:10:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Lazarini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[As nossas cidades têm muitas praças, mas são raras aquelas que são atraentes. Normalmente os jardins não são bem cuidados e, frequentemente, pisoteados. É comum vermos jardins onde os transeuntes, para encurtar distância, passam por cima de canteiros, sejam eles &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/2012/10/27/atalho-no-jardim/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As nossas cidades têm muitas praças, mas são raras aquelas que são atraentes. Normalmente os jardins não são bem cuidados e, frequentemente, pisoteados.</p>
<div id="attachment_3032" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/10/Praca-3.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-3032" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/10/Praca-3-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Google Imagnes</p></div>
<p>É comum vermos jardins onde os transeuntes, para encurtar distância, passam por cima de canteiros, sejam eles de grama ou de flores. Começam cortando aqueles cantos mais vivos e, depois, passam a cortar cada vez mais dentro dos canteiros, de maneira a “arredondar” os cantos e formar verdadeiras trilhas nos jardins e gramados. Com o passar do tempo, os canteiros estão todos recortados por atalhos que vão destruindo as plantas e mesmo a grama (quando existentes).<br />
E qual seria o motivo para que nós tenhamos esta cultura de não respeitar os canteiros das praças?<span id="more-2922"></span><br />
Uma análise primeira indica que os projetistas das praças “capricham” em seus projetos e constroem arruamentos que não incentivam as pessoas a utilizá-los. Fazem caminhos tortuosos e mais longos, o que, de certa maneira, incentiva as pessoas a reduzirem distâncias e fazerem um atalho pelo meio dos canteiros.<br />
Claro que as praças devem ser aprazíveis e bonitas, mas se os caminhos fossem curtos, ligassem os pontos de interesse de maneira direta, isto é, fossem caminhos naturais, com certeza reduziria o “arredondamento” de cantos de canteiros, e consequentemente, o pisoteamento de plantas e grama. É verdade, também, que a criação de passagens “mais atraentes”, por si só, não resolveria o problema.<br />
Outro ponto importante, se não o mais importante, seria a disciplina, o cuidado das pessoas. Se estas não forem conscientes, o fato de pisarem nos canteiros lhes parecerá “normal” e pouco adiantará o caminho ser fácil e curto. Consequentemente, quem padecerá são nossas praças que, na maioria das vezes, ficam feias e estimulam ainda mais o seu mau uso. Isto se transforma em um círculo vicioso e o resultado é a degradação de nossas praças.<br />
Esta situação só se resolverá com a mudança de postura de nossos projetistas de praça e de seus freqüentadores. A praça, sozinha, não poderá resolver este problema. Sempre dependerá das pessoas.<br />
Mas este fenômeno não ocorre só em nossas praças. Ele ocorre onde quer que haja pessoas, seja em nossas casas, nas empresas onde trabalhamos, nos clubes, nas associações, etc.<br />
Nas empresas, este fenômeno se manifesta de maneira intensa nas rotinas dos processos. Aquelas menos organizadas sofrem muito, mas as organizadas também podem estar sofrendo sem se aperceberem disto. É claro que este “sofrimento” é sentido pelas pessoas; afinal, as empresas são feitas por elas (ainda bem!).<br />
Dentro do contexto empresarial, mas não só nele, é comum vermos processos em que seus operadores não são nem um pouco disciplinados e a cada oportunidade desenvolvem suas rotinas de maneira diferente. Cada vez fazem as coisas de um modo distinto, mesmo que suas rotinas sejam procedimentadas. Neste caso, o procedimento é mero artigo de decoração, para mostrar para visitante. Assim como os caminhos das praças que não são usados pelos freqüentadores, procedimentos que não são seguidos de nada servem para os processos.</p>
<div id="attachment_3042" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/10/Praca-2.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-3042" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/10/Praca-2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Google Imagens</p></div>
<p>Para resolver este problema, muitas empresas forçam o cumprimento de seus procedimentos ameaçando as pessoas com repreensões caso executem suas rotinas de forma diferente do estabelecido nos documentos. Isto pode dar algum resultado inicial, mas, com o tempo, gera desconforto, medo e apreensão. Como estamos lidando com gente, estas sensações não são nada adequadas quando se quer produtividade e qualidade duradoura no resultado dos processos.<br />
É claro que as pessoas têm de se conscientizar que devem seguir o quanto estabelecem os procedimentos. É necessário que aprendam a ter a devida disciplina para executarem suas rotinas conforme estabelecido neles. Isto resultará em processos consistentes e que gerarão resultados conforme planejado. Mas, assim como no caso das praças, é necessário que tratemos as pessoas de forma diferente. Ameaçar, como dito, pode dar resultados pouco duradouros. É preciso fazer de outra forma.<br />
Para que os procedimentos sejam seguidos por quem opera os processos, é indispensável que aqueles sejam estabelecidos de forma simples e direta. De preferência, que sejam elaborados por quem irá utilizá-los. Se as pessoas que forem utilizar os procedimentos não puderem elaborá-los, que pelo menos participem da elaboração de aspectos que possam torná-los mais adequados, mais “palatáveis”.<br />
A participação na elaboração dos procedimentos, pelas pessoas que os utilizarão na operação dos processos, tem dupla utilidade. Primeiro, aqueles que executam as rotinas conhecem detalhes simples que não devem ser ignorados quando da documentação dos processos. E, caso algum aspecto técnico não permita que seja implementada uma facilidade solicitada, pelo menos será conhecido o motivo dela não constar do procedimento. Segundo e mais importante, é que as pessoas que vão utilizar o procedimento terão este como sendo algo que lhes pertence, que tem sua contribuição, e não algo que lhes está sendo imposto “goela abaixo”. E isto faz toda a diferença.<br />
A qualidade do resultado dos processos é diretamente proporcional à qualidade de seus procedimentos e da disciplina em seu cumprimento. Se as pessoas não souberem a razão das exigências prescritas nos documentos e não tiverem a disciplina suficiente para cumpri-las, os nossos processos serão cheios de atalhos e “arredondamento de cantos”. E, neste caso, o resultado já pode ser imaginado.</p>
