Custo Brasil – Brasil no mundo - EXAME.com
São Paulo
Germano Luders
Carregando

Arquivo da tag: Custo Brasil

EB-5 Capital para Brasileiros – Imigrante Investidor nos EUA

Fábio Pereira Ribeiro

Do limão se faz uma excelente limonada. Toda crise uma oportunidade. Brasileiro da gema não quer largar a terrinha, mas também não quer ser refém das loucuras governamentais, dos desastres econômicos, tampouco dos estelionatos eleitorais.

Muitos brasileiros pagadores de impostos, que acreditaram que o futuro do país do futuro chegaria, e que estão “esgotados” de tanta violência e de falta de perspectivas econômicas e sociais, sem contar inovação e competitividade, ou pelo menos bom senso político, buscam uma saída para tudo isso, a resposta é simples, um “gate” de um aeroporto. Seja na Europa, na Ásia, na própria América Latina, mas claro e objetivo, que o mais procurado alvo está no norte da América, Estados Unidos, em especial Miami. Mas muitos brasileiros esquecem que muitas oportunidades, principalmente do ponto de vista de competitividade e inovação estão além do gostoso clima da Flórida.

Depois de pagar 5 meses e 29 dias de trabalho em impostos, além de receber serviços públicos à lá Somália, os brasileiros começam a planejar ações para uma proteção do patrimônio constituído com muito trabalho, suor e impostos pagos. Por mais que o câmbio, em um primeiro momento, desfavoreça. O momento atual é igual aos americanos na “geração perdida” que fugiram dos Estados Unidos para Paris na década de 1920.

O Governo Americano criou o programa EB5 para gerar mais empregos em território americano através de investidores estrangeiros que possam iniciar investimentos a partir de US$ 500 mil no país. Para este programa o investidor deve ter um plano que considere a geração de pelo menos 10 empregos diretos por 2 anos.

Brasilmania?

Fábio Pereira Ribeiro

Mais do que óbvio que tivemos nosso momento de oportunidades e saltos, mas o que nossos governantes fizeram? Nada para frente e tudo para trás.

O Brasil perdeu seu momento estratégico, e literalmente, hoje “patinha”, diferente de “patina”, no mesmo lugar com um passo para trás. A educação é uma verdadeiro filme de terror, por mais que se gaste mais (diferente de investimento planejado) que muitas potências, gasta errado, não existe um plano consistente e os resultados são pífios para atender as demandas continentais de um país como o Brasil. Não é a toa que nossa competitividade internacional está cada vez pior. O Brasil perdeu seu rumo, perdeu seu sentido e a falta de um “Projeto de País” demonstra cada vez mais que o país entrou em uma rota de desencontros sociais e econômicos. Aquele momento de “Brasilmania” que sobrevivia à uma “marolinha” já passou. Países, mercados e investidores perderam o “tesão” pelo Brasil, e por quê será?

O Mickey está triste, os brasileiros sumiram de Orlando

Fábio Pereira Ribeiro

Nesta semana, o que mais se ouvia em Orlando eram os vendedores de lojas questionando: “Onde estão os brasileiros? Sumiram todos?”. Infelizmente, essa é a percepção generalizada do varejo americano para uma mudança brusca provocada pela recente alta do dólar, ultrapassando os R$ 3,20 e dificultando a vida dos turistas do Brasil que planejavam viajar para os Estados Unidos.

Até poucos meses, os brasileiros eram maioria inquestionável nos shoppings de Orlando e grande parte dos visitantes dos parques temáticos. Além da grande quantidade de turistas, chamavam a atenção pelo volume de compras que carregavam. Bastava visitar lojas de marcas consagradas como Apple, Polo Ralph Lauren, Tommy Hilfiger e Nike para comprovar que os mais ávidos compradores eram brasileiros. E agora? O que mudou?

Com a alta do dólar, viagens para os Estados Unidos ficaram mais caras, bem como os produtos comprados em território americano. Com isso, muitas pessoas cancelaram suas viagens ou as mantiveram com cortes no orçamento. Porém, de acordo com Renata Alves, gerente geral da VipHomes (viphomes.com.br), empresa especializada em aluguel de casas em Orlando, muitos dos turistas conseguiram manter suas viagens e se ajustar à desvalorização rápida do Real.

