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Acre faz referendo: Voltaremos para a Bolívia?

Fábio Pereira Ribeiro

Eu nunca duvidei, Putin tem um fetiche louco pelo ar imperial da KGB. Nem Freud explica tanto fetichismo.

Seus movimentos em relação à Ucrânia, considerando todo esforço pela Criméia, demonstram que além da força geopolítica para o posicionamento da Rússia no entre fronteiras (Ásia e Europa), Putin pensa em uma Guerra Fria 2.0 com um acirramento de forças com os Estados Unidos. Uma necessidade louca que todos perdem, mas que no fim a medição de tamanhos de força podem ajudar a constituir uma, também, URSS 2.0.

Particularmente, com tantos problemas que o Brasil vive internamente, e com a própria agenda internacional regional, Venezuela, nossas preocupações estão além da Criméia. Tenho medo, que um novo conflito regional, mascare e desinforme os problemas na América Latina, principalmente para o Brasil.

Todos sabemos, que a Criméia vive em uma história de invasões (história milenar por sinal), como diria Samuel P. Huntington, verdadeiros “choques de civilizações”. Mas a decisão, mesmo parecendo manipulada, tende a colocar uma perspectiva real dos cidadãos da Criméia, considerando que 60% da população é de origem russa. É óbvio, que qualquer movimento de anexação, tido à força, em pleno século XXI é catastrófico para a paz mundial, ou pelo menos para as relações internacionais, mas devemos considerar as perspectivas históricas.

Marcos Troyjo, novo professor da Academia Presidencial Russa

Fábio Pereira Ribeiro

Moscou — O economista e cientista social brasileiro Marcos Troyjo, foi anunciado nesta semana como professor-visitante da Academia Presidencial Russa de Economia e Administração Pública (RANEPA). Troyjo dará aulas de relações internacionais no âmbito do MGPP, Mestrado em Políticas Públicas Globais, que a instituição passa a oferecer em 2014 para alunos do mundo todo.

Marcos Troyjo - Professor da Academia Presidencial Russa

Marcos Troyjo – Professor da Academia Presidencial Russa

Fundada em 1977 e incorporada ao Kremlin por ordem presidencial de 2010, a RANEPA é a principal instituição de ensino e pesquisa voltada à formação da elite política russa. Seu quadro docente inclui professores de mais de 20 países e nomes de relevo na vida política e econômica do país. Dentre eles destaca-se Abel Aganbegyan, chefe dos conselheiros econômicos da União Soviética durante o período Mikhail Gorbachov e um dos principais arquitetos da Perestroika.

Troyjo é professor da Universidade Columbia, onde dirige o BRICLab, fórum sobre Brasil, Rússia, Índia e China, e colunista do jornal Folha de S. Paulo.

Fonte: The Russian Presidential Academy of National Economy and Public Administration (RANEPA)

Snowden diz: “O Brasil é uma Zona”.

Fábio Pereira Ribeiro

A novela, rocambolesca e mexicana embebida de Vodka, Edward Snowden tem novos capítulos, e por mais engraçada que seja, no Brasil. Agora, em troca de uns “serviços a mais”, Snowden pede asilo ao Brasil. Mesmo de forma velada, não diretamente à Presidente Dilma, o espião americano, que hoje vive no frio, promete contribuir mais com o governo brasileiro, se o mesmo, contribuir pelo seu asilo. Em carta publicada na Folha de São Paulo (17/12/2013), com tradução de Clara Allain, o espião se faz de anjo, ou santo de causas nobres, para mostrar ao Brasil e ao mundo o esquema, que para todos os profissionais das áreas de inteligência, segurança e defesa já era mais do que sabido.

A grande contribuição que Edward Snowden deu ao Brasil, foi na verdade escancarar o quão fraco é nosso Sistema Brasileiro de Inteligência. Fraco pela falta de políticas efetivas, e também pelo próprio descaso do governo brasileiro com o tema. Como se inteligência ainda fosse coisa “dos porões” da ditadura, sem contar o engavetamento da Política de Inteligência pela presidência da república. Os altos indicadores de violência e insegurança pública que existem no Brasil, são aspectos claros nas fraquezas que nossas fronteiras sofrem por problemas estruturais nas atividades de inteligência. Nosso sistema até tem profissionais preparados, mas a passividade com o tema, leva os mesmos ao um processo de letargia na produção de conhecimento estratégico.

BRICS 2.0 – A visão de Marcos Troyjo

Fábio Pereira Ribeiro
Diplomata Marcos Troyjo no Innova BRICS em Londres

Diplomata Marcos Troyjo no Innova BRICS em Londres

O economista político Marcos Troyjo, professor da Columbia University e do Ibmec, disse em Londres nesta semana que, para continuarem a ganhar projeção econômica global, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul precisam de mudanças importantes em seus modelos de desenvolvimento, o que chamou de “BRICS 2.0″. O professor brasileiro falou na abertura da Conferência InnovaBRICS & Beyond, que discute na capital britânica o futuro da inovação em mercados emergentes.

Um Brasileiro na realidade da Síria

Fábio Pereira Ribeiro

O conflito na Síria nos traz mais incertezas, do que realidades. Seja pelo lado americano, como também pelo lado russo, mas na verdade o mundo parece não querer ver a realidade do lado sírio.

Como diria um grande analista de política internacional, “o conflito é da Síria, é um conflito doméstico, e deve ser tratado como tal, e resolvido pelos sírios”. Mas por trás dos problemas, existem outros interesses, sobre a própria lógica realista dos Estados Unidos e da própria Rússia, sem contar a onda terrorista, crescente no Oriente Médio. As lógicas precisam ser analisadas de outra forma.

O próprio relatório da ONU sobre os ataques com armas químicas, nos trazem impressões dúbias, e de uma forma geral precisamos entender a geopolítica do petróleo para analisar com mais profundidade os impactos para os Estados Unidos (leia-se Qatar), os impactos com o Irã, o potencial conflito com Israel (latente e contínuo) e até mesmo a perda competitiva que a Rússia teria com um oleoduto atravessando a Síria. O conjunto é mais complexo do que se possa imaginar.

O Blog EXAME Brasil no Mundo conversou com o brasileiro e engenheiro mecânico, Carlos Tebecherani Haddad, que vive entre Santos no Brasil, e Damasco na Síria. Carlos Tebecherani Haddad, além de engenheiro, também é advogado, e fala diversas línguas. Desenvolve negócios internacionais há mais de 30 anos, e hoje se dedica aos negócios entre Brasil e Síria. O mesmo, além de sua visão pacifista, vê oportunidades nas relações entre Brasil e Síria, considerando inclusive a postura brasileira de paz, e também a oportunidade em função do bloqueio econômico dos Estados Unidos e da Europa para com a Síria. Sua visão é muito oportuna, e bem realista do que está acontecendo hoje na Síria.

B de Brasil, B de BRICS, B de OMC

Fábio Pereira Ribeiro

E o Brasil conquistou uma grande vitória no dia de hoje. O embaixador brasileiro Roberto Azevêdo, 55 anos, comandará como diretor geral a Organização Mundial do Comércio (OMC). Um sonho conquistado pela diplomacia brasileira, e o mesmo sonho que coloca o Brasil agora em uma posição altamente estratégica, inclusive para mostrar sua liderança efetiva, e buscar forças para a diplomacia nacional na liderança global. É uma grande conquista na balança de poder, e coloca o Brasil como chancela efetiva de importância mundial. Os desafios são grandes, principalmente em consolidar o crescimento brasileiro no sistema internacional, além gerar um peso estratégico da imagem do Brasil na política internacional.

