O tido boato, ou “meia verdade”, ou algo que sempre traz uma desconfiança, sobre as negociações da Rússia em instalar bases militares na América Latina pode ser um tiro pela culatra, mas ao mesmo tempo uma preocupação latente para toda região, considerando as perspectivas de investimentos militares que ocorrem na região, principalmente por parte da Venezuela.
O vice-marechal Viktor Chirkov da Rússia anunciou as negociações com Cuba, Vietnã e Ilhas Seychelles, além da ampliação dos investimentos militares que o país vem desenvolvendo nos últimos anos. Mas a negociação com Cuba traz uma nuvem negra sobre os ares da América Latina, além de recriar o clima negativo da época da Guerra Fria com os Estados Unidos. O investimento russo em estrutura militar passa dos US$ 1 trilhão, e como muitos analistas de política internacional afirmam, a condicionante de política externa da Rússia, a força militar pode ser um equilíbrio na balança de poder mundial. Para a América Latina é ruim isso, considerando o desequilíbrio de forças, a posição irreal de Cuba, e as perspectivas negativas e nefastas da Venezuela, sem considerar o peso do crime organizado na região. As atenções militares dos Estados Unidos nos próximos anos podem gerar na América Latina, um novo Oriente Médio. A inteligência militar brasileira deve estar em alerta constante, mesmo que isso seja um boato.
Pois o próprio governo russo posteriormente afirmou que não passa de especulação da mídia, mas existem indícios claros destas motivações, sem contar que a própria liderança do Brasil na região causa uma certa ciumeira nas lideranças locais.
O mundo vive um novo re aparelhamento militar, seja com este tido “boato” como também com o reforço militar que Barack Obama está dando atualmente para Israel.
Muita atenção aos boatos, ou até mesmo as chamadas teorias da conspiração.


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Fábio Pereira Ribeiro
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