Walcy Bertolaccini é um exemplo disso; estava programando a viagem para Orlando nas próximas férias escolares, no entanto, enquanto procurava por passagens aéreas para julho, encontrou uma tarifa promocional para o feriado de Páscoa. Ela, então, resolveu antecipar as férias da família, afim de economizar para outros gastos da viagem. “Não tínhamos como não comprar! Mesmo com o dólar absurdo, que incomoda nossos planos e de muitos brasileiros, ainda compensa viajar para os Estados Unidos”, diz Walcy.

Nem Salvador Dalí seria tão surreal!

Fábio Pereira Ribeiro

Um dos mestres do surrealismo, Salvador Dalí, não conseguiria tantas proezas surreais como o Brasil conseguiu nos últimos anos (e ainda consegue). Dalí tinha duas máximas interessantes que combinam com o momento. O mestre surrealista afirmava, “Não se preocupe com a perfeição – você nunca irá consegui-la” e “o Surrealismo é destrutivo, mas ele destrói somente o que acha que limita nossa visão”. Perfeição para o Brasil é algo de futuro, distante, para aquele Brasil do Futuro, do futuro que nunca chega. A perfeição para o momento só acontece no Brasil das propagandas políticas. Já no caso da destruição, aí sim se confirma que o Brasil é surreal! Uma Nação que está sendo destruída por um Estado surrealista.

Somos a Pátria Educadora com corte na carne de R$ 7 bi. Surreal!

Aumento de tributos sem cortes de custos. Surreal!

Passagens aéreas para os cônjuges de parlamentares, mas corte na Educação. Surreal!

Entre 50 cidades mais violentas do mundo, 19 estão no Brasil! Surreal!

Lutamos tanto contra a ditadura, mas nosso samba apoia ditadura africana e nosso governo perdoa dívidas de ditadores. Surreal!

Chamamos o governo de Nicolas Maduro como um governo democrático. Surreal!

“O Mito do Governo Grátis” – todos deveriam ler

Fábio Pereira Ribeiro

O Brasil parece competir com a Grécia quando a questão é mito, ou mitologia.

Já nos acostumamos com o “Brasil das Propagandas Políticas”, aquele Brasil do “Fantástico Mundo de Bob” lá perto do Castelo de Lichtenstein, onde tudo é lindo, tudo é maravilhoso, onde os impostos pagos têm convergência com o que é devolvido para o cidadão. É lá nesse Brasil onde o Estado é um servidor efetivo da Nação e não o contrário como acontece no irmão pobre da América do Sul, onde a Nação é uma escrava do Estado e aceita pagar o dobro em tributos e não receber serviço público algum, e quando recebe, os mesmos têm os piores resultados para qualquer cidadão mortal do mundo.

Mas infelizmente esta equação é aceita por milhares de cidadãos brasileiros que insistem em colocar suas consciências em valores deturpados por mitologias baratas, principalmente em acreditar que um governo sem base e sem sustentação política e econômica, pode patrocinar tudo. O brasileiro insiste no “Mito do Governo Grátis”. A palavra “grátis”, principalmente alinhada com “governo”, parece exercer um fetiche no cidadão que deixa qualquer cinquenta tons no chinelo.

Por que achamos que o governo pode pagar tudo? Por que acreditamos no governo grátis? Será que é tão difícil de entender que os tributos brasileiros pagam custos tão elevados e não investimentos? Olhe ao seu redor e veja se você mora no “Brasil das Propagandas Políticas” ou mora no Brasil do Mercosul e da violência, dos altos tributos, da saúde precária, da falência educacional, dos problemas de falta d’água, dos problemas de saneamento, do apagão energético, do “micróbio diplomático” e de todas as tristezas que imaginaríamos que um dia iriam ter solução?

“Uma sociedade sem impostos?” ou uma “Desobediência Civil?”

Fábio Pereira Ribeiro

Seria possível uma sociedade sem impostos? Eu até acredito, ou melhor, até sonho com isso.

Com tudo o que estamos assistindo no Brasil (não de camarote, mas sim da calçada da rua) tanta corrupção, tanto gasto público e só aumento de impostos (será que o Aécio ganhou e não estamos sabendo? Até porque ele anda meio sumido), cada vez mais o pensamento e discurso de reforma tributária e justiça fiscal têm mais sentido no Brasil. Literalmente os brasileiros são “estuprados” de forma tributária e fiscal.

