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Germano Luders
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Arquivo da tag: Conselho de Segurança da ONU

Presidenciáveis, Serviço Secreto e Inteligência

Fábio Pereira Ribeiro

Mais um ano se passa, mais uma eleição passará, e mais um ano que não veremos com seriedade a agenda da atividade de inteligência no Brasil.

Nossos governantes insistem em deixar na geladeira a inteligência, ou em viver no passado com tema tão distinto e de suma importância para as agendas estratégicas do Brasil, tais como defesa, segurança pública e internacional, energia, competitividade, contra-espionagem, Amazônia Azul e Verde, Pré-Sal, Biotecnologia, Biopirataria, Nióbio, desenvolvimento e inovação tecnológica, entre outras agendas que afetam diretamente o dia-a-dia da Nação Brasileira.

Com os diversos debates e propostas dos presidenciáveis, até o presente momento pouco se falou sobre o futuro da atividade de inteligência no Brasil, e principalmente sua aplicação para a política internacional. A inteligência de Estado no Brasil vive no passado. O Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) ainda vive do legado do Serviço Nacional de Informações (SNI), recursos empregados no monitoramento de questões “internas” do país. Em um período de evolução democrática, nossos governantes ainda pensam em “namorar” com ambientes e instrumentos ditatoriais.

Pergunto: Qual a real agenda para a atividade de inteligência por parte dos presidenciáveis? Por sinal, considerando que todos os presidenciáveis já conversaram com diversas lideranças de entidades representativas dos setores governamentais, por quê até a presente data os mesmos não tiveram agendas com os Presidentes das associações dos funcionários da Agência Brasileira de Inteligência? Por que até a presente data, os senhores Robson Vignoli da ASBIN e Luciano Jorge da AOFI não foram sabatinados para que os presidenciáveis entendam as grandes demandas do setor de inteligência? Será que a geladeira na área de inteligência tem um propósito?

Os americanos são tão bonzinhos!!!!

Fábio Pereira Ribeiro

A Copa do Mundo no Brasil tem suas bondades no campo da política externa. Angola e Brasil, de uma vez por todas, começam a resolver o problema dos vistos que tanto atrapalham os negócios entre os dois países. Por mais que o Brasil, ainda precise explorar mais as relações com a África, e de forma ampliada para outras empresas além do rol básico de construtoras, os vistos entre os países formam uma burocracia interminável para qualquer processo de diplomacia econômica.

Já com a Alemanha, o governo federal tenta uma aproximação nas relações comerciais do Mercosul com a União Européia. Excelente, só precisamos arrumar o “frangalhos” chamado Mercosul.

Mas a maior dádiva futebolística, quase uma pérola culposa da dita “elite branca paulista quatrocentona”, está no pacote de bondades dos americanos. O Vice-Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que o governo americano irá “mudar ação da NSA” (principal órgão de inteligência americano), além disso, uma compensação em tempos nebulosos nas relações entre Brasil e Estados Unidos, uma abertura dos arquivos americanos do período da ditadura militar brasileira. Os arquivos alimentarão a famigerada Comissão da Verdade. Sim, a comissão que insiste em analisar um lado só, e sob uma ótica só.

Brasil X Davos 2014: Qual o Resultado? Realismo ou Pessimismo?

Fábio Pereira Ribeiro

Eu tinha uma esperança nos rascunhos de um potencial discurso mais “realista” de Dilma Rousseff, conforme as idéias do diplomata Paulo Roberto de Almeida, mas infelizmente o discurso foi morno. Para falar verdade a viagem da Presidente Dilma, tinha tudo para ser uma nova esperança, mas só esquentou através dos “fados” lisboetas no caminho para Havana.

Por mais que Cuba possa ser um pólo interessante para o comércio exterior brasileiro (desde que a Presidente exponha suas idéias e projetos com transparência), a política externa brasileira insiste em ficar em cima do muro, por mais que penda ao lado ideológico, e não do desenvolvimento. É tão ideológico e provocativo, que, como diria Sergio Leo em seu artigo no jornal Valor de hoje (27/01/2014), “Dilma, de Davos para a Cuba de Raúl”, “a presidente Dilma Rousseff, em ano de eleições presidenciais, dá uma no cravo e outra na ferradura”. O problema não está simplesmente no investimento, quase divino, de U$ 900 milhões para Cuba, mas sim na falta de firmeza em atacar de frente os problemas estruturais do Brasil, que com certeza, dariam 1000 vezes mais resultados do que com o Caribe.

Em seu discurso, e até mesmo na análise de diversos especialistas e empresários, ficaram algumas dúvidas: a) Dilma é ou não é inimiga do mercado?; b) Por que somente agora debater com Davos?; c) Qual o Projeto de País? (considerando que o projeto de partido e poder está claro).

Para muitos, o Brasil está engessado até o dia 1 de janeiro de 2015! Até lá, ouvimos um fado de Amália Rodrigues, ou um tango de Gardel, ou até mesmo Guantanamera, porque este ano, até o carnaval vai ser morno.