A OMC é uma entidade herdada do sistema Bretton Woods, e pela primeira vez o Brasil comandará efetivamente um posto altamente estratégico, tanto para diplomacia brasileira, como de forma direta para o governo federal.

A nomeação do embaixador Azevêdo corrobora, que o sistema internacional já tem um peso e confiança maior depositados no Brasil, e também confere ao embaixador um respeito e reconhecimento, inclusive pelos trabalhos já desenvolvidos na OMC desde 2008.

Os desafios de liberação do mercado mundial, a revisão de tributações, o respeitos pelos contratos internacionais, são alguns dos grandes desafios da OMC, e por seguinte do próprio diretor geral. A grande preocupação é que o embaixador tenha força para evitar retrocessos no comércio global, segundo sua própria afirmação.

O momento do Brasil é oportuno, e ao mesmo tempo em posição de xeque, pois muitos problemas estruturais e sociais, ainda geram dúvidas do sistema mundial em relação ao Brasil, inclusive no crescimento do país nos próximos anos. Outro ponto importante, como será a relação do comando da OMC, com o BRICS (bloco Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul)? Considerando que dois países do bloco ainda têm agendas pesadas com o órgão.

De qualquer forma, a escolha do embaixador Roberto Azevêdo é uma vitória para o Brasil, e demonstra que a liderança de um órgão de suma importância na economia mundial, e principalmente no momento econômico que vivemos (crise européia), gera para o país o grande desafio de mostrar que realmente somos importantes, e temos responsabilidades na construção de novas relações comerciais efetivas, além de criarmos uma nova geração do processo de globalização.

Ozires Silva, uma visão estratégica sobre educação e inovação

Fábio Pereira Ribeiro

Com tanta violência, perda de competitividade, gargalos logísticos, falta de planejamentos operacionais, baixos indicadores de qualidade na educação, crianças brasileiras que não sabem matemática, jovens criminosos, e políticos corruptos / racistas e preconceituosos, os caminhos do Brasil, para muitos no futuro, é incerto. Em alguns fóruns internacionais, o Brasil já é visto com preocupações, pois tem um grande valor estratégico para o sistema internacional, mas ao mesmo tempo apresenta fissuras em seu rumo político, e até mesmo econômico.

Muitos analistas são categóricos, e eu me incluo nesse rol, os problemas atuais são resultados efetivos com o descaso de políticas públicas, e também privadas voltadas para educação e inovação. Não falo diretamente em aspectos de investimentos, mas sim de ações práticas que realmente gerem iniciativas concretas para melhoria dos resultados, ou do próprio crescimento do país.

Temos um sentimento de retrocesso, onde a falta de educação, e os baixos indicadores de inovação no Brasil, literalmente nos levam a um retardamento, processual e até mesmo mental, onde estamos vendo diariamente erros contínuos nos processos evolutivos da sociedade brasileira, sem contar que fantasmas de um passado não pouco distante, ainda rondam na democracia brasileira. Deputados que questionam as instituições democráticas, como um ato vingativo e de instalação de um Estado anti-democrático de direito. Mobilizações nas redes sociais são categóricas, ronda no ar um sentimento de um novo AI5 (ato institucional número 5 da ditadura), que priva a liberdade da sociedade brasileira. Tudo isso é consequência efetiva da falta de projetos de educação e até mesmo de Brasil, projeto de país.

Recentemente participei de eventos na Columbia University e no MIT nos Estados Unidos, em fóruns de discussão sobre a América Latina e BRICS, e a discussão é bem centrada no Brasil, e para muitos analistas políticos, empresários, executivos e diplomatas, o Brasil vive em um momento divergente, onde o crescimento econômico não dá sustentação para um crescimento do “conhecimento”. O que crescemos em economia, não crescemos em educação, e principalmente em inovação. É de contar nos dedos, a quantidade de empresas brasileiras que realmente são inovadoras, tanto que o Brasil está na posição 60 no quesito inovação conforme o Fórum Econômico Mundial.

Quando penso em educação e inovação, penso em uma agenda altamente estratégica para o Brasil, e neste ponto sempre lembro dos aprendizados que tive com o aviador e engenheiro Ozires Silva, que em minha singela opinião, é o Brasileiro, que em tempos primários de desenvolvimento, sempre teve a educação como alavanca do crescimento de um país, e da sua própria agenda de inovação. O mesmo, sem as ferramentas necessárias para o desenvolvimento tecnológico no país, percebeu que só com educação, e muita ação o mesmo poderia ajudar na criação de uma empresa de engenharia aeronáutica 100% brasileira, e hoje temos o legado de Ozires Silva através da EMBRAER, que é uma das maiores empresas mundiais, e grande referência na engenharia aeronáutica. Ozires desde o projeto inicial de formação da EMBRAER sempre teve a preocupação de que o Brasil deveria ter quadros mais avançados, e hoje vemos que seus ideais estavam mais do que certo. Como posso imaginar um Brasil forte hoje, se não tenho mão de obra qualificada para atender a demanda interna e mundial? Vejam o que está acontecendo hoje?

Em entrevista exclusiva para este blog, Brasil no Mundo, o engenheiro Ozires Silva apresenta suas idéias e visões. Ozires Silva hoje exerce a função de Reitor da UNIMONTE em Santos, e também participa de vários conselhos de administração de grandes companhias, além de ser um batalhador diário no processo de inovação e educação. O mesmo tem levantado a bandeira de redução de tributos na educação.

Brasil no Mundo: Considerando o crescimento da economia do Brasil nos últimos 10 anos, e a grande necessidade de mão de obra altamente qualificada, percebemos que o Brasil do ponto de vista educacional não cresceu nos mesmos níveis. Na sua visão quais os fatores que levaram a isso?

Ozires Silva: Realmente, se levarmos em consideração a complexidade e a sofisticação dos produtos que atualmente são colocados no mercado mundial, quebrando paradigmas e rompendo com as tecnologias do passado, constatamos que especialistas capazes e treinados, de alto nível, foram utilizados para que os objetivos comerciais dos produtores pudessem ser atingidos. Também está bem claro que muitos desses produtos não estão tendo origem somente nos territórios dos países tradicionalmente desenvolvidos da América do Norte, da Europa e do Japão. Os chamados “emergentes” estão ocupando novos espaços competitivamente com aquelas nações com as quais nos habituamos a comprar e satisfazer nossas necessidades, existentes ou por existir. Como resultado dessas observações  também constatamos que as estruturas educacionais, nos países que venceram no passado e que estão vencendo no presente, são bastante superiores a que, em média, é oferecida no Brasil para os brasileiros. A pergunta sobre “quais os fatores que levaram a isso” no nosso Brasil exige respostas amplas, ainda sem respostas. Mas se procurarmos resumir, com todas as falhas conhecidas e demonstradas pelos insuficientes índices de aprendizado dos nossos jovens, é que a Educação no Brasil não tem sido, e não é, uma prioridade fundamental, contrariamente ao observado naquelas nações ou regiões que estão na vanguarda das realizações técnicas e tecnológicas. Essa prioridade deveria se concentrar na excelência do aprendizado e que os investimentos, prioritariamente fossem voltados aos alunos, e não à pesada infraestrutura administrativa que mais tenta controlar todas entidades de ensino do que desenvolver novos e atrativos métodos que motivem nossos estudantes.

