Cabeça de líder

17.07.2012 - 05h23

Pedagogia da Superação, Uma Arte a Ser Desvendada

Existe uma pedagogia para superar? Nossos filhos aprendem a superar seus confrontos com o entorno, ou, ao contrário, nós os estamos ensinando a dar dribles nos presentes da vida?

Temos coragem suficiente de apresentar o mundo como ele é, e como ele precisa ser transpassado, para as pessoas que mais amamos, ou nos superamos para que eles não precisem superar?

O quanto lutamos para superar a vontade e a necessidade onívora de curtir as superações como um processo natural e inevitável do viver, dentro de um infinito universo onde somente a vida existe?

Existe sim uma pedagogia da superação. Sua principal base está no movimento da criança. A ludoterapia em hospitais revela hoje, com bases científicas, trazer evoluções mais rápidas e menos dolorosas aos pacientes.

Experimentos nas investigações educativas comprovam que uma classe de alunos de baixo rendimento, apresentados aos professores como se fossem de altíssima performance, trazem ótimos resultados sobre aqueles mesmos alunos, que sobre um olhar de baixa estima, ofereciam péssimos desempenhos.

Precisamos “cambiar las miradas” , como se expressam os latinos: mudar a visão. Ao sermos vistos com olhos de dignidade, mudamos o olhar que temos de nós mesmos, e ao mudar a visão interior que fazemos do mundo, nos transformamos e alteramos o mundo para melhor.

Sim, existe uma pedagogia da superação, ela já é viva e nos acompanha ao longo de milênios. Porém como uma série de retalhos espalhados ao vento, é nosso dever reuni-los, e com eles tecermos uma colcha de retalhos, onde o amor fará o cerzir mais inexpugnável desse tecido superante.

Sem essa roupa, no revestimento da alma fraquejamos, tememos, e nos abandonamos. Ao nos abandonarmos alimentamos as caldeiras da entropia, e dos combustíveis da não vida. A superação é obrigação e dever dos vivos.

E não há nada a fazer fora disso, pois é muito gostoso superar, e principalmente superar a força de não querer superar. Uma amiga me disse, “eu não pedi para nascer”. Pura ingenuidade, não existe nada que possa ser chamado de morto por aqui. Coisa de líder, de cabeça de líder.

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