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	<title>Blog do Mark Mobius</title>
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		<title>Reformas na Índia: Obra em progresso</title>
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		<pubDate>Thu, 24 May 2012 17:03:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mark Mobius</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A comunidade de investidores globais está em clima de guerra (e com razão para tanto) sobre a tentativa do governo indiano de tentar resolver eventuais fraudes fiscais usando medidas fiscais retroativas. Diversos investidores começaram a expressar a sua desaprovação retirando &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/blog-do-mark-mobius/2012/05/24/reformas-na-india-obra-em-progresso/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A comunidade de investidores globais está em clima de guerra (e com razão para tanto) sobre a tentativa do governo indiano de tentar resolver eventuais fraudes fiscais usando medidas fiscais retroativas. Diversos investidores começaram a expressar a sua desaprovação retirando os seus dólares e, em meio a pressão, o ministro das finanças indiano decidiu adiar a promulgação da “regra geral contra evasão” (GAAR, da sigla em inglês) por um ano. Acredito que esse seja um passo em uma direção positiva, ainda que o debate tenha apenas sido adiado e não resolvido completamente. E, taxas retroativas sobre ganhos de capital ainda estão sobre a mesa.</p>
<p><span id="more-2342"></span></p>
<p>A questão sobre evasão fiscal leva para outro assunto delicado: corrupção. A corrupção pode nublar as boas perspectivas de investimento e erodir a confiança dos investidores, e nenhuma nação —desenvolvida ou emergente—está completamente imune a isso. A boa notícia é que na atual era da tecnologia da informação, é mais difícil esconder práticas corruptas e colocá-las embaixo do tapete. As redes sociais aumentaram a pressão nos políticos para resolver esse tipo de problema, uma vez que os cidadãos estão acompanhando e relatando essas coisas para todo o mundo. A Índia recentemente se descobriu na posição pouco confortável de ter os holofotes da imprensa destacando os seus problemas com a corrupção e o mundo acompanha o desafio do país para acabar com isso.</p>
<p><strong>Ativismo e Mudança</strong></p>
<p>Acredito que haja a necessidade de várias reformas na Índia, mas estou otimista em relação ao sucesso do país em encontrar uma maneira de resolver todos esses problemas. A Índia possui bastante potencial a seu favor, tanto pelo seu povo quanto para os investidores de longo prazo, do meu ponto de vista. É importante manter a atenção nestes fatores para não ser influenciado demais por algumas das manchetes chocantes. Ainda acredito que todas as nações do BRIC possuem perspectivas econômicas melhores do que muitos dos países desenvolvidos, que ainda estão pressionadas pelo crescimento extremamente lento e por dívida.</p>
<p>Ao longo do ano passado, protestos violentos na Índia colocaram a corrupção na lista de preocupações dos políticos. Vejo o ativismo como o primeiro passo para resolver esse tipo de problema e acredito que as ações dos ativistas anti-corrupção conseguiram grandes avanços em angariar suporte do público e motivando as autoridades. Para mim, isso é algo positivo. No entanto, algumas pessoas apoiadas no poder da mídia social e eletrônica podem influenciar o sistema de maneira limitada. Inevitavelmente, o estado possui mais poder para motivar mudanças do que os indivíduos possuem, então os protestos precisam ser acompanhados por ações no nível governamental.</p>
<p>Em um escândalo recente de corrupção, a Índia perdeu 211 bilhões de dólares em faturamento ao vender minas de carvão por preços muito baratos, de acordo com um relatório feito pelo auditor estatal que foi vazado para a imprensa.1 Contudo, é preciso notar que várias nações passam por esses períodos em que os ativos nacionais são usados de maneira errada ou mal distribuídos por pessoas que estão próximas ao poder. Neste sentido, a Índia não é um exemplo isolado.</p>
<p>Do lado mais positivo, depois de que muitos casos de corrupção foram expostos, hoje parece ser bem mais difícil para alguém interessado se permitir a participar de esquemas descarados de corrupção como era comum na última década. Duvido que a atual safra dos políticos e burocratas faça uma reforma completa do sistema, mas as consequências terríveis estão aparentes para a próxima geração dos políticos que devem ser muito mais cautelosos nas suas negociações e, tenho esperança, não tão corruptos ou flexíveis.</p>
<p><strong>A estrada à frente</strong></p>
<p>O lado positivo dos escândalos chegando à tona é que eles podem impulsionar a mudança. O poder da imprensa, o ato Direito à Informação2, e o crescente uso da tecnologia da informação para oferecer serviços públicos e privados que podem ajudar a combater a corrupção em negociações no setor público e no privado indiano. Sigo otimista que a Índia vai eventualmente ser capaz de colocar alguns desses famosos escândalos no passado.</p>
<p>Para conseguir isso, acredito que há algumas áreas em que a Índia vai precisar continuar construindo sobre o caminho que já trilharam em passos pequenos:</p>
<p>1) Direitos de títulos e de licenças<strong>. Definindo com clareza os direitos de título e licenciamento </strong>—seja em licenças de telecomunicações ou direitos de mineração— é chave. Uma vez que o título está liberado e pode ir ao mercado, acredito que as oportunidades de corrupção vão cair.</p>
<p>2) Criação de excedentes<strong>.</strong> Uma das principais causas de corrupção está na falta generalizada de excedente na economia. Criar excedentes e abrir a economia pode apoiar a redução na corrupação.</p>
<p>3) Clareza na lei<strong>.</strong> Com clareza, os tribunais e os cidadãos são mais capazes de compreender o que é correto e o que é incorreto. Algumas decisões recentes nos tribunais da Índia parecem mostrar que o corpo judiciário indiano apoia a luta contra a corrupção e considera os interesses do cidadãos e do país como algo fundamental.</p>
<p>4) Carta dos Cidadãos<strong>.</strong> Isto é parte do projeto de lei Jan Lokpal ou projeto de lei Ombudsman dos Cidadãos que é a primeira versão de uma lei anti-corrupção criada pela sociedade civil. A intenção é que a Carta dos Cidadãos dê aos indivíduos o direito à serviços em um período de tempo préestabelecido, sem estar sujeito a tempos de espera infinitos.</p>
<p>5) Independência dos braços da polícia e investigativo<strong>.</strong> Este é outro elemento do projeto de lei Lokpal, escrito com a intenção aparente de permitir que um corpo independente chamado Lokpal atue como ombudsman atue de maneira separada do governo e libere da influência ministerial as suas investigações.</p>
<p>Acredito que ainda que exista espaço para melhora significativa, a Índia realizou mudanças que começa a colocar o país no caminho correto, em particular no setor público. Como parte do seu esforço de bem estar público, o governo anunciou planos para fornecer um número de identidade único (conhecido como Aadhaar) para todos os indianos nos próximos 4 a 5 anos em um esforço para prevenir novos vazamentos de recursos.</p>
<p>Muitas das companhias estatais na Índia também estão se abrindo para o desenvolvimento de “pactos de integridade”. Quarenta e quatro empresas estatais adotaram e implementaram os pactos de integridade com a Transparência Internacional Índia3. Entre as empresas controladas pelo estado participantes, cerca de 95% deles acreditam que o pacto de integridade ajudaou a fazer os processos de compra mais transparentes.4</p>
<p>Por mais que seja fácil se sentir desencorajado após um escândalo, opto por continuar a olhar as oportunidades de investimentos em longo prazo na Índia. Acredito que os vastos recursos naturais da Índia e a tendência positiva (ainda que desigual) de crescimento da classe média, o crescimento do produto interno bruto e a fome doméstica por bens de consumo apresentam-se como oportunidades para o pesquisador atento. A nossa estratégia é, e sempre foi, avaliação de baixo para cima das companhias, individualmente. Investir na Índia não é uma exceção a isso.</p>
<div>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<p>1. Fonte: <em>Financial Times</em>, “Confidence Shaken in Índian Government,” de março de22, 2012.</p>
<p>2.O Ato do Direito à Informação de 2005 é um ato do parlamento indiano que define que qualquer cidadão pode pedir informações de uma autoridade pública que deve responder em até 30 dias, O ato do Direito à Informação de 2005.</p>
<p>3. Transparência Internacional Índia é o registrado capítulo indiano da Transparência Internacional, organização internacional da sociedade civil sediada em Berlim que transformou a sua batalha conta a corrupção em um movimento mundial.</p>
<p>4. Transparência Internacional Índia, “Pacto de Integridade” relatório, 17 de janeiro de 2012.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Africa: Investindo no berço da civilização Parte 3: As oportunidades de ouro de gana</title>
