04.03.2013 - 22h46

Disparo acidental

Imaginemos a situação em que uma pessoa está limpando uma arma de fogo e, de maneira não intencional, esta é disparada. O disparo imprevisto não atinge nenhuma pessoa, ninguém se fere.
Este episódio aqui relatado é extremamente perigoso, pois encerra em sua gênese a possibilidade de causar um grande acidente. Afinal, um disparo de arma de fogo pode até matar uma pessoa.

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Fatos similares a este aqui relatado ocorrem mundo afora até com certa frequência. No entanto, estes não geram notícia e acabam caindo no esquecimento. Afinal, não apresentam resultado desastroso, então, por que ficar falando deles?
Agora, imaginemos o mesmo episódio, só que desta vez, o disparo atinge mortalmente uma pessoa. Neste caso, o incidente será considerado gravíssimo e, certamente, gerará grande repercussão na imprensa, envolverá a polícia e comoverá as pessoas. O assunto permanecerá nos noticiários por muitos dias e, provavelmente, aparecerão iniciativas vindas das mais variadas partes, propondo medidas para evitar que acontecimentos como este não voltem a se repetir.
Como dito, este relato é fictício. No entanto, ele pode ser considerado como muito aderente ao que ocorre no mundo real.
Se pararmos para pensar um pouco sobre este incidente, verificaremos que a sua causa sempre é o disparo não programado, não previsto. E se buscarmos pela causa raiz, aquela causa primeira, a fundamental, veremos que se trata de um descuido, pessoa despreparada para manusear arma de fogo e assim por diante.
No entanto, a importância deste incidente varia conforme o resultado que ele provoca. Podemos dizer que se a consequência é grave, consideramos o incidente também grave. Se, porém, a consequência não é grave, como no caso do disparo não atingir ninguém, considera-se que o incidente também tem pouca gravidade.
Trocando em miúdos, na prática, só teria repercussão, e, portanto, seria digno de proposição de medidas para evitar sua repetição, o incidente que gerar uma consequência grave. Se implicar um resultado de pouca ou nenhuma gravidade, ele será considerado com trivial, não será tratado, ficando sem controle e se repetirá até o dia em que volte a ocorrer levando a uma consequência desastrosa. Aí poderá ser tratado e bloqueado. Como frequentemente acontece, “medidas drásticas” são tomadas.
Estas considerações mostram que estamos acostumados a tratar os incidentes de acordo com as consequências que estes produzem e não conforme o risco que representam. Como no citado evento do disparo acidental, sempre olhamos o resultado, a conseqüência, para atribuirmos peso ao incidente. Esta é a prática recorrente. É isto que estamos acostumados a ver acontecer.
A postura adequada, para se tratar um caso como o aqui descrito, seria avaliar os riscos, a gravidade de potenciais resultados envolvidos em um disparo acidental e não apenas as consequências geradas por um disparo específico. Mas, como dito, esta não é a prática. Parece que gostamos de aguardar pelo pior para só depois tomarmos as providências para eliminar a causa de um problema. Parece que gostamos de ser reativos, quando deveríamos ser preventivos.

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Na verdade, as providências devem ser tomadas antes dos problemas aparecerem. Isto sim nos tornaria efetivamente preventivos. O ideal não é aguardar que o problema ocorra, ainda que com consequências sem gravidade, para eliminarmos sua causa. Afinal, problemas são sempre problemas e devem ser evitados.
Contudo, caso um problema ocorra, vamos eliminar suas causas mesmo que as consequências geradas não sejam graves naquele momento. Não fiquemos aguardando para resolver problemas só quando estes produzirem conseqüências graves, gerarem repercussão.
É necessário ter uma postura muito clara nestes casos, pois ser preventivo nem sempre é justificável, uma vez que, como já dito, a visibilidade dos problemas é dada pelo resultado que produzem. E tratar de casos que, aparentemente, não são graves, pois não culminaram em confusão, destruição, mortes, etc., dá a impressão de que estamos gastando recursos e energia onde não há necessidade. É nesta hora que temos de ver o que está invisível, e isto não é nada fácil. É necessário ter muita clareza e abstração.
Como visto, sendo apenas reativos, estaremos nos candidatando a trabalhar em plantão da polícia. Aí só nos restará fazer inquéritos e apurar culpados, o que, seguramente, não é suficiente.