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		<title>Estava impedido, “seu” juiz!</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Aug 2012 22:23:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Lazarini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos nós sabemos que o futebol é um esporte apaixonante e gera debates e discussões acaloradas entre os brasileiros. Nada mais mexe com o humor do povo que um bom jogo de futebol. As polêmicas decorrentes dos jogos ficam repercutindo &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/2012/08/10/estava-impedido-seu-juiz/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos nós sabemos que o futebol é um esporte apaixonante e gera debates e discussões acaloradas entre os brasileiros. Nada mais mexe com o humor do povo que um bom jogo de futebol.<br />
As polêmicas decorrentes dos jogos ficam repercutindo nas rodas de conversa por vários dias, até que um novo jogo aconteça. E há jogos que ficam para a história, com debates que duram décadas.<br />
Um dos pontos que mais geram polêmica nos jogos de futebol é a regra de impedimento.</p>
<div id="attachment_2952" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/08/Impedimento-2.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2952" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/08/Impedimento-2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Corbis Images</p></div>
<p>Para quem não sabe, esta regra determina que um gol não será válido quando o jogador que chuta ou cabeceia a bola em direção ao gol se encontra mais próximo do gol do que a bola e o penúltimo adversário. Sem entrar nos detalhes da regra, de maneira simplificada, pode-se dizer que a bola, quando chutada, deverá passar por dois jogadores do time adversário antes de entrar no gol. Se a bola, para chegar ao gol, passar por menos de dois jogadores, diz-se que quem a chutou<span id="more-2902"></span> ou cabeceou estava em posição de impedimento, estava impedido. É mais ou menos isto.<br />
Os árbitros auxiliares, popularmente chamados de bandeirinhas, têm a árdua tarefa de acompanhar o ataque dos times de maneira que esta regra seja observada e cumprida. Este trabalho é muito difícil, tanto que as transmissões de TV já contam com artifícios eletrônicos para conferir se o bandeirinha apontou, ou não, corretamente uma condição de impedimento. E a TV fica repetindo inúmeras vezes um lance para verificação da legalidade, ou não, da validação, ou anulação, de um lance de gol.<br />
Desta forma, os jogadores de defesa ficam atentos para fazer com que os atacantes do time adversário sempre estejam na condição de impedimento (existem menos que 2 jogadores entre o atacante e o gol). O espírito é deixar os atacantes na posição de impedimento, pois, em caso de gol, este seria anulado. Claro que a decisão sempre é do “bandeirinha” e do árbitro (juiz).<br />
Em lances de gol é muito frequente jogadores de defesa levantarem o braço para indicar ao bandeirinha que o atacante estava em condição de impedimento. Na maioria das vezes, o jogador de defesa levanta o braço, indicando o impedimento, mas o atacante está em condição legal, e o impedimento não é assinalado. Isto quase sempre resulta em gol.<br />
Quando o jogo é analisado, após seu término, é comum verificar que o jogador que levanta o braço, indicando o possível impedimento do atacante, é quem dá condição de legalidade ao lance.<br />
O fato de levantar o braço nada mais é que uma forma de justificativa do jogador de defesa. Ele, talvez, esteja querendo dizer: &#8211; “olha, o atacante está impedido, “seu” juiz; o gol não vale. Se for validado não será culpa minha; será do bandeirinha, que não assinalou o impedimento”.<br />
Na verdade, o jogador de defesa deveria não permitir que o atacante fizesse o gol, desarmando-o ou deixando-o em condição de impedimento. Mas ele não faz nem uma coisa nem outra e tenta jogar a culpa na arbitragem pela sua falha.</p>
<div id="attachment_2962" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/08/Impedimento-3.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2962" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/08/Impedimento-3-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Corbis Images</p></div>
<p>Este fato mostra uma faceta muito comum entre nós humanos. Somos craques em tentar colocar nos outros a culpa pelos nossos fracassos. Não se sabe onde aprendemos, mas esta é uma postura recorrente: transferir aos outros aquilo que é de nossa responsabilidade.<br />
E isto não acontece só nos jogos de futebol. Este comportamento aparece onde quer que haja mais de uma pessoa. Mesmo quando estamos sozinhos, costumamos nos eximir de responsabilidades que são só nossas. Parece que temos um medo imenso de sermos condenados por termos falhado em alguma de nossas ações. Parece que errar não deve fazer parte de nossa vida, e aquele que erra é um fracassado, um perdedor e será diminuído perante os demais.<br />
Assim, tentamos esconder nossas falhas até de nós mesmos. E isto pode ser visto em todos os lugares, não só no futebol.<br />
Mas, será que esta postura é boa? Será que não podemos fazer diferente? Será que devemos sempre tentar transferir aos outros a responsabilidade por nossas falhas? Se não o fizermos, seremos diminuídos perante as pessoas que nos cercam?<br />
Claro que não podemos gostar de errar, mas errar faz parte de quem faz as coisas. Dizem que só não erra quem não faz. Isto também pode não ser verdade, pois quem não faz pode estar cometendo o maior dos erros: a omissão. Assim, errar por fazer é melhor que errar por omissão. Desta forma, não devemos ficar nos condenando por termos cometido um erro.<br />
Por outro lado, não devemos achar que errar é normal e não nos preocuparmos com o erro. O ponto de equilíbrio é trabalhar para não errar e, em caso de erro, buscar tirar dele todos os ensinamentos que ele possa nos dar. Desta forma, estaremos evoluindo e não repetiremos erros já cometidos, mesmo porque, se errar é humano, repetir o erro é burrice, já diz a crendice popular.<br />
Então, mãos à obra sem medo de errar e, caso o erro ocorra, vamos assumi-lo e aprender com ele. Levantar a mão para avisar o bandeirinha não eliminará o erro. Estaremos apenas tentando camuflá-lo. E uma hora o juiz não apitará e tomaremos o gol. Aí será tarde e apenas nos restará pegar a bola no fundo da rede.</p>
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		<title>Tire suas conclusões: Falta de espelho</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jun 2012 00:47:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Lazarini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Olá, há quanto tempo! Como vai? - Ah, naquela correria de sempre. - Muito serviço? - Serviço, encrenca é o que não falta por aqui! - Mas você não faz tudo sozinho? - Como não fazer, tudo cai nas &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/2012/06/16/tire-suas-conclusoes-falta-de-espelho/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Olá, há quanto tempo! Como vai?<br />