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		<pubDate>Mon, 21 May 2012 15:07:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mark Mobius</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este ano pode se provar um dos mais interessantes para o país na costa oeste africana, Gana. Os resultados das eleições presidenciais e parlamentares, que estão previstas para acontecer até o final do ano, vão com quase certeza gerar impacto &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/blog-do-mark-mobius/2012/05/21/africa-investindo-no-berco-da-civilizacao-parte-3-as-oportunidades-de-ouro-de-gana/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este ano pode se provar um dos mais interessantes para o país na costa oeste africana, Gana. Os resultados das eleições presidenciais e parlamentares, que estão previstas para acontecer até o final do ano, vão com quase certeza gerar impacto na definição do futuro do país. O presidente John Atta Mills declarou em entrevistas na imprensa que ele vai “tomar todos os passos constitucionais necessários para garantir que seja conduzida uma eleição livre, justa e transparente.” Espero, evidentemente, que ele seja bem sucedido em seus esforços, já que depois de uma recente viagem de análise de oportunidades investimentos em Gana, fiquei bem impressionado pelo crescimento econômico de 14% em 20111 (isto é mais rápido do que a China!), e ficaria feliz de ver novas evidências que o bom momento vai continuar.</p>
<p><span id="more-2292"></span></p>
<p><strong>Gana Cresce</strong></p>
<p>Gana possui recursos naturais em abundância, incluindo madeira, petróleo, prata e manganês, mas talvez os mais importantes sejam cacau e ouro, dois commodities valiosos dos quais a Gana é um produtor fundamental. A mineradora de ouro que é considerada por muitos como a principal do país está listada em várias bolsas de valores ao redor do mundo. No mundo ocidental, o chocolate está presente em todos os lugares, aparecendo em todos os tipos de produtos de chocolate quente instantâneo para trufas artesanais. Na Índia, o ouro brilha em praticamente todos os lugares e a estação dos casamentos é totalmente enfeitada com ele. O mercado consumidor global para estes commodities é evidente. Tão importante quanto o cacau para o negócio de exportação de Gana, o país também planta arroz, mandioca, amendoim, milho e bananas2 em quantidades significativas, o que faz dos seus ativos agrícolas razoavelmente bem diversificados.</p>
<p><strong>Fechando negócios em Gana</strong></p>
<p>A bolsa de valores de Gana consegue benefícios por conta da sua proximidade com a Nigéria e a Costa do Marfim, o que torna mais simples a cooperação entre as bolsas e ajuda a melhorar a liquidez. A bolsa ganesa não é nova; foi fundada 21 anos atrás. Pelo o que eu observei, possui entre 20 a 30 corretores negociando tanto ações quanto títulos em um sistema completamente eletrônico para negociação e liquidação que os permite fazer negócios a partir dos seus escritórios ou das suas casas.</p>
<div id="attachment_2302" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/blog-do-mark-mobius/files/2012/05/BLOG_MarkMobius_05142012-200x300.jpg"><img class="size-full wp-image-2302" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/blog-do-mark-mobius/files/2012/05/BLOG_MarkMobius_05142012-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Mark Mobius em Gana</p></div>
<p>É evidente que nem tudo o que reluz é ouro e Gana enfrenta a sua própria quota de desafios.No setor bancário, a taxa de empréstimos não pagos (NPLs, da sigla em inglês) é bastante alta, ainda que a expectativa seja de queda em um ambiente macroeconômico mais estável.3 Isto é, efetivamente, algo para se manter atento.</p>
<p>Do meu ponto de vista, não são muito ganeses que possuem uma conta bancária, então acredito que as perspectivas para crescimento são boas no setor bancário.</p>
<p>No Banco Central ganês, encontramos um grupo de executivos interessados em promover Gana como um destino de investimento. O foco deles era na tentativa de conter a inflação e criar um ambiente estável para os negócios. As reservas cambiais em moeda estrangeira estão aumentando e dobraram desde 2008 para 5.6 bilhões de dólares em 31 de dezembro de 2011, enquanto a inflação caiu para o nível atual de dígito único.4 Está aparente para nós que o governo instituiu uma política de arrocho fiscal e disciplina orçamentária que, combinada com os altos preços do cacau, tiveram um impacto positivo na economia.</p>
<p><strong>Relacionamento com a China </strong></p>
<p>A relação da Gana com a China é particularmente interessante. Os dois países têm mantido estreitas relações desde a década de 1960s, quando o então presidente Kwame Nkrumah fez lobby para a República Popular da China (PRC, da sigla em inglês) ser readmitida na Organização das Nações Unidas. Evidências do relacionamento contínuo é abundante. Em 1992, uma joint-venture incluindo o governo chinês, o governo ganês e investidores privados de Gana e Hong Kong virou manchete na imprensa mundial ao criar uma mina para extrair ouro. Além disso, ainda que o crédito para Gana nos últimos anos tenha sido apertado, o governo chinês continuou a oferecer empréstimos. Na verdade, a China recentemente disponibilizou para Gana 3 bilhões de dólares para projetos de infraestrutura. Todos estes links podem ajudar a explicar o motivo de existir, desde 2007, cursos de línguas chinesas nas Universidades e Colégios em Gana.</p>
<p><strong>Ouro Negro </strong></p>
<p>Dada a crescente demanda por energia e os altos investimentos necessários para importar petróleo, a notícia que provavelmente empolgou mais os ganeses foi a descoberta de quantidades comerciais de reservas petrolíferas na costa.</p>
<p>Em 1983, o governo criou a Corporação Nacional de Petróleo de Gana (GNPC, da sigla em inglês) para promover a exploração e a produção. Em 2007, descobriu um campo de petróleo que a GNPC espera criar o ambiente necessário para que Gana consiga atingir a meta de produção de 200,000 barris de petróleo neste ano.5</p>
<p>O país também possui gás natural, que pode ser usado para alimentar turbinas para a produção de eletricidade que o país precisa urgentemente. A GNPC está usando o gás na costa para gerar energia elétrica que está sendo direcionada para o grid nacional e regional.</p>
<p>Com tudo isso, Gana parece que vai ficar na lista do meu time e minha. Vou continuar a acompanhar o país na busca contínua por empresas subavaliadas e oportunidades de barganha em mercados de fronteira.</p>
<div>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<p>1 FMI, “Missão para Gana”, Março de 2012</p>
<p>2 CIA, The World Factbook, 13 de Abril de 2012</p>
<p>3 Gana Banking Survey PwC Junho de 2011</p>
<p>4 CIA, The World Factbook, 13 de Abril de 2012</p>
<p>5 GNPC, 5th Fórum de Petróleo Africano, Abril de 2008</p>
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		<title>África: Investindo no Berço da Civilização &#8211; Parte 2</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 14:20:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mark Mobius</dc:creator>
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		<description><![CDATA[9 de Maio de 2012 A África é bem conhecida pela sua riqueza em recursos naturais, que inclui petróleo e gás natural, e uma grande variedade de metais e minerais assim como grandes áreas de terra agrícola. Tais riquezas atraíram &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/blog-do-mark-mobius/2012/05/17/africa-investindo-no-berco-da-civilizacao-parte-2/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>9 de Maio de 2012</p>
<p>A África é bem conhecida pela sua riqueza em recursos naturais, que inclui petróleo e gás natural, e uma grande variedade de metais e minerais assim como grandes áreas de terra agrícola. Tais riquezas atraíram investidores globais, mais notavelmente de países com mercados emergentes como China, Índia e Brasil.</p>
<p>Muitos destes investidores vinham buscando por matérias-primas para o seu próprio desenvolvimento econômico e mercado para as suas indústrias. Em contrapartida, diversos países africanos passaram a receber infraestrutura vital como transportes, usinas de energia elétrica, escolas e hospitais, o que traz à tona outro grande recurso africano: a gigantesca e jovem população.</p>
<p>Mark Mobious na África</p>
<p>Mais de um bilhão de pessoas e com a idade média de apenas vinte anos1, a população da África está presenciando a mudança das perspectivas e a produtividade transformada por educação, mobilidade e acesso aos recursos de capital.</p>
<p>Os efeitos deste ciclo virtuoso são evidentes. Entre 2001 e 2010, seis das economias que cresciam mais rapidamente do mundo estavam na África.2 Para os próximos cinco anos, o Fundo Monetário Internacional prevê o crescimento do produto interno bruto acima dos 5% para a África subsaariana como um todo.3</p>
<p>Por conta das razões detalhadas acima, eu gosto do contexto de commodities e do público consumidor no continente.</p>
