São Paulo
Germano Luders
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Com tributos funciona assim: “quem paga errado, paga duas vezes”, mas só você paga.

Fábio Pereira Ribeiro

Semanas quentes pós Copa do Mundo. A violência voltou ao normal (arrebentando mais ainda), as campanhas eleitorais estão pegando fogo, o Santander conseguiu demonstrar ao Brasil e ao Mundo, que análises (mesmo erradas) afetam o incerto ambiente democrático no Brasil, ou até mesmo vivemos em uma nova “democracia ditatorial de direito do meu jeito de ver”. A Política Nacional de Inteligência está cada vez mais escondidas nas profundas gavetas do Palácio, e o Exército Brasileiro irá remodelar suas atividades de inteligência. É bom avisar aos amigos do Exército, que se fazer análise de inteligência certa e verdadeira, corre o risco de pegar uma “cana” e ainda ser demitido. Quem avisa amigo é.

Mas voltemos ao tema que é tão difícil de se falar no Brasil, tributos.

Semana retrasada fomos surpreendidos com uma nova norma, que recuou mas volta, a redução do limite de entrada nas fronteiras terrestres brasileiras. O Brasil insiste pesadamente em trabalhar sobre estratégias protecionistas e tributárias / fiscais, do que efetivamente, buscar soluções para o desenvolvimento industrial e que não onere efetivamente os contribuintes brasileiros. Mas como vivemos em uma democracia onde a Nação é uma servidora do Estado, é bem impossível falarmos em reforma tributária e pacto federativo pelo desenvolvimento da indústria.

Um novo Assassinato de Reputações?

Fábio Pereira Ribeiro

Nossas instituições democráticas passam por uma verdadeira crise de identidade, de caráter e respeito pelos princípios constitucionais e democráticos. Vivemos um momento que a própria democracia brasileira é questionada. Para alguns, vivemos em um ambiente ditatorial velado.

O caso do analista de mercado e investimentos do banco espanhol, Santander, em relação ao cenário eleitoral e as perspectivas econômicas e financeiras do Brasil, mostra o quanto a nossa democracia enquanto instituição, tem fissuras perigosas.

O Palácio do Planalto gritou e esperneou, a presidência do banco reagiu como se nada tivesse acontecido por parte do banco, deixando a responsabilidade para o lado mais fraco da corda, o analista. Tenho pena dos “analistas” no Brasil, são pagos para analisar o ambiente, preparar cenários, projetar inteligência, mas os verdadeiros donos da informação, na hora do “vamos ver”, literalmente fogem da raia. Como diria a própria Presidente Dilma Rousseff, a resposta do banco foi “protocolar”, mas já demonstrou que quer uma resposta maior. No Brasil é assim, a carteirada coronelista ainda persiste. “Você sabe com quem está falando?”.

Tributos: Não são só US$ 150,00…

Fábio Pereira Ribeiro

Por mais que a Receita Federal do Brasil volte atrás, a redução do limite de gastos por quem cruza as fronteiras brasileiras (terrestres, aéreas ou marítimas), não deixa de ser uma afronta ao bom senso. E na boa, quem soltou esta norma em plena campanha eleitoral, pediu para servir nos rincões do Amazonas.

De cara percebemos a insistência em não discutir profundamente a questão tributária no Brasil, quiçá a ótica fiscal. Não quero entrar em detalhes técnicos sobre a estrutura tributária neste país, tampouco analisar o sistema fiscal instalado, mas como brasileiro, gostaria de questionar alguns pontos, só questões.

Competitividade Internacional? Que “babaquice”…

Fábio Pereira Ribeiro

Ainda estou digerindo a ofensa do ex-presidente Lula em relação ao Metrô dentro do Estádio. Particularmente não acho “babaquice” nenhuma imaginar que em Itaquera, ou em qualquer outro lugar do Brasil, o cidadão poderia pensar em ter um Metrô, ou outro transporte público, dentro de um estádio de futebol, de um museu, de um teatro, de uma universidade, o que seja. Mas com um pensamento deste, é de se imaginar que a competitividade internacional, e outros indicadores internacionais, sejam na verdade, tremendas “babaquices”. E na boa, não adianta falar que a Folha, ou qualquer outro veículo de comunicação tirou do contexto. Que o mesmo falou, falou. Imagino com tanta greve, principalmente nos transportes públicos, um ex-Presidente da República falar para o seu povo “ir de jumento”???????

