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Germano Luders
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Acre faz referendo: Voltaremos para a Bolívia?

Fábio Pereira Ribeiro

Eu nunca duvidei, Putin tem um fetiche louco pelo ar imperial da KGB. Nem Freud explica tanto fetichismo.

Seus movimentos em relação à Ucrânia, considerando todo esforço pela Criméia, demonstram que além da força geopolítica para o posicionamento da Rússia no entre fronteiras (Ásia e Europa), Putin pensa em uma Guerra Fria 2.0 com um acirramento de forças com os Estados Unidos. Uma necessidade louca que todos perdem, mas que no fim a medição de tamanhos de força podem ajudar a constituir uma, também, URSS 2.0.

Particularmente, com tantos problemas que o Brasil vive internamente, e com a própria agenda internacional regional, Venezuela, nossas preocupações estão além da Criméia. Tenho medo, que um novo conflito regional, mascare e desinforme os problemas na América Latina, principalmente para o Brasil.

Todos sabemos, que a Criméia vive em uma história de invasões (história milenar por sinal), como diria Samuel P. Huntington, verdadeiros “choques de civilizações”. Mas a decisão, mesmo parecendo manipulada, tende a colocar uma perspectiva real dos cidadãos da Criméia, considerando que 60% da população é de origem russa. É óbvio, que qualquer movimento de anexação, tido à força, em pleno século XXI é catastrófico para a paz mundial, ou pelo menos para as relações internacionais, mas devemos considerar as perspectivas históricas.

Marcos Troyjo, novo professor da Academia Presidencial Russa

Fábio Pereira Ribeiro

Moscou — O economista e cientista social brasileiro Marcos Troyjo, foi anunciado nesta semana como professor-visitante da Academia Presidencial Russa de Economia e Administração Pública (RANEPA). Troyjo dará aulas de relações internacionais no âmbito do MGPP, Mestrado em Políticas Públicas Globais, que a instituição passa a oferecer em 2014 para alunos do mundo todo.

Marcos Troyjo - Professor da Academia Presidencial Russa

Marcos Troyjo – Professor da Academia Presidencial Russa

Fundada em 1977 e incorporada ao Kremlin por ordem presidencial de 2010, a RANEPA é a principal instituição de ensino e pesquisa voltada à formação da elite política russa. Seu quadro docente inclui professores de mais de 20 países e nomes de relevo na vida política e econômica do país. Dentre eles destaca-se Abel Aganbegyan, chefe dos conselheiros econômicos da União Soviética durante o período Mikhail Gorbachov e um dos principais arquitetos da Perestroika.

Troyjo é professor da Universidade Columbia, onde dirige o BRICLab, fórum sobre Brasil, Rússia, Índia e China, e colunista do jornal Folha de S. Paulo.

Fonte: The Russian Presidential Academy of National Economy and Public Administration (RANEPA)

Snowden diz: “O Brasil é uma Zona”.

Fábio Pereira Ribeiro

A novela, rocambolesca e mexicana embebida de Vodka, Edward Snowden tem novos capítulos, e por mais engraçada que seja, no Brasil. Agora, em troca de uns “serviços a mais”, Snowden pede asilo ao Brasil. Mesmo de forma velada, não diretamente à Presidente Dilma, o espião americano, que hoje vive no frio, promete contribuir mais com o governo brasileiro, se o mesmo, contribuir pelo seu asilo. Em carta publicada na Folha de São Paulo (17/12/2013), com tradução de Clara Allain, o espião se faz de anjo, ou santo de causas nobres, para mostrar ao Brasil e ao mundo o esquema, que para todos os profissionais das áreas de inteligência, segurança e defesa já era mais do que sabido.

A grande contribuição que Edward Snowden deu ao Brasil, foi na verdade escancarar o quão fraco é nosso Sistema Brasileiro de Inteligência. Fraco pela falta de políticas efetivas, e também pelo próprio descaso do governo brasileiro com o tema. Como se inteligência ainda fosse coisa “dos porões” da ditadura, sem contar o engavetamento da Política de Inteligência pela presidência da república. Os altos indicadores de violência e insegurança pública que existem no Brasil, são aspectos claros nas fraquezas que nossas fronteiras sofrem por problemas estruturais nas atividades de inteligência. Nosso sistema até tem profissionais preparados, mas a passividade com o tema, leva os mesmos ao um processo de letargia na produção de conhecimento estratégico.

BRICS 2.0 – A visão de Marcos Troyjo

Fábio Pereira Ribeiro
Diplomata Marcos Troyjo no Innova BRICS em Londres

Diplomata Marcos Troyjo no Innova BRICS em Londres

O economista político Marcos Troyjo, professor da Columbia University e do Ibmec, disse em Londres nesta semana que, para continuarem a ganhar projeção econômica global, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul precisam de mudanças importantes em seus modelos de desenvolvimento, o que chamou de “BRICS 2.0″. O professor brasileiro falou na abertura da Conferência InnovaBRICS & Beyond, que discute na capital britânica o futuro da inovação em mercados emergentes.

Um Brasileiro na realidade da Síria

Fábio Pereira Ribeiro

O conflito na Síria nos traz mais incertezas, do que realidades. Seja pelo lado americano, como também pelo lado russo, mas na verdade o mundo parece não querer ver a realidade do lado sírio.

Como diria um grande analista de política internacional, “o conflito é da Síria, é um conflito doméstico, e deve ser tratado como tal, e resolvido pelos sírios”. Mas por trás dos problemas, existem outros interesses, sobre a própria lógica realista dos Estados Unidos e da própria Rússia, sem contar a onda terrorista, crescente no Oriente Médio. As lógicas precisam ser analisadas de outra forma.

O próprio relatório da ONU sobre os ataques com armas químicas, nos trazem impressões dúbias, e de uma forma geral precisamos entender a geopolítica do petróleo para analisar com mais profundidade os impactos para os Estados Unidos (leia-se Qatar), os impactos com o Irã, o potencial conflito com Israel (latente e contínuo) e até mesmo a perda competitiva que a Rússia teria com um oleoduto atravessando a Síria. O conjunto é mais complexo do que se possa imaginar.

O Blog EXAME Brasil no Mundo conversou com o brasileiro e engenheiro mecânico, Carlos Tebecherani Haddad, que vive entre Santos no Brasil, e Damasco na Síria. Carlos Tebecherani Haddad, além de engenheiro, também é advogado, e fala diversas línguas. Desenvolve negócios internacionais há mais de 30 anos, e hoje se dedica aos negócios entre Brasil e Síria. O mesmo, além de sua visão pacifista, vê oportunidades nas relações entre Brasil e Síria, considerando inclusive a postura brasileira de paz, e também a oportunidade em função do bloqueio econômico dos Estados Unidos e da Europa para com a Síria. Sua visão é muito oportuna, e bem realista do que está acontecendo hoje na Síria.