<p>Na área de infraestrutura, oportunidades para investidores estão escassas, uma vez que a maior parte do desenvolvimento em infraestrutura está sob mãos governamentais e ainda não foi privatizada. Contudo, empresas que fornecem maquinário pesado e materiais como cimento podem encontrar possibilidades de investimentos.</p>
<p>A indústria bancária no continente é de importância especial, não apenas pelo crescimento da microfinança, mas também por conta do crescimento dos bancos e da sua movimentação rumo à oferta de serviços bancários aos consumidores. </p>
<p>Na Nigéria, as reformas do setor bancário foram o gatilho para uma onda de consolidações, criando vários bancos bem gerenciados e com finanças fortes. Em outros locais, a privatização e a entrada no mercado de ações de empresas estatais pode transformar a liquidez do mercado de ações e mostrar as próprias empresas práticas mais modernas de gestão.<br />
A África do Sul é o favorito de costume entre os vários investidores no continente africano. Trata-se de um mercado amplo e profundo que tem alguns desafios de investimentos relacionados com a liquidez e a transparência geral, ainda que eles não sejam tão grandes quanto são em outros mercados africanos.</p>
<p>Entre as empresas de consumo na África do Sul estão companhias especializadas em produtos para o consumidor final e empresas de serviços ao consumidor —como bancos varejistas e seguradoras— assim como as corporações no setor de telecomunicações. Na medida em que analisamos estas oportunidades de investimentos, eu procuro empresas que parecem estar em uma boa posição de mercado e possuem boa gestão que respeita os direitos dos acionistas. </p>
<p>Em termos de potencial de crescimento, acredito que a Nigéria representa um dos mercados mais atrativos da África, seguido pelo Quênia e por Gana.</p>
<p>Considero a África um importante destino de investimento, mas investir no continente – ou em qualquer lugar, na verdade— não é algo sem os seus desafios.</p>
<p>A inflação é particularmente alta em certos países, em especial na Nigéria. Mas, na maior parte da África, a inflação parece ser menos motivo de preocupação e, em alguns casos, está até em queda.</p>
<p>A instabilidade política é outra preocupação. Com as eleições quenianas adiadas até março de 2013, vários especialistas estão se questionando para saber se os quenianos vão repetir a violência que aconteceu depois das eleições presidenciais de 2007.  Eu não estou muito preocupado, já que com base no que eu tenho ouvido e vendo, o corpo político no Quênia está muito consciente do gigantesco dano que esse tipo de violência causa para todos os lados. Além disso, as autoridades reconhecem que a violência atrapalha o desejo da população local e de outras partes do continente de ver um aumento na qualidade de vida. Isto é um incentivo importante para evitar a violência.</p>
<p>O que gostaríamos de ver na África é mais liquidez. As bolsas de valores poderiam facilitar isso ao criar listas tão fáceis quanto possíveis para empresas interessadas.</p>
<p>Mais importante, acreditamos que os governos devem avançar na privatização de empresas públicas e facilitar a listagem. Entre os benefícios que podemos ver para as companhias incluem um perfil maior e acesso facilitado às finanças. Relatórios públicos também podem ser benéficos para as empresas, já que as encoraja a aderir a altos padrões de gestão de negócios.</p>
<p>Enquanto eu continuo atento a esses desafios, acredito que a visão de longo prazo para a África segue positiva. Com recursos naturais em abundância, uma população jovem, e com interesse reforçado de países com mercados emergentes, será interessante acompanhar como as economias no berço da civilização vão crescer.<br />
________________________________________</p>
<p>1 Nações Unidas 2010<br />
2 The Economist<br />
3 FMI</p>
]]></content:encoded>
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		<title>África: Investindo no berço da civilização &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 17:09:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mark Mobius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[África é reconhecida mundialmente como o berço da civilização. Além da sua história como o alicerce para o desenvolvimento da humanidade, a África também é um continente recheado de amplas oportunidades de investimento, desde que você tenha tomado a decisão &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/blog-do-mark-mobius/2012/05/08/africa-investindo-no-berco-da-civilizacao-parte-1/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>África é reconhecida mundialmente como o berço da civilização. Além da sua história como o alicerce para o desenvolvimento da humanidade, a África também é um continente recheado de amplas oportunidades de investimento, desde que você tenha tomado a decisão de buscar os retornos em longo prazo.</p>
<p>A minha equipe e eu vemos a África em duas grandes partes:(1) a África subsaariana onde A África do Sul e a Nigéria dominam e (2) os mercados do norte africano, onde o Egito é o maior. É evidente que o mercado sul-africano é muito maior e mais desenvolvido do que outros mercados da áfrica subsaariana.</p>
<p><span id="more-2212"></span></p>
<p>Estamos analisando há tempos vários mercados no continente africanos, vários deles com desenvolvimento bastante rápido, ainda que tenham um longo caminho a ir para ter o seu potencial totalmente realizado.</p>
<p>O Norte da África foi a região em que aconteceu, um ano atrás, a Primavera Árabe. Desde a revolução, o mercado tunisiano saiu do radar de vários investidores, mas em uma visita recente, pude observar que a vida lá voltou em grande parte ao seu ritmo normal, especialmente em termos de melhoria na estabilidade política.</p>
<p>Apesar da revolução, não houve a correção no mercado tunisiano do tamanho que algumas pessoas esperavam.</p>
<p>No Marrocos há também poucas oportunidades que acreditamos ter preço atrativo. Uma vez que os marroquinos não podem levar o dinheiro para fora do país, eles tendem a mantê-lo em um banco ou investi-lo no câmbio local. De qualquer maneira, a minha equipe e eu estamos analisando a história ativa dos consumidores e o setor bancário —com a sua exposição ao Oeste Africano— com interesse.</p>
<p>O Egito também é interessante para nós. Ele possui uma das maiores economias na África com a população de 81 milhões1 e uma economia diversificada que inclui o setor bancário, telecomunicações e turismo, assim como comércio exterior com o Oriente Médio e a Europa.</p>
<p>Significativamente, um ano atrás o regime de Mubarak caiu e, desde então, o mercado tem sido um tanto caótico, com o capital deixando o país e quase nada vindo na outra direção. Como resultado, as reservas em moedas estrangeiras veem caindo.2 Nós ainda vemos algumas oportunidades de investimentos e gostamos de certas companhias que não estão atuando exclusivamente no Egito, mas, ao contrário, possuem uma exposição regional especialmente em construção, no setor bancário e as operadoras de telecomunicações.</p>
<p>Contudo, há pouquíssima visibilidade e a incerteza contínua sobre o futuro político lá promete nublar o cenário para os próximos dois ou três anos, na nossa opinião. Com uma nova administração a vir, será interessante ver qual será a política econômica que vai perseguir. Iremos, evidentemente, manter um olhar atento sobre os acontecimentos na região.</p>
<p>Continou a monitorar a dinâmica do mercado na Líbia e estou ansioso para analisar aquele mercado.</p>
<p>Volte, por favor, a visitar o blog enquanto eu continuou a analisar o panorama de investimentos na África.</p>
<div>
<p> 1 Banco Mundial em fevereiro de 2012</p>
</div>
<p>2Banco Central do Egito &amp; CIA World Factbook 2011, Reservas cambiais em moeda estrangeira em 18.1 bilhões de dólares (Dez 2011) contra 35.72 bilhões de dólares (estimativa em Dez 2010)</p>
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		<title>O Tipo de aterrissagem da China</title>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 20:15:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mark Mobius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Por mais que ainda seja considerada como uma economia emergente, não há dúvidas que a China já possui uma boa dose de influência sobre os mercados globais. Analistas e economistas parecem aguardar com a respiração suspensa por qualquer pedaço de &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/blog-do-mark-mobius/2012/05/02/o-tipo-de-aterrissagem-da-china/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por mais que ainda seja considerada como uma economia emergente, não há dúvidas que a China já possui uma boa dose de influência sobre os mercados globais. Analistas e economistas parecem aguardar com a respiração suspensa por qualquer pedaço de informação que confirme ou negue que o país —visto por vários especialistas como a locomotiva de crescimento do mundo—deve continuar na velocidade atingida ou se seu motor começou a gaguejar. Já disse várias vezes que a minha perspectiva de longo prazo para a China segue positiva, mas é verdade que neste ano vimos algumas evidências de resfriamento em algumas áreas da economia da China como em manufatura, construção civil e exportações. Então a questão que ocupa a mente de todos é: A China vai ter uma aterrizagem suave ou traumática?</p>