Mais um ano que se passa, e o Brasil consegue a pífia posição 54 no ranking de competitividade internacional do famoso e sério, IMD da Suíça, que avalia os 60 maiores e competitivos países do mundo.

Dilma: e o Pré Sal?

Fábio Pereira Ribeiro

Com tanto “estupro”, a Petrobras saiu do noticiário de negócios e inovação, para as páginas policiais. Uma pena, a queridinha do Brasil, o orgulho da Nação, a salvação dos problemas sociais, na verdade se torna uma grande protagonista dos maiores escândalos de um bem público na moderna república do Brasil.

Lembro que no último leilão dos campos petrolíferos do Pré Sal, a presidência foi categórica, “a Petrobras será o grande avanço para a educação e a saúde do Brasil”. Mas pelos passos tacanhos, e patinhos, na verdade, o sonho de uma educação de primeiro mundo, e de um sistema de saúde que realmente resolva nossos problemas diários ficou para o futuro. Como sempre, o Brasil é o país do futuro, o meu medo é a datação deste futuro, algo já quase arqueológico.

Em conversas com diversos analistas internacionais, e até mesmo agentes de diplomacia e, principalmente, inteligência, a imagem do Brasil é a pior, considerando os últimos 10 anos. O país literalmente entrou em um buraco institucional. A confiança se perdeu, os resultados são pífios, e os alinhamentos internacionais, dignos de um filme de terror.

A que ponto chegamos, ou melhor, que eles chegaram!

Fábio Pereira Ribeiro

Como afirmava Pitágoras, “os números governam o mundo”. Contra fatos não há argumentos, imagina contra números.

Mas parece que no Brasil a matemática sofre com a dinâmica governamental e política, principalmente quando as equações são formadas por empresas e “coisas” públicas.

Quando vemos uma empresa como a Petrobras sofrer o que vem sofrendo, a pergunta é clara, a que pontos chegamos? Mas na verdade a grande questão é, “a que ponto eles chegaram?”.

A matemática para responder à Petrobras é muito simples. Uma companhia que tem todos os condicionantes estratégicos para crescer, que tem uma nova oportunidade de exploração de riquezas energéticas, que tem um dos maiores e mais novos pólos de exploração em todo continente, que tem aceitação estratégica por parte de grandes investidores internacionais além de outras grandes petrolíferas, mas ao mesmo tempo, tudo isto não parece dar condições para a companhia avançar com o seu valor patrimonial. No final, seu valor de mercado é destruído, os investidores estão se afastando, o mercado está desconfiado, os últimos lucros obtidos não equilibram os erros de investimentos e recursos alocados de forma equivocada, milhares de trabalhadores perderam mais de 70% dos investimentos alocados através do FGTS, e todo o pólo do Pré Sal pode efetivamente não atender aos anseios de uma sociedade mais justa. Como pode uma empresa crescer com destruição do seu valor de mercado? Que matemática é esta, que cada ano que passa, em vez de crescer (avançar) a mesma volta para trás?

Lula – Brasil – Oportunidades – Ameaças – uma nova SWOT

Fábio Pereira Ribeiro

Não perderei tempo em falar da reunião de Dilma Rousseff em Bruxelas. Além da falta de visão estratégica, e atraso em política internacional (sem contar diplomacia), sua visita já se mostrou mais uma “visita”. E cá entre nós, insistir em Mercosul? Como se posicionaria o presidente do Mercosul hoje?

Mas quero me ater ao artigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicado hoje no Jornal Valor Econômico com o título “Por que o Brasil é o país das oportunidades?”.

O artigo apresenta, através de alguns questionamentos, motivos para dizer que o Brasil é a “terra das oportunidades”, o “El Dorado”. A propaganda é bonita, nada como uma bela agência e um bom redator, na prática….

Pessimismo ou Realismo?

Fábio Pereira Ribeiro

A semana foi interessante. O Brasil sofre do mal do esquecimento momentâneo com a desinformação generalizada.

O caso de “justiçamento” sem morte no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, e a inquisição sobre a jornalista Rachel Sherehazade do SBT, deram a tona ao esquecimento político e econômico do Brasil na semana. Será que o Brasil já esqueceu as trapalhadas da presidência da república em Davos, Lisboa e Havana? Ou melhor no Porto de Mariel. É óbvio que sim. Mas a violência ainda dá o tom da lógica perversa que existe neste país. Vai ter Copa sim, mas também toda a tragédia que assola o país. A mesma que gera o pessimismo não aceitável pela Presidente Dilma Rousseff, que para o cidadão comum é realismo.