Brasil no Mundo: Nos últimos 02 anos, o Brasil recebeu um grande número de estrangeiros para suprir a falta de mão de obra qualificada. Considerando que temos hoje mais de 6 milhões de brasileiros matriculados no ensino superior, e já formamos mais de 15 milhões de profissionais nos últimos 10 anos, será que o mercado brasileiro é muito grande, ou não estamos formando profissionais com os níveis exigentes do atual mercado?

Ozires Silva: Devemos considerar normal ao nosso país, e aos outros, receber estrangeiros para suprir a falta de mão de obra qualificada. Não podemos falar desses talentos como pessoas que generalizadamente possamos encontrar em qualquer sociedade humana, mesmo por que eles não são encontrados com facilidade. No passado, em várias áreas do conhecimento e da produção brasileira, mão de obra estrangeira desembarcou no país e certamente tem colaborado com nosso setor produtivo. O que deve nos preocupar é que não podemos aceitar, sem discutir a formação e a graduação local dos brasileiros, sob a suposição de que não possamos produzir esses especialistas entre nós. O correto seria supor que jamais poderemos fazer algo de valor e ganhar posições no mercado mundial, somente com estrangeiros, esperando que eles possam cobrir todas as necessidades nacionais. Assim, temos de assegurar que o nosso sistema educacional seja capaz de formar os especialistas necessários em quantidade e em qualidade suficientes.

Brasil no Mundo: Muito se tem discutido sobre o baixo investimento em inovação no Brasil. Será que o problema da inovação no Brasil é investimento, ou projetos consistentes de inovação e base tecnológica?

Ozires Silva: O Brasil não tem se destacado na conquista competitiva de inovações que gerem marcas e presença nos mercados doméstico e internacional. Nosso país gasta uma boa quantidade de recursos financeiros nos temas ciência e tecnologia, todavia os resultados são claramente fracos, quando comparados com o que ocorre na atualidade no mundo. As razões são muitas, mas algumas podem ser destacadas. Gastamos muito com:

a) as estruturas administrativas para gerenciar os programas de inovação. Temos um Ministério da Educação pesado e caro, os Governos Estaduais, e mesmo algumas Prefeituras de cidades importantes, também instalaram pesadas Secretarias de Ciência e Tecnologia. O que parece necessitarmos é fazer com que tais estruturas estatais sejam capazes de produzir resultados, focando na necessidade de criar métodos e processos de estímulo às  inovações, envolvendo o setor produtivo.

b) os recursos com origem em fundos públicos são de forma maciça orientados para Universidades ou Entidades Governamentais de P&D, numa crença que a criatividade está nas Instituições de Ensino. O mundo está demonstrando que, em média, mais de 80% das inovações têm origem nas empresas produtivas, ou seja, no setor privado. E no Brasil não há mecanismos para financiamento de risco em P&D para o setor privado, e as alternativas criadas pelos governos (Federal e Estaduais) são irrisórias. Já o setor privado não se inclina para esses financiamentos devido às altas taxas de juros, adicionados à falta de apetite pelas naturais características incertas dos resultados. Enfim, temos de quebrar uma crença generalizada de que P&D é uma despesa e não um investimento produtivo do maior valor;

c) devido às características de nosso sistema financeiro, as chamadas “venture capital companies” não conseguem florescer.

Brasil no Mundo: Lembro muito que o senhor sempre falou que a base de constituição da Embraer começava pela educação, principalmente em formar engenheiros. Por quê o Brasil sofre tanto hoje com a falta de engenheiros? E como deveríamos solucionar isso?

Ozires Silva: Aqui temos uma boa notícia. A procura da especialização de engenharia, nos últimos anos no Brasil tem crescido intensamente. Consta que na maioria dos vestibulares das Universidades brasileiras, tanto públicas como privadas, os jovens interessados por engenharia superaram a demanda por cursos de direito pela primeira vez, neste ano de 2013. O que podemos desejar é que essa tendência se mantenha, pois o Brasil gradua a cada ano números alarmantemente menores do que os países de êxito econômico, comercial e cultural. Assim, o principal ingrediente para formarmos mais engenheiros parece que os jovens estão nos oferecendo como solução. O que precisamos é reagir positivamente e aumentar os investimentos para a inovação de modo a gerar mais e mais demandas sob a forma de postos de trabalho. Ou seja, produzir demanda de engenharia para que os jovens graduados possam exercer suas atividades como engenheiros e não derivarem para outras atividades profissionais. O caso da EMBRAER é muito claro. Se não fosse a instituição do ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica, pelo Governo Federal através da Força Aérea, formando desde 1950 engenheiros, hoje não teríamos a comemoração válida de que aviões brasileiros, de criação, projeto, propriedade intelectual e marcas nacionais, estejam voando com sucesso em mais de 90 países, dos cinco continentes, registrando um sucesso marcante de exportação global de produtos complexos de alto valor agregado!

Brasil no Mundo: Quando analisamos o BRICS, percebemos que o Brasil fica muito atrás no quesito inovação, e nisso gera uma perda efetiva de competitividade. Como o senhor vê a participação e preocupação das empresas brasileiras com a inovação, e também com suas participações no BRICS?

Ozires Silva: As empresas brasileiras têm interesse, e muito, em relação às inovações e procuram praticá-las. No entanto, devido aos riscos e às insuficiências dos sistemas financeiros de risco e apoio às inovações no Brasil, elas rotineiramente, com poucas exceções, transferem para o nosso mercado as inovações de sucesso, produzidas no exterior. Ou seja, não correm riscos, pois adotam produtos que venceram nos mercados internacionais, comprando licenças para a produção local. Entre as desvantagens de tais procedimentos é que as licenças normalmente vêm acompanhadas de pesadas restrições. Entre muitas, a mais importante é a interdição às exportações, garantindo que os produtos comprados, sob licenciamento, estão somente autorizados a produzir para o mercado doméstico brasileiro.

Brasil no Mundo: Pelas suas diversas participações em Fóruns mundiais, qual a sua visão de como o mundo vê o Brasil hoje?

Ozires Silva: Correndo o risco de não ser compreendido respondo que o mundo vê o Brasil como um mercado de quase 200 milhões de habitantes. Vê que os brasileiros mostram significativa tendência de gastar, com grande ênfase no interesse pelas inovações. Mas, diferentemente do que muitas vezes tem sido publicado, também vê o Brasil não como um país do futuro, participando do mercado mundial, como tem sido os casos da Coréia do Sul e, agora, da China. O Brasil tem imagem de um país comprador e isto vem sendo demonstrado pelo nosso balanço do comércio exterior que está mostrando um acelerado crescimento do seu déficit, importando mais do que consegue exportar. Isso também é uma consequência direta do fato que exportamos mais “commodities” e importamos mais produtos de alto valor agregado, obrigando-nos a lotar navios com a exportação de produtos de baixo preço, comprando fora de nossas fronteira os mais valiosos equipamentos.