27.10.2012 - 00h10

Atalho no jardim

As nossas cidades têm muitas praças, mas são raras aquelas que são atraentes. Normalmente os jardins não são bem cuidados e, frequentemente, pisoteados.

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É comum vermos jardins onde os transeuntes, para encurtar distância, passam por cima de canteiros, sejam eles de grama ou de flores. Começam cortando aqueles cantos mais vivos e, depois, passam a cortar cada vez mais dentro dos canteiros, de maneira a “arredondar” os cantos e formar verdadeiras trilhas nos jardins e gramados. Com o passar do tempo, os canteiros estão todos recortados por atalhos que vão destruindo as plantas e mesmo a grama (quando existentes).
E qual seria o motivo para que nós tenhamos esta cultura de não respeitar os canteiros das praças?

10.08.2012 - 22h23

Estava impedido, “seu” juiz!

Todos nós sabemos que o futebol é um esporte apaixonante e gera debates e discussões acaloradas entre os brasileiros. Nada mais mexe com o humor do povo que um bom jogo de futebol.
As polêmicas decorrentes dos jogos ficam repercutindo nas rodas de conversa por vários dias, até que um novo jogo aconteça. E há jogos que ficam para a história, com debates que duram décadas.
Um dos pontos que mais geram polêmica nos jogos de futebol é a regra de impedimento.

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Para quem não sabe, esta regra determina que um gol não será válido quando o jogador que chuta ou cabeceia a bola em direção ao gol se encontra mais próximo do gol do que a bola e o penúltimo adversário. Sem entrar nos detalhes da regra, de maneira simplificada, pode-se dizer que a bola, quando chutada, deverá passar por dois jogadores do time adversário antes de entrar no gol. Se a bola, para chegar ao gol, passar por menos de dois jogadores, diz-se que quem a chutou

16.06.2012 - 00h47

Tire suas conclusões: Falta de espelho

- Olá, há quanto tempo! Como vai?
- Ah, naquela correria de sempre.
- Muito serviço?
- Serviço, encrenca é o que não falta por aqui!
- Mas você não faz tudo sozinho?
- Como não fazer, tudo cai nas minhas costas!
- Por que não pede ajuda?
- Pedir ajuda para quem se aqui só tem incompetente?

28.04.2012 - 00h35

Bússola giroscópica

Com a invenção da bússola magnética, em tempos passados, a navegação marítima teve grande impulso e novos mares e continentes foram descobertos e conquistados. Desde então, a navegação marítima sempre foi muito dependente da bússola.

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Posteriormente, com a chegada do avião e, por conseqüência, da navegação aérea, novamente a bússola se colocou como instrumento indispensável a bordo das aeronaves.
Nestes casos, a bússola utilizada era a magnética.
Tanto para a navegação marítima como para a aérea, a bússola magnética, embora indispensável, trazia um problema que estava afeto à sua própria construção.
Como todos sabem, a bússola magnética é composta de uma agulha imantada que se alinha ao campo magnético da terra e, desta maneira,

31.03.2012 - 00h07

Tire suas conclusões: Reforçando o padrão

- O que está fazendo?
- Estou atendendo ao pedido daquele cliente.
- Mas não foi assim que ele pediu!
- É, eu sei.

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- Então por que você está fazendo desta maneira?
- Porque o chefe mandou.
- Mas está errado!
- Ah, isto eu também sei. Mas o chefe mandou!
- Assim não pode ser. Vou falar com o chefe, pois fazer diferente do que o cliente pediu vai dar problema.
- Problema seu! Vou fazer do jeito que ele mandou e está acabado!