O Blog EXAME Brasil no Mundo conversou com o diplomata, professor do Ibmec e Diretor do BRIC Lab da Columbia University, Marcos Troyjo. O professor Troyjo é um dos grandes especialistas internacionais em fóruns mundiais, e o mesmo analisou de perto as questões diplomáticas e os resultados práticos do Fórum de Davos. Recentemente, Marcos Troyjo, foi nomeado professor da Academia Presidencial Russa.

Marcos Troyjo - Professor da Academia Presidencial Russa

Marcos Troyjo – Professor da Academia Presidencial Russa

Marcos Troyjo, novo professor da Academia Presidencial Russa

Fábio Pereira Ribeiro

Moscou — O economista e cientista social brasileiro Marcos Troyjo, foi anunciado nesta semana como professor-visitante da Academia Presidencial Russa de Economia e Administração Pública (RANEPA). Troyjo dará aulas de relações internacionais no âmbito do MGPP, Mestrado em Políticas Públicas Globais, que a instituição passa a oferecer em 2014 para alunos do mundo todo.

Marcos Troyjo - Professor da Academia Presidencial Russa

Marcos Troyjo – Professor da Academia Presidencial Russa

Fundada em 1977 e incorporada ao Kremlin por ordem presidencial de 2010, a RANEPA é a principal instituição de ensino e pesquisa voltada à formação da elite política russa. Seu quadro docente inclui professores de mais de 20 países e nomes de relevo na vida política e econômica do país. Dentre eles destaca-se Abel Aganbegyan, chefe dos conselheiros econômicos da União Soviética durante o período Mikhail Gorbachov e um dos principais arquitetos da Perestroika.

Troyjo é professor da Universidade Columbia, onde dirige o BRICLab, fórum sobre Brasil, Rússia, Índia e China, e colunista do jornal Folha de S. Paulo.

Fonte: The Russian Presidential Academy of National Economy and Public Administration (RANEPA)

E os Espiões da China, da França, da Alemanha, da Rússia, do Paquistão, etc?

Fábio Pereira Ribeiro

Engraçado, os temas espionagem americana no mundo, Snowden e agora o Canadá, estão rendendo como cenas dos próximos capítulos, e com apresentação da novela no Fantástico. E para completar a novela, quase mexicana, o governo brasileiro mais uma vez se mostra perplexo.

A perplexidade do governo brasileiro é algo muito estranho. Para muitos analistas o planalto utiliza de sua perplexidade, como uma atividade de inteligência, para encobrir falhas no seu sistema de segurança, a falta de encaminhamento do Plano Nacional de Inteligência (PNI), os problemas da atividade nas fronteiras, o descaso com a própria ABIN, o erro de aplicação das atividades da ABIN no ambiente interno em vez das ações externas, sem contar o conjunto de outros problemas oriundos do setor de defesa e competitividade nacional.

Mas se analisarmos de perto os documentos de Snowden, na verdade o ambiente da inteligência americana desencadeia um outro aspecto, além dos americanos e canadenses, sem contar o programa Echelon de inteligência por sinais desenvolvido pelos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália, o Brasil é alvo efetivo da inteligência econômica francesa, da inteligência de Estado e econômica pelos chineses (incluindo representantes  comerciais e estudantes), pelos alemães na Amazônia através de ONG’s, dos russos (incluindo veículos de comunicação) e estudantes paquistaneses nas universidades brasileiras. E o caso de Snowden, que trabalha sobre a lógica de sinais da inteligência, na verdade não nos apresenta um dado concreto do fator “Hummit”, que o principal fator de segredo e informação sensível de inteligência, o trabalho de produção de inteligência com fontes humanas, e no caso brasileiro, esse aspecto é o mais sensível e de maior risco, considerando inclusive os altos indicadores de corrupção em diversos órgãos públicos em todos os níveis do Estado brasileiro.

A Verdade sobre a Espionagem Americana e a Segurança Brasileira

Fábio Pereira Ribeiro

Em um balanço geral, desde as declarações iniciais do ex espião americano Edward Snowden, até o pronunciamento da Presidente Dilma Rousseff na ONU, a questão da espionagem americana no mundo, e no caso brasileiro em especial, nos trouxe algumas verdades mais do que profundas, mas que o governo de uma forma geral, tenta (utilizando uma técnica da própria espionagem) desinformar a sociedade. O sistema de Defesa brasileiro precisa ter uma visão mais estratégica, ou melhor, um maior cuidado sobre o tema por parte do governo, e até mesmo do Congresso Nacional e do Senado Federal.

É mais do que sabido, que a atuação dos serviços de inteligência dos Estados Unidos em território brasileiro, já vem de longa data. Já no próprio governo de FHC, o caso ganhou força em 1999, principalmente no tema narcotráfico e cooperação com a Polícia Federal brasileira. Considerando as particularidades geopolíticas do Brasil, e suas condicionantes de Política Externa, é mais do que óbvio que os Estados Unidos teriam algumas particularidades de coleta de inteligência sobre nosso país, mas o preocupante é saber que o nosso governo, de forma histórica, não desenvolveu as atividades de inteligência no mesmo nível, e sem contar o sistema de segurança e defesa de nossas tecnologias da informação, considerando também, um grande serviço de Contra-Espionagem Nacional, sendo que o mesmo já tem dotação orçamentaria anual. Será que a Controladoria da União não verifica a eficiência dos recursos empregados?

Dilma: Faltou realismo na ONU – Espionagem

Fábio Pereira Ribeiro

Não quero me ater a todo discurso da Presidente Dilma Rousseff na Assembléia Geral da ONU, mas somente ao tema espionagem internacional. Venho acompanhando o tema já algum tempo, mesmo antes de Snowden e Greenwald, aqui mesmo neste Blog, e percebo o quanto tocar no calo da Presidente, ou utilizar a famosa fórmula anti-americano, favorece com que a Presidente do Brasil possa utilizar um tom agressivo, pouco diplomático, mas quase heróico, para “esculachar” ou “cobrar geral” os Estados Unidos, e seu presidente, Barack Obama.

O discurso de Dilma Rousseff sobre a espionagem americana foi uma das #tags mais comentadas nas redes sociais, tanto quanto os próprios comentários humorísticos no período que a espionagem americana foi escancarada nas mídias internacionais. O mais engraçado, que o The Guardian, o mesmo veículo que apresentou as denúncias de Edward Snowden, é o que mais polemiza nas redes sociais, onde afirma só o lado positivo da situação, pouco realista, mas não demonstra a realidade dos serviços de inteligência brasileiro, e nem suas estruturas de defesa, ou até mesmo seu estado de segurança pública (consequência efetiva da falta de defesa e inteligência). As #tags são interessantes, desde “tapa na cara do imperialista americano”, como também “Obama descobriu a marca da calcinha de Dilma, Zorba”. A própria mídia brasileira ainda não se posicionou efetivamente, para muitos, como comentou o Observatório Político, “belo discurso de Dilma na ONU”, belo até foi, mas será que foi eficiente? Será que foi uma estória-cobertura como se usa muito nas atividades de inteligência? O tempo dirá.

Há Vagas para Estágio: Espiões e Diplomatas

Fábio Pereira Ribeiro

Gritou, esperneou, cancelou, ficou triste, mas no fim, a postura amadora, e até mesmo desrespeitosa com os temas internacionais, colocam o Brasil sempre em xeque nas rodas internacionais. O Governo Brasileiro se mostrou estarrecido com os casos de espionagem por parte dos Estados Unidos, e com razões em partes, pois se o Brasil tivesse um trabalho mais efetivo de inteligência e contra-espionagem, muito do que aconteceu, na verdade não aconteceria, ou pelo menos estaríamos mais preparados e protegidos. O governo “cobrou geral” dos Estados Unidos, mas no fim, em reunião na ONU para discutir o tema, o governo manda a “estagiária”, com todo respeito à mesma, mas por quê mandar a estagiária?

Na sede da ONU em Genebra, na Cúpula de Direitos Humanos, aconteceu ontem a reunião para discutir os processos e limites da espionagem no mundo, e o Brasil foi o grande fomentador para essa reunião, mas no fim, se tornou um mero espectador. Dá para entender? E o mais interessante, no momento da reunião a Embaixadora, Maria Nazareth Farani Azevedo, realizava um almoço para sua despedida do cargo, por isso da estagiária na reunião. Para o Brasil tudo termina em festa. Nada contra a festa também, mas se gritamos, e cancelamos inclusive a visita da Presidente Dilma Rousseff nos Estados Unidos, pelo simples motivo da espionagem, por quê o Itamaraty e a própria Presidência tratam o assunto desta forma?

Cadê a Contra Espionagem Brasileira?

Fábio Pereira Ribeiro

Não me aguentei, tenho que escrever novamente sobre o assunto. Todos os dias vejo situações escabrosas sobre o tema espionagem americana no Brasil. Dias atrás, escrevi sobre os serviços de inteligência, sobre a espionagem americana, sobre a contra espionagem e sobre a espionagem chinesa, que em particular acho mais preocupante que a própria espionagem americana.

Mas o pior de tudo, que me deixa agora perplexo, é a falta de tato e seriedade do governo brasileiro com o tema. Literalmente a presidente Dilma trata a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), e a própria Política Brasileira de Inteligência, com desdém. O chefe do Gabinete de Segurança Institucional parece não ver, ou enxergar um problema sério que existe praticamente desde 2001 (engraçado, o mesmo tempo pós o 11 de setembro), e o congresso nacional e o senado federal, tratam o tema com uma insegurança jurídica, que faz nos pensar o quanto o Brasil é literalmente desguarnecido.

Todos os dias, as notícias sobre o tema nos trazem verdadeiros absurdos técnicos em como tratar o assunto. Me pergunto diariamente, por quê nós precisamos de um CPI, ou de um grupo especial para analisar e tratar o tema? De uma vez por todas, onde estão os serviços de Contra Espionagem da ABIN, das Forças Armadas e da própria Polícia Federal?

Um país tão grande e importante como o Brasil, é mais do que óbvio que seria alvo de inteligência e espionagem por parte dos Estados Unidos, da Europa e da China, quiça dos próprios vizinhos sul americanos.

Minérios, Água, Alimentação, Nióbio, Pré Sal, Amazônia, e a lista é grande, são motivos fundamentais para o desenvolvimento de atividades de espionagem em território nacional. O Brasil está infestado por Organizações Não Governamentais, sustentadas com uma política de “catequese de índios”, que na verdade sustentam uma grande rede de bio pirataria na Amazônia e no Centro Oeste do país. E o Brasil ainda acha que não existem ameaças. Estamos infectados de “Santos do Pau Oco”, uma referência ao roubo de ouro e pedras preciosas que Portugal e Espanha realizavam no período colonial do Brasil.

Em época de visita do Papa, de Copa do Mundo, de Olimpíadas, o Brasil ainda trata o assunto de segurança internacional e defesa com muito desdém. E aí, vêm um deputado, ou senador pedir CPI? Quer gastar dinheiro para não produzir inteligência alguma?

Quer resolver o problema da espionagem, investe e põe de uma vez por todas a ABIN para trabalhar de forma séria. Mude seu foco para o exterior. Para de acompanhar movimentos sociais. Invista em serviço de inteligência nas fronteiras. Monitore as ONG’s espalhadas pela Amazônia. Abra mais postos de inteligência nas diversas embaixadas brasileiras, principalmente na África, nos Estados Unidos, em Londres, Paris e Beijing. Aproveite o quadro, altamente intelectual que existe dentro da ABIN, e potencialize isso em cenários estratégicos para o país. Mas não trate o assunto de espionagem com falta de inteligência. É muito piegas em tempos de alta conexão, redes sociais e compartilhamento de informações.

Mas se ainda persistir a burrice, ou falta de inteligência, faça como os amigos russos, que desaprenderam com a KGB, compre máquinas de escrever, e passe a datilografar os emails e outros informes estratégicos do governo federal. Para maiores informações, veja o link abaixo publicado no Diário da Rússia.

http://www.diariodarussia.com.br/tecnologia/noticias/2013/07/11/preocupada-com-espionagem-russia-compra-maquinas-de-escrever/

E a Contra-Espionagem Brasileira?

Fábio Pereira Ribeiro

Dias atrás escrevi aqui no Blog EXAME Brasil no Mundo sobre o Serviço de Inteligência http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/brasil-no-mundo/2013/06/28/servico-de-inteligencia/ , e vendo os últimos acontecimentos da novela Estados Unidos X Snowden, o governo federal brasileiro se mostra cada vez mais ineficiente no tema “Inteligência e Espionagem”. Já falei diversas vezes sobre a temática, e quanto o governo, por algum fantasma do passado relega à atuação da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) às traças. É notório e perceptível, o descontentamento dos diversos agentes e operadores de inteligência, e também a falta de conexão do serviço secreto de Estado com os diversos serviços de inteligência na estrutura do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN).

Mas o pior é ver as declarações do governo federal, através dos ministros, tanto do Itamaraty, como também das telecomunicações, em estarem perplexos com as atividades americanas em território brasileiro. Me pergunto, pois era mais do que explícito, anos atrás, e até hoje, a atuação de agentes de inteligência em território brasileiro através de cobertura diplomática, e com autorização do próprio governo brasileiro.

Pós o 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos ampliaram suas redes de inteligência com o objetivo de Guerra ao Terror, e com isso os países parceiros foram solidários em dar apoio ao próprio sistema. Como Barack Obama afirmou, qualquer potência tem por dinâmica e prática o desenvolvimento de atividades de inteligência estratégica, por quê um chefe de Estado, ou ministro brasileiro iria ficar perplexo com isso?

Outro ponto, nós brasileiros tivemos que engolir o sistema de controle de segurança portuária ISPSCODE, que literalmente afronta a soberania de qualquer país, mas pela parceria, nós fomos obrigados à adequar os portos brasileiros. Sem contar que o próprio sistema é um ponto de coleta de dados estratégicos.

Outro ponto, durante anos o Brasil aceitou, ou ainda aceita, agentes da DEA (agência americana de inteligência contra o narcotráfico) em território brasileiro, sem contar agentes da própria CIA com cobertura diplomática na famosa Tríplice Fronteira, que para os americanos é um verdadeiro “hotel para terroristas planejarem ações”.

O governo brasileiro não pode se mostrar perplexo, e nem cego com isso, o mesmo deve potencializar as atividades de inteligência através da ABIN e das Forças Armadas, e também potencializar o trabalho de Contra Espionagem, que é a salva guarda das informações estratégicas do país, e pelo visto, a turma da contra espionagem deve estar em uma geladeira só. Até semana passada, muitos gritavam que o Brasil não tinha ameaça. Pelo contrário, um país tão importante e grande em sua geopolítica, com certeza é um alvo prioritário para a espionagem internacional.

Um país com os condicionantes de política externa como o Brasil tem, com certeza é um alvo prioritário. Veja alguns pontos:

- Pré Sal

- Amazônia

- Crescimento das ameaças em Narcotráfico e Contrabando de Armamento

- Fronteiras desguarnecidas

- Baixos indicadores de segurança em Tecnologia da Informação

- Políticas de Inteligência e Defesa ainda truncadas

- Vasto território adquirido por chineses e outros grupos multinacionais

- Amplo território biológico para bio pirataria

- Diversidade de atuação de organizações não governamentais em territórios indígenas

- Sérios problemas diplomáticos e de segurança internacional com os vizinhos

- Nióbio (maior reserva do mundo no Brasil)

- Outras riquezas minerais concentradas

- Reservas de água mineral (aqüíferos)

- Urânio

- Políticas de aproximação com países fora do eixo de relacionamento com os Estados Unidos e Europa

- Alimentação

Bom, a lista é bem grande, mas estes são alguns exemplos, sem contar a preocupação de países da Europa, e o próprio Estados Unidos em relação ao futuro político do Brasil, considerando inclusive a carga de investimentos no país.

Mas analisando o evento em si, me pergunto, onde está a Contra Espionagem Brasileira? Por quê a ABIN não se pronunciou? Por quê a Polícia Federal irá atuar? E o investimento e a política de inteligência do país, estão na gaveta?

Se o governo e a população ficar achando que atividade de inteligência ainda é fruto de um passado triste na história do Brasil, e também representa “porão”, o país só perde em competitividade e segurança.

As declarações que o governo, e outros políticos prestaram até agora, literalmente demonstram que estamos mais para Clouseau do que para James Bond. Se temos uma política séria de inteligência, com certeza a Contra Inteligência brasileira já deveria estar trabalhando nisso a muito tempo, e por sinal, o próprio jornalista que escancarou as informações do espião Snowden, já vive algum tempo no Brasil, será que a contra espionagem brasileira não sabia disso? Se a ABIN tivesse um foco de Estado exterior, e mais estratégico, em vez de receber missões para monitorar políticos e movimentos sociais, com certeza este assunto Estados Unidos seria de menor impacto para o país.

O governo brasileiro já deve partir de um pressuposto, que os Estados Unidos sempre, e cada vez mais intenso, utilizarão da espionagem como arma de seu poder mundial. E quanto mais o Brasil crescer no sistema internacional, mais o país se tornará prioridade de inteligência. É muito piegas achar que isso não aconteceria.

 

Sensação de perdemos o rumo…

Fábio Pereira Ribeiro

Dias atrás escrevi aqui no meu blog Exame Brasil no Mundo, que a visão mundial sobre o Brasil estava se perdendo, ou melhor o momento Brasil passou, pelo menos para o mundo. http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/brasil-no-mundo/2013/06/09/o-momento-brasil-passou-para-o-mundo-sim/

Ainda reafirmo, que considerando os últimos acontecimentos, e também a percepção dos países sobre o Brasil, estamos literalmente perdendo o rumo, e gerando a sensação de que a Marca Brasil, ou o momento Brasil está se diluindo.

Eu não quero questionar posições políticas (esquerda, direita, centro – se existe isso aqui no Brasil?), também não quero bater sobre o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, nem sobre militância partidária versus movimentos não partidários. Mas se analisarmos o momento estratégico que o país vive, ou como muitos gritam nas ruas, “o gigante acordou”, o que me preocupa é: acordou, ok, para qual rumo? Interessante a análise do sociólogo e professor da USP, Gabriel Cohn, que afirmou em entrevista no Jornal Valor, que “seria positivo para a democracia que, ao lado dos movimentos não partidários, houvesse a militância partidária para cobrar, inclusive de suas legendas, as questões não resolvidas”.

Mas quero deixar claro, como cidadão, que estou com  uma “sensação”, pois com toda riqueza do Brasil, e principalmente o aspecto cultural do povo brasileiro, o país tem um cenário positivo.

Nos últimos dias, tenho acompanhado toda mídia internacional, e conversado com importantes analistas econômicos e políticos, além de acompanhar os relatórios de serviços de inteligência (públicos e privados), e a sensação de rumo, ou perda de rumo é a mesma, e comum. Além disso, o acompanhamento das redes sociais é notório que a sensação, ainda que dividida, também é de “para que lado vamos?”.

Claro que é de um grande orgulho, que a Nação prevaleceu sobre o Estado com as manifestações. Mas ao mesmo tempo, mostrou que a violência é algo que precisa ser cortada na carne. Com a onda pacífica, o Brasil viu com os seus próprios olhos que a violência está enraizada. Independente de partidos políticos, de tidos “militares” infiltrados, de arruaceiros, de estudantes sem noção alguma de cidadania e sentimento de Nação, o Brasil precisa eliminar a violência, pois as mobilizações podem levar o país para um caos, e não para a direção que todos nós brasileiros queremos, um país alegre, com grande infra estrutura, com economia aquecida, com melhores escolas, com uma estrutura de saúde que realmente atenda à demanda do país, com uma estrutura tributária justa, que o governo entregue os serviços com qualidade, com corrupção ZERO, e principalmente com a sensação de que o Brasil é o melhor lugar do mundo para se viver. Um aparte, nessa lista ainda incluo, mesmo descrédito, que a seleção brasileira ganhe a Copa de 2014.

Não podemos nos enganar, o Brasil teve, ou ainda tem, uma das grandes chances de alavancar enquanto potência mundial, economia mundial, liderança regional e estratégica, e ter um dos maiores indicadores sociais do mundo.

Mas é triste ver, que um país que está entre as oito maiores economias do mundo, tem os piores indicadores em educação, saúde, inovação e competitividade (Fontes: IMD, Fórum Econômico Mundial, ONU, MEC, OCDE).

Outro ponto é o foco, precisamos questionar os tributos, e também o emprego eficiente dos mesmos. Com a carga tributária que pagamos, e em contrapartida do que recebemos, o Brasil deveria ser uma Suíça. Mas estamos mais para o Chad ou até mesmo a Somália. O Brasileiro, isso mesmo com letra maiúscula, é o ser mais rico do mundo, pois paga intensamente tributos, e não recebe e nem cobra o retorno dos serviços públicos com qualidade. Além disso, quem paga errado, paga duas vezes. Nós pagamos impostos para saúde, questões sociais, educação, segurança, e somos obrigados a contratar tudo em dobro.

Outro ponto importante, os governantes e políticos de toda espécie precisam se renovar. Já estão fora de moda, e o povo se cansou. Precisamos de um novo modelo, ou criar o nosso (minha preferência), e mobilizar a massa para um PROJETO DE PAÍS.

Com a riqueza energética, mineral e cultural que o Brasil tem, os velhos modelos europeus, e até mesmo os Estados Unidos ficariam para trás.

Recentemente o presidente da Fundação para Inovação e Tecnologia da Informação dos Estados Unidos (ITIF), Robert Atkinson, esteve no Brasil para uma série de encontros estratégicos e debates sobre inovação. O ITIF é um “think tank” sobre políticas globais e inovação, com sede em Washington D.C. (EUA). Para ele, o Brasil, não consegue se desenvolver, pois a baixa produtividade do país atrapalha seu crescimento nacional, e mundial. Além dos tributos, o processo de educação / formação de mão de obra qualificada versus as políticas de inovação atrasam todo processo competitivo do Brasil para o mundo, e o pior para a economia local. Para Atkinson, o Brasil poderia crescer algo em torno de 6% e 8% ao ano, mas com o modelo condicionado às commodities, mais a falta de mão de obra qualificada e a alta carga tributária, o país não alavanca seu PIB. E quando falamos em produtividade, competitividade, falamos literalmente em educação. As crianças brasileiras odeiam matemática. Temos hoje 6,7 milhões de alunos matriculados no ensino superior, conforme último senso educacional do MEC, número pífio pela demanda nacional, hoje deveríamos ter pelo menos 14 milhões de jovens matriculados no ensino superior. Desse número, 75% estão matriculados em instituições de ensino privadas, e as mesmas têm por ano uma evasão de 900 mil alunos. As mesmas universidades tem como estratégia, preço, e não educação, ou currículo competitivo. Outro ponto importante, os currículo atendem a uma demanda sem direção, e não a um processo inovador, e produtivo. Até hoje os cursos de administração e direito são os que mais recebem alunos, praticamente 30% das matrículas do país. E para piorar, existe uma distância gigante entre as universidades e as empresas, o que poderia ser uma solução em curto prazo para potencializar a inovação no país. E para ajudar, ou piorar, a educação brasileira paga muitos tributos.

Não podemos ter a sensação de que nós brasileiros matamos uma mosca com um tiro de canhão, e depois fica aquela imagem de que os mobilizadores queriam no final um cargo político. O país está cansado de Lindberg’s, caras pintadas para protestar, e lavadas para organizar acordos escusos com os seus antigos alvos.

O estopim de R$ 0,20 não pode gerar na população uma dúvida. Não pode ser um estopim sem rumo. Precisamos questionar os tributos, questionar e fiscalizar todos os dias a presidência, os governadores, os prefeitos, os vereadores, os deputados, os senadores, os funcionários públicos que trabalham de forma relaxada para o bem público, mas não podemos nos enganar na frente da Urna.

E para o mundo, o Brasi tem uma grande chance de desenvolvimento e encontrar definitivamente seu lugar no cenário internacional. Não serão os eventos esportivos internacionais que farão do Brasil um país grande, mas sim o povo brasileiro que questiona, grita e fiscaliza o governo e suas estruturas. E que a Nação seja maior que o governo. O governo foi escolhido para gerir melhor o país para nós, e não o contrário.

Independente de Dilma, Lula, FHC, Collor, Militares, Alckimin, Aécio, e outras mazelas da política nacional, o povo quer um Brasil mundial! Quer um Brasil grande, e sempre em fevereiro, nós teremos Carnaval!!!

