26.05.2012 - 01h35

Eles nos querem. E nós, o que queremos?

BRICS, Pré Sal, economia interna, crise, que crise?, potência regional, quinta ou sexta economia mundial?, recursos minerais, energéticos e água em abundância. Bom tudo isso é o que o mundo quer do Brasil, e nós o que queremos do mundo?

A leva de empresas, investidores, governos e expatriados (trabalhadores de outros países em crise) que chegam nos aeroportos brasileiros já mostra o nível de crescimento do país, e considerando que nesta semana batemos o recorde de 600 bilhões de reais em tributos arrecadados, imagino que nos próximos meses avançaremos com isso, pena que educação e saneamento estão longe deste orçamento.

O mundo inteiro quer o Brasil. Tudo é uma questão de sobrevivência, a economia mundial é cíclica, e as forças sempre mudarão de lado, e os impérios um dia mostrarão suas derrocadas. Mas o Brasil precisa pensar qual caminho quer tomar?

Um país que necessita de muita educação e formação. Precisa ampliar sua base de conhecimento em um peso igual as suas riquezas e condicionantes. Investir em educação para o Brasil é a solução mais inteligente e certeira no curto prazo. Se compararmos as potências do BRICS, o Brasil e a África do Sul que ficaram para trás, mas ao mesmo tempo têm o exemplo de desenvolver um novo cenário para a construção de um futuro melhor.

Eu faço algumas perguntas aos brasileiros, no sentido de pensar e avaliar o que queremos:

- o que cada estudante brasileiro pensa do futuro?

- o que o governo pensa da competitividade brasileira no mundo quando olha para sua estrutura tributária?

- o que imaginamos, quando levas de expatriados chegam no Brasil?

- o que imaginamos sobre as patentes e inovação do Brasil no mundo?

Bom, são reflexões, o que você quer do mundo?

 

 

24.05.2012 - 00h22

Ozires Silva – Superar, o verbo do Brasil no Mundo

O Brasil vive momentos mágicos, mas ao mesmo tempo sempre com dúvidas sobre o seu futuro. Mas a vontade de muitos brasileiros é que o país realmente consiga o seu lugar que merece, como potência mundial, e principalmente como um país de brasileiros que construíram uma realidade através da democracia.

O Brasil hoje para muitos é a terra dos sonhos, ou melhor da realidade, da produção, das conquistas, do pré sal, da riqueza, da diversão, mas é o país que para muitos mais oferece oportunidades para o desenvolvimento da vontade de “fazer acontecer”, do empreender.

Muitos grandes brasileiros são exemplos de empreendedorismo, mas gostaria de chamar a atenção de forma breve para um nome, que acredita neste país, e perante o sistema internacional tem todo o respeito pelo valor que apresenta em mostrar ao mundo, que no Brasil com todas as dificuldades, o sonho é possível.

Ozires Silva, fundador e ex-presidente da Embraer, hoje uma das maiores companhias de aviação executiva do mundo. Ozires Silva, junto com o sonho de infância com o seu amigo Zico, conseguiu mostrar ao mundo que o sonho brasileiro é possível. O sonho da Embraer, de construir o primeiro avião comercial 100% brasileiro, e mostrar ao mundo que o nosso país é maior do que se imagina.

E hoje em pleno século XXI, com pré sal, Amazônia Azul, economia aquecida, e novos horizontes de comércio internacional, o Brasil vive o momento mais estratégico, e Ozires Silva enxerga mais longe. Em recente entrevista na revista Conjuntura Econômica da FGV ele afirmou “temos que superar os asiáticos”. Isso mesmo “superar”, algo que para Ozires Silva sempre foi palavra de ordem.

Palavra e verbo que para todos os brasileiros é um dia a dia, é algo que é efetivo na concretização dos sonhos, pois superamos cada dia com novas realizações e conquistas.

Mas Ozires Silva é um visionário com o pé no chão e a asa no céu, pois percebe o valor e os problemas do país, por isso defende de forma efetiva os investimentos em educação e formação, além de posicionar o Brasil para um novo alinhamento de inovação e busca de valores constantes sobre a tecnologia internacional, principalmente quando se compara com países como China e Índia.

Ozires afirma “hoje na economia brasileira, é preciso ter visão de futuro, propor estratégias de desenvolvimento e atacar os pontos principais, entre os quais incluo a educação como fundamental”. Educação conceito fundamental para o desenvolvimento do Brasil no futuro, o mesmo conceito que gera a superação.