<p><span id="more-2132"></span></p>
<p>Na minha opinião: a China pode simplesmente não estar aterrizando. Como é possível discutir sobre uma aterrizagem suave ou traumática quando as expectativas para o crescimento na China é de 7.5% em 2012?1 Uma aterrizagem traumática é definida como uma queda tão rápida que culmina em recessão. Eu não consigo ver este cenário acontecendo aqui. Uma aterrizagem suave é apontada quando há uma redução no crescimento de 2% a 3%, o que, novamente, não está entre as previsões. Alguns economistas usaram os termos &#8216;aterrissagem suave&#8217; e &#8216;aterrissagem dura&#8217; sem definir apropriadamente o que eles queriam dizer com isso. O Banco Mundial parece definir como uma gradual diminuição no crescimento como “aterrissagem suave”2, mas uma queda no crescimento de 8% para 7%, ou de 10% para 8%, não parece de maneira nenhuma entrar na definição de &#8216;aterrissagem&#8217;.</p>
<p>Na verdade, nós precisamos olhar os fatos e não especular o que não está evidente nos dados.</p>
<p>No primeiro trimestre deste ano, o crescimento da China chegou aos 8,1%, queda perante ao avanço de 8,9% registrado nos últimos três meses de 2011.3 A produção industrial está expandindo em cerca de 11,9% na taxa anualizada e as vendas no varejo subiram subiram a uma taxa de 15% no primeiro trimestre de 2012.3 As receitas totais per capita também estavam tendo variação positiva. Nas áreas urbanas, a receita total per capita no primeiro trimestre de 2012 subiu em média 10%, valor que ficou em 13% em áreas rurais.3</p>
<p>O avanço dos investimentos de renda fixa é ainda maior, de até 21% no primeiro trimestre deste ano.3 Mais especificamente, o investimento em manufatura cresceu em 25% sobre o mesmo período de tempo.3 No setor imobiliário, o crescimento ano a ano chegou aos 24% no primeiro trimestre, particularmente forte no setor comercial e de escritórios.4 Investimentos em propriedades residenciais subiram 19% no mesmo período. 4</p>
<p>Ainda que alguns destes números representem uma diminuição do ritmo registrado no ano passado, eles não são nada desprezíveis.</p>
<p>Suspeito que a origem das conversas pessimistas sobre o destino econômico da China está mais relacionada com economistas excessivamente otimistas que estão desapontados com os dados recentes e, por conta disso, começam a soar os alarmes. O meu time de investimento e eu não estão olhando apenas para os fatos macroeconômicos disponíveis, mas como investidores &#8216;bottom-up&#8217;, achamos que é igualmente importante examinar as bases específicas de cada companhia. Na nossa visão de longo prazo, a China segue com perspectivas positivas apesar do barulho recente.</p>
<p>Os nossos principais temas de investimentos em geral estão focados em consumidores ou commodities. Acreditamos que os consumidores chineses devem continuar a ganhar espaço e a política macroeconômica chinesa está cada vez mais se movendo de um modelo baseado em exportação para uma situação alimentada pela demanda doméstica. Esperamos também que a demanda por hard e soft commodities continue forte na China e em vários outros países emergentes enquanto eles se industrializem, ganhem riqueza e aumentem os gastos em infraestrutura, o que tende a tirar do equilíbrio a oferta e a procura, dando mais força aos produtores.</p>
<p>1China.org.cn, China reduz previsão de crescimento do PIB para 7.5%, 5 de março de 2012.</p>
<p>2 Banco Mundial, Atualização Trimestral da China, Abril de 2012.</p>
<p>3 Bureau Nacional de Estatísticas da China, 13 de Abril de 2012.</p>
<p>4 Bureau Nacional de Estatísticas da China; Vendas e Desenvolvimento do Setor Imobiliário, 16 de Abril de 2012.</p>
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		<title>Myanmar: Abrindo a porta para a democracia</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 13:44:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mark Mobius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Myanmar, antigamente conhecido como Birmânia, vê a democracia esperando ao pé da sua porta. Por décadas, Aung San Suu Kyi liderou a batalha pela democracia a frente da Liga Nacional pela Democracia (NLD, da sigla em inglês) enfrentando o regime &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/blog-do-mark-mobius/2012/04/27/myanmar-abrindo-a-porta-para-a-democracia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Myanmar, antigamente conhecido como Birmânia, vê a democracia esperando ao pé da sua porta.</p>
<p>Por décadas, Aung San Suu Kyi liderou a batalha pela democracia a frente da Liga Nacional pela Democracia (NLD, da sigla em inglês) enfrentando o regime militar que controlava o país. Vencedora de um prêmio Nobel da Paz, ela conseguiu manter a sua popularidade por mais de duas décadas enquanto estava na detida na prisão ou em prisão domiciliar. Agora livre, em 1º de abril de 2012 ela conquistou uma vitória esmagadora nas eleições parlamentares no Myanmar. Arrastando multidões entusiasmadas, os seus partidários a chamam de “Amay Suu,” ou “Mãe Suu.” As esperanças estão em alta para que ela consiga liderar esta nação, com tantos problemas no passado, a uma nova era de democracia e liberdade pessoal.</p>
<p><span id="more-2092"></span></p>
<p>O mundo vem acompanhando o desenrolar destes acontecimentos. Sob olhar do Ocidente democrático, a reputação de Myanmar melhorou, junto com a reputação do grupo ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático). Estou acompanhando também o que acontece com Myanmar e me sinto que as mudanças têm sido encorajadoras.</p>
<p>A recente eleição apresenta uma mostra significativa do progresso que culminar com a comunidade internacional mais perto de suspender ou diminuir as sanções econômicas. Antes da eleição, já vimos uma franca melhora com as relações de Myanmar com o restante do mundo, sinalizado pela visita da secretária de Estado dos Estados Unidos Hillary Clinton, uma mudança de embaixadores nos EUA, e a colaboração com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em reformas monetárias. Após as eleição, mais nações expressaram o seu interesse em abrir relações diplomáticas plenas e reforçar os laços com Myanmar. A diminuição das sanções econômicas pode ajudar a trazer investimento estrangeiro, aumentar o comércio e fazer da riqueza crescente para as pessoas de Myanmar.</p>
<p>Acredito, contudo, que a verdadeira prova de fogo vai acontecer em 2015 quando a maioria dos assentos legislativos vão estar abertos para eleição. A capacidade de Suu Kyi para exercer influência no governo é um assunto em desenvolvimento e parece provável que vá ser um fator nestas eleições.</p>
<p>Por enquanto, a democracia em Myanmar segue em sua infância. As recentes eleições trataram tanto da democracia como da reforma nas instituições dos países. Eu acredito que algumas reformas fundamentais são necessárias para colocar o país no rumo da modernização. No primeiro dia comercial após a eleição, Myanmar tentou melhorar o seu sistema financeiro com o lançamento de um novo regime de câmbio estrangeiro. Um novo mercado de ações, um banco central maior e independente e a introdução de isenções fiscais para investidores financeiros estão entre os novos planos de reforma recentemente anunciados pelo governo.</p>
<p>Para Myanmar liberar o seu potencial total, precisa ser retirada das sanções ocidental, abrir espaço para o investimento estrangeiro direto e investir no desenvolvimento da infraestrutura. Investimento é essencial para o processo de reformas e reformas bem sucedidas devem, de maneira geral, aumentar a produtividade econômica e, ao fazer isso, trazer mais bens e serviços para o público. Pelo o que eu vi em Myanmar, este processo de reforma institucional está em seus estágios iniciais e vai consumir ainda tempo.</p>
<p>Acredito que as oportunidades de investimentos em potencial para o país devem, com o tempo, ser extensas. O tempo vai dependere de uma série de fatores, incluindo quão rapidamente a moeda pode ser normalizada. A moeda de Myanmar, o Kyat, está agora sob um sistema de flutuação controlada, o que significa que o valor da moeda é definido pelo mercado em vez de ser fixada. No dia 2 de abril, o Banco Central do Myanmar definiu como taxa de referência 818 Kyat para cada dólar dos Estados Unidos.<a href="https://markmobius.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=349-20521#_ftn1">[1]</a> Antes de ser flutuante, o Kyat tinha uma taxa oficial e uma taxa no mercado negro (por exemplo, a taxa real que todos utilizavam quando trocavam o Kyat). A taxa oficial de troca era muito diferente da taxa real de troca e as diferenças entre os dois podiam ser, em muitas ocasiões, muito significativas. Investidores estrangeiros devem ser encorajados pelo novo sistema.</p>