A lógica do tributo é muito simples, temos uma estrutura de Estado que deve atender efetivamente a Nação, isso tem um custo que deve ser pago pela Nação através dos tributos, os mesmos tributos devem ter uma lógica de arrecadação e uma lógica de destinação (está na Constituição) e o Estado deve entregar os serviços públicos, pelo menos os essenciais com eficiência. Mas o que acontece de fato?

A Nação brasileira é totalmente subserviente ao Estado, deveria ser o contrário, até porque escolhemos os agentes principais que estão no comando do Estado, e por sinal não vivemos em feudos, monarquias ou currais de coronéis, ou ainda vivemos?

Literalmente a Nação brasileira sofre do abuso contra a sua Constituição. Tudo o que se arrecada não se destina constitucionalmente, e para piorar, o vício do sistema gera uma série de problemas patológicos através da corrupção. A corrupção já está intrínseca à sociedade, sendo mais uma causa social do que criminal. Na minha opinião, todo tributo é injusto para a sociedade brasileira. Literalmente pagamos uma conta que não é para a Nação, tampouco para os menos favorecidos.

Para muitos operadores do direito e da política, “uma sociedade sem impostos” é impossível. Na verdade acredito que exista muita conivência nessa lógica, tanto para alimentar a perversidade política contra a Nação (projeto de poder e projeto de partido), como também alimentar a dificuldade para vender a solução. Sem contar a conivência para alimentar uma gigantesca máquina pública de cargos efetivos concursados como também cargos comissionados, brasileiro adora uma “boquinha”, não é?

Uma passagem para o Brasil das propagandas políticas por favor!

Fábio Pereira Ribeiro

Em um botequim no Bixiga em São Paulo, Arnesto e Adoniram conversam:

-       E o G20?

-       Está bem obrigado, inclusive o “blá blá blá” e o “mimimi”.

-       E a Dilma?

-       Aí já não sei se está bem. Deve estar bem preocupada. Por sinal o Collor caiu por bem menos.

-       Isso dá um samba!

-       Orra meu, ó se dá bello!

Como pode uma companhia como a Petrobras estar arrombada em mais de R$ 20 bilhões? Ou é muita competência em corrupção ou é muito descaso com a coisa pública e com a própria República. Que democracia republicana é essa? Todos os dias uma nova história surge sobre corrupção no Brasil, a coisa é escandalosa demais, vergonhosa, e o pior é a cara de pau nas respostas dos políticos e governantes. No fim o povo que é o culpado ou a tida mídia golpista, aquela que não se curva para a corrupção infestada em todas as esferas do poder nacional.

E a “estória” de que “nesse governo não engaveta nada, nesse governo que se investiga, nesse governo que manda para a cadeia”, isso é fumaça para esconder algo maior, e tem muito brasileiro sério e honrado que será cúmplice disso tudo.

Por que tanto descaso com o Itamaraty e a Abin?

Fábio Pereira Ribeiro

Já não é de hoje que sabemos que o Itamaraty vem perdendo seu real valor e consistência. Considerado como um dos órgãos de elite do serviço público nacional, e também extremamente reconhecido nos círculos internacionais, o Itamaraty vive um momento de perda de “razão”, simplesmente por falta de um projeto consistente de administração e participação real do Brasil nas relações internacionais.

Na semana que passou, um grupo de mais de 300 Secretários do Itamaraty divulgou uma nota de reclamação e repúdio em relação ao descaso administrativo que o órgão vem sofrendo na gestão do Governo Dilma Rousseff. Os mesmos falam em “anomalias”. As reclamações vão desde o plano de carreira, atrasos nos repasses orçamentários da despesas correntes e ajudas de custos, sem contar a preocupação dos próprios profissionais sobre os rumos da política externa brasileira. É o “espírito de corpo” prevalecendo sobre os interesses da Nação, e não de um grupo político!

Para muitos diplomatas de outros países, o Itamaraty sempre foi um órgão de excelência, que sempre teve em seus quadros grandes nomes da inteligência brasileira, além de perfeitos profissionais na arte da diplomacia. Mas nos últimos anos os mesmos parecem desiludidos e perdidos na burocracia burra do governo brasileiro. Barão do Rio Branco deve estar revirando em 360 graus em seu túmulo.

