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Germano Luders
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Estado Democrático de Direito? Onde?

Fábio Pereira Ribeiro

O ano de 2013, poderia ser considerado uma tragédia shakespereana como diria A. C. Bradley. Segundo ele, “o mundo trágico é um mundo de ação”. A lógica brasileira, principalmente na política me rememorou T. J. Clark com a sua obra, “Por uma esquerda sem futuro”, onde “a política em diapasão trágico, portanto, vai operar sempre com uma percepção do horror e do risco inscritos nos assuntos humanos”.

O Brasil insiste no horror e na tragédia, e como diria Churchill, “os populistas trabalham para quatro anos, os Estadistas para gerações”. Mas na inteligência, ou sabedoria brasileira isto não tem valor. Veja o exemplo do Movimento Passe Livre, conseguiram parar o Brasil por R$ 0,20, e no fim, a cidade de São Paulo socou um aipim forte no paulistano, mais de 30% de aumento de IPTU para justificar um equilíbrio fiscal nas contas públicas. E quando se fala em redução da despesa pública, revisão orçamentária, eficiência do serviço público, e outras “cositas mas”, o brasileiro não tem a mesma intensidade para se mobilizar.

Mas isto tudo é pífio para os brasileiros. Os mesmos se gabam de sua democracia, e principalmente de sua política de consumo. Brasileiro enche o peito para falar de liberdade de expressão, democracia, Estado democrático de direito, de bater na ditadura de 64 (considerando que desde a fundação da república o país sempre viveu sob a ótica ditatorial), da liberdade de manifestação, mas na verdade o que sempre vingou neste país foi a linha do cabresto, o coronelismo. Como diria Rodrigo Constantino, o Brasil sofre nas mãos de sua “Esquerda Caviar”, uma hipocrisia constante para deturpar o mínimo de inteligência que este país tem. Logo, logo, alguém falará que sou extremista na minha visão realista. Na minha visão Brasil avançou bastante, entre FHC e Lula, mas com Dilma o país retrocedeu. A presidente, poderia ter dado o seu grande salto político, e entrar para a história universal como a grande estadista, mas como Churchill falava, ela não tem um projeto para gerações. E somado a tudo isto, o país tem uma letargia política, onde o Estado faz a Nação trabalhar para o mesmo, e não tem dó alguma em entregar o básico. O brasileiro é o cidadão do mundo que mais recolhe tributos, e não tem os serviços públicos no mesmo nível. É aceitável isso?

Nossas políticas públicas são desenvolvidas no mesmo nível como um Uruguay ou Cuba, no mesmo tamanho. Será que os governantes ainda não pensaram de forma geopolítica, ou que o Brasil tem 200 milhões de habitantes?

Como pode um gestor público apostar fichas em praticamente uma empresa, e a mesma em 5 anos, literalmente, destruir todo patrimônio, considerando recursos de BNDES, Caixa, Banco do Brasil, Bovespa, entre outros? Imagina se este dinheiro fosse aplicado em operações de inovação, empreendedorismo e pólos tecnológicos por todo Brasil? Aí que loucura. Dá para entender? O mais interessante, os jornais americanos há semanas, e meses, já alertavam o mercado da concordata ou falência de Eike Batista, será que a NSA e o Snowden já sabiam?

E para piorar o assunto todo, os brasileiros, ou melhor uma parcela da sociedade, insiste em bater no passado e não pensar no futuro. A Ditadura de 1964 deveria ser estudada sob a ótica do marketing, pois até hoje é motivo de justificativa dos problemas para a manutenção do poder.

Por sinal o Brasil, foi denunciado, e listado como país que desrespeita o trabalho da imprensa, e principalmente a liberdade de expressão. É muito fácil falar da ditadura, mas hoje, se você criticar o governo, Estado ou algum político, sua vida terá um assassinato moral, sem contar o assassinato físico. Em algumas regiões do Brasil, jornalistas são estuprados e assassinados.

Como posso esperar um Estado Democrático de Direito, se temos uma visão racista do Estado sob à Nação? Agora para votar, você tem que identificar se é preto, branco, pardo, amarelo, indígena, ou vermelho. Em pleno século XXI, depois do Nazismo, do Comunismo, do Stalinismo, das loucuras de MAO na China, o Brasil ainda insiste nas loucuras de segregação legalista.

Fico pensando que o Mussum, dos Trapalhões, hoje seria processado por chamar ele mesmo de “negão”. Considerando que eu, branquelo, e muitas vezes fui chamado de “peneira”, por ter muitas pintas no rosto (eu tapei o sol com a peneira para um “bronze”), eu deveria processar muita gente.

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Mas é notório movimentos sociais manipulados pelo Estado, e a força pública estimulada para “descer a porrada”, no mesmo ser que aceita a lógica do Estado perverso.

Mas 2014 está aí. E o brasileiro que foi leão para gritar pelos R$ 0,20, parece que na urna, será um “jegue”, com todo respeito ao animal, mas aceita carga sem pestanejar.

Depois que vi Lula apertando as mãos com o Maluf, Collor é santo, e se o autor da novela das 21 horas tivesse escrito a Bíblia, “Sodoma e Gomorra” seriam um grande cassino em Las Vegas.

Infelizmente o Brasil perdeu o rumo, e o brasileiro insiste na sua vidinha, o que na verdade, poderia ser uma baita vida! Como diria o sertanejo.

E para terminar, segundo Snowden, e a NSA, Dilma perde em 2014!

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