Brasil no Mundo: Na época da fundação da Embraer, o mercado educacional, e a própria inovação no Brasil ainda andavam em passos lentos, e o senhor desbravou um caminho muito duro e conseguiu. Hoje que temos um nível de informação muito mais amplo, mais universidades, mais acesso à investimentos, mais acesso aos conhecimentos de grandes centros de pesquisa, por quê ainda “patinhamos” no quesito educação e inovação? O Brasil, segundo o Fórum Econômico Mundial está na posição 116º referente à educação, e na posição 60ª em inovação. O que nos leva a isso?

Ozires Silva: No Brasil a legislação básica e fundamental não é estável e confiável. Os regulamentos são alterados somente por iniciativa dos governantes, sem consultas ao setor produtivo, como acontece lá fora. E isso acontece com extraordinária velocidade, comumente surpreendendo os investidores, que têm seus cenários garantidores dos resultados dos seus investimentos modificados com frequência. Nossas autoridades não têm o hábito de consultar o setor produtivo para estabelecer regras e regulamentações, ao contrário dos países tradicionais e os novos emergentes, que alteram suas estruturas legais e regulatórias em consonância com as necessidades de se manter as empresas locais competitivas. O que se nota é que há sempre o cuidado das empresas nacionais de avançar com coragem em empreendimentos. No capítulo das inovações,  como respondido anteriormente, quase tudo é trazido de fora do país. A nossa legislação deveria estimular às nossas empresas a formar e treinar sua força de trabalho, o que não ocorre na atualidade. Como os empresários estão conscientes e sabem que, quando custeiam educação e treinamento para seus colaboradores, o INSS recolhe encargos sociais, sob o pretexto de que tais despesas são salários indiretos concedidos à sua força de trabalho.

Brasil no Mundo: Que conselho o senhor daria para os jovens estudantes de hoje, principalmente em termos de inovação?

Ozires Silva: Eu diria que “prestem atenção às inovações” pois elas estão mudando o mundo e continuarão a fazê-lo. Vejam o exemplo do Steve Jobs que, através da inovação, produziu produtos que nenhum de nós no passado imaginávamos que deles precisaríamos. Com suas estratégias recuperou a APPLE num surpreendente curto período de tempo. Vejam também o exemplo dos Estados Unidos que, como acentuou recentemente o Presidente Obama, sairá da crise financeira internacional por força do poder inovador do povo americano. Diria aos jovens, procurem ser criativos, não somente na escolha dos produtos, mas na forma de conduzir suas empresas e liderar seus colaboradores, motivando a todos a serem e fazerem melhor. E, confiando na sempre na força da renovação que, como regra, normalmente impregna os jovens, e, com coragem e discernimento, procurem o “novo” e façam dele seu sucesso e a riqueza das empresas e de seus colaboradores!

 

Jim O’Neill – aposentadoria e tristeza com o Brasil

Fábio Pereira Ribeiro

O economista chefe e presidente da Goldman Sachs Asset Management Jim O’Neill, que em 2001 cunhou o termo BRIC, o bloco formado inicialmente por Brasil, Rússia, China e Índia, e que depois teve um anexo, a África do Sul realizou sua aposentadoria dos mercados internacionais. O’Neill que durante anos defendeu o bloco, e também o direcionamento de investimentos para o mesmo, em sua aposentadoria mostrou-se descontente com sua criação, e principalmente com o Brasil.

Em sua despedida, Jim O’Neill deixou o texto “THE WORLD”, que além de apresentar suas visões estratégicas sobre o mundo, o mercado, o BRICS, e afirma que espera um crescimento forte e rico na próximas décadas, mesmo que ainda tenhamos que passar por turbulências sobre a economia européia.

O mesmo é categórico em afirmar que as “novas economias”, e principalmente o BRICS têm uma força de crescimento muito importante, considerando inclusive sua nova importância no sistema mundial, mas ao mesmo tempo acredita que o Brasil não exerce a força que o mesmo tem. Considerando inclusive que o país “patinha” no seu próprio crescimento. Para muitos, as respostas disso estão ligadas diretamente à falta de competitividade, os altos tributos, o exagero fiscal, a falta de mão de obra qualificada, os gargalos logísticos e portuários, e agora com um tom maior a violência.

Outro ponto importante pela tristeza com o Brasil é a falta de projeto consistente para inovação. Como ele mesmo afirma, “ser grande não significa riqueza”, e neste ponto o Brasil com a sua grandeza não consegue uma posição mais consolidada, e coloca em risco tudo o que conquistou até agora.

Para ele, o futuro demonstrará novos blocos, e pela sua percepção, o Brasil pode estar fora. Poderá acontecer um novo contraponto ao BRICS, com a criação do NEXT 11 ou N11, um bloco formado por cidades e países, em equilíbrio entre América, África e Ásia, com economias em franca expansão e consolidação de mercados. Claro que o mercado já está acostumados com grupos, blocos, ou siglas, mas efetivamente o Brasil, e o próprio BRICS ainda têm um espaço muito grande na balança de poder mundial.

Jim O’Neill, boa aposentadoria, e não fique triste com o Brasil.

Educação, uma tragédia brasileira – 28/04 Feliz Dia da Educação?

Fábio Pereira Ribeiro

Diariamente todo o Brasil, e também o mundo ficam estarrecidos com as notícias de violência e insegurança que assolam todo o país. Violências vistas como nas tragédias das grandes guerras mundiais, ou até mesmo de conflitos sangrentos nas guerras civis da África, ou o terrorismo latente do Oriente Médio.

Mas como podemos imaginar um país que cresceu, e se desenvolveu como o Brasil, que está sempre entre o quinto e o sétimo lugar das maiores economias do mundo, que tem o pré sal, que tem a Amazônia, que tem o povo mais multicultural e cosmopolita do mundo, que tem a alegria e o calor humano como marcas de uma identidade própria do que é o Brasil para o mundo, e ao mesmo tempo pode ter os piores indicadores de educação do mundo? Conforme estudos do Fórum Econômico Mundial, o Brasil está na 116º posição, em uma classificação de 144 países que formam o estudo. Do ponto de vista econômico o Brasil vai muito bem, mas já do ponto de vista educacional é uma tragédia. A mesma que acaba desenvolvendo os problemas diários das drogas, da criminalidade, do terrorismo urbano, o de se queimar viva uma pobre dentista por simples e míseros R$ 30,00, de arrebentar a cabeça de um jovem estudante com um tiro por um simples aparelho celular, de termos um avanço exponencial de criminosos (literalmente animais) com menos de 18 anos, e com casos de até menos de 16 anos, e o pior de tudo é a injustiça que acontece com a sociedade brasileira que vê pasma e refém do “sarro” que estes marginais tiram, pois sabem que não cumprirão pena, e aos 18 anos estarão com pós doutorado em crime, na verdade o único indicador “educacional” que cresce no Brasil.

