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Remuneração variável: como ser justo?

Marcelo Miranda

Escrevo em resposta a um leitor que me enviou um email chateado como a forma que a remuneração variável acontece na empresa dele, onde através do resultado da empresa se calculam um número x de salários a pagar para todos sem diferenciação. O mesmo se diz chateado pois os verdadeiros talentos que fizeram diferença ganham o mesmo que aqueles que só “deixaram rolar o ano”, conforme suas palavras.

Existem muitos modelos de remuneração variável, alguns mais democráticos como o que o leitor citou, que o foco é o resultado da empresa, e outros com grande diferenciação onde alguns não ganham nada e outros chegam a ganhar 10x mais que  a média dos que ganharam. No meio tempo entre eles existem muitas variações e modelos intermediários, alguns com parte da remuneração dependendo do resultado da empresa e parte do resultado individual por exemplo.

A escolha do melhor modelo depende para mim de alguns fatores como o sistema de gestão da empresa e sua cultura organizacional. Sobre o sistema de gestão, é um tiro no pé criar um modelo de remuneração variável com muitas metas individuais se o sistema de gestão não está pronto para controlar esses resultados de forma automática e sem subjetividade. Para um modelo com diferenciação é necessário um certo grau de evolução do sistema de gestão para termos certeza que os resultados são confiáveis e independentes, para não gerar controvérsias. Com relação a cultura, algumas empresas tem no DNA a valorização do talento individual, com foco no coletivo, mas com reconhecimento dos talentos individuais que fizeram diferença. Algumas empresas em sua cultura reconhecem mais o coletivo. São questões sutis de reconhecimento que precedem as recompensas,  mas o programa de remuneração variável deve estar alinhado com a cultura da empresa senão gera discórdia.

Minha opinião é que o sistema de remuneração variável deve diferenciar sim entre os colaboradores aqueles que realmente fizeram diferença, mas isso depende de evolução do sistema de gestão e de cultura organizacional. Acredito que vale muito mais a pena para o gestor manter os 20% que trazem 80% do resultado muito felizes e motivados do que nivelar por baixo e manter todo mundo meio motivado.

E você, qual sua opinião? Você gosta do sistema atual de sua empresa? Como funciona? Dê seu exemplo aqui.

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