Brasil no mundo

19.05.2012 - 00h24

Entre o IPO do Facebook, um ex-cidadão americano e economias tributárias…..

É de longe que o brasileiro será sempre “um paria”, principalmente quando falamos em grandes negócios internacionais, e americanos. O histórico IPO do Facebook mostra outras facetas de uma tendência mundial no mundo digital, e ao mesmo tempo que o brasileiro no grande momento de uma companhia americana é colocado de lado, e tratado como bandido.

Vejam o caso de Eduardo Saverin, co-fundador do Facebook, ou melhor o “angel” que na loucura iluminada de Mark Zuckerberg fez com que a lógica das redes sociais se tornasse efetivamente uma realidade. Eduardo foi o “caixa” e também o avalista sobre cálculos e logaritmos que fizeram do Facebook a realidade de hoje, e que no dia do IPO a empresa consegue valer quase uma Petrobras (algo bem provável ultrapassar dentro de alguns anos). Um brasileiro-americano, com traços de um “nerd” de Harvard, mas que nas suas loucuras e falta de foco deram margens para que Mark Zuckerberg disparasse com o seu negócio “Facebook”.

A história entre Eduardo Saverin e Mark Zuckerberg vai do céu ao inferno, literalmente. Mas independente de quem está certo ou errado, o brasileiro foi a ponta fraca, ou não soube ser a forte? Ou o jeito americano foi mais forte? E é interessante agora, como dizia Mark Zuckerberg “os gorilas brasileiros”, não baterão a porta do Facebook para cobrar o quinhão de Saverin, mas os “gorilas americanos” farão de tudo para destruir a imagem do brasileiro, e acredito também utilizar da história empresarial e política brasileira para mostrar ao mundo que nós mesmos adotamos políticas para dar sempre um jeitinho no “fisco”.

Os “gorilas americanos” de hoje, a imprensa americana afirma “ele (Saverin) deve ser banido dos Estados Unidos”, ou o próprio “gorila” americano que o Facebook se tornou, ou nas palavras de Mark, “Saverin mostrou seu lado brasileiro”. Bom, por aprender que no seu país tributos se aprende em casa, e economia tributária é quase uma regra na vida de qualquer gestor, o brasileiro se coloca agora entre a razão, a segurança, a defesa do patrimônio e também a lógica de que seu “melhor amigo”, hoje se tornou seu arque inimigo, uma quase história de combate entre Sherlock Holmes e Professor Moriarty, sem saber efetivamente quem é quem, ou qual lado está.

Saverin pediu renuncia a sua cidadania americana, pois hoje vive em Cingapura como um “angel”, investidor, e percebeu, ou utilizou a inteligência brasileira para economizar e proteger seu patrimônio, e agora é tratado como vilão, ou demônio. Mas fico pensando, na noite que a idéia precisava de “uns trocados”, e se aquele “nerd”, ou “brasileirinho”, que representava naquele momento 0,0000001% da população brasileira que tem acesso aos estudos de Harvard não estivesse no caminho de Mark Zuckerberg, será que a história das redes sociais e do mundo digital de hoje seria assim? Será que hoje o IPO do Facebook valeria US$ 105 bilhões?

 

 

 

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