- Ah, naquela correria de sempre.<br />
- Muito serviço?<br />
- Serviço, encrenca é o que não falta por aqui!<br />
- Mas você não faz tudo sozinho?<br />
- Como não fazer, tudo cai nas minhas costas!<br />
- Por que não pede ajuda?<br />
- Pedir ajuda para quem se aqui só tem incompetente?<span id="more-2852"></span><br />
- Você não fala sério?<br />
- Estou te falando!<br />
- Não é possível que não haja alguém que possa te ajudar!<br />
- Você não conhece esta turma. Não tem um que se salve.<br />
- Caramba, mas nem para as tarefas mais simples?<br />
- Ah, eles conseguem complicar até as tarefas mais simples. Para não perder mais tempo eu mesmo faço.<br />
- Mas não é possível, não acredito!<br />
- Para você ter uma idéia, outro dia mandei aquele ali fazer uma tarefa bem simples. Era só montar um relatório. Adivinha?<br />
- O quê?<br />
- Não deu outra, fez tudo diferente de como eu queria.<br />
- Mas você explicou a ele como você queria que fosse feito?<br />
- E é preciso? Será que ele não sabe como deve ser um relatório?<br />
- Hã, acho que sabe, mas pode ser que o “sabe” dele seja diferente do seu.<br />
- Disto eu não tenho dúvida.<br />
- Então, por que não lhe explicou como gostaria que fosse feito?<br />
- Se eu for explicar tudo direitinho como eu quero, vou perder um tempo enorme e ainda pode ser que ele não entenda.<br />
- Então você acha que ele deveria adivinhar?<br />
- Adivinhar não, pois isto não é tenda de cigano, ele deveria saber.<br />
- Mas como saber se você não explica?<br />
- Para mim nunca ninguém precisou explicar nada. E por que tenho que explicar tudo a eles?<br />
- Talvez eles não sejam tão inteligentes quanto você. Você é um caso a parte!<br />
- Mas eu não lhe falei que aqui só tem toupeira?<br />
- Então, por que você não troca as pessoas com quem trabalha?<br />
- Não adianta, os que virão serão todos iguais, ou até piores.<br />
- Mas será que não vale a pena tentar?<br />
- Estas pessoas que estão aqui eu as conheço bem. Se vier gente nova, poderá vir algum questionador, sabe, aquele tipo que sempre tem idéias, discute as ordens&#8230;<br />
- Você está se referindo às pessoas que pensam?<br />
- É, pensam besteira!<br />
- Besteira ou não, as pessoas pensam e isto é muito bom.<br />
- É bom para me dar dor de cabeça, não para ajudar. Nós contratamos as pessoas para trabalhar e não para pensar.<br />
- Você já experimentou ouvi-los para saber o que pensam?<br />
- Não preciso ouvi-los. Eu já sei o que pensam. Será tempo perdido.<br />
- Caramba, está difícil mesmo!<br />
- É por isso que eu vivo atolado de serviço.<br />
- É, pelo que percebo, você tem mesmo um grande problema.</p>
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		<title>Bússola giroscópica</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/2012/04/28/bussola-giroscopica/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Apr 2012 00:35:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Lazarini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a invenção da bússola magnética, em tempos passados, a navegação marítima teve grande impulso e novos mares e continentes foram descobertos e conquistados. Desde então, a navegação marítima sempre foi muito dependente da bússola. Posteriormente, com a chegada do &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/2012/04/28/bussola-giroscopica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a invenção da bússola magnética, em tempos passados, a navegação marítima teve grande impulso e novos mares e continentes foram descobertos e conquistados. Desde então, a navegação marítima sempre foi muito dependente da bússola.</p>
<div id="attachment_2802" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/04/Bussola1.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2802" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/04/Bussola1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Corbis Image</p></div>
<p>Posteriormente, com a chegada do avião e, por conseqüência, da navegação aérea, novamente a bússola se colocou como instrumento indispensável a bordo das aeronaves.<br />
Nestes casos, a bússola utilizada era a magnética.<br />
Tanto para a navegação marítima como para a aérea, a bússola magnética, embora indispensável, trazia um problema que estava afeto à sua própria construção.<br />
Como todos sabem, a bússola magnética é composta de uma agulha imantada que se alinha ao campo magnético da terra e, desta maneira, <span id="more-2772"></span>aponta sempre para o norte magnético. No entanto, com o seu uso dois problemas ocorrem. O primeiro é que o norte magnético difere do norte geográfico. Segundo, e o mais importante, a simples indicação do norte magnético não é suficiente para que um navio, ou avião, atinja seu destino conforme programado.<br />
Para esclarecermos, tomemos como exemplo um avião que voasse de São Paulo para Belém, no Pará. Neste caso, teríamos um avião voando do sul para o norte, aproximadamente. Caso ele contasse apenas com a orientação da bússola magnética e fosse atingido por um vento constante vindo do leste, por exemplo, ele estaria voando para o norte, com o nariz voltado para o norte, mas poderia estar se deslocando para o oeste, devido à ação do citado vento de leste. Estaria andando de lado.<br />
Se este fato não fosse corrigido, ao pousar, este avião não encontraria Belém, pois estaria deslocado para o oeste. E vejam que ele teria voado sempre orientado para o norte, mas sem perceber que se deslocara do seu alvo.<br />
Para solucionar este problema, junto com a bússola magnética, os navios e aviões passaram a ter a bordo também uma bússola giroscópica. Esta bússola possui um rotor que gira em alta velocidade. Isto produz uma força que o mantém sempre em uma determinada direção. Caso o avião seja deslocado para o lado, pelo vento lateral, por exemplo, esta bússola detectará este movimento, pois o avião se move para o lado, mas o rotor, por estar em alta velocidade, não. Isto gera uma diferença entre a posição do rotor da bússola e a do avião, fazendo com que a bússola giroscópica detecte o deslocamento do avião para fora de seu rumo. Assim, de tempos em tempos, o piloto corrige a direção do avião, conforme a indicação da bússola giroscópica. Estas correções recolocam o avião em sua rota pré-definida toda vez que este se afasta dela. Com isto, o avião chegará ao seu destino. No nosso exemplo, mesmo com o vento leste, a bússola giroscópica faria com que o avião pousasse em Belém. Claro que estamos falando de tempos idos, pois hoje a navegação é toda feita com a ajuda dos satélites.<br />