África: Perdoamos dívidas, Ganhamos Déficit…

Fábio Pereira Ribeiro

O governo Lula, através de sua política externa Sul-Sul, trouxe um alento para os países africanos, mas o que aconteceu de fato?

Considerando os diversos tratados bilaterais entre o governo brasileiro e os diversos países africanos, na prática o resultado foi pouco e para poucos. Como sempre poucas empresas brasileiras usufruem do dito “plano estratégico”, principalmente construtoras. Mas o “empresário comum” sofre da falta de apoio diplomático para a abertura e desenvolvimento de negócios no continente africano.

Efetivamente, salvo algumas questões pontuais nas áreas de educação, saúde e construção civil, o Brasil perde muitas oportunidades para os seus amigos do BRICS e da Europa, mas claro que na prática, alguns ditadores africanos se beneficiaram de benemerências e “perdões” de dívidas para com o Brasil, e no final das contas o que o Brasil ganhou com tudo isso?

Com tributos funciona assim: “quem paga errado, paga duas vezes”, mas só você paga.

Fábio Pereira Ribeiro

Semanas quentes pós Copa do Mundo. A violência voltou ao normal (arrebentando mais ainda), as campanhas eleitorais estão pegando fogo, o Santander conseguiu demonstrar ao Brasil e ao Mundo, que análises (mesmo erradas) afetam o incerto ambiente democrático no Brasil, ou até mesmo vivemos em uma nova “democracia ditatorial de direito do meu jeito de ver”. A Política Nacional de Inteligência está cada vez mais escondidas nas profundas gavetas do Palácio, e o Exército Brasileiro irá remodelar suas atividades de inteligência. É bom avisar aos amigos do Exército, que se fazer análise de inteligência certa e verdadeira, corre o risco de pegar uma “cana” e ainda ser demitido. Quem avisa amigo é.

Mas voltemos ao tema que é tão difícil de se falar no Brasil, tributos.

Semana retrasada fomos surpreendidos com uma nova norma, que recuou mas volta, a redução do limite de entrada nas fronteiras terrestres brasileiras. O Brasil insiste pesadamente em trabalhar sobre estratégias protecionistas e tributárias / fiscais, do que efetivamente, buscar soluções para o desenvolvimento industrial e que não onere efetivamente os contribuintes brasileiros. Mas como vivemos em uma democracia onde a Nação é uma servidora do Estado, é bem impossível falarmos em reforma tributária e pacto federativo pelo desenvolvimento da indústria.

Um novo Assassinato de Reputações?

Fábio Pereira Ribeiro

Nossas instituições democráticas passam por uma verdadeira crise de identidade, de caráter e respeito pelos princípios constitucionais e democráticos. Vivemos um momento que a própria democracia brasileira é questionada. Para alguns, vivemos em um ambiente ditatorial velado.

O caso do analista de mercado e investimentos do banco espanhol, Santander, em relação ao cenário eleitoral e as perspectivas econômicas e financeiras do Brasil, mostra o quanto a nossa democracia enquanto instituição, tem fissuras perigosas.

O Palácio do Planalto gritou e esperneou, a presidência do banco reagiu como se nada tivesse acontecido por parte do banco, deixando a responsabilidade para o lado mais fraco da corda, o analista. Tenho pena dos “analistas” no Brasil, são pagos para analisar o ambiente, preparar cenários, projetar inteligência, mas os verdadeiros donos da informação, na hora do “vamos ver”, literalmente fogem da raia. Como diria a própria Presidente Dilma Rousseff, a resposta do banco foi “protocolar”, mas já demonstrou que quer uma resposta maior. No Brasil é assim, a carteirada coronelista ainda persiste. “Você sabe com quem está falando?”.

Tributos: Não são só US$ 150,00…

Fábio Pereira Ribeiro

Por mais que a Receita Federal do Brasil volte atrás, a redução do limite de gastos por quem cruza as fronteiras brasileiras (terrestres, aéreas ou marítimas), não deixa de ser uma afronta ao bom senso. E na boa, quem soltou esta norma em plena campanha eleitoral, pediu para servir nos rincões do Amazonas.