Depois do caso do Flamengo, outros casos começaram a “pipocar”, além dos casos históricos de 2013 e 2012, onde partidários e militantes amarram policiais e criminosos, mas o Brasil não lembra, como sempre.

O ano de 2014, para muitos analistas internacionais, já tem uma análise certa, que chegue 2015. Pode parecer excesso de pessimismo, mas o cansaço com o descaso político e a falta de mudanças estratégicas no país, na verdade o momento começa a ser de um realismo trágico.

E o pessimismo, que para o governo é somente um ataque político, na verdade é um movimento natural da economia mundial somado a falta de Projeto de País. Até porque, projeto de poder e partido já está instalado.

Brasil X Davos 2014: Qual o Resultado? Realismo ou Pessimismo?

Fábio Pereira Ribeiro

Eu tinha uma esperança nos rascunhos de um potencial discurso mais “realista” de Dilma Rousseff, conforme as idéias do diplomata Paulo Roberto de Almeida, mas infelizmente o discurso foi morno. Para falar verdade a viagem da Presidente Dilma, tinha tudo para ser uma nova esperança, mas só esquentou através dos “fados” lisboetas no caminho para Havana.

Por mais que Cuba possa ser um pólo interessante para o comércio exterior brasileiro (desde que a Presidente exponha suas idéias e projetos com transparência), a política externa brasileira insiste em ficar em cima do muro, por mais que penda ao lado ideológico, e não do desenvolvimento. É tão ideológico e provocativo, que, como diria Sergio Leo em seu artigo no jornal Valor de hoje (27/01/2014), “Dilma, de Davos para a Cuba de Raúl”, “a presidente Dilma Rousseff, em ano de eleições presidenciais, dá uma no cravo e outra na ferradura”. O problema não está simplesmente no investimento, quase divino, de U$ 900 milhões para Cuba, mas sim na falta de firmeza em atacar de frente os problemas estruturais do Brasil, que com certeza, dariam 1000 vezes mais resultados do que com o Caribe.

Em seu discurso, e até mesmo na análise de diversos especialistas e empresários, ficaram algumas dúvidas: a) Dilma é ou não é inimiga do mercado?; b) Por que somente agora debater com Davos?; c) Qual o Projeto de País? (considerando que o projeto de partido e poder está claro).

Para muitos, o Brasil está engessado até o dia 1 de janeiro de 2015! Até lá, ouvimos um fado de Amália Rodrigues, ou um tango de Gardel, ou até mesmo Guantanamera, porque este ano, até o carnaval vai ser morno.

O Blog EXAME Brasil no Mundo conversou com o diplomata, professor do Ibmec e Diretor do BRIC Lab da Columbia University, Marcos Troyjo. O professor Troyjo é um dos grandes especialistas internacionais em fóruns mundiais, e o mesmo analisou de perto as questões diplomáticas e os resultados práticos do Fórum de Davos. Recentemente, Marcos Troyjo, foi nomeado professor da Academia Presidencial Russa.

Marcos Troyjo - Professor da Academia Presidencial Russa

Marcos Troyjo – Professor da Academia Presidencial Russa

Nem Dalí entenderia o Brasil – “é surreal”

Fábio Pereira Ribeiro

Com toda sua inteligente loucura, Salvador Dalí soube muito bem representar o imaginável. Para muitos, sua visão “surreal” é impossível de entender, mas sua lógica explica muitas coisas hoje no Brasil.

Como diria Salvador Dalí, “O palhaço não sou eu, mas sim esta sociedade monstruosamente cínica e tão ingenuamente inconsciente que joga ao jogo da seriedade para melhor esconder a loucura”. 

Quando você imagina o dia-a-dia do brasileiro, e agora em 2014 em tempos de Copa do Mundo, o “surreal” dos custos, tributos e preços praticados no Brasil deixariam Dalí normal demais.

Por uma nova “Carta ao Povo Brasileiro”

Fábio Pereira Ribeiro

Nesta semana o periódico britânico, Financial Times, publicou artigo do brasileiro, diplomata e diretor do BRICLab da Columbia University em Nova York, Marcos Troyjo, com o título, “2014: tempo de uma nova “Carta ao Povo Brasileiro”. Troyjo remete de forma primordial, os anseios que o Brasil tem, mas na verdade os grandes valores que o mundo ainda espera do próprio Brasil.