04.03.2012 - 13h20

Novos curiós

O canto dos pássaros sempre atraiu a atenção dos homens ao longo da história. Isto custou às pobres avizinhas perseguição, captura, prisão e morte. Custou, também, em alguns casos, a extinção de algumas espécies.
Felizmente, no Brasil a legislação proíbe a captura de animais silvestres e, pouco a pouco, esta prática este sendo banida de nossa sociedade.
Contudo, o gosto pelo canto dos pássaros ainda permanece, e uma nova alternativa para tê-los em residências foi desenvolvida. Trata-se da criação de pássaros em cativeiro. Isto pode ser feito desde que devidamente autorizado pelos órgãos competentes.

wikipedia.org

Neste universo, um pássaro muito apreciado é o curió. Ele já se encontra quase que extinto em seu habitat natural, mas é muito criado em cativeiro. O seu canto é muito apreciado, e estas aves até têm um mercado que movimenta grandes somas de recursos.
Mas, apenas os curiós com canto apurado e de boa qualidade é que têm grande valor de mercado. Assim, os criadores treinam estas avezinhas, desde o seu nascimento até estarem formadas, e as

12.02.2012 - 19h07

Chegando na encruzilhada

São Paulo é uma cidade onde dirigir fica cada vez mais difícil. O trânsito sempre congestionado, ruas esburacadas e, a pior parte, mal sinalizadas. Desta forma, dirigir nesta cidade cada dia mais se torna um grande desafio.

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Quando temos um compromisso e temos de nos deslocar, de carro, até um determinado destino, começa o nosso grande dilema. Qual caminho tomaremos?
Consultar sites que informam sobre o trânsito é bobagem. Nunca estão atualizados assim como o GPS. Então tomamos uma decisão, com as informações e experiência que temos, e vamos em frente.
Nestas viagens, que são verdadeiras aventuras,

28.01.2012 - 19h16

Apanhando do sparring

Em outra oportunidade já falamos sobre o boxe, atividade que alguns insistem em chamar de esporte. Apesar de seu sucesso, não passa de uma agressão, atitude que deveria ser banida de nossa sociedade. Contudo, ele é um “esporte” que tem um grande número de adeptos em todo o mundo. Por se tratar de uma atividade entre humanos, onde as mais diferentes relações podem ocorrer, é possível que possamos tirar deste, dito, “esporte” alguma lição.
Então vejamos. No boxe existe uma figura bastante importante para o seu desenvolvimento. Esta figura é o sparring. Este nada mais é do que um outro

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lutador, um lutador novo, em início de carreira, que treina o lutador principal. Assim, eles lutam, sob o olhar do treinador, como parte da preparação do lutador principal para a luta real.
Há treinadores que escolhem sparrings fracos para treinar seus lutadores. Esta tática faz com que o lutador sempre vença o sparring. Isto aumenta a autoconfiança do lutador, mas, por outro lado, pode não o preparar para as lutas de verdade, aquelas que valem troféu.

11.01.2012 - 00h01

Dando tiro no inimigo

Embora as guerras não devessem existir, elas são recorrentes e, ao longo da história, sempre fizeram parte do cotidiano da sociedade. E uma guerra é feita por muitas batalhas. E estas, embora variem conforme as circunstâncias,

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sempre guardam uma semelhança entre si. Em geral, elas encerram uma competição por espaço, poder, dinheiro, etc. entre duas, ou mais facções. Estas se digladiam com as armas disponíveis. O mais freqüente é o uso de armas de fogo. Assim, os combatentes se colocam frente a frente e disparam suas armas, uns contra os outros. É tiro para todo lado, sempre no mesmo padrão: cada um atira em seu inimigo. Desta forma, cada atirador está preocupado em controlar a posição de seu inimigo, atirar nele