A crescente violência no Brasil é o resultado efetivo do não desenvolvimento da educação no país, e isso não representa efetivamente investimentos. Durante muitos anos eu critiquei a falta de investimentos na educação, mas é mais do que perceptível que o maior problema é a falta de mobilização e engajamento da sociedade nesta agenda. Se fosse investimento efetivo, o problema seria menor. Considerando o crescimento dos grandes grupos educacionais no Brasil, e também a quantidade de verba disponível para pesquisa e para projetos de inovação, investimento é o menor problema. Hoje o Brasil tem o maior grupo educacional privado do mundo. Com a fusão dos maiores grupos, Kroton e Anhanguera, o Brasil passou até a China, mas do ponto de vista de qualidade, a conversa é outra. É importante destacar, que o crescimento deste grupos trouxeram algumas vantagens, principalmente na gestão das universidades, que durante décadas se perderam, mas ao mesmo tempo estes grupos representam praticamente 75% dos matriculados no ensino superior brasileiro, considerando que hoje existem mais de 6 milhões de matriculados, e boa parte destes alunos são das classes C e D, com grandes deficiências acadêmicas, principalmente em exatas, ou até mesmo com visão política e de formação social. Os grandes grupos resolveram um grande problema, o acesso ao ensino superior, mas quando falamos em educação como questão estratégica de um país, e principalmente um país com a grandeza do Brasil, pensamos em uma cadeia de valor que realmente resolva nossas mazelas sociais, por exemplo a própria violência, as drogas, e os erros e desmandos da política nacional, sem contar a corrupção.

Para piorar a cadeia, o Brasil também tem os piores indicadores no ensino médio, e principalmente no ensino básico. E isso tudo comprovado através das avaliações realizadas pelo próprio governo federal. Anos seguidos, nossas crianças não sabem ler matemática, as últimas avaliações BRASIL mostram que praticamente 54% das crianças brasileiras do ensino básico não sabem matemática, e quiça o português. Se compararmos com os países que formam o BRICS (bloco Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a solução de muitos problemas, principalmente na questão de engenharias, foi o forte investimento na educação básica.

Este problema da base na verdade apresentará no futuro um grande problema, a falta de criatividade e inovação. Engraçado que durante anos o Brasil investiu pesado na formação de humanidades, e hoje temos os maiores problemas políticos e sociológicos do mundo, e além disso nos faltam engenharias. No mesmo estudo do Fórum Econômico Mundial, o Brasil está na 60ª posição dos indicadores de inovação. É o indicador que um país tem para a possibilidade de aproveitamento da economia criativa, e do que é desenvolvido no mesmo, considerando a geração e criação de empresas como por exemplo Google ou Facebook.

E somado a tudo isto, o Brasil insiste em auto engano. Tanto políticos, como a sociedade, aceitam a legislação que temos, aceitam menores como criminosos contínuos, aceitam que a postergação contínua dos problemas, aceitam o modelo educacional do século XIX ainda persistente nas salas de aulas. Não adianta depois de uma tragédia, ou violência urbana como vemos todos os dias, irmos para as ruas em passeatas, com camisetas brancas e fotos dos entes queridos mortos pedir paz, ou justiça, enquanto o político que você escolheu para criar leis sérias, e ajudar no desenvolvimento do país está hoje discutindo o tempo do horário político para as próximas eleições, ou até mesmo discutindo em tirar o poder do Supremo Tribunal Federal, e instalar efetivamente um ditadura velada, ou sustentar a presença de corruptos do “mensalão” ainda na sociedade, e não na cadeia. A ditadura de 64 gerou mais de 400 mortos, e mais de 5000 violentados diretos por ela, enquanto no Rio de Janeiro de janeiro neste ano, até a presente data, mais de 470 mulheres foram estupradas, e nada se fez, e tenho certeza que estas mulheres não receberão amparo, ou até mesmo indenizações do Estado por essa tragédia. Temos que cobrar de diversas formas, através de apontamentos diretos junto aos políticos, e principalmente em não aceitar a destruição da cultura brasileira com o Funk (James Brown deve estar revirando no túmulo) que ínsita a violência, com as mulheres destruindo suas imagens através da vulgaridade, com programas televisivos como da senhora Regina Casé que desprezam a inteligência e incentivam a cultura pobre de conteúdo, além do consumo excessivo de drogas. Mas é importante que a sociedade tenha uma participação mais ativa da sociedade nas escolas e nas universidades. O Jovem brasileiro precisa gostar mais de estudar. As famílias brasileiras precisam cobrar de seus filhos um maior e melhor rendimento dos estudos. E do ponto de vista governamental, não podemos ficar atrás de países como Chade, Suazilândia ou Azerbaijão, não tem sentido. O Brasil é uma potência, e educação é a única e efetiva estratégia para o crescimento. Investimos pesado em estádios para eventos que não deixarão legado algum, principalmente de mobilidade para as cidades. Então por quê não investimos em Educação, ou pelo menos mobilizamos e engajamos para tal?

É uma pena comemorar com tristeza o dia da educação, que literalmente foi transformada em uma tragédia, e as conseqüências reais estão aí, para quem quiser ver, vivo ou morto!

Serviço Secreto, o Brasil precisa urgente de um!

Fábio Pereira Ribeiro

Por que a atividade de inteligência é tão desprezada no Brasil? Por quê governantes, e a própria sociedade ainda se prendem em passados tenebrosos, e esquecem que o mundo evolui, e a fila anda? Quando se fala em serviço secreto, ou serviço de inteligência no Brasil a primeira coisa que vem a tona é o “porão”, ou pelo menos o triste passado do Serviço Nacional de Informações (SNI), mas efetivamente os serviços de inteligência hoje são ferramentas importantes para o processo decisório e estratégico de um país, alem de ser a melhor arma para a defesa e segurança nacional, e internacional.

Quando falamos em defesa nacional, a sociedade brasileira tem um pavor, ou pelo menos um descaso com as instituições que estruturam o sistema de defesa, principalmente o desrespeito com as Forças Armadas, e também com a estruturação do Serviço de Inteligência, representado pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).

A ABIN, desde sua estruturação ainda não encontrou a sua direção, e isso efetivamente questiono se é culpa da mesma, pois as suas atribuições, e aplicações dependem muito da Presidência da República, e também do Gabinete de Segurança Institucional, e nos últimos anos a mesma ficou relegada à ações sem fundamento para o processo de inteligência estratégica, e sim desenvolvendo ações de inteligência policial. Por exemplo, casos como monitoramento de movimentos sociais (MST), ações de inteligência militar, monitoramento de políticos, acompanhamento de ações ideológicas, e aí vai uma lista grande, que na verdade não vai alimentar em nada o processo, ou o sistema brasileiro de inteligência, considerando ameaças internacionais como contrabando de armas, tráfico internacional de drogas, terrorismo, tráfico de seres humanos, conflitos regionais, e até mesmo inteligência estratégica econômica, considerando o novo papel do Brasil na economia internacional, como por exemplo o crescimento econômico do Brasil no sistema internacional, BRICS, pré sal, Amazônia Azul, relações do Brasil com África e Ásia, parcerias estratégicas, questões nucleares, e uma fundamental, inovação / educação.