<p>Apesar do seu progresso recente, a corrupção segue como um dos desafios continuados em Myanmar. Ela foi colocada na categoria “Pior” no ranking segundo o nível de percepção da corrupção no setor público.<a href="https://markmobius.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=349-20521#_ftn2">[2]</a> O país também sofre com a falta de uma estrutura legal, algo que nós temos e teremos que manter em mente durante a nossa análise.</p>
<p>Myanmar tem um histórico certamente com problemas e, talvez, a maior incerteza agora seja a sua classe militar. Em 1988, protestos pró-democracia não violentos sofreram brutalmente destruídos e acabaram em milhares de mortes. O NLD conquistou mais de 82 porcento dos assentos legislativos nas eleições de 1990, mas a junta militar rejeitou os resultados e manteve a mão de ferro sobre a população.</p>
<p>Como os militares estão vendo as eleições recentes ainda é algo em área cinza que só deve se tornar mais clara durante e depois a eleição geral de 2015, quando os avanços democráticos recentes podem ser confirmados ou reduzidos.</p>
<p>Com tais riscos em mente, acredito que Myanmar tem muito potencial. É rico em recursos naturais, incluindo madeira, estanho, cobre, chumbo, carvão, gás natural e energia hidrelétrica.<a href="https://markmobius.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=349-20521#_ftn3">[3]</a> A sua localização geográfica no sudeste da Ásia, entre Bangladesh e Tailândia, é ideal para comércio entre os países. O crescimento real do produto interno bruto deve aumentar, de acordo com previsões do FMI para 5.5% em 2011-2012 em 6% em 2012-2013.<a href="https://markmobius.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=349-20521#_ftn4">[4]</a> Apoiada pelo aumento do crédito e o aumento da confiança das empresas, acredito que este crescimento será motivado pelas exportações das commodities e pelo maior investimento. 4</p>
<p>Como eu sempre disse, investir em oportunidades envolve enfrentar riscos. Myanmar não é exceção. Neste momento, há muita euforia e empolgação sobre as possibilidades, mas os investidores devem tentar evitar serem levados pela emoção. É importante ter a consciência que o desenvolvimento dos mercados de capitais (títulos e ações) leva tempo. É preciso ter cuidado com a super-especulação, que tende a atingir o seu ápice nos estágios iniciais de desenvolvimento. Os investidores normalmente tentam correr para chegar primeiro e podem, potencialmente, aumentar demais os preços das ações, o que pode resultar em avaliações caras.</p>
<p>Uma das razões pela qual eu passo 250 dias na estrada por ano é para olhar para as oportunidades de investimento individualmente e vendo diretamente. Estou ansioso para ver as mudanças e oportunidades potenciais em Myanmar se desenvolver em primeira mão.</p>
<p>Myanmar parece estar em vias de vivenciar mudança política e econômica. Acredito que a modernização consiga acabar com vários obstáculos para o crescimento, reforçando o clima para investimentos e liberalizando o comércio, investimento estrangeiro direto e o setor financeiro.</p>
<p>Estou ansioso pelo progresso de Myanmar e o momento de abrir a porta para a democracia.</p>
<div>
<p>&nbsp;</p>
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<p><a href="https://markmobius.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=349-20521#_ftnref1">[1]</a> Fonte: Bloomberg, “Myanmar Sets Kyat Reference Rate as it Adopts Managed Float,” April 2, 2012.</p>
<p><a href="https://markmobius.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=349-20521#_ftnref2">[2]</a>Transparência Internacional, Índice da Percepção de Corrupção 2011.</p>
<p><a href="https://markmobius.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=349-20521#_ftnref3">[3]</a>CIA World Factbook, 19 de março de 2012.</p>
<p><a href="https://markmobius.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=349-20521#_ftnref4">[4]</a>FMI, Missão para Myanmar, 25 de janeiro de 2012.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Marcas de mercados emergentes: dos bastidores para o centro do palco</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 15:06:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mark Mobius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Diversas marcas de mercados emergentes não estão mais esperando nos bastidores. Eu venho notando isso nas minhas viagens já faz algum tempo. Mais recentemente, por exemplo, eu notei filas em um shopping center nos Estados Unidos de pessoas que esperavam &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/blog-do-mark-mobius/2012/04/20/marcas-de-mercados-emergentes-dos-bastidores-para-o-centro-do-palco/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diversas marcas de mercados emergentes não estão mais esperando nos bastidores. Eu venho notando isso nas minhas viagens já faz algum tempo. Mais recentemente, por exemplo, eu notei filas em um shopping center nos Estados Unidos de pessoas que esperavam para comprar calçados feitos por uma empresa sul-americana. E, enquanto eu jantava em um restaurante em outra parte do mundo, observei um pessoa em mesa próxima à minha pedir cerveja mexicana.</p>
<p><span id="more-2042"></span></p>
<p>Como tinha dito, esta não é a primeira vez que noto marcas de mercados emergentes entrando no mercado consumidor do mundo desenvolvido. A caçada da China em busca de marcas globais pode ser a movimentação que ganha a maior quantidade de manchetes ultimamente, mas há empresas nas nações emergentes—incluindo Brasil, Índia, Rússia, México e Coreia do Sul—que estão participando da mesma busca. Por exemplo, uma companhia indiana comprou um fabricante britânica de carros de luxo e uma empresa chinesa comprou uma companhia norte-americana de tecnologia da informação.</p>
<p>De acordo com a Millward Brown, em 2006, do total das 100 principais marcas globais, havia apenas duas marcas de países emergentes, mais especificamente da China, no top 100.1Em 2011, havia 19 dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) e do México.2 Isso significa que, apesar do tempo relativamente menor no mercado, as marcas de mercado emergentes representam atualmente quase um quinto das 100 principais marcas globais.</p>
<p>Se o bom momento continuar, acredito que um aumento nas aquisições de marcas existentes por corporações oriundas dos mercados emergentes pode posicionar diversas marcas de mercados emergentes não apenas para entrar em uma arena global, mas também assumindo o palco principal com uma audiência global da marca. Por que eu acredito que este bom momento deve continuar? Alguns motivos:</p>
<p><strong>Crescimento</strong><strong> </strong><strong>no</strong><strong> </strong><strong>mercado</strong><strong> </strong><strong>consumidor</strong><strong> </strong><strong>dos</strong><strong> </strong><strong>países</strong><strong> </strong><strong>emergentes</strong></p>
<p>Se o aumento na classe de consumidores nos mercados emergentes continuar, ele vai se traduzir como mais força para as marcas locais. A classe média total dos mercados emergentes deve crescer de 430 milhões em 2000 para 1.2 bilhão até 2030.3 De acordo com algumas estimativas, a China e a Índia devem responder por dois terços da expansão dos mercados emergentes.2 Não há garantias nisso, mas um grupo tão grande de pessoas com gostos diferentes em bens de consumo podem significar um boom para as marcas emergentes em longo prazo.</p>
<p><strong>Demografia</strong></p>
<p>Mercados emergentes tendem a ser dominados por demografias mais jovens, resultado do rápido crescimento da população dentro desses mercados. A força de trabalho (população com idade entre 15 e  64 anos) para mercados emergentes está estimada para crescer para 3 bilhão em 2020, a partir  para 2.7 bilhão em 2010, o que significaria mais de dois terços da sua total população até 2020.2 As marcas que crescem nos mercados emergentes parecem bem posicionadas para aproveitar essa guinada demográfica.</p>
<p>As rendas disponíveis nos mercados emergentes principais estão também subindo, em especial quando relacionadas com certas demografias, empregos e urbanização, o que acaba criando as condições corretas para crescimento da renda.4</p>
<p><strong>Acesso</strong><strong> </strong><strong>ao</strong><strong> </strong><strong>capital</strong><strong> </strong></p>
<p>Empresas de mercados emergentes possuem, geralmente, acesso mais fácil para capital do que tinham antes, uma vez que diversas economias de mercados emergentes construíram mercados de capital nos últimos 20 anos.</p>
<p>Os mercados emergentes se desenvolveram muito desde 1986 quando a International Finance Corporation (IFC), uma subsidiária do Banco Mundial, realizou uma série de esforços para promover o desenvolvimento do mercado de capitais em países menos desenvolvidos. Desde então, diversos países emergentes progrediram do status de economias que apenas produziam manufaturas de baixo custo para economias orientadas ao crescimento com uma base de consumidores muito forte.</p>
<p><strong>Mudanças</strong><strong> </strong><strong>nos</strong><strong> </strong><strong>gostos</strong></p>
