Liderar exige driblar, enganar e liderar o tempo das coisas, e não ser liderado e dominado por elas. O mágico no seu talento multiplica o tempo e faz em um segundo o que não conseguimos perceber em muitos minutos. O driblador como Garrincha, Neymar e Pelé realizam em frações o que os normais só conseguem ver em slow motion. E o novo ser humano de 2022 , um “multitask human being” , vai precisar operar multitarefas em altíssima velocidade.
Um grande líder é o regente, o maestro do tempo. O metrônomo, que dá o ritmo da sua música, vive sob o comando da sua batuta. E o que ele obtem é mais, melhor e muito mais rápido do que os seus competidores. Liderar sempre foi aumentar o ritmo da qualidade extraída das pessoas e dos profissionais. O tempo comprimido, como o ar comprimido. Quer dizer, cabe muito mais tempo no mesmo frasco, no mesmo espaço.
A chave do código de todas as superações envolve a consciência de uma pessoa sobre o reino do tempo. Pessoas que superam respeitam a dádiva do tempo que lhes é oferecido. Comprimem e valorizam de tal forma o tempo que não conseguem perder tempo prestando atenção no que perderam, no que não ganharam, ou naquilo que não tiveram.
Imediata e velozmente calibram todas as suas atenções para o que ainda tem, para o que não perderam e para o potencial de tudo o que podem vir a ter, e a ser. A chave que abre o código de todas as superações é a reverência que prestamos ao Senhor Tempo.
Grandes líderes driblam o poderoso Senhor Tempo, são os seus maestros, não as suas partituras. Suas empresas agem, reagem e executam num “timing” de um passe mágico, mas muito real, criadoramente real.


Expandir todos os 0
José Luiz Tejon é publicitário, jornalista, autor e co-autor de 28 livros, como "O Voo do cisne" e "O Código da Superação". É presidente da TCA Internacional, com parcerias na Europa, Estados Unidos, China e Israel.
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação