Brasil no mundo

11.08.2012 - 00h07

E o terrorismo avança, inclusive na América do Sul

Os serviços de inteligência americano hoje alertaram para um possível atentado terrorista em alguma localidade da Europa, com interferências do Hisbollah com suporte do Irã. A crise internacional no Oriente Médio, como sempre, traz ao mundo novas dimensões de insegurança mundial, principalmente com o uso de equipamentos militares com poder nuclear.

Além do conjunto de questões de segurança internacional com o caso Síria, as células terroristas espalhadas pelo mundo estão em movimentações, principalmente com a proximidade de ataques israelenses e americanos.

E considerando toda agenda americana da guerra ao terror (sim claro, a mesma guerra de Bush que ainda continua com intensidade nos serviços de inteligência), os Estados Unidos tem espalhado pelo mundo uma série de ações de inteligência, sejam elas “clandestinas”, como também operações encobertas através da diplomacia, ou de envio de congressistas aos diversos países alvos para avaliação dos níveis de segurança.

E neste ponto, a América do Sul novamente é alvo de atividades de inteligência e avaliação do impacto terrorista na região. A Tríplice Fronteira, mais uma vez é alvo destas investigações, e colocam em xeque a segurança de nossas fronteiras, e também a atuação de nossa inteligência no caso de segurança internacional, principalmente no tráfego aberto de indivíduos ligados a diversas células terroristas. E na região a principal ameaça é o descontrole no trafego de divisas, além de suporte do narcotráfico para alimentar as redes com armamentos e também com posicionamento de pessoal, sem contar que a região ainda pode ser considerada como um grande hotel de terroristas. Três congressistas americanos estão na região avaliando como as células operam, como o fluxo financeiro é transacionado, e principalmente avaliando a segurança dos países na região, e com isso começa o “lenga lenga” de potencialidades de uso militar e de inteligência na região feriando drasticamente a soberania dos países.

E como o Brasil pensa efetivamente na cadeira do Conselho de Segurança da ONU, o momento é oportuno para rever sua política anti-terrorismo, pois com dois grandes eventos esportivos, e nossos vizinhos que não ajudam em nada, o terrorismo avança de uma forma que a segurança brasileira pode sofrer impactos fortes.

 

 

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