É perceptível que o governo atual tem um descaso total com a atividade, e principalmente um descaso com a agência. Hoje a ABIN, que tem em seus quadros uns 800 analistas, que praticamente fazem clippings, e não ações de inteligência que possam desencadear uma força de decisão, posicionamento e participação do Brasil no sistema internacional, sem contar o impacto de segurança e defesa internacional para o país, considerando inclusive os próximos grandes eventos que acontecerão. A própria agência tem baixa representação no exterior, hoje temos um oficial de inteligência em Buenos Aires (Argentina), um em Bogotá (Colômbia), e um em Caracas (Venezuela), e mais uma representação avançada em Key West na Flórida (Estados Unidos) (neste caso em especial, parece mais um conto de Hemingway). Mas me pergunto todos os dias, por quê não temos agentes produzindo informações na África e na Ásia, principalmente com o advento do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul)? Ou até mesmo do ponto de vista de inteligência estratégica econômica, representações em Washington, ou Nova York, Paris e Londres? Será que o Itamaraty dá conta disso? Já tivemos muitas surpresas em perceber que as embaixadas produziram informações atrasadas para uma tomada de decisão no passado.

Desde 11 de setembro de 2001, e a decorrência de outros atentados terroristas, como por exemplo Londres e Madrid, e agora com a tragédia de Boston, o Brasil depende cada vez mais de um serviço secreto forte e bem estabelecido, pois mesmo considerando o fato que o país não tem inimigos externos, o Brasil e seus eventos que acontecerão são motivos fundamentais para um chamariz estratégico para ameaças terroristas, sem contar alinhamento com a própria criminalidade brasileira, que a cada dia vem crescendo, e sem um braço mais forte por parte dos governantes, tanto federal, estaduais e até mesmo municipais. Não quero ser alarmante, mas para qualquer um que estudou um pouquinho o tema terrorismo, perceberá que o Brasil tem um grande vazio no tema inteligência. Hoje temos instituições sem integração alguma ao sistema brasileiro de inteligência, e uma agência deslocada da sua real função.

O mais interessante, a ABIN tem em seus quadros pessoas com um grande gabarito intelectual, diferente de outras agências internacionais, comparando inclusive com CIA (EUA), MOSSAD (Israel), MI5/6 (Inglaterra). Existem muitos mestres e doutores literalmente encostados em atividades de coleta de informações, e produção de relatórios sem fins estratégicos para o Estado, e automaticamente de proteção ou vantagem para a Nação.

Se considerarmos boas práticas realizadas pelos serviços de inteligência das grandes potências, a ABIN poderia desenvolver de forma integrada ações com empresas brasileiras no exterior, com estudantes considerando pesquisadores do Ciência sem Fronteiras, veja o caso da China, que envia todos os anos 40.000 estudantes para as melhores universidades, e os mesmos produzem conteúdos estratégicos para os seus serviços de inteligência, e não estou falando de espionagem efetiva. Nosso plano de inovação perde muito, pois não tem uma política de acompanhamento e produção de cenários estratégicos para análise das demandas, e até mesmo a constituição de uma visão mais prospectiva nos centros de pesquisas. E do ponto de vista de defesa, o Brasil perde muito, principalmente com a espionagem industrial que acontece no território nacional, a bio-espionagem praticada por ONG’s patrocinadas por indústrias farmacêuticas de diversos países, a atuação de quadrilhas internacionais do narcotráfico, o contrabando de armas de alto calibre, a movimentação de células terroristas em território nacional, a compra de terras brasileiras por parte de grandes grupos chineses, o controle de territórios com base nos aqüíferos, e aí vai uma lista gigantesca. Sobre as ONG’s, literalmente remonta ao conceito de “Santo do Pau Oco”, organizações que roubam nossa riqueza para alimentar o tesouro dos outros.

Assim, me pergunto, por quê a nossa presidente Dilma não transforma a ABIN em uma grande organização estratégica? Medo do passado? Por quê a ABIN ainda tem como comandante maior um general? Medo do passado, mas que se guarda no passado? Por quê a ABIN não tem integração com empresas brasileiras no exterior, e também integração com as universidades?

O cenário do Brasil é preocupante. Teremos eventos de grande porte internacional, e de alguma forma tem ameaças potenciais. É fundamental para o Brasil um serviço de inteligência forte, que municie o país de informações estratégicas, e mostre ao mundo que o Brasil efetivamente pode ter um novo movimento estratégico nos próximos anos, e não viver de um passado utópico, onde inteligência significava “porão”. E devemos ter um serviço atuante no exterior, onde realmente interessa, e não se perdendo em trabalhos de “detetives de traição” com países sem sentido e traidores do Brasil, ou acompanhando movimentos criminosos que os serviços policiais deveriam efetivamente atuar.

Como diria o grande estrategista, “informação é poder”!

Cúpula do BRICS – Resultados e Práticas

Fábio Pereira Ribeiro

Jim O’Neill, o economista chefe da Goldman Sachs Asset Management, que em 2001 cunhou o termo BRICS para o bloco formado pelas novas potências do século XXI (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul posteriormente), em 2011 lançou a obra “O mapa do crescimento – oportunidades econômicas nos BRICS e além deles”, ele é categórico em sua avaliação, principalmente no final da sua obra, no capítulo “Investir e Prosperar”, “já deve estar claro, que não considero mais os BRICS mercados emergentes. Eles são parte fundamental do mundo moderno. Se alguém disser que pretende investir nos BRICS porquê quer investir em mercados emergentes, peço pra que saia da minha sala. (E, às vezes, ele não percebe que estou brincando) (JIM O’NEILL)”. O BRICS é uma realidade, e a V Cúpula que terminou no dia 27 de março trouxe a tona a preocupação dos dirigentes do bloco no sentido de efetivar todos os tratados que foram firmados nas cúpulas anteriores, e principalmente considerar que o bloco faz parte efetiva do problema, e também pode ser a solução da contínua crise econômica financeira mundial, e que se alastra pesadamente hoje na Europa.

O momento econômico do mundo, e dos países do bloco direcionam que os mesmos precisam de pró atividade, que o bloco seja mais prático no processo de construção de uma agenda efetiva de desenvolvimento, e principalmente em uma aproximação mais conjunta de suas forças para a geração de projetos que possam canalizar um crescimento econômico e sustentável para o bloco, e para o mundo. Ficou evidente na V Cúpula, que a necessidade de investimentos pesados em infra estrutura nos países é uma prioridade, e com isso a necessidade de buscar alternativas para o financiamento de mais de US$ 4,5 trilhões para os próximos cinco anos, em especial no Brasil, Índia e África do Sul. No caso em especial do Brasil, os gargalos logísticos, que estão sendo evidenciados com peso nos últimos dias através do Porto de Santos, a extensa fila de caminhões e o gargalo de entrega, que inclusive fez com que a China cancelasse negócios, e direcionasse suas operações para a Argentina.

Segundo o Instituto Ilos, que conversou com milhares de profissionais de logística, os problemas de infra estrutura no Brasil estão concentrados na sua grande maioria nos seguintes problemas: estradas mal conservadas (92%), malha ferroviária insuficiente (77%), falta de infra estrutura para inter modalidade (72%), má qualidade dos acessos terrestres aos portos (71%), entre outros, e tem um custo logístico de 10,6% do PIB, que em comparação aos Estados Unidos que tem 7,7% de custo em relação ao PIB, mas entrega eficiência estratégica e não tem gargalos. Na própria relação dos países do BRICS, o Brasil gera um grande gargalo de abastecimento, considerando ser o maior fornecedor de alimentação, e ter no novo momento um avanço de sua economia considerando a demanda gerada pelos outros quatro países.