 

 

 

General Brasileiro comandará missão no Congo

Fábio Pereira Ribeiro

General Santos Cruz - Fonte: Microtape

A República Democrática do Congo, com mais de 70 milhões de habitantes, sofre a tragédia da guerra civil neste momento, e tem a necessidade efetiva de aplicação das Missões de Paz da ONU para estabelecimento da ordem, da segurança pública, e principalmente da presença da paz para re organização do país.

A ONU com a sua Missão de Estabilização da Organização das Nações Unidas (ONU) na República Democrática do Congo (Monusco, na sigla em inglês), contará com o comando do General Brasileiro Carlos Alberto do Santos Cruz (60 anos), para comandar 20 mil militares de 20 países distintos.

O General Santos Cruz, que tem 44 anos de serviços à Força Terrestre do Exército Brasileiro, já é um veterano em Missões de Paz, e com grande presença da participação brasileira, o mesmo comandou a força na Missão de Paz no Haiti. Para muitos, tanto no Brasil como na própria ONU, a escolha do General Santos Cruz é uma resposta e reconhecimento ao belo trabalho desenvolvido no Haiti, principalmente pela sua visão estratégica, e de estabelecimento da ordem e paz. O mesmo tem grande diálogo com as tropas, e ao mesmo tempo grande visão política.

O General Santos Cruz já vem se preparando para a árdua tarefa, pois o país vive literalmente um caos, com grande violência, terror, e falta de estruturas básicas para o mínimo de condição humana.

A presença de um General brasileiro na África é sempre visto com bons olhos, pois os brasileiros são muito bem quistos no continente, principalmente com as boas participações do Brasil em Angola e Moçambique.

A presença do General Santos Cruz no comando da tropa da ONU no Congo, é um ponto mais do que estratégico do Brasil enquanto presença no Conselho de Segurança da ONU, e demonstra que o país tem quadros de qualidade superior para ações complexas como esta.

China e Venezuela, encontros e desencontros para o Brasil

Fábio Pereira Ribeiro

A geopolítica na América do Sul vive um momento ímpar, crescimento do Brasil, atrasos nas políticas internas da Argentina, Paraguai e Bolívia, brigas educacionais no Chile, e a preocupação de mudanças estratégicas no poder “bolivariano” de Hugo Chávez na Venezuela. Somado a tudo isso o momento de compras intensas por parte da China no continente, e principalmente no Brasil.

As relações diplomáticas e políticas entre China / Venezuela com o Brasil teoricamente são produtivas, mas suas políticas veladas são escusas enquanto resultados efetivos para a nação, principalmente sobre o aspecto da liberdade, e da verdade enquanto força e potência. Na relação com a China, o Brasil vive um momento de “make the Money”, no sentido literal de compras, pois a China tem o Brasil hoje como o maior pólo de investimentos de empresas e governo, alem de comprar grandes e longas áreas produtivas em diversos rincões do país, principalmente no aspecto de produção de alimentos, e potencial exploração de recursos minerais e energéticos no futuro, alem do grande desafio da água no século XXI, mas para muitos analistas que preferem a cegueira, isso tudo é “teoria da conspiração”.

A China demonstra para o mundo que no século XXI não será uma potência imperialista, e desenvolve atividades constantes para o desenvolvimento de países em desenvolvimento, mas com grandes recursos minerais e energéticos, mas ao mesmo tempo acaba se tornando detentora das relações políticas e de poder, veja o caso dos países africanos em que a China é compradora de praticamente 80% dos recursos minerais extraídos. E nos últimos dias, o governo central da China tem afirmado que suas relações com os países africanos e sul americanos não têm semelhanças com o poder colonial do Japão sobre eles, ou até mesmo sobre a forma que os Estados Unidos fazem prevalecer seu poder no mundo.

Mas o momento ainda reserva cenas piores, a manutenção de Hugo Chávez no poder, e com apoio irrestrito do Brasil, como grande credor. Literalmente um ditador que o governo brasileiro não enxerga e apóia, alem dos alienados de esquerda que vivem um mundo já ultrapassado, sob utopias mortas. Mudanças são boas, em política não pode existir perenidade, pois ela é burra no futuro. Um país rico em recursos com a Venezuela sucumbe com os desmandos utópicos, e de interferências do mando internacional, e o povo sofre com pobreza, falta de informação e tragédias pessoais.

Por que nós brasileiros devemos apoiar isso? Somos um exemplo de democracia, e precisamos mostrar que apoiar atitudes como esta é uma verdadeira entrega dos valores democráticos para a construção de “caudilhos” e ditadores de plantão. Mas em uma avaliação mais profunda o interesse pode ser maior, pois por quê devemos apoiar alguém que nos deve? Até agora a Venezuela (leia-se Hugo Chávez) não honrou seus compromissos com a Petrobras e o governo brasileiro.

É a China comprando o Brasil de um lado, e o Brasil alimentando um ditador do outro, até que ponto a política externa brasileira não terá um controle mais efetivo sobre isso? Estamos em um cenário preocupante? Ou é mais uma teoria da conspiração sem ver um novo formato de poder no mundo?

A natureza humana é sempre maldosa. Paquistão oferece prêmio pela morte.

