Brasil no mundo

01.07.2012 - 17h35

O Mercosul. Quem? Ah, o Mercosul………

Em tempos de crise internacional, o mundo inteiro, e principalmente empresas e investidores buscam portos seguros para investimentos, e neste momento América Latina e África são destinos certeiros, mas ao mesmo tempo sofrem das inseguranças políticas, sociais e jurídicas, e quando se fala no continente africano, a perspectiva é mais negativa. Assim, a América do Sul ganha um crédito pois Brasil, Chile e Colômbia fazem um novo destino certo para a segurança dos novos investimentos, e considerando o crescimento dos mesmos é um porto seguro justificável pós crise americana, e atual crise européia.

Mas a insistência do Mercosul ainda é mais um atributo na defesa de um pólo de comércio na região, considerando que seus atores, independente do Brasil possam favorecer as relações internacionais, e ajudar no equilíbrio da própria região. Bom, na opinião de muitos analistas internacionais, e na minha própria, o Mercosul é uma falácia. E agora, a falácia se confirma mais ainda, com o advento da saída forçada do Paraguai (certa ou errada), a entrada da Venezuela efetivamente no mercado comum é um atraso efetivo dos valores democráticos, sociais, econômicos e de segurança jurídica para o mercado.

O tratamento nas relações políticas que o mercado dá ao caso “Paraguai”, sem pesar os antecedentes como um “Golpe ou uma transição legítima” pode ser desastroso no futuro, mas o pior para a imagem institucional do Mercosul é a imagem populista e ditatorial que a Venezuela demonstra através de seu “líder máximo” Hugo Chávez. E neste ponto, discutir o processo democrático do Paraguai com a confirmação da Venezuela no Mercosul é ultrajante para a inteligência mundial, pois é trocar “seis por meia dúzia”, ou melhor nada.

O Mercosul já perdeu seu valor institucional, e com a entrada da Venezuela neste momento, a imagem ficará cada vez mais arranhada, e o bloco que já não tem motivos para sair da UTI, hoje confirmou que não terá forças para criar mais valia para a região. Considerando que a Venezuela, historicamente é um país que quebra regras internacionais, e o direito internacional não tem justificativa, os alinhamentos utópicos dos últimos anos, além dos atrasos políticos e sociais, confirmam cada vez mais que a América do Sul e seu mercado comum perderam o rumo institucional e econômico.

O Brasil não pode perder tempo com isso, com a crise internacional, o crescimento econômico do país, e as novas riquezas naturais, o Brasil precisa efetivamente de uma política externa agressiva que não perca tempo com ajustes ou alinhamentos populistas, mas sim com alinhamentos estratégicos que façam que o nosso valor de potência seja efetivamente conquistado, e que o sistema internacional perceba que o Brasil é continental e mundial, uma verdadeira potência com valores democráticos reais, diferentes de nossos “hermanos”. E com todo respeito, perder tempo com o Mercosul é um atraso, pois o Brasil já foi mais do desrespeitado por nossos amigos, ou “hermanos” no decorrer da história do mercado. Se fosse para alguém efetivamente entrar agora no mercado, o governo deveria fomentar a entrada da Colômbia, do Peru e do Chile, aí sim teríamos algo forte para discutir um mercado comum na região.

 

 

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