Tive a oportunidade de trabalhar diretamente com Ozires Silva, e o que mais posso falar deste grande empreendedor é o meu muito obrigado por colocar o Brasil no Mundo, e ajudar muitos brasileiros a perceberem que nossa grande conquista é mostrar ao mundo que SUPERAR é o grande diferencial do brasileiro no mundo. É óbvio que seremos potência, pois em cada brasileiro no mundo existe um pouquinho de Ozires Silva.

Ozires Silva

 

 

19.05.2012 - 00h24

Entre o IPO do Facebook, um ex-cidadão americano e economias tributárias…..

É de longe que o brasileiro será sempre “um paria”, principalmente quando falamos em grandes negócios internacionais, e americanos. O histórico IPO do Facebook mostra outras facetas de uma tendência mundial no mundo digital, e ao mesmo tempo que o brasileiro no grande momento de uma companhia americana é colocado de lado, e tratado como bandido.

Vejam o caso de Eduardo Saverin, co-fundador do Facebook, ou melhor o “angel” que na loucura iluminada de Mark Zuckerberg fez com que a lógica das redes sociais se tornasse efetivamente uma realidade. Eduardo foi o “caixa” e também o avalista sobre cálculos e logaritmos que fizeram do Facebook a realidade de hoje, e que no dia do IPO a empresa consegue valer quase uma Petrobras (algo bem provável ultrapassar dentro de alguns anos). Um brasileiro-americano, com traços de um “nerd” de Harvard, mas que nas suas loucuras e falta de foco deram margens para que Mark Zuckerberg disparasse com o seu negócio “Facebook”.

A história entre Eduardo Saverin e Mark Zuckerberg vai do céu ao inferno, literalmente. Mas independente de quem está certo ou errado, o brasileiro foi a ponta fraca, ou não soube ser a forte? Ou o jeito americano foi mais forte? E é interessante agora, como dizia Mark Zuckerberg “os gorilas brasileiros”, não baterão a porta do Facebook para cobrar o quinhão de Saverin, mas os “gorilas americanos” farão de tudo para destruir a imagem do brasileiro, e acredito também utilizar da história empresarial e política brasileira para mostrar ao mundo que nós mesmos adotamos políticas para dar sempre um jeitinho no “fisco”.

Os “gorilas americanos” de hoje, a imprensa americana afirma “ele (Saverin) deve ser banido dos Estados Unidos”, ou o próprio “gorila” americano que o Facebook se tornou, ou nas palavras de Mark, “Saverin mostrou seu lado brasileiro”. Bom, por aprender que no seu país tributos se aprende em casa, e economia tributária é quase uma regra na vida de qualquer gestor, o brasileiro se coloca agora entre a razão, a segurança, a defesa do patrimônio e também a lógica de que seu “melhor amigo”, hoje se tornou seu arque inimigo, uma quase história de combate entre Sherlock Holmes e Professor Moriarty, sem saber efetivamente quem é quem, ou qual lado está.

Saverin pediu renuncia a sua cidadania americana, pois hoje vive em Cingapura como um “angel”, investidor, e percebeu, ou utilizou a inteligência brasileira para economizar e proteger seu patrimônio, e agora é tratado como vilão, ou demônio. Mas fico pensando, na noite que a idéia precisava de “uns trocados”, e se aquele “nerd”, ou “brasileirinho”, que representava naquele momento 0,0000001% da população brasileira que tem acesso aos estudos de Harvard não estivesse no caminho de Mark Zuckerberg, será que a história das redes sociais e do mundo digital de hoje seria assim? Será que hoje o IPO do Facebook valeria US$ 105 bilhões?

 

 

 

12.05.2012 - 23h19

A cidade de Santos vai além do futebol no mundo

Cidade de Santos - Orla da Praia

A cidade de Santos, litoral de São Paulo tem um conjunto de atributos que literalmente colocam ela como uma cidade do mundo. Mas na verdade os seus valores, principalmente pelo esporte, hoje podem extrapolar os seus principais valores, o Santos F.C. e o grande atleta do século, Edson, e para o mundo Pelé.

E na última semana o time ganha o destaque mundial, pois a era de ouro voltou, e com Neymar e equipe, o Santos F.C. voltou a destacar o grande orgulho da cidade, do Estado e do grande Brasil. Mas na verdade a cidade de Santos, hoje tem mais valores a serem percebidos, principalmente quando o mundo inteiro está enxergando um novo Brasil.

A cidade que é sede do Pré Sal, a cidade que tem o maior Porto da América Latina, a cidade que tem qualidade de vida, a cidade que congrega um ambiente integrado entre urbano e meio ambiente, a cidade que todos os estrangeiros e expatriados querem estar, a cidade que se torna referência por buscar qualidade de vida integrada com a riqueza que pode ser gerada, a cidade de Santos tem o grande potencial de ser uma das grandes marcas do Brasil para o século XXI.