Fábio Pereira Ribeiro

Durante muito tempo, muitos analistas de relações internacionais analisavam pós guerra fria, que o mundo não teria mais problemas com a espionagem internacional, com o terrorismo, e com grandes conflitos, como uma guerra mundial. Mas pós o 11 de setembro, a verdade é uma só, a intolerância, a guerra (justa ou injusta), o crime organizado, e principalmente a deturpação dos valores sobre a paz e a vida humana, hoje são os fundamentos de um cenário trágico para o mundo.

A história do mundo é feita pelos homens, e não por civilizações ou países, e muitas vezes o destino do mundo pode ser alterado pela trágica atuação de um só personagem. Todos os atos, certos ou errados de uma pessoa, com certeza trarão consequências positivas, ou trágicas para o futuro do mundo. Infelizmente o momento de intolerância no mundo, aliado a um processo de crise econômica, e principalmente de utopias religiosas, levarão o mundo a uma tragédia indiscriminada, e o resultado final é a morte.

Como diria John Paul Flintoff, em sua obra “Como mudar o mundo”, “de qualquer forma, nossos atos são todos intencionais e todos têm consequências”. A atitude do filme “americano”, criado por um louco provocador, ou patrocinado por idealistas irreais que preferem o circo pegando fogo, do que o diálogo para uma paz verdadeira, é o verdadeiro sentido que de que melhor “termos a guerra” do que pregar a paz.

Todas as religiões estão erradas, e o sentido do erro cometido por um indivíduo que prefere macular a imagem de uma religião, leva um mundo todo a ondas de revoltas e insegurança internacional, quase prevendo uma terceira guerra mundial, como se não tivéssemos aprendido a tragédia com duas passadas.

O pior de tudo é a falta de diálogo, e principalmente a incitação para a morte de forma oficializada por um país. O Paquistão ofereceu um prêmio de US$ 100 mil para quem matar o autor do filme anti islamita. Este país, historicamente como berço de terrorista, e que perde em diversos diálogos com outros países, avança na tragédia humana, pois loucos podem criar uma desordem universal com apoio governamental. Fico imaginando que o profeta Maomé que sempre pregou a paz e o equilíbrio hoje tenha vergonha de atitudes nefastas como esta.

O autor do filme deve ser preso e punido, mas colocar mais lenha na fogueira é ampliar todo processo criminoso. As Nações Unidas devem tomar um novo partido, e principalmente serem rigorosos com atitudes governamentais que incitem a violência.

Por que a paz é algo tão impossível? A resposta é clara, o interesse e natureza humana maldosa sempre prevaleceram. Guerra é um negócio forte. Espero que o mundo um dia aprenda com o Brasil. Com todas as suas deficiências, o Brasil é o lugar onde cultura e sociedade tendem a pensar no bem, mesmo considerando os altos índices de violência no país, principalmente pela falta de educação e visão social de tempos atrás. Mas é o único lugar no mundo, que a religião é vista como um lugar para encontrar a paz. E se o governo do Paquistão quiser aprender um pouco sobre paz, o mesmo deve fazer compras na Rua 25 de março em São Paulo, onde verá um judeu e um muçulmano sócios e felizes da vida em perceberem que a paz é o melhor negócio.

 

 

Todo boato é uma invenção para a verdade

Fábio Pereira Ribeiro

O tido boato, ou “meia verdade”, ou algo que sempre traz uma desconfiança, sobre as negociações da Rússia em instalar bases militares na América Latina pode ser um tiro pela culatra, mas ao mesmo tempo uma preocupação latente para toda região, considerando as perspectivas de investimentos militares que ocorrem na região, principalmente por parte da Venezuela.

O vice-marechal Viktor Chirkov da Rússia anunciou as negociações com Cuba, Vietnã e Ilhas Seychelles, além da ampliação dos investimentos militares que o país vem desenvolvendo nos últimos anos. Mas a negociação com Cuba traz uma nuvem negra sobre os ares da América Latina, além de recriar o clima negativo da época da Guerra Fria com os Estados Unidos. O investimento russo em estrutura militar passa dos US$ 1 trilhão, e como muitos analistas de política internacional afirmam, a condicionante de política externa da Rússia, a força militar pode ser um equilíbrio na balança de poder mundial. Para a América Latina é ruim isso, considerando o desequilíbrio de forças, a posição irreal de Cuba, e as perspectivas negativas e nefastas da Venezuela, sem considerar o peso do crime organizado na região. As atenções militares dos Estados Unidos nos próximos anos podem gerar na América Latina, um novo Oriente Médio. A inteligência militar brasileira deve estar em alerta constante, mesmo que isso seja um boato.

Pois o próprio governo russo posteriormente afirmou que não passa de especulação da mídia, mas existem indícios claros destas motivações, sem contar que a própria liderança do Brasil na região causa uma certa ciumeira nas lideranças locais.

O mundo vive um novo re aparelhamento militar, seja com este tido “boato” como também com o reforço militar que Barack Obama está dando atualmente para Israel.

Muita atenção aos boatos, ou até mesmo as chamadas teorias da conspiração.

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