Mas esta situação nos mostra que, mesmo apoiado em informações corretas, como a fornecida pela bússola magnética, poderemos estar nos deslocando daquilo que consideramos nosso alvo, nosso objetivo, sem que nos apercebamos disto. Ela nos mostra, com um exemplo prático, que devemos ter mais de uma fonte de informação para ficarmos mais seguros de que estamos no caminho certo, no caminho que queremos trilhar. Consultando mais fontes, aumentaremos a possibilidade de termos informações mais precisas à nossa disposição. Isto, sem dúvida, fará com que tenhamos um conjunto de dados mais completo para que nossa decisão seja a mais alinhada possível aos nossos objetivos.</p>
<div id="attachment_2812" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/04/Bussola-2.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2812" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/04/Bussola-2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Corbis Image</p></div>
<p>Trazendo para a prática do nosso dia-a-dia, observamos como é comum vermos pessoas que gostam de tomar decisões consultando uma só fonte: elas mesmas. Fecham-se no seu mundo e decidem tudo sozinhas. Claro que esta postura torna a decisão muito mais rápida e muito mais simples. Mas o resultado&#8230;<br />
Bom, o resultado nem sempre, ou melhor, quase sempre não é o que se espera. O fato de tomarmos decisão sem consultar outras pessoas, outras fontes de informação, pode nos levar, e quase sempre nos leva, a tomar decisão sem termos um panorama completo das possibilidades e probabilidades envolvidas. Quando envolvemos mais pessoas e/ou fontes, aumentamos a possibilidade de aspectos, até então desconhecidos, virem à tona e fazerem parte do mosaico de informações que comporá o pano de fundo para a decisão a ser tomada.<br />
É claro que devemos utilizar esta prática com moderação, parcimônia e de acordo com o momento. Por exemplo, num princípio de incêndio, não cabe convocar uma reunião para ouvirmos todos antes de decidirmos como atacaremos o fogo. Aqui, um comando de uma só pessoa costuma produzir melhores resultados.<br />
Felizmente, na nossa vida não vivemos apagando incêndio o dia todo. Se nos encontramos nesta situação é porque algo está errado em nossa maneira de conduzir as coisas. O normal é que nos antecipemos aos acontecimentos e, com calma e tranqüilidade, consultemos os envolvidos e tomemos as decisões com maior número possível de informações a respeito. Isto fará com que atinjamos nossos objetivos com muito mais segurança. Quem não acredita, embarque em uma nave só com bússola magnética e confira o resultado. Se for um avião, muito provavelmente você não pousará em uma pista de aeroporto. Ao baixar o trem de pouso verificará que a pista é outra. Aí será tarde par corrigir a rota.</p>
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		<title>Tire suas conclusões: Reforçando o padrão</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Mar 2012 00:07:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Lazarini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- O que está fazendo? - Estou atendendo ao pedido daquele cliente. - Mas não foi assim que ele pediu! - É, eu sei. - Então por que você está fazendo desta maneira? - Porque o chefe mandou. - Mas &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/2012/03/31/tire-suas-conclusoes-reforcando-o-padrao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- O que está fazendo?<br />
- Estou atendendo ao pedido daquele cliente.<br />
- Mas não foi assim que ele pediu!<br />
- É, eu sei.</p>
<div id="attachment_2702" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/03/Reforcando-4.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2702" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/03/Reforcando-4-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Corbis Image</p></div>
<p>- Então por que você está fazendo desta maneira?<br />
- Porque o chefe mandou.<br />
- Mas está errado!<br />
- Ah, isto eu também sei. Mas o chefe mandou!<br />
- Assim não pode ser. Vou falar com o chefe, pois fazer diferente do que o cliente pediu vai dar problema.<br />
- Problema seu! Vou fazer do jeito que ele mandou e está acabado!<span id="more-2672"></span><br />
- Não, espera um pouquinho que eu volto já.<br />
- Chefe, o senhor mandou ele fazer daquele jeito. Acho que vai dar problema.<br />
- Não está vendo que estou ocupado? Tenho que entregar este trabalho para o meu chefe. Faz logo daquele jeito e pronto. Não vamos gastar tanto tempo discutindo detalhes. Eu já decidi como deve ser feito e o assunto está encerrado!<br />
- Mas chefe, sabe o que é, o cliente pediu diferente do que vai ser feito.<br />
- Cliente, cliente, só se fala nisto. Será que o cliente também é o dono desta empresa? Não agüento mais ouvir esta palavra. Parece que ninguém mais está preocupado com a empresa, só com clientes!<br />
- Entendo chefe, mas podemos fazer de maneira que&#8230;<br />
- Pode parar! Já te falei que tenho que fazer um trabalho para o meu chefe e é urgente. Não dá para ficarmos discutindo se o tal cliente quer assim ou assado. É para fazer como falei e pronto! Chega de conversa. E eu quero isto terminado, e logo, senão vai sobrar para alguém!<br />
- Como é, falou com o chefe?<br />
- Falei, mas não adiantou nada. Ele nem quis ouvir minha sugestão. Quando falei de cliente, então, o homem virou bicho.<br />
- Eu não te falei, o chefe é muito ocupado atendendo o chefe dele que não lhe dá sossego.<br />
- É, pelo que fiquei sabendo, o chefe do chefe também vive atendendo o chefe mais acima ainda. É chefe que não acaba mais.<br />
- É, e todos muito ocupados recebendo e dando ordens o tempo todo. Como eles trabalham!<br />
- Bom, já que os chefes estão tão ocupados, uns trabalhando para os outros, vamos nós atender o cliente?<br />
- Ah, não sei. Mas se o chefe descobrir que fizemos de forma diferente da que ele mandou, vai ficar muito bravo. Vai ficar uma arara.<br />
- Fica frio, ele não vai ficar nem sabendo. Fazemos como o cliente quer e pronto. Não vai custar nada a mais mesmo! E um cliente feliz sempre é melhor que um cliente reclamando.<br />
- É, mas ter que agüentar o chefe na bronca não vai ser nada fácil não.<br />
- Mas se o cliente ficar insatisfeito, a culpa será sempre nossa. Já que estamos ferrados de qualquer maneira, então vamos atender ao que o cliente quer, certo?<br />
- Tá bom, mas ainda acho que deveríamos fazer como o chefe quer, pois é ele quem paga o nosso salário, e não esse tal de cliente. Se der errado é tudo culpa sua.<br />