De cara percebemos a insistência em não discutir profundamente a questão tributária no Brasil, quiçá a ótica fiscal. Não quero entrar em detalhes técnicos sobre a estrutura tributária neste país, tampouco analisar o sistema fiscal instalado, mas como brasileiro, gostaria de questionar alguns pontos, só questões.

Competitividade Internacional? Que “babaquice”…

Fábio Pereira Ribeiro

Ainda estou digerindo a ofensa do ex-presidente Lula em relação ao Metrô dentro do Estádio. Particularmente não acho “babaquice” nenhuma imaginar que em Itaquera, ou em qualquer outro lugar do Brasil, o cidadão poderia pensar em ter um Metrô, ou outro transporte público, dentro de um estádio de futebol, de um museu, de um teatro, de uma universidade, o que seja. Mas com um pensamento deste, é de se imaginar que a competitividade internacional, e outros indicadores internacionais, sejam na verdade, tremendas “babaquices”. E na boa, não adianta falar que a Folha, ou qualquer outro veículo de comunicação tirou do contexto. Que o mesmo falou, falou. Imagino com tanta greve, principalmente nos transportes públicos, um ex-Presidente da República falar para o seu povo “ir de jumento”???????

Mais um ano que se passa, e o Brasil consegue a pífia posição 54 no ranking de competitividade internacional do famoso e sério, IMD da Suíça, que avalia os 60 maiores e competitivos países do mundo.

Dilma: e o Pré Sal?

Fábio Pereira Ribeiro

Com tanto “estupro”, a Petrobras saiu do noticiário de negócios e inovação, para as páginas policiais. Uma pena, a queridinha do Brasil, o orgulho da Nação, a salvação dos problemas sociais, na verdade se torna uma grande protagonista dos maiores escândalos de um bem público na moderna república do Brasil.

Lembro que no último leilão dos campos petrolíferos do Pré Sal, a presidência foi categórica, “a Petrobras será o grande avanço para a educação e a saúde do Brasil”. Mas pelos passos tacanhos, e patinhos, na verdade, o sonho de uma educação de primeiro mundo, e de um sistema de saúde que realmente resolva nossos problemas diários ficou para o futuro. Como sempre, o Brasil é o país do futuro, o meu medo é a datação deste futuro, algo já quase arqueológico.

Em conversas com diversos analistas internacionais, e até mesmo agentes de diplomacia e, principalmente, inteligência, a imagem do Brasil é a pior, considerando os últimos 10 anos. O país literalmente entrou em um buraco institucional. A confiança se perdeu, os resultados são pífios, e os alinhamentos internacionais, dignos de um filme de terror.

A que ponto chegamos, ou melhor, que eles chegaram!

Fábio Pereira Ribeiro

Como afirmava Pitágoras, “os números governam o mundo”. Contra fatos não há argumentos, imagina contra números.

Mas parece que no Brasil a matemática sofre com a dinâmica governamental e política, principalmente quando as equações são formadas por empresas e “coisas” públicas.

Quando vemos uma empresa como a Petrobras sofrer o que vem sofrendo, a pergunta é clara, a que pontos chegamos? Mas na verdade a grande questão é, “a que ponto eles chegaram?”.

A matemática para responder à Petrobras é muito simples. Uma companhia que tem todos os condicionantes estratégicos para crescer, que tem uma nova oportunidade de exploração de riquezas energéticas, que tem um dos maiores e mais novos pólos de exploração em todo continente, que tem aceitação estratégica por parte de grandes investidores internacionais além de outras grandes petrolíferas, mas ao mesmo tempo, tudo isto não parece dar condições para a companhia avançar com o seu valor patrimonial. No final, seu valor de mercado é destruído, os investidores estão se afastando, o mercado está desconfiado, os últimos lucros obtidos não equilibram os erros de investimentos e recursos alocados de forma equivocada, milhares de trabalhadores perderam mais de 70% dos investimentos alocados através do FGTS, e todo o pólo do Pré Sal pode efetivamente não atender aos anseios de uma sociedade mais justa. Como pode uma empresa crescer com destruição do seu valor de mercado? Que matemática é esta, que cada ano que passa, em vez de crescer (avançar) a mesma volta para trás?

A seção Blogs é melhor vista nas versões recentes dos browsers Chrome, Firefox, Safari e Internet Explorer. Não funciona no IE na versão 8 ou inferiores.