Em semana agitada da quarta reunião de cúpula do BRICS na Índia, a Presidente Dilma Rousseff, aproveitou o momento para buscar parceiros para o projeto Ciências sem Fronteiras, que tem o objetivo de ampliar a participação de estudantes e professores brasileiros em universidades renomadas do mundo inteiro.
O projeto tem uma iniciativa valiosa, considerando ainda a baixa participação de brasileiros em grandes universidades como Harvard, Columbia, MIT, Oxford, Sorbonne entre outras, e o mais importante, o momento que o país vive também gera nestas universidades uma ansiedade de saber o que é o Brasil e quem são os brasileiros.
E o momento de BRICS, e principalmente do crescimento do Brasil no sistema internacional e sua latente falta de mão de obra altamente qualificada criam condições de uma atuação mais intensa do poder público, e principalmente de políticas públicas internacionais, e neste ponto o Ciência sem Fronteiras pode ser uma alavanca de novas oportunidades.
O relatório final da reunião de cúpula intitulado, Brics by Brics, têm um conjunto de condicionantes, principalmente no processo de deficit de infra estrutura e neste ponto, o crescimento econômico precisa estar acompanhado do desenvolvimento social para integrar com o processo educacional e de formação de mão de obra qualificada. E ficou claro no relatório a necessidade intensa de intercâmbio de estudantes e cooperação tecnológica entre as universidades do bloco.
E o interesse neste ponto sobre e para o Brasil é gigante. Recentemente ministrei palestra na Columbia University em Nova York, na escola de política internacional (SIPA) sobre as relações do Brasil e África, e é perceptível o grande nível de interesse dos estudantes americanos e de outros países, sobre o Brasil, seu crescimento e como são as relações Sul-Sul, principalmente com a África de Língua Portuguesa, em especial Angola e Moçambique.
Mas ao mesmo tempo percebi o baixo número de estudantes brasileiros em tão renomada instituição, e é de suma importância encaminharmos estudantes brasileiros para que possam desenvolver projetos de políticas públicas, inovação e alta tecnologia, pois com o crescimento do Brasil e seu “apagão de talentos”, estamos recebendo um grande número de profissionais altamente capacitados dos Estados Unidos, da China e principalmente da Europa, em especial expatriados portugueses.
Chegou a hora de nossos estudantes irem ao mundo, pois o Brasil hoje já uma potência global, e precisa de profissionais globais.


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Fábio Pereira Ribeiro
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