- Ok, então fazemos como o cliente pediu, entregamos, ele fica feliz, o chefe não fica nem sabendo, e a vida continua. Afinal, os chefes estão muito ocupados para ficar perdendo tempo com clientes.<br />
- É, agindo assim você nunca será um chefe. Você não gosta de trabalhar para eles! Fica com esta mania de trabalhar para o cliente. Veja se aprende!<br />
- É, acho que você tem razão.<br />
- Pois é, não adianta ficar querendo mudar o mundo.<br />
- Mas não é justo. Assim o cliente vai embora. Vai para a concorrência.<br />
- É, mas quem vai te promover é o chefe e o chefe dele, e não o cliente.<br />
- Você tem razão. Se ele me marcar, quem vai marcar passo sou eu, que não sairei deste cargo nunca.</p>
<div id="attachment_2712" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/03/Reforcando-3.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2712" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/03/Reforcando-3-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Corbis Image</p></div>
<p>- Ta vendo? É assim que se deve pensar. Se o nosso chefe chegou aonde chegou trabalhando assim, você também pode chegar.<br />
- Cliente nenhum irá me promover. Eles são atendidos e vão embora, mas o chefe fica.<br />
- É isto que estou tentando te dizer.<br />
- É isso aí. Vamos fazer como o chefe quer e tá falado. Não vamos esquentar a cabeça e ainda perder ponto. Afinal, tenho que defender o leite das crianças.<br />
- É isso mesmo!<br />
- Clientinho querido, sinto muito, mas você perdeu.</p>
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		<title>Novos curiós</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/2012/03/04/novos-curios/</link>
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		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 13:20:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Lazarini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[O canto dos pássaros sempre atraiu a atenção dos homens ao longo da história. Isto custou às pobres avizinhas perseguição, captura, prisão e morte. Custou, também, em alguns casos, a extinção de algumas espécies. Felizmente, no Brasil a legislação proíbe &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/2012/03/04/novos-curios/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O canto dos pássaros sempre atraiu a atenção dos homens ao longo da história. Isto custou às pobres avizinhas perseguição, captura, prisão e morte. Custou, também, em alguns casos, a extinção de algumas espécies.<br />
Felizmente, no Brasil a legislação proíbe a captura de animais silvestres e, pouco a pouco, esta prática este sendo banida de nossa sociedade.<br />
Contudo, o gosto pelo canto dos pássaros ainda permanece, e uma nova alternativa para tê-los em residências foi desenvolvida. Trata-se da criação de pássaros em cativeiro. Isto pode ser feito desde que devidamente autorizado pelos órgãos competentes.</p>
<div id="attachment_2611" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/03/curio-1.jpeg"><img class="size-thumbnail wp-image-2611" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/03/curio-1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">wikipedia.org</p></div>
<p>Neste universo, um pássaro muito apreciado é o curió. Ele já se encontra quase que extinto em seu habitat natural, mas é muito criado em cativeiro. O seu canto é muito apreciado, e estas aves até têm um mercado que movimenta grandes somas de recursos.<br />
Mas, apenas os curiós com canto apurado e de boa qualidade é que têm grande valor de mercado. Assim, os criadores treinam estas avezinhas, desde o seu nascimento até estarem formadas, e as <span id="more-2581"></span>mantêm estimuladas a estarem em forma, até o fim de suas vidas.<br />
O treinamento destas aves é muito simples. Logo ao nascerem, ainda muito pequenas, coloca-se um aparelho que reproduz o canto gravado de um curió campeão de canto. Estas gravações são comumente encontradas nas lojas especializadas. Assim, o filhotinho fica ouvindo aquele canto de primeira qualidade o dia todo, desde logo após o nascimento, até sua formação e início da fase adulta. Mesmo após esta fase, ele segue ouvindo esta gravação, de maneira a estimulá-lo a manter seu canto com bom padrão de qualidade. Isto é feito indistintamente para todos os filhotes de curió que nascem. Contudo, nem todos se tornarão grandes campeões. Apenas os melhores serão campeões, mas o número de curiós ruins de canto será muito menor do que se não os treinássemos. Seguramente, o treinamento melhora a qualidade do canto destas aves; caso contrário, esta prática já teria sido abandonada.<br />
Este fato acontece com os curiós, mas acontece também com outros animais. O treinamento aprimora suas qualidades, melhora seus desempenhos, produz melhores resultados. E aqui falamos de qualquer animal, incluindo o homem.<br />
O treinamento faz com que as qualidades dos animais sejam potencializadas. Ele não cria qualidades. Se assim o fosse, todos os curiós de uma mesma ninhada seriam grandes campeões. E isto não é verdade. Todos serão melhores do que se não fossem treinados. Isto é, o treinamento melhora os bons, transformando-os em ótimos, os ótimos em excelentes e assim por diante. Poderíamos dizer que o treinamento transforma uma pedra bruta em pedra polida, um diamante bruto em diamante polido, mas não transforma pedra em diamante.</p>
<div id="attachment_2621" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/03/Curio-2-.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2621" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/03/Curio-2--150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Corbis Images</p></div>
<p>Como uma pedra polida, em geral, é mais bonita que uma pedra bruta, um diamante polido é mais bonito que um diamante bruto, uma pessoa treinada é melhor que uma não treinada, seja ela uma pedra ou um diamante.<br />
Agora que temos clareza de que treinar vale a pena, resta-nos saber como fazer isto. E treinar é uma atividade complexa. Não basta apenas mandar alguém para uma escola, um curso, ler um livro. Isto é importante, mas trata-se de um complemento. O maior treinamento não é feito na escola, no curso, isto é, em ambientes formais. Como com os curiós, ele é feito desde a tenra idade, até o fim da vida. E cabe aos mais velhos este papel de treinar os mais jovens. E aos mais jovens cabe o papel de se curvarem diante da sabedoria e experiência dos mais velhos, coisa que só o tempo dá, que não se aprende na escola.<br />
Assim, tanto na família como na empresa, os mais velhos têm um papel fundamental de formadores dos mais novos. Devem ter em mente que os mais novos, embora na maioria das vezes se apresentem com grande disposição, ímpeto, conhecimento e trânsito com as novas tecnologias, eles carecem de experiência, sabedoria e, por vezes, podem ser arrogantes. Isto é um perigo para suas carreiras e, por que não dizer, para suas vidas.<br />
