É fácil se enganar ou aceitar generalizações sobre lugares que nunca estivemos: por exemplo imaginar que todas as pessoas nos Estados Unidos dirigem carros gigantescos, todos os franceses adoram croissants e que todos canadenses são jogadores de hockey no gelo. Existem vários equívocos sobre investimentos em mercados em desenvolvimento e a África, definitivamente, possui uma grande quantidade desse tipo de problema, mas é perigoso fazer grandes generalizações.
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Na estrada para a Índia
A minha mais recente visita para a Índia coincidiu com as comemorações do Navratri que culminam com o dia da Dussehra, que simboliza a vitória do bem sobre o mal como fica exemplificado pela vitória do Lorde Ram ao matar o rei demônio Ravana. O período festivo começa com o Navratri e segue até o Diwali, várias semanas depois.
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Aproveitando o novo ano
O “ano do dragão” em 2012 certamente não decepcionou, em especial nos mercados globais que enfrentaram um dragão financeiro após o outro. Da crise da dívida soberana da zona do Euro a persistentemente alta taxa de desemprego nos Estados Unidos até os pedidos de ajuda de muitos que estavam preocupados com a China estar se encaminhando para um “pouso forçado,” o ano de 2012 certamente foi interessante. Conforme viramos a página do calendário para 2013, há algumas mudanças: a zona do Euro parece estar em uma condição menos crítica e o crescimento econômico chinês ainda está, aparentemente, em ritmo forte, mas os problemas de dívidas dos Estados Unidos ainda não foram resolvidos.
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Respondendo perguntas dos leitores
Venho explorando e investindo em mercados emergentes por mais de 25 anos e as pessoas normalmente perguntam se eu me canso de tantas viagens. A resposta é um sonoro não! Não é sempre simples estar constantemente na estrada (ou no avião), mas o fato de encontrar pessoas de todas as partes do mundo e conhecer um pouco sobre as suas vidas me dá energia. Ainda que eu não tenha como encontrar todos os leitores do meu blog e seguidores da minha conta no Twitter pessoalmente, gosto de interagir com vocês. Leia, agora, as minhas respostas para algumas das recentes questões enviadas por leitores como você de vários lugares do mundo. Agradeço por ter dedicado o seu tempo a compartilhar o seu ponto de vista.
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O inverno árabe do Egito
Já se passaram quase dois anos desde que a “Primavera Árabe” se espalhou pelo Norte da África e pelo Oriente Médio e, com ela, as grandes esperanças por mudanças. Algumas vezes, as mudanças não acontecem tão rapidamente quanto as pessoas gostariam e, em vários casos, podem ser algo bastante confuso. Isso certamente é verdadeiro no Egito atual, um país que ainda está no meio do processo de definir o seu futuro. A retirada de Hosni Mubarak em 2011 não transformou, instantaneamente, a nação em um modelo de democracia e o país está discutindo neste momento qual é a melhor maneira de avançar, seja por debates, por protestos ou pelo próprio processo eleitoral. Ainda assim, sigo otimista sobre o potencial da nação e continuo procurando oportunidades de investimentos na região.
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Os novos líderes da China vão enfrentar as reformas?
Por mais que as incertezas geradas pelo processo eleitoral em países democráticos estejam praticamente ausentes na China, a transição gradual do país para um novo grupo de líderes e do provável novo caminho para o país na próxima década ainda gera questões. Em março de 2013, o Congresso Nacional Popular, o parlamento chinês e o mais alto órgão do estado, deve apresentar formalmente os novos líderes da China e alguns membros da “velha guarda” estão se aposentando. A dúvida que fica em nossa cabeça é: Será que os novos líderes chineses vão continuar a reformar a economia, caminhando no sentido de um modelo de consumo doméstico, e ainda assim serão capazes de manter as taxas de crescimento que geram inveja em vários países do mundo?
Acredito que a resposta seja sim.
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Encontrando agulhas no palheiro dos mercados emergentes
Quando você pensa no tamanho absurdo das oportunidades de investimentos que podem ser escolhidas em mercados emergentes espalhados pelo mundo inteiro, é fácil ver que encontrar um que seja atraente o suficiente para garantir o investimento da sua fé e ativos é uma tarefa tão difícil quanto encontrar uma agulha num palheiro. Felizmente, a busca por oportunidades de investimento é muito mais interessante do que a procura por agulhas em palheiros. Acredito firmemente no valor da experiência em primeira mão, o que explica a razão de eu passar mais de 250 dias em um ano percorrendo várias partes do globo para descobrir empresas que atendem o nosso critério de qualidade. Mais do que isso, estou sempre buscando ações para comprar que surgem em preços razoáveis. Mas eu recebo ajuda de várias lugares para me auxiliar nessa empreitada assustadora — uma equipe de 53 profissionais da Templeton Emerging Markets espalhados em 18 escritórios ao redor do mundo, o que nos dá uma forte presença cotidiana nos mercados emergentes.
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Lembrando de Sir John Templeton
O dia 29 de novembro marca o aniversário do que teria sido o aniversário de 100 anos de Sir John Templeton, alguém que ajudou a moldar a minha carreira como gestor de portfólio e uma pessoa que eu admiro muito como ser humano. A primeira vez que eu encontrei o falecido Sir John foi mais de três décadas atrás quando eu trabalhava como um analista para uma corretor com sede em Hong Kong. Viajei algumas vezes para Nassau para realizar apresentações para as equipes de portfólios da Templeton, que foi como eu e ele travamos contato.
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Abismo fiscal: uma visão dos mercados emergentes
Agora, com o final da eleição presidencial nos Estados Unidos com a reeleição do presidente Barack Obama para cumprir o seu segundo mandato de quatro anos, somos capazes de fazer o que sempre fazemos depois que acontecem eleição de grande importância ou mudança de regime:examinar as implicações potenciais de mudanças políticas sobre os nossos investimentos. Segundo a opinião da nossa equipe, há dois grandes fatores que os investidores globais precisam estar atentos: a saúde econômica no futuro dos Estados Unidos e o posicionamento em política externa do governo do Presidente Obama em relação a países cruciais, particularmente a China.
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Os interesses dos vizinhos Rússia e China
Se os nossos vizinhos estão tão próximos como pessoas lado a lado em assentos de avião ou se estão do outro lado da fronteira do país, a maioria deve provavelmente concordar que ainda que os vizinhos não concordem exatamente em vários pontos, a cooperação pacífica faz mais sentido do que relações tensas. A China e a Rússia compartilhar mais de 6,4 mil quilômetros de fronteiras e a sua relação como vizinhos teve, evidentemente, alguns altos e baixos. Mas está claro para mim que as oportunidades de cooperação entre as duas nações tem o potencial de gerar benefícios mútuos enormes, particularmente na comercialização de recursos naturais.



O americano Mark Mobius, um dos investidores mais respeitados do mundo, é o chairman executivo do Templeton Emerging Markets Group.