Em meados de 2009 acertei com a Ediouro, através do selo Agir, que escreveria um livro com as melhores histórias que encontrei entre os 73 empreendedores entrevistados em meu programa na IdealTV, o Fiz do Zero. Para me ajudar nessa jornada insana, convidei a Marina Vidigal, uma jornalista muito viva e sempre disposta a encarar grandes desafios e que tem no seu curriculum a autoria do livro “Para ser grande“, lançado no final do ano passado pela Panda Books.
Foi uma tarefa árdua escolher os nomes que entrariam nessa seleta lista de apenas 11 empreendedores. Afinal, a trajetória empreendedora de praticamente todos entrevistados no Fiz do Zero é, no mínimo, surpreendente e admirável. Mas passamos essa etapa e formamos o time que consideramos ser o nosso “dream team”. Já fechamos com praticamente todos convidados e começamos a gravar as entrevistas em vídeo, que darão origem a um documentário sobre empreendedorismo.
Por enquanto já gravamos as entrevistas do Elói D’Avila (Flytour), Romero Rodrigues (Buscapé), Alexandre Tadeu da Costa (Cacau Show), Vasco Oliveira (AGV Logística), Pedro Cabral (Agência Click – Isobar) e Marcus Hadade (Arizona). Nas próximas duas semanas temos o Mauricio de Souza (Turma da Mônica), Daniel Mendez (Gransapore) e Miguel Krigsner (Boticário) agendados. Como você pode ver, só tem fera nesse time.
Nessas entrevistas uma pérola tem aparecido com certa frequência (acredito que 100% da amostra até o momento). Todos empreendedores que entrevistamos tiveram uma verdadeira escola de empreendedorismo a partir de seus oito ou dez anos de idade, tendo como professores seus próprios pais empreendedores. É interessante descobrir que o pai do Vasco explicava como funcionava um demonstrativo de resultados quando ele tinha apenas 12 anos. A mãe do Alexandre levava ele para todas reuniões de vendas e o colocou como demonstrador de tupperware aos 11 anos. A irmã do Elói preparava os pastéis para ele vender na rua e o instruia como deveria fazer para voltar com a bandeja vazia aos 8 anos. O pai do Pedro revisava os planos de negócio quando seu filho tinha 10 anos. O pai do Marcus levava seu filho em todas reuniões importantes que tinha com clientes e fornecedores, desde seus 12 anos.
Ou seja, todos esses emprendedores de sucesso tiveram algo a mais do que os empreendedores que começaram seus negócios depois dos 20, 30 ou até 40 anos – eles tiveram uma verdadeira escola de empreendedorismo por seis ou oito anos antes sequer de entrar na faculdade!
Começamos a acreditar que esse é um dos aspectos mais interessantes na formação de empreendedores de primeira linha. Afinal, aprender com a mente tão aberta, algo só possível nessa idade, é muito mais fácil do que na juventude ou maturidade. É como aprender um idioma como Inglês ou Espanhol. Se você aprender com idades entre 10 e 16 anos, provavelmente será fluente como uma pessoa nativa de qualquer país que fale tais idiomas. Se aprender depois dos 20 anos, provavelmente ficará um leve sotaque. Mas se aprender somente depois dos 30 ou 40, será necessário muito estudo e prática para não sair por ai falando “nóis fumo e nóis voltemo” nesses idiomas.
Agora me ajude… você é empreendedor? Teve referências de empreendedorismo desde cedo? Ou conhece gente que empreendeu com esse tipo de bagagem e se deu bem? Faz sentido tudo isso que estamos descobrindo?




















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