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Germano Luders
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Telegrama 71, Diplomacia, Inteligência e Tiradentes

Fábio Pereira Ribeiro

No final da Segunda Grande Guerra Mundial, já prevendo o fim, Adolf Hitler enviou para toda sua rede, além do povo alemão, o “Telegrama 71”, que consistia literalmente na eliminação dos alemães. Na visão utópica e louca de Hitler, “somente o povo vitorioso merece viver, ora, se determinado povo não é vitorioso, logo deve deixar de existir, por não merecer persistir na existência”.

Eu sempre me amedronto com a história, e que seja sempre assim, pois com o erros que a história universal registra, muitos outros pecados universais podem ser neutralizados. A lógica de Hitler é um exercício para demonstrar o quanto o Estado que manipula sua diplomacia e sua inteligência podem destruir um país, ou melhor, toda uma Nação. A sorte estava no fato de que o povo alemão já não levava Hitler mais a sério, a grande questão era sobreviver, principalmente pelo que vinha pela frente.

É óbvio que a lógica do Telegrama 71 é remota para um Estado-Nação nos dias de hoje, por mais que o Estado Islâmico cresce e aparece. Mas pela própria lógica do Telegrama 71, assistimos o quanto um Estado manipula por ideologias baratas todo o desenvolvimento internacional e de segurança de uma Nação.

Ontem, 20 de abril, comemorou-se o dia do Diplomata. Profissão tão honrosa para o Brasil, que durante muitos anos ajudou a construir de forma pró ativa a imagem do país no exterior. Graças à diplomacia brasileira, o Brasil se colocou de forma efetiva nos grandes debates internacionais, além de firmar posições sérias e respeitas, diferente do que vem acontecendo nos últimos anos, principalmente por alinhamentos errôneos e das ingerências partidárias para a construção de uma política externa do “Não”. Do “não” tem política alguma, ou do “não” do tudo contra, principalmente pela utopia do antiamericanismo.

Presidenciáveis, Serviço Secreto e Inteligência

Fábio Pereira Ribeiro

Mais um ano se passa, mais uma eleição passará, e mais um ano que não veremos com seriedade a agenda da atividade de inteligência no Brasil.

Nossos governantes insistem em deixar na geladeira a inteligência, ou em viver no passado com tema tão distinto e de suma importância para as agendas estratégicas do Brasil, tais como defesa, segurança pública e internacional, energia, competitividade, contra-espionagem, Amazônia Azul e Verde, Pré-Sal, Biotecnologia, Biopirataria, Nióbio, desenvolvimento e inovação tecnológica, entre outras agendas que afetam diretamente o dia-a-dia da Nação Brasileira.

Com os diversos debates e propostas dos presidenciáveis, até o presente momento pouco se falou sobre o futuro da atividade de inteligência no Brasil, e principalmente sua aplicação para a política internacional. A inteligência de Estado no Brasil vive no passado. O Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) ainda vive do legado do Serviço Nacional de Informações (SNI), recursos empregados no monitoramento de questões “internas” do país. Em um período de evolução democrática, nossos governantes ainda pensam em “namorar” com ambientes e instrumentos ditatoriais.

Pergunto: Qual a real agenda para a atividade de inteligência por parte dos presidenciáveis? Por sinal, considerando que todos os presidenciáveis já conversaram com diversas lideranças de entidades representativas dos setores governamentais, por quê até a presente data os mesmos não tiveram agendas com os Presidentes das associações dos funcionários da Agência Brasileira de Inteligência? Por que até a presente data, os senhores Robson Vignoli da ASBIN e Luciano Jorge da AOFI não foram sabatinados para que os presidenciáveis entendam as grandes demandas do setor de inteligência? Será que a geladeira na área de inteligência tem um propósito?

Os americanos são tão bonzinhos!!!!

Fábio Pereira Ribeiro

A Copa do Mundo no Brasil tem suas bondades no campo da política externa. Angola e Brasil, de uma vez por todas, começam a resolver o problema dos vistos que tanto atrapalham os negócios entre os dois países. Por mais que o Brasil, ainda precise explorar mais as relações com a África, e de forma ampliada para outras empresas além do rol básico de construtoras, os vistos entre os países formam uma burocracia interminável para qualquer processo de diplomacia econômica.

Já com a Alemanha, o governo federal tenta uma aproximação nas relações comerciais do Mercosul com a União Européia. Excelente, só precisamos arrumar o “frangalhos” chamado Mercosul.