<p>Por fim, acredito que os padrões nos gostos estão mudando. Com a quebra da marca de 1 bilhão de turistas internacionais prevista para este ano,5 mais e mais pessoas ao redor do mundo estão tendo exposição a diferentes culturas. Adicione a isso um maior acesso à Internet globalmente e não é surpreendente ver que a música pop da Coréia do Sul, a Bollywood da Índia com filmes e músicas  e a nigeriana “Nollywood” com seus filmes está indo além da sua audiência regional para ganhar status multinacional.</p>
<p>Muitas vezes me perguntam se as mensagens de marca dos gigantes multinacionais como “Agir globalmente, pensar localmente” ou “Glocal” vai afetar o crescimento das marcas de mercados emergentes no palco global. Na minha opinião, a vontade das marcas globais de se expandir para os mercados emergentes—com os seus slogans inovadores—vai mostrar para as corporações de mercados emergentes o potencial para a construção da marca.</p>
<p>A construção da marca para algumas de mercados emergentes ainda está na sua infância com foco nos logos, nomes e publicidade ainda dominando o processo de construção de marca. Pontos de venda e a construção da marca ao longo da experiência do cliente ainda é quase completamente ignorado.</p>
<p>Será interessante ver quão eficientemente as marcas emergentes vão atuar no palco global. Ainda que algumas marcas possam ter um breve sucesso, no longo prazo eu acredito que podemos esperar por papéis mais relevantes para diversas marcas de mercados emergentes com apelo universal.</p>
<div>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<p>1Millward Brown ‘As 100 principais marcas de 2011′</p>
<p>2Millward Brown ‘As 100 principais marcas de 2011′</p>
<p>3 Euromonitor International Pesquisa Global 2010, “O crescimento da classe média nos mercados emergentes”</p>
<p>4Euromonitor International, “Emerging Outbound Markets,” outubro de 2011</p>
<p>5World Tourism Organization UNWTO 2011</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Em busca do equilíbrio</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 15:04:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mark Mobius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Para investir, assim como para viver, há tanto o yin quanto o yang. A busca para equilibrar a inflação com crescimento que várias economias enfrentam é, provavelmente, mais claro no mundo dos mercados emergentes: estimule demais o crescimento e a &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/blog-do-mark-mobius/2012/04/13/em-busca-do-equilibrio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para investir, assim como para viver, há tanto o yin quanto o yang. A busca para equilibrar a inflação com crescimento que várias economias enfrentam é, provavelmente, mais claro no mundo dos mercados emergentes: estimule demais o crescimento e a inflação pode disparar, mas enfrentar a inflação com força demais pode congelar o crescimento. A fome da inflação parece estar moderada em alguns mercados emergentes (pelo menos por enquanto), e alguns Bancos Centrais, incluindo aqueles na China, Brasil, Indonésia, Rússia e Tailândia, partiram para a ação nos últimos meses para estimular o crescimento. Eu acredito que os fundamentos de vários mercados emergentes parecem estar sólidos para tais ações —desde que não perca o difícil equilíbrio. A inflação é, evidentemente, um grande desafio e eu acredito que provavelmente será uma preocupação constante para quem quer avançar.</p>
<p><span id="more-1992"></span></p>
<p>Nenhum país está imune à inflação e os mercados emergentes não são exceção. Nos mercados emergentes, uma grande porcentagem da população total está na faixa de baixa renda, o que significa que subida de preços em itens como alimentação e combustível são particularmente importantes. Em 2010 e pela primeira metade de 2011, diversos mercados emergentes começaram a criar políticas para controlar a inflação. As medidas de contenção, contudo, como aumentar a taxa de juros ou aumentar as exigências de reservas dos bancos não chegam sem um custo em potencial, possivelmente aumentando a valorização da moeda local e diminuindo o ritmo do crescimento. Pudemos ver um pouco de cada um desses cenários em algumas economias emergentes.</p>
<p>Na minha opinião, os movimentos de arrocho nos últimos dois anos causaram a supervalorização de algumas moedas em paridade de preços. Este é um dilema para os políticos, uma vez que uma moeda forte pode reduzir a competitividade do país e diminuir as suas exportações para o mercado global. Aqui, novamente, o equilíbrio é delicado. Para combater a valorização da moeda por conta de fluxo de capitais estrangeiros, alguns países introduziram várias ferramentas para controle de capital. Por exemplo, o Brasil aumentou os impostos sobre investimentos estrangeiros em títulos de renda fixa, já a China ativamente controla o valor da sua moeda.</p>
<p>É possível ver sinais de que o crescimento destas economias emergentes está diminuindo, também. O governo chinês diminuiu a sua previsão oficial do Produto Interno Bruto para 7.5% em 2012, valor significativamente menor do que os 9.2% em 2011.1 Em dezembro e, novamente, em fevereiro deste ano, o Banco Central da China diminuiu a exigência de reservas bancárias para fomentar a volta do forte ritmo de crescimento.</p>
<p>O bom sinal dos últimos meses está nas estatísticas que mostraram que a inflação está diminuindo em alguns dos mercados emergentes. Esta tendência é encorajadora. Apenas para citar um exemplo, a o índice de preços ao consumidor da Rússia caiu para 3.7% na comparação ano a ano em fevereiro, queda perante aos 4.2% em janeiro de 2012, 6.1% em dezembro de 2011 e 9.6% em maior de 2011.2 Na Coréia do Sul, pressões inflacionárias chegaram ao seu menor nível em um ano quando registraram em fevereiro 3.1%.3 O índice de preços ao consumidor da China caiu para 3.2% em fevereiro para 4.5% em janeiro1, a menor taxa na comparação ano a ano nos últimos vinte meses.</p>
<p>Neste momento, acredito que há ainda mais espaço para manobra para estimular ainda mais a China e outras economias emergentes, na medida em que elas parecem prontas para absorver estas mudanças em potencial sem nenhum resultado muito negativo. Debates temerosos sobre o esfriamento da China estão acontecendo em todos os lugares, mas como defendi em várias ocasiões, eu não acredito que a China vai passar por um &#8216;pouso forçado&#8217; – e isto é importante repetir.</p>
<p>Na minha visão de longo prazo, a China ainda tem muito potencial em seu favor. O sistema bancário da China parece estar em boa forma e os investimentos em infraestrutura parecem estar passando por um boom. As reservas internacionais do país no final de 2011 atingiram 3.2 trilhões de dóalres1, a maior do mundo. O que pode ser o maior recurso da China é, contudo, a sua população com 1.3 bilhão de pessoas4, cuja renda e padrão de vida estão subindo. A guinada para uma cultura orientada ao consumo está em curso e parece pronta para continuar em longo prazo. Se você acredita que os chineses vão desistir dos seus novos carros e voltar para as bicicletas, eu posso dizer para você: isso é provavelmente um erro!</p>
<p>Sigo otimista também sobre as perspectivas de longo prazo para várias outras economias emergentes. Ainda que várias economias desenvolvidas ainda sofram com as preocupações sobre o nível da dívida soberana, diversas economias emergentes estão caracterizadas por alta taxa de crescimento, baixa relação entre dívida e PIB e altas reservas internacionais. Boa parte do crescimento nos mercados emergentes é motivada pelo consumo doméstico, o que parece preso à renda em alta e o crescimento de uma população jovem e trabalhadora.</p>
<p>É evidente que sempre existirão riscos. Questões geopolíticas são fatores importantes em mercados emergentes (como o são em todas as partes do mundo) e também podem contribuir para a inflação. Petróleo—uma área em que tenho especial interesse—é talvez a mais vulnerável a tais riscos. Desastres naturais também podem ter um impacto dramático na colheita de alimentos e desencadear inflação, culminando em agitação política. Nós últimos anos, nós vimos este tipo de impacto a partir de secas e incêndios na Europa Oriental e de inundações no Sudeste da Ásia. Para sobreviver e avançar, as empresas precisam estar prontas para absorver os impactos de qualquer subida no preço das commodities.</p>
<p>Um ponto fundamental é lembrar que a inflação, como o fogo, precisa ser constantemente monitorada. Acredito que a inflação vai existir enquanto os governos puderem criar mais dinheiro. Então, mesmo com o progresso que nós vimos no front inflacionário, acredito que há algo para continuarmos vigilantes neste ano. Ainda que algumas nações emergentes possam temporariamente mudar o seu foco do combate à inflação para o fomento do crescimento, outros ainda precisam combater a inflação. É uma busca contínua pelo equilíbrio entre desafios e oportunidades.</p>
<p>Como um investidor, uma maneira de combater as forças inflacionárias e o crescimento reduzido em uma nação está em diversificar—por ativos e por países. Felizmente, há várias oportunidades para investidores buscando diversificação, acredito que são várias as oportunidades a se escolher. Os investidores precisam saber onde buscar oportunidades interessantes. O nosso trabalho é fazer a pesquisa por eles. Vale lembrar, contudo, que a diversificação não pode garantir lucro ou proteger contra perdas.</p>