Outro ponto importante da agenda, está no apoio governamental às empresas, em amplitude de sentidos, pois a aproximação, troca de experiências e tecnologias deve ser uma ancora firme no desenvolvimento tecnológico e comercial do bloco, pois não adianta as vontades políticas, se o exercício prático que se dá no mercado não acontecer. O BRICS acontece na efetiva relação entre as empresas dos países do bloco.

Considerando a crise internacional, o BRICS forma também, ou efetiva uma necessidade e discussão anterior, a formação de um Banco de Desenvolvimento e um Fundo de salvaguarda da economia para o próprio bloco, quebrando assim uma dependência ao FMI, e também um direcionamento prático para as relações econômicas e até mesmo sociais para o bloco. A reserva chegará ao montante de US$ 100 bilhões, que será um grande cofre protetor, principalmente em consideração aos capitais investidos dos países na Europa e Estados Unidos, haja vista o caso atual do Chipre que tem 40% de recursos investidos de fundos russos.

Alem disso, um dos pontos importantes, principalmente para o Brasil é a aproximação acadêmica e tecnológica, considerando inclusive o momento que o país vive com falta de mão de obra qualificada, o intercâmbio entre os países e as trocas de experiências educacionais favorece e muito o Brasil, pois este problema será, ou já é em alguns setores, o maior gargalo de desenvolvimento econômico e social do país.

Em relação à África, o BRICS tem um peso muito importante, considerando que Brasil, Rússia, Índia e China, praticamente dominam o continente, e quase 70% dos recursos investidos tem peso do China, o BRICS tem uma responsabilidade maior para a sustentabilidade e equilíbrio de desenvolvimento, até mesmo para manter a exploração de recursos que possam dar sustentação as suas demandas, e ao mesmo tempo ajudar o continente em um desenvolvimento social e econômico efetivo, diferente dos momentos colonizadores e exploratórios que tanto destruiu o continente.

Como Jim O’Neill afirmou “Investir e Prosperar”, esse é o desafio, e mostrar ao mundo que existe um novo patamar desafiador, e que os modelos do velho mundo também precisam de uma re-definição, mas ao mesmo tempo o BRICS precisa analisar algumas visões utópicas de seus governos e colocar na mesa que a condição humana está acima de qualquer aspecto de crescimento. Crescer com sustentabilidade, tanto do ponto de vista ambiental, como também da sobrevivência do ser humano.

V Cúpula do BRICS – Resultados? Práticas?

Fábio Pereira Ribeiro

A V Cúpula do BRICS terminou hoje, e além das gafes diplomáticas a grande questão para os países está na capacidade de desenvolver a prática de todas as rodadas anteriores. O mundo pergunta hoje ao BRICS a sua real prática de ações. Considerando a crise internacional, ou melhor européia, o papel do BRICS terá uma nova zona de influência? Os países do bloco podem criar ações hegemônicas e multilaterais para continuidade dos seus desenvolvimentos, e das próprias regiões?

Na agenda da V Cúpula, a necessidade latente de investimentos em infra estrutura foi um dos direcionamentos estratégicos, considerando inclusive a necessidade efetiva que Brasil, Rússia e África do Sul têm para continuidade do escoamento e exploração de negócios em seus territórios. Veja o caso do Brasil com os problemas estruturais de logística para o escoamento dos diversos produtos, principalmente commodities alimentares, a própria China cancelou contratos com o Brasil em função disso.

Outro ponto importante foi o desenvolvimento do Banco de Desenvolvimento do BRICS, considerando inclusive uma agenda especial de salvaguarda das moedas do bloco, e da proteção do mesmo considerando possíveis problemas de inadimplência e outras crises financeiras.

Na percepção mundial, e do próprio bloco fica a dúvida se o Banco do BRICS pode ser uma alternativa ao FMI para as crises, ou países em desenvolvimento. O próprio Brasil já se posicionou o ano passado contrário a esta adoção, considerando os riscos, e principalmente os níveis de capitais envolvidos, além de um possível desgaste político que o governo brasileiro pode sofrer, principalmente no custo que a população brasileira teria em tributos para manter os níveis de investimentos e alocação de recursos neste fundo.

Agora uma questão é importante, e foi levada a tona pela imprensa mundial, a posição da África, considerando que todos os outros países do bloco praticamente são os maiores investidores e tomadores na África. A China capitaliza quase 80% do continente em investimentos e negócios, e a África do Sul tem uma dependência nesta relação. A Cúpula ainda não definiu efetivamente um papel estratégico, e precisa ter uma força de inserção, considerando a necessidade de equilíbrio que os países em um bloco devem desenvolver, pois no futuro poderemos ter um novo Mercosul, ou até mesmo as falhas latentes de países mais pobres como na Comunidade Européia.

E a questão central é a continuidade prática de todas as propostas discutidas e acertadas anteriormente. Já temos um momento decisor para o BRICS, e os países precisam exercer cada vez mais suas aproximações, suas trocas, efetivar os investimentos, e ampliar a discussão diplomática entre governos e empresas.

Entre Bolívia, BRICS, erros e acertos…..

Fábio Pereira Ribeiro

Depois do advento, ou da realidade energética chamada Pré Sal, o Brasil ganha uma nova dimensão no cenário internacional, principalmente em conseguir nos últimos 5 anos, uma melhora no equilíbrio na balança de poder mundial, e também conquistar as posições flutuantes de quinta ou sexta economia mundial.

Muito disso se dá por um esforço natural e corrente da economia brasileira pós o desenvolvimento do plano Real, e também de um novo sentido no desenvolvimento estratégicos das companhias brasileiras.

Outro ponto forte no desenvolvimento do país, é sua força em manter uma real democracia na América Latina, seguida de Chile, Colômbia e Peru, mas com pontos mais sustentáveis e de pleno desenvolvimento. Claro que hoje vemos exemplos que fogem da democracia de direito, e ainda retornamos aos fantasmas do passado, e do desrespeito com os valores sociais, como por exemplo a eleição de Renan Calheiros para Presidente do Senado, um político suspeito e com uma história de corrupção, que até o capeta o chama para sócio, e o Brasil aceita passivamente a nomeação deste senhor, mas enfim, o país ainda é a bola da vez, e o seu mercado interno, e a nova capacidade estratégica dos empresários e executivos brasileiros levam o país para um patamar de respeito, segurança jurídica e desenvolvimento de negócios internacionais.

É interessante analisar a capacidade de acerto que o Brasil pode ter com o BRICS, mas ao mesmo tempo precisa ampliar sua agenda de discussão, e principalmente, o governo tem que ajudar na aproximação do empresariado brasileiro com agendas estratégicas nos países que compõem o bloco. Veja o caso da Índia, dentro do BRICS, a Índia é o segundo maior destino dos produtos e serviços brasileiros. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), a uma crescente na exportação de commodities como Petróleo, Açúcar, Minério de Ferro, Gordura Anima, Ferro e Aço, Aeronaves, Aparelhos Mecânicos, Sal, Enxofre, Químicos e Borracha, o que leva a uma quintuplicação do comércio entre os países. O Brasil exportou US$ 5,6 bilhões em 2012, o que favorece um equilíbrio da balança e favorece o Brasil em mais de US$ 1 bilhão. Esta relação também tem um favorecimento para todo bloco, pois até o menor parceiro, a África do Sul rendeu ao Brasil mais de US$ 1 bilhão em negócios, o que na comparação com o Mercosul, e o potencial da América Latina, o BRICS demonstra que as relações bilaterais para o Brasil neste contexto podem ter uma alavancagem maior, mas ainda depende muito da diplomacia brasileira suportar e ajudar o meio empresarial brasileiro.