Mas a mesma precisa atentar para alguns pontos:

- pólo tecnológico urgente;

- avanço de formação de mão de obra altamente qualificada – integração das universidades;

- ampliar a participação internacional da cidade com grupos estratégicos e também com negócios internacionais;

- avançar na diplomacia federativa e a paradiplomacia;

- a marca Santos deve ir além de um time, ser um conjunto de valores, onde o próprio time se torne um grande “embaixador”;

- mostrar ao mundo que além da porta de entrada e saída do país, a cidade de Santos é a nova riqueza de recursos e conhecimento do Brasil.

A cidade já recebe uma grande carga de investimentos estrangeiros, além da mão de obra expatriadas, mas ao mesmo tempo, a presença da cidade no mundo pode ser uma grande alavanca para o processo estratégico do Brasil além Atlântico.

Santos, de Pelé ao Pré Sal, uma cidade que pode mostrar ao mundo que o Brasil é rico.

05.05.2012 - 15h57

Sub desempenho, tremores na economia global

Falta de coordenação macroeconômica, revitalização do individualismo por parte de diferentes países e a ineficiência das instituições multilaterais projetam para a economia global um quadro de claro subdesempenho. Este foi o diagnóstico apresentado pelo professor da Universidade Columbia, Marcos Troyjo, durante a Conferência ‘Em Busca de Estratégias para Restaurar a Estabilidade e o Crescimento Globais’. O encontro foi realizado de 2 a 4 de maio pelo Chicago Council on Global Affairs no Fed (Federal Reserve Bank, o banco central dos EUA) em sua sucursal de Chicago.

A conferência reúne 50 especialistas de diferentes países com vistas a encaminhar recomendações para as reuniões de Cúpula do G-8 (Camp David, EUA, 18-19 de maio) e do G-20 (Los Cabos, México, 18-19 de junho).

A fala de Troyjo se deu no painel “O que acontece  quando nenhum país lidera?” presidido por Susan Schwab, ex-Representante Comercial dos EUA (USTR), e de que também participaram Raghuram Rajan, professor da Universidade de Chicago, e James Hoge, ex-editor da revista ‘Foreign Affairs’ e atual presidente da ONG Human Rights Watch.

Para Troyjo, “nos últimos 5 anos, a utilização de políticas industriais que favorecem conteúdo nacional deixaram de ser um ‘recurso pontual’ de nações emergentes e passaram a ocupar o centro do debate de países desenvolvidos, de que são exemplo as campanhas presidenciais nos EUA e na França”.

Ele afirma que recentemente “políticas de fomento econômico, seja de natureza industrial, monetária ou fiscal, tornaram-se crescentemente ‘individualistas’, o que sinaliza um ‘renascimento’ do Estado-Nação como principal ator da cena global”. Troyjo aponta que o enfraquecimento da integração econômica regional, exemplificada pelas dificuldades enfrentadas pela União Européia, e a inadequação do FMI e Banco Mundial ante a dimensão dos desafios econômicos globais, levam a atitudes do tipo ‘cada-um-por-si’ de grande ineficência sistêmica. Portanto, a retomada global se dá com o ‘freio-de-mão’ puxado”.

Em conclusão, Troyjo assinalou que, apesar das instabilidades globais, “o Brasil tem uma grande chance de utilizar suas vantagens comparativas nos biocombustíveis, agronegócio e petróleo para direcionar sua economia a setores mais intensivos em tecnologia”.

Participaram também da Conferência em Chicago o professor Barry Eichengreen da Universidade da Califórnia (Berkeley), William Daley, ex-chefe de Gabinete da Casa Branca (Governo Obama); Yaga Reddy, ex-presidente do Banco Central da Índia, e Henry Paulson, ex-secretário do Tesouro dos EUA.

29.04.2012 - 17h30

O dia em que Angola e Moçambique ganham peso na agenda internacional do Brasil

Os novos movimentos estratégicos da diplomacia brasileira ganham força, quando a visão Sul Sul toma uma nova direção, principalmente quando falamos sobre África.

Se avaliarmos de forma mais intensa, Angola e Moçambique são países, que de longe hoje fazem mais por merecer do que um olhar mais estratégico para nossa vizinha Argentina. As riquezas naturais dos dois países avançam de forma efetiva em suas extrações, e também o volume de investimentos brasileiros nos países cresceu de forma considerável, principalmente depois da visita de uma grande delegação brasileira em Angola e do anúncio da presidente Dilma Rousseff para investimentos na África em mais de R$ 8 bilhões, assim o continente africano ganha um novo destaque na agenda internacional do Brasil, e particularmente um novo momento estratégico, pois considerando a crise econômica na Europa, o Brasil também se tornou grande agenda estratégica para os países africanos de língua portuguesa, e ao mesmo tempo pólo de referência estratégica para todo o continente, pois seus novos valores de crescimento e desenvolvimento se tornam referência para o desenvolvimento social da África, além do desenvolvimento econômico.