<p>Para comentar a nossa estratégia de investimento, apesar de não haver caminho certo para o sucesso, nós vamos continuar a fazer o que sempre fizemos: investir no horizonte de longo prazo em empresas que acreditamos estar subvalorizadas, com seus fundamentos fortes e crescendo, e que nós acreditamos que pode enfrentar tempos difíceis. Por mais que seja difícil encontrar esse ponto de equilíbrio, estou otimista sobre o futuro.</p>
<p>Quer saber mais sobre as opiniões do Dr. Mobius? Leia o recente texto do Dr. Mobius em colaboração com o Dr. Michael Hasenstab, co-diretor do departamento de renda fixa internacional da Franklin Templeton.</p>
<p>Leitores dos EUA podem clicar neste link: “<a href="http://us.beyondbullsandbears.com/2011/12/18/emerging-markets-yesterday-today-and-tomorrow/">Mercados emergentes, Ontem, Hoje e Amanhã</a>”</p>
<p>Leitores de outros países podem clicar neste link: “<a href="http://global.beyondbullsandbears.com/2011/12/18/emerging-markets-yesterday-today-and-tomorrow-2">Mercados Emergentes, Ontem, Hoje e Amanhã</a>”</p>
<p>1 Fonte: Republica Popular da China, Instituto Nacional de Estatísticas.</p>
<p>2 Fonte: Serviço Federal de Estatísticas da Rússia.</p>
<p>3 Fonte: Banco da Coréira do Sul.</p>
<p>4 Fonte: CIA World Fact Book, janeiro de 2012.</p>
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		<title>Singapura – Porta de entrada para o sudeste da Ásia</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Apr 2012 12:35:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mark Mobius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Singapura é, para mim, um lugar especial. Esta pequena cidade com poucos recursos naturais conseguiu superar os obstáculos para conquistar um alto índice de sucesso econômico. O ano de 2012 é especial por marcar o vigésimo aniversário da abertura do &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/blog-do-mark-mobius/2012/04/03/singapura-porta-de-entrada-para-o-sudeste-da-asia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Singapura é, para mim, um lugar especial. Esta pequena cidade com poucos recursos naturais conseguiu superar os obstáculos para conquistar um alto índice de sucesso econômico. O ano de 2012 é especial por marcar o vigésimo aniversário da abertura do escritório da Franklin Templeton em Singapura. Para comemorar essa data, escolhemos Singapura para ser a sede da primeira conferência semi-anual de analistas EM (de mercados emergentes, da sigla em inglês).</p>
<p>Para compartilhar uma perspectiva de quem está muito envolvido com o país, eu perguntei a Dennis Lim, Co-CEO da Templeton Asset Management e um dos pioneiros que inaugurou o escritório em Singapura comigo 20 anos atrás, para ser o meu blogueiro convidado e dividir as suas ideias e análises sobre as mudanças e os desafios tanto em Singapura quanto no sudeste asiático.</p>
<p>Mark Mobius e Dennis Lim</p>
<p><span id="more-1632"></span></p>
<p><strong>Dennis Lim<br />
As nossas conferências para analistas são eventos repletos de energia e esta edição não é exceção</strong>. Tivemos mais de 50 analistas dos nossos escritórios ao redor do mundo juntos em uma mesma sala de reunião, compartilhando opiniões sobre empresas e discutindo eventos globais. Ao vê-los debater ideias de investimento e discutir tendências de diferentes mercados e setores me fez perceber quão grande o nosso time EM se tornou, diferente do início quando eu e Mark criamos o grupo. “Encontros de Analistas” costumam ser eventos bastante regulares. A equipe original de Mark, Tom Wu, Allan Lam e eu costumava viajar com bastante frequência e, por isso, nós conversávamos diariamente. Já se passaram duas décadas desde que abrimos o escritório em Singapura. Eu vi a cidade passar por uma série de contratempos; crescendo, amadurecendo e se reinventando e se desenvolvendo para se tornar o hub econômico que é hoje.</p>
<p>Desde o seu início, a história de Singapura é combinada com a ascensão e queda dos impérios malaios, a troca dos poderes coloniais europeus e os altos e baixos da construção de uma nação.</p>
<p>A cidade está na ponta sul da península malaia e funciona como uma porta de entrada para o sudeste da Ásia. A cidade não esqueceu as suas raízes como um entreposto, no qual os comerciantes internacionais compravam, vendiam e negociavam bens e serviços. Ela se desenvolveu em um centro para construção e serviços financeiros, assim como para o comércio de bens manufaturados. Hoje, o governo e os líderes empresariais buscam desenvolver ainda mais a cidade em também em um centro para comércio de ouro e carbono.</p>
<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/blog-do-mark-mobius/files/2012/04/MarkMobiusAndDennisLim1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1672" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/blog-do-mark-mobius/files/2012/04/MarkMobiusAndDennisLim1.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Singapura também possui um dos mercados de capital mais bem estabelecidos na região da Ásia-Pacífico. A bolsa de Singapura é a localização preferencial de cerca de 800 companhias globais,1 e, como algumas empresas de mercados de fronteira estão listadas lá, é um conduíte pelo qual podemos acessar as corporações naqueles mercados. Além disso, as empresas listadas em Singapura oferecem oportunidades de acesso a mercados incipientes como Vietnã ou Cambodja.</p>
<p>Investir em Singapura, contudo, é acompanhado com uma série de desafios. O seu mercado doméstico é pequeno e a economia é muito aberta, sem restringir comércio, desenvolvimento e fluxos de capital com outros países. Isso significa que Singapura está muito mais estreitamente ligada aos movimentos dos mercados globais e é afetada pela volatilidade do mercado global como a crise financeira global ou os desafios da zona do Euro.</p>
<p>Ao olhar além de Singapura, a nação do sudoeste asiático da Indonésia é um dos países que foi forçado a suportar uma série de desafios como a crise financeira na Ásia, a proliferação da doença SARS e o efeito cascata do tsunami de 2011 no Japão. Apesar destes desafios, Indonésia conseguiu se recuperar todas as vezes. Eu acredito que mais precisa ser feito neste país no qual protestos de rua são bastante comuns, mas o progresso que o país conseguiu nos últimos 20 anos não é nada menos do que notável.</p>
<p>Com acesso à recursos naturais como madeira e carvão, a Indonésia tem o potencial de se beneficiar pela crescente demanda global por commodities, principalmente por conta do desenvolvimento crescente na infraestrutura em diversos mercados emergentes que alimentam a demanda contínua por commodities duros.</p>
<p>Quando a crise financeira asiática de 1997-1998 aconteceu, o governo indonésio respondeu ao assumir diversos ativos do setor privados via a aquisição de empréstimos inadimplentes e realizou um processo de reestruturação de dívidas. Os resultados são mais transparência e uma economia aberta e melhorou a governança corporativa na Indonésia.</p>
<p>Como a Indonésia, a Tailândia enfrentou a sua cota de desafios econômicos e instabilidade política. Tailândia recebeu um golpe adicional da Mãe Natureza no ano passado com a pior inundação em décadas. Apesar dos seus desafios, consideramos as perspectivas de longo prazo da Tailândia positivas e a recuperação econômica deve ser boa. Os principais motivadores para o crescimento econômico da Tailândia incluem os recursos agrícolas —incluindo as reservas de gás offshore— e a bem sucedida indústria do turismo. Para investidores como nós, a avaliação atual da Tailândia segue atrativa, ainda que os obstáculos para o crescimento em potencial demandem escrutínio permanente.</p>
<p>Também vemos oportunidades em potencial de crescimento em mercados de fronteira no sudeste da Ásia. Myanmar, por exemplo, é rica em petróleo, gás e todos os tipos de minerais. Tais recursos são positivos, é óbvio, mas o país está longe de não ter áreas preocupantes. Entre as fraquezas do país está a falta de uma estrutura legal apropriada, a falta de um sistema bancário bem desenvolvido e a ausência de operações de câmbio.</p>
<p>O Cambodja, por estar na localização ideal para aproveitar as oportunidades comerciais com a Tailândia, o Vietnã e o Laos, se apresenta como outro mercado de fronteira do sudeste asiático com possibilidades interessantes de investimentos. E é claro que a indústria do turismo do Cambodja vem tendo forte desempenho nos últimos anos. Nem tudo é positivo, no entanto, e no Cambodja eu alertaria os potenciais investidores a monitorar os padrões de governança corporativa para garantir que os investidores estão sendo tratados de forma justa.</p>
