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Estudantes brasileiros no mundo, futuros profissionais globais

Fábio Pereira Ribeiro

Em semana agitada da quarta reunião de cúpula do BRICS na Índia, a Presidente Dilma Rousseff, aproveitou o momento para buscar parceiros para o projeto Ciências sem Fronteiras, que tem o objetivo de ampliar a participação de estudantes e professores brasileiros em universidades renomadas do mundo inteiro.

O projeto tem uma iniciativa valiosa, considerando ainda a baixa participação de brasileiros em grandes universidades como Harvard, Columbia, MIT, Oxford, Sorbonne entre outras, e o mais importante, o momento que o país vive também gera nestas universidades uma ansiedade de saber o que é o Brasil e quem são os brasileiros.

E o momento de BRICS, e principalmente do crescimento do Brasil no sistema internacional e sua latente falta de mão de obra altamente qualificada criam condições de uma atuação mais intensa do poder público, e principalmente de políticas públicas internacionais, e neste ponto o Ciência sem Fronteiras pode ser uma alavanca de novas oportunidades.

O relatório final da reunião de cúpula intitulado, Brics by Brics, têm um conjunto de condicionantes, principalmente no processo de deficit de infra estrutura e neste ponto, o crescimento econômico precisa estar acompanhado do desenvolvimento social para integrar com o processo educacional e de formação de mão de obra qualificada. E ficou claro no relatório a necessidade intensa de intercâmbio de estudantes e cooperação tecnológica entre as universidades do bloco.

E o interesse neste ponto sobre e para o Brasil é gigante. Recentemente ministrei palestra na Columbia University em Nova York, na escola de política internacional (SIPA) sobre as relações do Brasil e África, e é perceptível o grande nível de interesse dos estudantes americanos e de outros países, sobre o Brasil, seu crescimento e como são as relações Sul-Sul, principalmente com a África de Língua Portuguesa, em especial Angola e Moçambique.

Mas ao mesmo tempo percebi o baixo número de estudantes brasileiros em tão renomada instituição, e é de suma importância encaminharmos estudantes brasileiros para que possam desenvolver projetos de políticas públicas, inovação e alta tecnologia, pois com o crescimento do Brasil e seu “apagão de talentos”, estamos recebendo um grande número de profissionais altamente capacitados dos Estados Unidos, da China e principalmente da Europa, em especial expatriados portugueses.

Chegou a hora de nossos estudantes irem ao mundo, pois o Brasil hoje já uma potência global, e precisa de profissionais globais.

Brasil a nova rota para educação mundial

Fábio Pereira Ribeiro

Desde 2010 o Brasil vem sendo explorado e acompanhado de perto pelas grandes universidades do planeta, tais como Harvard, MIT, Stanford, Yale, Oxford, Columbia, Universidade da Califórnia, Sorbonne, entre outras. Claro que o motivo é muito simples, o Brasil mudou sua posição e imagem no sistema internacional. Como diria o téorico de relações internacionais, Morgenthau “a visão realista do sistema internacional muda de rota facilmente, sempre dependerá do interesse naquele momento”. Neste ano a reitoria de Harvard e de outras grandes escolas vieram ao país para buscar “talentos” (considerando que isso é um dos grandes problemas do mesmo, a falta de talentos), mas ao mesmo tempo estudar o que realmente está acontecendo com o mercado brasileiro, sua economia, e claro avaliar as verdadeiras oportunidades de negócios que possam ser desenvolvidas no Brasil.

E o mais interessante, os maiores “gurus” da formação na área de administração estão literalmente invadindo o país com o apelo de trazer as melhores técnicas de gestão, mas fico pensando o que eles fizeram em vossos países que estão em crise? É uma grande realidade, o Brasil vive um momento ímpar, mas ao mesmo tempo preocupante, pois ocorreu um aumento na formação e qualificação superior, e em contrapartida a qualidade ainda não acompanha a grandeza de demanda existente no mercado brasileiro, principalmente quando falamos em tecnologia e engenharias, sem contar as carreiras tradicionais como medicina, direito e administração.

O Brasil virou fator estratégico de análise pelos grandes grupos educacionais. Em um ano foram investidos mais de R$ 2 bilhões em fusões e aquisições no setor educacional brasileiro, as grandes universidades americanas estão desenvolvimento projetos em conjunto com grupos empresariais e educacionais no país para busca de talentos e fomento de projetos de intercâmbio. Portugal e Espanha, em função da crise internacional aumentou em mais 120% o envio de profissionais ao Brasil, como expatriados profissionais, mas também como docentes e pesquisadores para tentarem buscar uma solução econômica para os seus problemas atuais. Colômbia, Peru e Chile estão ampliando as comunicações acadêmicas com as universidades brasileiras, e o português se tornou a segunda língua mais estudadas nos países latinos, em função das grandes oportunidades geradas no Brasil, e a China não quer perder a grande oportunidade brasileira, pois a riqueza do país é garantia de sustentabilidade da China nos próximos 10 anos, e aprender português com certeza é mais fácil do que o mandarim.

Todos os olhos acadêmicos estão voltados para o Brasil, e o país precisa entender e perceber que Educação é a grande saída para o século XXI, ou pelo menos avaliar os modelos de sucesso desenvolvidos na China, na Índia, nos Estados Unidos e na Coréia do Sul, e perceber que educação nunca será despesa, e sim investimento com alta taxa de retorno.

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