Então, um pai, um chefe, um colega mais experiente, tem o dever de formar os mais novos que chegam à família, à empresa. E este trabalho consiste em ensinar não apenas com palavras, mas, sobretudo, por meio de uma conduta coerente, madura, construtiva e que faça os mais jovens perceberem a diferença de quem sabe e quem não sabe das coisas da vida. Devemos ter em conta que nossas palavras movem, mas nossas atitudes arrastam.<br />
Assim, todos devem ser educadores pelo exemplo, pela atitude, muito mais do que pelas palavras. Claro que se as palavras forem coerentes com as atitudes, este será o melhor dos mundos. Estaremos ensinando pelo caminho da lógica, mas também, e principalmente, pelo caminho dos sentidos. E este segundo é que mais penetra na alma das pessoas. E esta nossa postura não deve se restringir a uma fase da vida de quem é mais novo. Devemos ter uma postura de ensinar, desenvolver, aprender, o tempo todo. É claro que com os mais novos este cuidado deve ser maior, mas não apenas com eles.<br />
Se prestarmos atenção veremos que sempre estaremos cercados de filhotes de curiós que precisam aprender a cantar com qualidade. Cantar eles já sabem, por extinto, mas cantar com qualidade, terão de aprender. E isto é tarefa de quem já sabe fazê-lo. E se assim não o fizermos, estaremos cercados de curiós medíocres, que, ao invés de nos encantar com suas belas melodias, apenas produzirão guinchos e grunhidos.</p>
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		<title>Chegando na encruzilhada</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 19:07:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Lazarini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[São Paulo é uma cidade onde dirigir fica cada vez mais difícil. O trânsito sempre congestionado, ruas esburacadas e, a pior parte, mal sinalizadas. Desta forma, dirigir nesta cidade cada dia mais se torna um grande desafio. Quando temos um &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/2012/02/12/chegando-na-encruzilhada/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São Paulo é uma cidade onde dirigir fica cada vez mais difícil. O trânsito sempre congestionado, ruas esburacadas e, a pior parte, mal sinalizadas. Desta forma, dirigir nesta cidade cada dia mais se torna um grande desafio.</p>
<div id="attachment_2541" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/02/Encruzilhada-1.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2541" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/02/Encruzilhada-1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Corbis Images</p></div>
<p>Quando temos um compromisso e temos de nos deslocar, de carro, até um determinado destino, começa o nosso grande dilema. Qual caminho tomaremos?<br />
Consultar sites que informam sobre o trânsito é bobagem. Nunca estão atualizados assim como o GPS. Então tomamos uma decisão, com as informações e experiência que temos, e vamos em frente.<br />
Nestas viagens, que são verdadeiras aventuras, <span id="more-2461"></span>com grande freqüência, passamos por caminhos que não conhecemos com detalhes. Neste caso, o correto seria fazer uso da sinalização. Mas, nesta cidade, a sinalização, como em tantas outras, é um desastre. Ela está onde não precisamos dela. Nos trechos onde só se pode ir em frente existem placas indicando que o caminho que devemos seguir é ir em frente. Nada mais óbvio. Agora, quando chegamos num cruzamento, numa bifurcação, onde está a placa? Elas não existem e temos de decidir para qual lado vamos, sem saber para onde cada lado nos levará. Aí vem a clássica pergunta: por onde devo seguir? E se formos para o lado errado? Qual é a melhor decisão?<br />
Bom, como não temos muito tempo para decidir, para não parar o já caótico trânsito ou levar um esbarrão destes ônibus dirigidos por verdadeiros cavalheiros, escolhemos um lado usando um critério qualquer de decisão, e lá vamos nós.<br />
Certamente, depois ficamos avaliando se a decisão tomada foi a melhor. Claro que, se chegamos facilmente ao nosso destino, elogiamos nossa decisão lá naquele fatídico cruzamento. Mas, se o caminho tomado nos fez sair da rota e dificultou nossa chegada ao destino, ficamos lamentando e nos culpando pela decisão tomada. E o quê é pior: ficamos achando que se tivéssemos ido pelo outro lado teria sido melhor. Teria mesmo? É bom sabermos que quando escolhemos um lado, o outro, na vida real, não existe. O que existe é só o caminho que tomamos. O outro é hipotético.<br />
Mas a vida é assim mesmo. Frequentemente nos encontramos em encruzilhadas que estão sem placa de indicação de qual direção devemos seguir. Olhamos para um lado, vemos algumas vantagens, juntamente com desvantagens. Olhamos para o outro e, da mesma forma, vemos vantagens e desvantagens. O ideal seria poder escolher um lado que só tivesse vantagens, deixando todas as desvantagens para o outro lado que não escolheremos. Mas não é assim que as coisas funcionam. Escolheu um lado, ele vem com as vantagens e, inexoravelmente, com as desvantagens. Não tem jeito. Não dá para escolher só as vantagens. O pacote é completo.</p>
<div id="attachment_2551" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/02/Encruzilhada-2.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2551" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/02/Encruzilhada-2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Corbis Images</p></div>
<p>Esta questão parece óbvia, mas não é. É muito freqüente vermos pessoas tomando decisões achando que estas só lhes trarão vantagens. Isto não existe. Tudo na vida tem vantagens e desvantagens. É só prestarmos atenção. É muito freqüente, também, decidirmos e depois ficarmos lamentando a decisão. Teríamos de lamentar se tomássemos a decisão escolhendo o lado que tem mais desvantagens que vantagens. Seria o caso de chegarmos com nosso carro na encruzilhada e, diante da placa, escolhermos o lado contrário daquele por ela indicado. Aí já chegamos perto do que seria a burrice.<br />
Então este seria o primeiro entendimento que devemos ter a respeito das decisões. Quando decidimos, estamos escolhendo um lado que tem vantagens e desvantagens. Isto é inexorável.<br />