As políticas governamentais de relações externas em Angola e Moçambique têm um direcionamento efetivo para o Brasil, e assim as agendas de comércio, desenvolvimento tecnológico e econômico, cooperação em educação, investimentos no setor produtivo já ganham uma nova força, pois as principais barreiras no processo internacional do ponto de vista cultural, histórico, social já foram, ou melhor sempre vencidas. As sinergias entre Brasil e os países da África são enormes. Os apelos culturais, a base africana que existe na cultura brasileira, a história diplomática entre os países, por exemplo Brasil foi o primeiro a reconhecer a independência de Angola, e uma das melhores ações de paz desenvolvidas pelas Forças Armadas brasileiras foi em Moçambique na Missão de Paz, e todos sofreram da colonização, e no momento atual o Brasil é tido como o “primo” que deu certo, e têm diversos exemplos e modelos para compartilhar.

Um destaque importante, hoje em Angola e Moçambique existe um novo perfil de empresário, que busca particularidades estratégicas e sérias, e vive um novo momento de desenvolvimento econômico para o crescimento dos negócios africanos, e muitos inclusive hoje já fazem investimentos diretos no Brasil, assim uma nova rota comercial se amplia na estratégia Sul-Sul da política externa brasileira, e nós brasileiros não devemos fazer pré conceitos ou pré julgamentos sobre a África, pois a mesma no século XXI poderá ser o grande pólo de desenvolvimento econômico para o Brasil.

 

25.04.2012 - 14h59

Milagre ou Miragem? A perspectiva de um brasileiro no BRIC Lab da Columbia University

A força que o Brasil vem ganhando no mercado internacional, pelo seu desenvolvimento econômico, sua economia interna pujante, todos os olhos internacionais direcionados para terra tupiniquim, além da força do BRICS fazem do Brasil o verdadeiro e único porto seguro. Mas será que isso tudo tem consistência e tempo? Quais questões e fundamentos o Brasil precisará constituir para fortalecer tudo isso?

Em artigo publicado nesta quarta, 25 de abril, no site do jornal britânico Financial Times (seção beyondbrics) o professor da Universidade Columbia Marcos Troyjo comenta a chamada“Brasilmania”– entusiasmo exacerbado pelo Brasil nos mercados internacionais  – e os desafios que isto acarreta para o País. 

Troyjo aponta que a “Brasilmania” tem várias frentes. Competência em biocombustíveis e as perspectivas do pré-sal. Gestões macroeconômicas responsáveis e políticas de renda mínima. O agronegócio pujante. Fazer parte dos Brics. A escalada do PIB dentre as maiores economias do mundo (turbinada pelo câmbio superapreciado). A resiliência nas crises gêmeas de 2008 e 2011.

Em seu artigo no jornal britânico, Troyjo acrescenta que “a Brasilmania tem sido boa para os brasileiros. Manifesta-se no reforço da autoconfiança; na certeza de ‘estarmos no caminho certo’; de que  ‘ninguém segura este país’”. Adverte, no entanto, que “as percepções sobre o Brasil no exterior começaram a mudar. A parca produtividade do trabalhador brasileiro estabelece tetos mais baixos para futuros ganhos de renda. Custos de produção estão desvairadamente altos. Que o pesadelo tributário e trabalhista continuará a asfixiar a competitividade brasileira por muitos anos”.

“O Brasil se autocongratula por uma economia puxada pelo consumo, não por uma tendência ascendente de poupança e investimentos”, indica Troyjo. “Se os mega-eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, além do status de futura superpotência energética, fazem da economia algo mais do que uma miragem, tampouco são ingredientes mágicos de um “milagre”, conclui.

A íntegra do artigo pode ser acessada pelo link: http://blogs.ft.com/beyond-brics/2012/04/24/guest-post-brazil-miracle-or-mirage/#axzz1sxQYWP8v <http://blogs.ft.com/beyond-brics/2012/04/24/guest-post-brazil-miracle-or-mirage/#axzz1sxQYWP8v>

18.04.2012 - 21h03

Argentina, por quê choras tanto por ti?