Mas a maior dádiva futebolística, quase uma pérola culposa da dita “elite branca paulista quatrocentona”, está no pacote de bondades dos americanos. O Vice-Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que o governo americano irá “mudar ação da NSA” (principal órgão de inteligência americano), além disso, uma compensação em tempos nebulosos nas relações entre Brasil e Estados Unidos, uma abertura dos arquivos americanos do período da ditadura militar brasileira. Os arquivos alimentarão a famigerada Comissão da Verdade. Sim, a comissão que insiste em analisar um lado só, e sob uma ótica só.

Brasil X Davos 2014: Qual o Resultado? Realismo ou Pessimismo?

Fábio Pereira Ribeiro

Eu tinha uma esperança nos rascunhos de um potencial discurso mais “realista” de Dilma Rousseff, conforme as idéias do diplomata Paulo Roberto de Almeida, mas infelizmente o discurso foi morno. Para falar verdade a viagem da Presidente Dilma, tinha tudo para ser uma nova esperança, mas só esquentou através dos “fados” lisboetas no caminho para Havana.

Por mais que Cuba possa ser um pólo interessante para o comércio exterior brasileiro (desde que a Presidente exponha suas idéias e projetos com transparência), a política externa brasileira insiste em ficar em cima do muro, por mais que penda ao lado ideológico, e não do desenvolvimento. É tão ideológico e provocativo, que, como diria Sergio Leo em seu artigo no jornal Valor de hoje (27/01/2014), “Dilma, de Davos para a Cuba de Raúl”, “a presidente Dilma Rousseff, em ano de eleições presidenciais, dá uma no cravo e outra na ferradura”. O problema não está simplesmente no investimento, quase divino, de U$ 900 milhões para Cuba, mas sim na falta de firmeza em atacar de frente os problemas estruturais do Brasil, que com certeza, dariam 1000 vezes mais resultados do que com o Caribe.

Em seu discurso, e até mesmo na análise de diversos especialistas e empresários, ficaram algumas dúvidas: a) Dilma é ou não é inimiga do mercado?; b) Por que somente agora debater com Davos?; c) Qual o Projeto de País? (considerando que o projeto de partido e poder está claro).

Para muitos, o Brasil está engessado até o dia 1 de janeiro de 2015! Até lá, ouvimos um fado de Amália Rodrigues, ou um tango de Gardel, ou até mesmo Guantanamera, porque este ano, até o carnaval vai ser morno.

O Blog EXAME Brasil no Mundo conversou com o diplomata, professor do Ibmec e Diretor do BRIC Lab da Columbia University, Marcos Troyjo. O professor Troyjo é um dos grandes especialistas internacionais em fóruns mundiais, e o mesmo analisou de perto as questões diplomáticas e os resultados práticos do Fórum de Davos. Recentemente, Marcos Troyjo, foi nomeado professor da Academia Presidencial Russa.

Marcos Troyjo - Professor da Academia Presidencial Russa

Marcos Troyjo – Professor da Academia Presidencial Russa

Marcos Troyjo, novo professor da Academia Presidencial Russa

Fábio Pereira Ribeiro

Moscou — O economista e cientista social brasileiro Marcos Troyjo, foi anunciado nesta semana como professor-visitante da Academia Presidencial Russa de Economia e Administração Pública (RANEPA). Troyjo dará aulas de relações internacionais no âmbito do MGPP, Mestrado em Políticas Públicas Globais, que a instituição passa a oferecer em 2014 para alunos do mundo todo.

Marcos Troyjo - Professor da Academia Presidencial Russa

Marcos Troyjo – Professor da Academia Presidencial Russa

Fundada em 1977 e incorporada ao Kremlin por ordem presidencial de 2010, a RANEPA é a principal instituição de ensino e pesquisa voltada à formação da elite política russa. Seu quadro docente inclui professores de mais de 20 países e nomes de relevo na vida política e econômica do país. Dentre eles destaca-se Abel Aganbegyan, chefe dos conselheiros econômicos da União Soviética durante o período Mikhail Gorbachov e um dos principais arquitetos da Perestroika.

Troyjo é professor da Universidade Columbia, onde dirige o BRICLab, fórum sobre Brasil, Rússia, Índia e China, e colunista do jornal Folha de S. Paulo.

Fonte: The Russian Presidential Academy of National Economy and Public Administration (RANEPA)