A abertura do artigo é bem sugestiva. Marcos Troyjo afirma:

“Quando um novo ano começa, incertezas geralmente não faltam. Mas isso não é verdade sobre o Brasil em 2014. Muito pelo contrário. O mundo pode ver claramente o que está no caminho do Brasil: um país operando abaixo do seu potencial.

Pior em 13

Fábio Pereira Ribeiro

Parece que ser realista no Brasil é o mesmo que ser pessimista. 2014 começou bem, ou melhor, bem mal. Pelo menos para a Petrobras e para as manobras irreais com a economia brasileira.

As manobras contábeis que o governo brasileiro insiste em desenvolver na balança comercial deixariam o matemático, Luca Pacioli, com os cabelos em pé, ou pelo menos revirado no túmulo. Nem suas “partidas dobradas” conseguiriam explicar a lógica contábil do governo. Mas tudo bem, estamos Brasil, o país onde implante de cabelo tem mais relevância que segurança e defesa nacional. E por sinal, algum leitor gostou do cabelo do Renan? Você deve criticar, pois você que pagou.

Black “Tax Free” Friday and Red Saturday

Fábio Pereira Ribeiro

Como a capacidade de auto-engano do brasileiro é gigante. Além dos modismos “americanos”, o brasileiro extrapola sua lógica perversa de consumo. Considerando nossa alta carga tributária, sem contar a perversa estrutura fiscal, não existe lógica alguma em um movimento Black Friday no país, na verdade deveríamos ter um Black “Tax Free” Friday.

O brasileiro de uma certa forma, deve ser o cidadão mais rico do mundo, consome de forma desenfreada, adquire produtos importados já consumidos e desgastados na Europa e Estados Unidos, paga os maiores tributos do mundo, e não cobra nada do Estado pelos serviços públicos que são prestados, que literalmente são pífios. Mas, adora uma fila para aproveitar um “desconto”.

Hoje o gasto médio do brasileiro no Black Friday é de R$ 425, com volumes de vendas que já ultrapassam os R$ 180 milhões, mas muitos brasileiros não perceberam que a lógica do movimento teve muito “desconto maquiado”, sem contar as já exorbitantes margens que o mercado repassa ao consumidor considerando o impacto e a perversa cadeia tributária em todo sistema indústria e comércio.

Está tudo lindo…

Fábio Pereira Ribeiro

Está tudo lindo no Brasil. Tudo na perfeita ordem. A violência tem diminuído nos últimos meses. A economia está pujante. Os brasileiros pagam seus impostos com alegria e o Estado dá tudo em troca no mais alto padrão de qualidade. Nossas fronteiras estão na mais perfeita ordem e segurança. Nossos recursos estão sendo explorados com a melhor tecnologia de ponta. A OCDE aponta que o Brasil atingiu a décima posição em educação. O Brasil, segundo o IMD da Suíça é um dos países mais competitivos do mundo, e isso se dá por um eficiente sistema tributário e fiscal, além da grande oferta de mão de obra qualificada. O Brasil tem a melhor malha logística e portuária do mundo. E em breve o país atingirá a terceira posição mundial como potência econômica.

Mas, acordei do meu sonho. Para o mundo, principalmente para as tidas mídias golpistas, The Economist, Financial Times, The Washington Post, Bloomberg, entre outros, o Brasil vive um momento preocupante, e com alto grau de pessimismo perante analistas e investidores internacionais.

BRICS e MINTS, as incertezas de O’Neill

Fábio Pereira Ribeiro

Em 2001, o economista Jim O’Neill foi categórico em criar um grupo econômico que seria a referência internacional do século XXI, o BRIC, o bloco de convergência econômica entre Brasil, Rússia, Índia e China, e que depois ganhou a parceria da África do Sul, assim consolidando, mesmo que na sigla, o BRICS.

Na visão de O’Neill, o BRICS seria a grande “sacada” econômica do século XXI, mas na verdade, as questões geopolíticas, somadas à crise internacional, levaram o BRICS a um estado de letargia natural. E o mais interessante, quando Jim O’Neill se aposentou em agosto de 2013, o mesmo ainda tinha esperança, mas tinha total descrença no Brasil, por quê será?

Mas agora, o “mago” dos blocos traz uma nova visão, ou bloco, o MINTS, bloco formado por México, Indonésia, Nigéria e Turquia, mesmo considerando que sua visão econômica não muda em relação ao BRICS, ou melhor, um bloco não altera ou substitui o outro.

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