Peter Drucker é o guru eterno. Ele mesmo na sua humildade dizia nunca ter sido um gestor. Existem controvérsias, mas como todo grande ser humano que lidera a partir do invisivel, os 3 H’s viviam ao seu lado : humor, humanismo e humildade. As quatro competências básicas do bom líder, segundo Drucker são : 1 ) Disposição, capacidade e autodisciplina para ouvir. Ele afirmava : ” Todos podem fazer isso, só precisam ficar de boca fechada. Exemplificava que Jack Welch era possuidor dessa vital competência para comandar nas boas e nas más circunstâncias. 2) Disposição para se comunicar, para se fazer compreender. O líder precisa desenvolver um talento pedagógico, didático. Drucker afirmava que ele precisava ter uma paciência infinita. ” voce precisa repetir a mesma coisa várias vezes; e demonstrar o que quer dizer. 3) Não procurar desculpas é a terceira competência. Para Drucker os líderes que comandam bem em circunstâncias adversas assumem responsabilidades pelos fracassos e insistem em padrões de excelência. ” Ou fazemos as coisas com perfeição ou não fazemos “, salientava. 4) esta competência é ” a capacidade de compreender que as tarefas são muito mais importantes do que os líderes próprios, em si mesmos “.
É necessário que os líderes atuem com um certo distanciamento. Algo muito parecido com a arte do ator, dentro do método Stanislaviski. O ator não é o personagem. A vida do ator não é o papel vivido em cena, porém precisa sentir com fé e verdade interior, mas sempre com a visão superior de fora para dentro de todo o contexto, do enredo e do ambiente fora e dentro do palco de um espetáculo. Para Drucker a tarefa continua sendo ao mesmo tempo maior do que o líder e diferente dele. Um dos maiores fracassos de um líder, na visão Drucker, é o desmoronamento de uma organização com a sua saida. Os líderes devem ” se tornar servos das tarefas a serem executadas pela organização “. A egolatria e a mesquinharia são os principais obstáculos à liderança que faz acontecer : eficaz.
A quinta competência essencial é a base, o chão, o alicerce, a fundação de tudo : Confiança. A confiança é construida com o caráter, a consistência, a coerência, a comunicação através dos atos. A confiança criada numa empresa, numa equipe, é a que vai ampliar a consciencia da vontade do melhor existente dentro de cada um. É através da confiança que sentiremos o prazer do comprometimento. A confiança atenua o medo do medo. A confiança permite o estabelecimento do bom conflito. Aquele conflito criador da inovação, do surpreendente, do diferente e da dissidência saudável, que está muito longe de ser considerada traição ou prova da não amizade. Ao líder preparado para liderar nos bons e nos maus momentos a construção da confiança, a recontratação da confiança e a luta permanente para não quebrar a confiança é a espinha dorsal do projeto. E essa diferença irá aparecer e decidir o jogo exatamente nos momentos dificeis das superações. Fazer o que precisa ser feito e não o que simplesmente gostamos de fazer é o que transforma os comuns nos especiais. Confiança, a ” quinta competência essencial “.




















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José Luiz Tejon é publicitário, jornalista, autor e co-autor de 27 livros, como "O vôo do cisne", "A grande virada - 50 regras de ouro para dar a volta por cima" e "Luxo for all". É presidente da TCA Internacional, com parcerias na Europa, Estados Unidos, China e Israel.
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é Gustavo… o velho Drucker disse que aprendu tudo de bom com as irmãs, Elsa e Sophy e com uma avó, a quem todos chamavam de velha gaga.. mas ela tinha a verdade pura das crianças dentro de si….abs tejon