Um segundo entendimento que podemos ter é que as vantagens e as desvantagens nem sempre, ou melhor, quase sempre não estão explícitas. Elas não são apenas quantitativas. Também são qualitativas. Elas carecem de interpretação nossa. E aí reside a grande dificuldade. Identificar as verdadeiras vantagens e desvantagens e o peso que cada uma tem não é tarefa fácil. É preciso estar atento ao detalhes, olhar com atenção e, se houver tempo, deixar as coisas ficarem um pouco mais maturadas e claras. Não podemos nos precipitar. Por vezes as placas estão escondidas por de traz de árvores, prédios, etc. É preciso olhar bem. Agora, se não houver tempo, siga seus instintos e tome uma decisão. Às vezes, esperar é a pior decisão. Como dito, você poderá ser “empurrado” por um ônibus. Aí as conseqüências são imprevisíveis.<br />
Vale a pena lembrar que, uma vez escolhido o lado, o outro não existirá. E, caso a decisão não tenha sido boa, ficar achando que o outro lado teria sido melhor é utópico, pois quem garante que teria sido melhor? Quem garante que teríamos sucesso? Este caminho é teórico. O caminho que escolhemos é real e compará-los só nos amargurará. Comparar algo real com algo teórico é, no mínimo, insano. É pura ilusão.<br />
Claro que avaliar o resultado das decisões tomadas é uma prática absolutamente pertinente e indicada, sejam as decisões certas, sejam as não tão certas. Esta análise nos ensina os detalhes de nossas escolhas, onde as vantagens e as desvantagens estavam escondidas, e assim por diante. Isto fará de nós pessoas mais experientes e competentes para tomarmos novas decisões, o que é muito importante pois, como em São Paulo, em nossa vida dirigimos por ruas congestionadas, esburacadas, nas encruzilhadas nunca há placas e o nosso GPS não funciona. E aprender os caminhos com nossos erros e acertos nos tornará melhores motoristas de nossas vidas. Para quem duvida é só chegar na próxima encruzilhada e verificar o resultado.</p>
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		<title>Apanhando do sparring</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 19:16:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Lazarini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Em outra oportunidade já falamos sobre o boxe, atividade que alguns insistem em chamar de esporte. Apesar de seu sucesso, não passa de uma agressão, atitude que deveria ser banida de nossa sociedade. Contudo, ele é um &#8220;esporte&#8221; que tem &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/2012/01/28/apanhando-do-sparring/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em outra oportunidade já falamos sobre o boxe, atividade que alguns insistem em chamar de esporte. Apesar de seu sucesso, não passa de uma agressão, atitude que deveria ser banida de nossa sociedade. Contudo, ele é um &#8220;esporte&#8221; que tem um grande número de adeptos em todo o mundo. Por se tratar de uma atividade entre humanos, onde as mais diferentes relações podem ocorrer, é possível que possamos tirar deste, dito, &#8220;esporte&#8221; alguma lição.<br />
Então vejamos. No boxe existe uma figura bastante importante para o seu desenvolvimento. Esta figura é o sparring. Este nada mais é do que um outro</p>
<div id="attachment_2471" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/01/Sparring-1.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2471" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/01/Sparring-1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Corbis Images</p></div>
<p>lutador, um lutador novo, em início de carreira, que treina o lutador principal. Assim, eles lutam, sob o olhar do treinador, como parte da preparação do lutador principal para a luta real.<br />
Há treinadores que escolhem sparrings fracos para treinar seus lutadores. Esta tática faz com que o lutador sempre vença o sparring. Isto aumenta a autoconfiança do lutador, mas, por outro lado, pode não o preparar para as lutas de verdade, aquelas que valem troféu. <span id="more-2401"></span>Já outros treinadores preferem escolher sparrings fortes, que no treino exigem muito, isto é, podem até vencer o lutador que está sendo treinado.<br />
Isto posto, poderíamos perguntar qual das táticas é a mais indicada. Será que contratar sparrings fracos, para que o nosso lutador não seja derrotado, o ajuda a vencer a luta real? Com isto, será que o lutador em treinamento terá os seus pontos fracos expostos, permitindo serem corrigidos, se o sparring não é suficientemente forte para forçá-lo ao seu limite? Não seria mais adequado termos um sparring forte, mesmo que o lutador viesse a sofrer uma derrota no treino? Caso esta derrota, no treino, viesse a ocorrer, ela não seria melhor que uma derrota na luta real?<br />
Estas perguntas nos conduzem a uma reflexão que pode nos levar a uma mudança de postura, de atitude, em nossa vida pessoal e profissional. Senão vejamos: em nosso dia-a-dia, nos deparamos com situações que exigem nossa preparação prévia. E esta preparação prévia pode ser uma discussão, um debate, uma argumentação, a elaboração de um projeto com pessoas que fazem parte de nossa equipe, de nossa família.<br />
Mas na hora de escolhermos com quem discutir, debater, argumentar, projetar, precisamos tomar cuidado para não escolhermos &#8220;sparrings&#8221; fracos. Isto é, alguém que não é crítica, que tem medo de se manifestar, alguém que queira nos agradar, e assim por diante. Será que estas pessoas estarão nos ajudando? Será que, nos agradando, elas estarão fazendo o melhor por nós?<br />
E se, por outro lado, escolhermos, para nos ajudar em nosso preparo, alguém mais crítico, com ideias próprias, que pode se contrapor às nossas argumentações? Isto é, um &#8220;sparring&#8221; que possa até nos colocar &#8220;na lona&#8221;. Será que estas pessoas, ao contrário de nos atrapalhar, como se poderia pensar, não estariam nos mostrando a nossa verdadeira condição, estariam expondo nossos pontos fracos, ou reforçando nossos pontos fortes?<br />
Claro que não deve ser nada agradável para um lutador, principalmente se ele for famoso, ser surrado por um sparring. O mesmo se aplica a nós.<br />
Imaginemos um chefão de uma empresa, um membro importante de nossa família, sendo questionado por um subordinado, por um jovem cujos argumentos são absolutamente pertinentes, incontestáveis. Isto pode ser tomado como uma derrota, uma vergonha. Mas será que esta é uma atitude a ser mantida? Encarar uma ideia que difere da nossa, um questionamento que nos coloca &#8220;contra a parede&#8221; seria algo tão difícil de ser tolerado pelos &#8220;líderes&#8221;, tanto nas empresas como no seio das famílias? Não seria um caso de falta de humildade?</p>
<div id="attachment_2481" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/01/Sparring-2.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2481" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/01/Sparring-2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Corbis Images</p></div>