Na cabeça dos maiores analistas internacionais, os novos movimentos da Argentina trazem uma mistura de Eva Perón, Perón, Videla, Menem e outros fantasmas argentinos que até agora, não fizeram o país “de la plata” mostrar efetivamente para o mundo o quanto são grandes. São mais de 50 anos de caudilhos e problemas de segurança e economia, que fazem da Argentina um país sem um verdadeiro porto seguro. Seja através do transformar em Santos, Evita e Perón, da Argentina potência militar de Videla, e da louca dolarização de Menem, que o país não consegue enxergar, ou desenhar o seu verdadeiro escopo e eixo estratégico. E com isso atrapalhar as relações estratégicas com os países da América Latina, e neste ponto, principalmente com o Brasil.

Já foram embates históricos com o Chile, a continuidade bélica com a Inglaterra em função das Ilhas Malvinas, e agora nos 48 do segundo tempo, a nacionalização dos acordos internacionais de exploração do petróleo, até que ponto a Nação e o Estado argentino pensará de forma mais racional um novo século XXI.

O tango de Gardel confirma sua aptidão, chorar, chorar, chorar, e achar que ser “malandro”, na verdade apresenta um país que precisa de uma nova direção estratégica, e entender que o mundo hoje é efetivamente global, no sentido de parceria, de integração e de ganhos conjuntos. E neste ponto o tempo que a Argentina perde em desvalorizar o Brasil, seria mais valioso se pensasse em buscar uma riqueza maior conosco, pois acima de tudo, nós ainda acreditamos no Mercosul!

Último comentário por arthur luiz melo bezerra : Vejam o lado bom: mostra que esse nacionalismo estatista não funciona e nos serve de aviso!
15.04.2012 - 21h36

Por que os nossos amigos nunca chegam a um consenso?

Mais uma vez a Cúpula das Américas não chega a um consenso, e como sempre nossos amigos nunca focam o conjunto regional, e sempre as questões pontuais, e como diria um historiador, “algo eterno”. O foco regional em agendas comuns, como desenvolvimento econômico, segurança regional, meio ambiente e combate ao narcotráfico perderam força para o debate das Malvinas (Argentina) e a abertura de Cuba. Mas esses debates precisam ter uma visão maior, considerando o apelo político e utópico interno em relação a realidade social da região.

Os impasses econômicos de Argentina e Cuba, sempre levam a pensamentos distorcidos do que é certo e errado. No momento econômico que vive a Argentina, a mesma parece utilizar o erro do passado para camuflar falhas de desenvolvimento com o caso Malvinas. E Cuba, que cobra, cobra e cobra uma posição americana, mas não articula com parceria completa, e menos ditatorial sua abertura. Até que ponto nós precisaremos acreditar que tudo é um sonho lindo e maravilhoso?

E no momento que o Brasil, que sempre apoiou, deu suporte, investiu (e foi agredido), precisa perder tempo com isto?

É engraçado que para não ter o consenso nas Américas, o peso foi de questões pontuais, e quando a liderança de poder regional e força para os amigos do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, o Brasil sofre negativa, na hora do consenso ninguém pensa no Brasil.

Até quando a utopia será uma agenda contínua das relações externas da América do Sul e Latina?

 

14.04.2012 - 17h07

Desconhecimento da Cúpula Americana sobre o Brasil

Os próprios americanos reconhecem o potencial do Brasil no sistema internacional, seu crescimento econômico, seus novos condicionantes de política externa, e também o quanto desconhecem efetivamente o Brasil.

A grandeza geopolítica do país, suas riquezas naturais, minerais e energéticas, as características culturais e sociais do povo brasileiro, e principalmente o peso de influência que o país vive hoje no sistema internacional, e até mesmo as relações no BRICS, para boa parte da cúpula do governo americano ainda é um grande desconhecimento, isso afirmado por um dos principais periódicos de relevância internacional, a revista The Economist.

O distanciamento dos Estados Unidos está no fato do avanço brasileiro junto ao BRICS, e sua posição de independência em relação aos mandos de Washington. Mas ao mesmo tempo as perspectivas do desconhecimento americano sobre o Brasil, e logo após a visita da presidente Dilma Rousseff nos Estados Unidos, abrem novos precedentes de importância e relevância de que os americanos precisam de uma nova proximidade estratégica com o Brasil, além de entender que a liderança regional e a sua posição diplomática de independência de decisão e opinião é altamente estratégico para a construção de uma parceria forte no sistema internacional.

A nova balança de poder mundial têm novos direcionamentos, e o Brasil é um novo elo de construção da liderança mundial. Mas a agenda externa brasileira dará aos Estados Unidos uma nova vertente de aproximação, pois alguns erros do passado ainda criam uma percepção errada para os americanos sobre o Brasil.