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São Paulo
Germano Luders
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Insegurança e futuro

Fábio Pereira Ribeiro

Que o Brasil é o país do futuro já estamos cansados de saber, mas quando será o futuro do futuro? O Brasil está quase dentro da OCDE, mas ao mesmo tempo, e já faz tempo, que o mesmo está bem longe e de mal a pior em relação a todos os indicadores do organismo, principalmente em Educação, Competitividade e Inovação. E nos últimos anos o Brasil regrediu. Assim pergunto mais uma vez, qual o futuro do futuro do país do futuro?

Desde o estelionato eleitoral com falsas promessas ao ajuste fiscal, definitivamente qual é o Projeto de País para o Brasil? Como passaremos os próximos 50 anos? O Governo Dilma Rousseff já confirmou que as conquistas sociais e econômicas dos dois últimos governos foram para o fundo do poço, a sorte que no fundo ainda dá para ver a luz para cima. Mas é impossível ver uma boa vontade racional deste governo. A questão não é o pessimismo, mas sim a insegurança e a percepção de que o governo federal não sabe o que está fazendo. Para uma Pátria Educadora que cortou tudo em Educação, o melhor caminho seria a humildade de acertar, ou pelo menos de buscar um diálogo mais prudente para resgatar um projeto de crescimento, pois só passar pela crise através de um ajuste fiscal que só pesa no bolso do cidadão é muito complicado. Por sinal, alguém aí viu ou ouviu algo consistente para reduzir o custo da máquina pública? E não estou falando em cortar investimentos, falo em custeio público.

EB-5 Capital para Brasileiros – Imigrante Investidor nos EUA

Fábio Pereira Ribeiro

Do limão se faz uma excelente limonada. Toda crise uma oportunidade. Brasileiro da gema não quer largar a terrinha, mas também não quer ser refém das loucuras governamentais, dos desastres econômicos, tampouco dos estelionatos eleitorais.

Muitos brasileiros pagadores de impostos, que acreditaram que o futuro do país do futuro chegaria, e que estão “esgotados” de tanta violência e de falta de perspectivas econômicas e sociais, sem contar inovação e competitividade, ou pelo menos bom senso político, buscam uma saída para tudo isso, a resposta é simples, um “gate” de um aeroporto. Seja na Europa, na Ásia, na própria América Latina, mas claro e objetivo, que o mais procurado alvo está no norte da América, Estados Unidos, em especial Miami. Mas muitos brasileiros esquecem que muitas oportunidades, principalmente do ponto de vista de competitividade e inovação estão além do gostoso clima da Flórida.

Depois de pagar 5 meses e 29 dias de trabalho em impostos, além de receber serviços públicos à lá Somália, os brasileiros começam a planejar ações para uma proteção do patrimônio constituído com muito trabalho, suor e impostos pagos. Por mais que o câmbio, em um primeiro momento, desfavoreça. O momento atual é igual aos americanos na “geração perdida” que fugiram dos Estados Unidos para Paris na década de 1920.

O Governo Americano criou o programa EB5 para gerar mais empregos em território americano através de investidores estrangeiros que possam iniciar investimentos a partir de US$ 500 mil no país. Para este programa o investidor deve ter um plano que considere a geração de pelo menos 10 empregos diretos por 2 anos.

Brasilmania?

Fábio Pereira Ribeiro

Mais do que óbvio que tivemos nosso momento de oportunidades e saltos, mas o que nossos governantes fizeram? Nada para frente e tudo para trás.

O Brasil perdeu seu momento estratégico, e literalmente, hoje “patinha”, diferente de “patina”, no mesmo lugar com um passo para trás. A educação é uma verdadeiro filme de terror, por mais que se gaste mais (diferente de investimento planejado) que muitas potências, gasta errado, não existe um plano consistente e os resultados são pífios para atender as demandas continentais de um país como o Brasil. Não é a toa que nossa competitividade internacional está cada vez pior. O Brasil perdeu seu rumo, perdeu seu sentido e a falta de um “Projeto de País” demonstra cada vez mais que o país entrou em uma rota de desencontros sociais e econômicos. Aquele momento de “Brasilmania” que sobrevivia à uma “marolinha” já passou. Países, mercados e investidores perderam o “tesão” pelo Brasil, e por quê será?

O Mickey está triste, os brasileiros sumiram de Orlando

Fábio Pereira Ribeiro

Nesta semana, o que mais se ouvia em Orlando eram os vendedores de lojas questionando: “Onde estão os brasileiros? Sumiram todos?”. Infelizmente, essa é a percepção generalizada do varejo americano para uma mudança brusca provocada pela recente alta do dólar, ultrapassando os R$ 3,20 e dificultando a vida dos turistas do Brasil que planejavam viajar para os Estados Unidos.

Até poucos meses, os brasileiros eram maioria inquestionável nos shoppings de Orlando e grande parte dos visitantes dos parques temáticos. Além da grande quantidade de turistas, chamavam a atenção pelo volume de compras que carregavam. Bastava visitar lojas de marcas consagradas como Apple, Polo Ralph Lauren, Tommy Hilfiger e Nike para comprovar que os mais ávidos compradores eram brasileiros. E agora? O que mudou?

Com a alta do dólar, viagens para os Estados Unidos ficaram mais caras, bem como os produtos comprados em território americano. Com isso, muitas pessoas cancelaram suas viagens ou as mantiveram com cortes no orçamento. Porém, de acordo com Renata Alves, gerente geral da VipHomes (viphomes.com.br), empresa especializada em aluguel de casas em Orlando, muitos dos turistas conseguiram manter suas viagens e se ajustar à desvalorização rápida do Real.

Walcy Bertolaccini é um exemplo disso; estava programando a viagem para Orlando nas próximas férias escolares, no entanto, enquanto procurava por passagens aéreas para julho, encontrou uma tarifa promocional para o feriado de Páscoa. Ela, então, resolveu antecipar as férias da família, afim de economizar para outros gastos da viagem. “Não tínhamos como não comprar! Mesmo com o dólar absurdo, que incomoda nossos planos e de muitos brasileiros, ainda compensa viajar para os Estados Unidos”, diz Walcy.

Nem Salvador Dalí seria tão surreal!

Fábio Pereira Ribeiro

Um dos mestres do surrealismo, Salvador Dalí, não conseguiria tantas proezas surreais como o Brasil conseguiu nos últimos anos (e ainda consegue). Dalí tinha duas máximas interessantes que combinam com o momento. O mestre surrealista afirmava, “Não se preocupe com a perfeição – você nunca irá consegui-la” e “o Surrealismo é destrutivo, mas ele destrói somente o que acha que limita nossa visão”. Perfeição para o Brasil é algo de futuro, distante, para aquele Brasil do Futuro, do futuro que nunca chega. A perfeição para o momento só acontece no Brasil das propagandas políticas. Já no caso da destruição, aí sim se confirma que o Brasil é surreal! Uma Nação que está sendo destruída por um Estado surrealista.

Somos a Pátria Educadora com corte na carne de R$ 7 bi. Surreal!

Aumento de tributos sem cortes de custos. Surreal!

Passagens aéreas para os cônjuges de parlamentares, mas corte na Educação. Surreal!

Entre 50 cidades mais violentas do mundo, 19 estão no Brasil! Surreal!

Lutamos tanto contra a ditadura, mas nosso samba apoia ditadura africana e nosso governo perdoa dívidas de ditadores. Surreal!

Chamamos o governo de Nicolas Maduro como um governo democrático. Surreal!