<p>Apanhar de sparring não é uma situação agradável, não é algo fácil de ser digerido. Mas nos acercar apenas de “sparrings” que podemos vencer com facilidade pode nos dar uma ideia falsa de nossa verdadeira condição. E descobrir que somos frágeis apenas quando já estamos no ringue pode ser tarde demais, e um nocaute pode estar se configurando. É melhor ser surrado no treino, pois, como diz o filósofo popular, treino é treino e jogo é jogo, ou melhor, luta é luta. E não dá para correr risco quando a luta vale o cinturão da categoria.</p>
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		<title>Dando tiro no inimigo</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 00:01:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Lazarini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Embora as guerras não devessem existir, elas são recorrentes e, ao longo da história, sempre fizeram parte do cotidiano da sociedade. E uma guerra é feita por muitas batalhas. E estas, embora variem conforme as circunstâncias, sempre guardam uma semelhança &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/2012/01/11/dando-tiro-no-inimigo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Embora as guerras não devessem existir, elas são recorrentes e, ao longo da história, sempre fizeram parte do cotidiano da sociedade. E uma guerra é feita por muitas batalhas. E estas, embora variem conforme as circunstâncias,</p>
<div id="attachment_2411" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/01/Batalha-1.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2411" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/01/Batalha-1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Corbis Images</p></div>
<p>sempre guardam uma semelhança entre si. Em geral, elas encerram uma competição por espaço, poder, dinheiro, etc. entre duas, ou mais facções. Estas se digladiam com as armas disponíveis. O mais freqüente é o uso de armas de fogo. Assim, os combatentes se colocam frente a frente e disparam suas armas, uns contra os outros. É tiro para todo lado, sempre no mesmo padrão: cada um atira em seu inimigo. Desta forma, cada atirador está preocupado em controlar a posição de seu inimigo, atirar nele <span id="more-2341"></span>e tentar acertá-lo.<br />
Agora imaginemos que, em cada um dos lados, cada contendor, além de se preocupar com o inimigo, tenha que se preocupar com os amigos. Isto é, além de se cuidar para não ser atingido pelo inimigo, também tenha que se preocupar com um eventual &#8220;fogo amigo&#8221; que possa lhe atingir. Neste caso, as energias não estarão concentradas para serem empregadas apenas contra os inimigos. Parte dela é gasta para cuidar, também, dos &#8220;amigos&#8221;. Então, a energia, os recursos que, normalmente, nas batalhas, sejam elas quais forem, sempre são escassos, estarão sendo gastos não apenas contra os inimigos, mas indevidamente contra os amigos.<br />
Bom, isto pode parecer coisa de cinema e que não ocorre na vida real. Mas, guardadas as devidas proporções, este caso é muito mais freqüente quanto possa parecer.<br />
Nas empresas onde trabalhamos, basta que olhemos com atenção e veremos pessoas que não se empenham para que um projeto siga adiante e tenha chances de ser implementado; veremos pessoas torcendo e até fazendo &#8220;corpo mole&#8221; para que certas idéias, que não são suas, não progridam, que não tenham reconhecimento, e assim por diante.<br />
Tendo em vista que situações como a relatada são bem possíveis de ocorrerem, cabe a nós tomarmos as devidas providências para que elas não se transformem em realidade, para que sejam evitadas e, se possível, sejam eliminadas de nosso convívio. E quais são as providências que podemos tomar?<br />
Claro que não há uma receita para nos tornarmos imunes a estas situações. Cada caso é um caso. Contudo, há coisas que podem ser feitas e que estão ao alcance de todos os gestores, tanto nas empresas onde trabalhamos, como no seio de nossa família.<br />
Fazer uma seleção criteriosa de pessoas nem sempre é o caminho. Isto porque as pessoas podem ter um comportamento por um tempo, mas as circunstâncias de trabalho podem mudar e as pessoas também podem mudar. No caso da família, não cabe selecionar seus membros. Afinal, não escolhemos nossa família. Ela é que nos escolhe.<br />
Certamente, este é um trabalho para ser desenvolvido continuamente. Assim, manter a equipe sempre bem informada daquilo que se pretende, para onde se quer ir, pode contribuir, e muito, para que se sintam comprometidos com o resultado.<br />
Também faz parte das boas práticas comemorar as vitórias e dividir o sucesso alcançado. Excluir os &#8220;combatentes&#8221; das glórias da vitória, certamente, fará com que eles fiquem, ainda que inconscientemente, com alguma mágoa e venham a ter dúvida em qual lado devem lutar. Desta forma, a vitória deve ser dividida com todos, aliás, como não poderia deixar de ser. Afinal, todos lutaram para que ela ocorresse e não seria nem um pouco justo excluí-los das glórias.<br />
O fato de incluir, nas comemorações, todos como partícipes da vitória pode render um outro aspecto bastante positivo. Aqueles que, porventura, não tenham se empenhado muito, poderão se sentir com &#8220;alguma culpa&#8221; e na próxima vez se empenharão mais.</p>
<div id="attachment_2431" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/01/Batalha-21.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2431" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/gestao-de-gente/files/2012/01/Batalha-21-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Corbis Imges</p></div>
<p>Não podemos deixar de falar também das derrotas, pois elas igualmente ocorrem. E perder uma batalha não significa perder a guerra. Então, caso a derrota ocorra, não devemos ficar buscando por um culpado, um &#8220;bode expiatório&#8221;. Devemos tomar a derrota como uma lição para todos e tratar de corrigir os problemas identificados de maneira que na próxima batalha o resultado possa ser melhor.<br />
Como pudemos ver neste simples relato, gastar energia e recursos para combater o &#8220;fogo amigo&#8221; não é uma estratégia muito inteligente. O mais sensato é cuidar para irmos à batalha cercado de &#8220;guerreiros&#8221; realmente fiéis à causa. Este deve ser um cuidado constante, mas antes da &#8220;batalha&#8221; se iniciar. Depois que o &#8220;tiroteio&#8221; já estiver em andamento, não haverá mais tempo hábil para cuidar que os combatentes estejam apenas do nosso lado, e mais, estejam engajados e comprometidos com a vitória. Aí só nos restará ficar com um olho no inimigo e outro no &#8220;amigo&#8221;. E esta divisão no foco poderá nos custar a derrota. Para quem não acredita, basta conferir os resultados da guerra que travamos diariamente.</p>
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