Independente da China, o Brasil amplia também seu diálogo com a Rússia, e neste ponto a indústria do petróleo e gás, e estrategicamente a indústria de defesa, onde equipamentos militares e serviços, principalmente no contexto de tecnologia e desenvolvimento pode ser uma alavanca muito grande na aproximação das duas potências. E defesa para o Brasil hoje é uma agenda muito estratégica, principalmente quando consideramos Amazônia Verde e Azul, Pré Sal, problemas fronteiriços, narcotráfico internacional, contrabando de armas, bio-espionagem, e a turma toda que faz fronteira com o Brasil que traz desconfianças internacionais, veja o caso de Venezuela e Bolívia. Com a África do Sul, o Brasil tem uma amplitude de sua aproximação com a África de uma forma geral, e deve avançar principalmente com a indústria de alta tecnologia, como no caso aviação e farmacos, além de levar educação para África e não ficar no modelo antigo de exploração de commodities, principalmente em Moçambique e Angola.

Agora, não dá para aceitar mandos e desmandos de políticas aproximatórias, e contratuais com países como Venezuela e Bolívia. A Petrobras insiste em investir na Bolívia, e percebe que não existe segurança jurídica nenhuma. Os amigos de Dilma e Lula, não demonstram que são amigos do Brasil, pois na relação bilateral, o interesse particular deles é o que prevalece. Fico pensando até hoje na conta que o senhor falecido Hugo Chavés, não pagou com os investimentos petrolíferos no nordeste brasileiro.

Bom, entre erros e acertos, cocaleros, bolavarianos, semi-defuntos, nós temos Renan………

 

 

Nada de Maias, o que interessa para o Brasil é 2013!

Fábio Pereira Ribeiro

Não sou de retrospectivas, por isso sempre acredito no “daqui para frente” pode ser melhor. E quando falamos de Brasil, literalmente “a esperança é sempre a última que more”. Prefiro acreditar que tudo poderá mudar e evoluir neste país, de contradições e valores mil, e ao mesmo tempo em possibilidades além das capacidades que o próprio país tem hoje.
O Brasil termina o ano de 2012 com alguns pontos em abertos no tocante competitividade. Os ganhos que a sociedade brasileira teve com o julgamento do “mensalão”, a nova postura do STF, avanços em algumas plataformas tecnológicas, ainda não geram o reflexo positivo e necessário para o desenvolvimento competitivo do país junto ao sistema internacional, e principalmente na ótica dos grandes investidores empresariais, pois os níveis de riscos que o país ainda tem do ponto de vista de carga tributária, sistema fiscal e sua longa burocracia, a transparência de gestão pública, os altos níveis de criminalidade, a longa cauda da corrupção (mesmo com o julgamento, o governo e a sociedade brasileira vivem uma longa paixão com o jeito fácil da corrupção – são muitos bebês de Rosimeire), a falta de mão de obra qualificada com o triste histórico de falta de planos estratégicos para a educação, além de um arrefecimento natural que a economia brasileira sofre em função do alto endividamento da população ditada por um consumo desenfreado, inclusive com estímulos irreais do próprio ministro da Fazenda.
Como afirma o diretor do BRIC Lab da Columbia University em Nova York, o diplomata brasileiro Marcos Troyjo, “o sonho brasileiro poderá estar no fim”. O mesmo em entrevista para a jornalista Rachel Glickhouse do Conselho das Américas afirma que o Brasil e os países do BRICS precisam mudar o DNA de suas políticas. Os mesmos, e principalmente o Brasil precisam de um “projeto de país”. A ascensão do BRICS a partir de 2001, literalmente perdeu força com o impacto da crise internacional, e principalmente em não mudar algumas atitudes governamentais, e também a falta de criatividade de adaptação diante da economia global.
O ano de 2013 precisa ter uma agenda forte em inovação e educação, principalmente quando atribuímos valores necessários para o desenvolvimento social e produtivo, e o Brasil tem perdido muito com esta agenda.
A retomada do crescimento, e a manutenção da posição do país como alavanca econômica para o sistema internacional, depende muito dos esforços de capacitação de mão de obra qualificada, e também de investimentos agressivos no processo inovador. Não adianta termos algumas referências, considerando a imensidão continental que o país tem, além da capacidade que o mesmo tem para receber investimentos estrangeiros.
A sociedade brasileira também precisa mudar sua postura passiva perante o desenvolvimento do país. A sociedade precisa mobilizar seu esforço pela educação. Se cada família brasileira cobra-se de seus entes um esforço e resultados melhores na formação, com certeza o país teria melhores indicadores educacionais e de conhecimentos, e seria uma grande alavanca para o processo criativo e inovador do país, considerando inclusive que o brasileiro por natureza é um criativo.
2013, como todo ano que entra, é um ano de esperanças, mas neste novo ano minhas esperanças é pelo avanço da educação e da formação, pois concentrar esforços nesta agenda, com certeza será um ganho em escala para o desenvolvimento social e produtivo do país.
Feliz Natal e um Próspero 2013!!!

QUEREMOS MAIS DO QUE VODCA

Fábio Pereira Ribeiro

A visita da Presidente Dilma Roussef na Rússia tem um gostinho mais forte do que a Vodca, pois a necessidade de afirmação do bloco BRICS, e principalmente em avançar as ligações diplomáticas e comerciais entre os países além de commodities.
A expectativa em relação a Rússia ainda é maior do que a prática. O dois países ainda estão concentrados em negócios de commodities, sendo que 80% das vendas brasileiras são concentradas em açucar e carne. Mas se formos analisar a base de desenvolvimento do BRICS, a agenda ainda é pífia perto da importância que os dois países exercem na economia, e no desenvolvimento mundial para o século XXI.
No Fórum Brasil e Rússia, a presidente foi categórica, “não podemos restringir nossas trocas a produtos primários”. Neste ponto onde está a base tecnológica, a tecnologia de exploração de petróleo, a educação e parcerias para convênios e intercâmbios, a indústria de defesa, a integração e participação mais presente do Brasil, ou da América do Sul na Ásia, o apoio ao Brasil por parte da Rússia no Conselho de Segurança da ONU?
O próprio momento que a Rússia vive, gera uma série de oportunidades de negócios para o Brasil, e neste ponto precisamos avançar o processo de base tecnológica brasileira para o mercado russo e asiático. Veja o caso da Embraer e da própria Petrobras, sem contar produtos de base inovadora brasileira como a Natura, que tem potencialidade de oferta de produtos em terras orientais.
Cara Presidente Dilma, precisamos mais do que Vodca, e a Rússia pode ser uma grande parceira em equilíbrio com a China.

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