<p>Em resumo: os números do sudeste da ásia são difíceis de ignorar. As estimativas mais recentes do Fundo Monetário Internacional projetam que as economias desenvolvidas como um todo registrem um crescimento do Produto Interno Bruto de apenas 1,2% em 2012 e 1,9% em 2013.2 Por outro lado, o sudeste da Ásia como um todo deve registrar crescimento no PIB de 5,8% neste ano e de 7.1% em 2013.3 É evidente que nós não escolhemos empresas individuais baseadas em tendências macro; um componente chave para a nossa estratégia de investimento sempre foi a escolha de investimento com base nos seus méritos individuais e buscar empresas subavaliadas que nós acreditamos que possuem uma gama de produtos única e competitiva. Consideramos que empresas que estão pagando dividendos sólidos e sustentáveis são especialmente atraentes.</p>
<p>Ao olhar para a região com o ponto de vista de 20 anos do nosso escritório em Singapura, o que vemos no sudeste da Ásia é uma combinação, geralmente favorável, de aumento da renda per-capita e uma população relativamente jovem, uma receita com o potencial de alimentar o apetite para uma grande variedade de bens de consumo. Os desafios que os mercados do sudeste asiático vão enfrentar não são facilmente descartados, mas no geral eu sou otimista sobre as perspectivas de crescimento de longo prazo.</p>
<p>Que venham os próximos vinte anos!</p>
<div>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<p>1 Autoridade Monetária de Singapura, 22 de Fevereiro de 2011.</p>
<p>2 World Economic Outlook Update, 24 de Janeiro de 2012.</p>
<p>3 Bando Mundial, “Perspectivas da Economia Global: Incertezas e Vulnerabilidades”. Janeiro de 2012.</p>
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		<title>Respondendo as perguntas dos leitores – Parte IX</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 15:20:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mark Mobius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[É sempre um prazer ter contato com os leitores ao redor do planeta. Só posso agradecer pela interação contínua e por compartilharem as suas opiniões. Este post é dedicado a vocês. Acompanhe as minhas respostas para algumas perguntas recentes de &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/blog-do-mark-mobius/2012/03/20/respondendo-as-perguntas-dos-leitores-parte-ix/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É sempre um prazer ter contato com os leitores ao redor do planeta. Só posso agradecer pela interação contínua e por compartilharem as suas opiniões. Este post é dedicado a vocês. Acompanhe as minhas respostas para algumas perguntas recentes de leitores.</p>
<p><span id="more-1521"></span></p>
<p><strong>Eu concordo com a sua visão sobre as perspectivas de futuro das economias emergentes. As minhas preocupações estão com a zona do Euro, por conta da instabilidade política e monetária. Há discussões e debates sobre a possibilidade de um ou mais países deixarem a zona do Euro e abandonarem a moeda. Se confirmado, isso pode representar um choque ao mundo financeiro, afetando moeadas e bancos expostos podem cair. Como você avalia esse risco?</strong></p>
<p><strong>- Jainmatrix, Índia</strong></p>
<p>De fato, os problemas da zona do Euro parecem ser muito sérios. Contudo, acredito que os europeus estão no caminho correto e estão enfrentando os problemas fiscais não apenas na Grécia, mas também outros países da região. Em última análise, esses tipos de problemas estão afetando todos os países desenvolvidos, incluindo os Estados Unidos e o Japão.</p>
<p>Na minha opinião, não faz sentido para nenhum dos países da zona do Euro abandonar a moeda comum. A adoção de outra moeda não resolve nenhum dos problemas; na verdade, isso seria fugir dos problemas sem buscar a raiz do que está errado. É por isso que fico perplexo quando as pessaos dizem que um determinado país deve abandonar a zona do Euro. Para mim, a escolha de abandonar uma moeda não é feita pelo governo, mas uma escolha que deve ser tomada pela população. Se você perguntar para qualquer cidadão grego nas ruas de Atenas se eles querem colocar as suas economias em uma moeda que não seja o Euro ou o dólar dos Estados Unidos, imagino que a resposta possível seria não. Acredito, portanto, que a Grécia deve continuar com o Euro.</p>
<p>A boa notícia é que os europeus, além de fornecer mais liquidez, estão lutando para chegar ao núcleo do problema ao impor disciplina fiscal. Por esta razão, acredito que o resultado deve ser positivo em longo prazo.</p>
<p><strong>Quanta ênfase deve ser posta nas políticas públicas e em continuidade ao investir em mercados emergentes?</strong></p>
<p><strong>- Dean, Estados Unidos</strong></p>
<p><strong>Estamos preocupados com as condições políticas e macroeconômicas na medida em que elas podem causar impactos para as operações de uma empresa em particular</strong>, as suas vendas, os seus resultados e assim por diante. Ainda que a nossa opção seja por uma filosofia de investimento bottom-up focada em pesquisa, nenhuma empresa pode existir como uma ilha. As condições políticas, assim como as econômicas, de um país ou grupo de países no qual a companhia atua vai, com quase certeza, afetar a lucratividade e o planejamento em longo prazo. Assim, estamos preocupados com as condições <strong>políticas e macroeconômicas – mas apenas na medida em que elas possam causar impactos nas operações de uma determinada empresa, nas suas vendas, faturamento, etc</strong>. Sempre haverá mudanças políticas em todos os países, seja de maneira pacífica ou pela força. Um investidor precisa entender que a continuidade por si não é algo necessariamente bom se um país possui problemas econômicos ou sociais que poderiam ser melhor trabalhados com uma mudança governamental.</p>
<p><strong>Você acredita que a Indonésia vai substituir a Índia nos BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China)?</strong></p>
<p><strong>- Jagbir, Índia</strong></p>
<p>Não. A Índia é muito maior do que a Indonésia e acredito que possui um grande potencial em capacidade de crescimento.</p>
<p>Para detalhar mais essa questão, a área de superfície da Índia é de 2.9 milhões de quilômetros quadrados, com uma população estimada em 1.2 bilhão em julho de 20121. Compare isso com a superfície da Indonésia de 1.8 milhões de quilômetros quadrados e uma população estimada no mesmo período em 248 milhões1. Ao ver o tamanho atual da população, está claro que a Índia tem potencial de crescer ainda mais1. Mais do que isso, com uma parte significativa da população indiana com idade abaixo dos 25 anos, a Índia se mostra como um país que combina tanto uma forte força de trabalho com uma grande base de consumidores, fatores importantes que deve suportar o desenvolvimento do país no futuro.</p>
<p>O crescimento do Produto Interno Bruto da Índia em 2012 está previsto para ser 7% 2 ou um pouco acima disso.  Em comparação, a previsão para o PIB da Indonésia para o mesmo ano está pouco acima do 6%3. Em termos de PIB, a Índia também possui uma economia maior e eu acredito que o potencial segue muito maior do que o da Indonésia em longo prazo por conta das suas taxas maiores de crescimento, maior população e maior quantidade de terras4.</p>
<p>Isso não significa, evidentemente, que nós devamos desconsiderar a Indonésia. Vemos a Indonésia, por sua vez, como uma economia pujante. Forte crescimento econômico, crescente demanda dos consumidores e investimentos governamentais em desenvolvimento da infraestrutura podem continuar a apoiar a economia do país. A Indonésia possui uma população jovem e crescente, além de ter em Jakarta—a capital da Indonésia—a maior cidade do mundo em duas décadas se manter o ritmo de crescimento atual. Acreditamos que os variados recursos e a grande população da Indonésia podem deixá-la em posição favorável para atrair investimentos e estabelecer uma  forte economia doméstica.</p>
<p><strong>Gostaria de conhecer as suas opiniões sobre investir no Paquistão. Tendo em vista as incertezas da região, é uma boa ideia investir lá neste exato momento?</strong></p>
<p><strong>- Ali, Paquistão</strong></p>
<p>Sempre digo que o melhor momento para investir é quando você tem dinheiro. De maneira geral, nós tentamos analisar todos os mercados, já que acreditamos que é possível encontrar pelo menos algumas barganhas na maior parte dos mercados do mundo. Apesar dos desafios políticos, nós estamos investindo no Paquistão e vamos continuar a procurar oportunidades de investimento interessantes.</p>
<p>Vemos o Paquistão como uma economia grande e vibrante. O crescimento do PIB deve crescer para 3.7% em 2012, ante 2.5% em 2011, na medida em que o país continua a se recuperar das inundações no verão de 2010, que prejudicou a produção na agricultura e danificou a estrutura de transporte e comunicações. Ainda que a inflação venha em uma tendência de queda, ela segue relativamente alta5. O Paquistão devia, no nosso ponto de vista, trabalhar para resolver alguns dos seus problemas para embarcar em crescimento de longo prazo.</p>
<p>Espero ansiosamente para ouvir mais de vocês.</p>
<p>1CIA, The World Factbook, 1º de março de 2012</p>
<p>2FMI Perspectivas Econômicas para países asiáticos, 29 de abril de 2011</p>
<p>3 FMI Levantamento sobre a Indonésia, 21 de outubro de 2011</p>
<p>4 Banco Mundial, Dados da Índia em 2010 – PIB (moeda em dólares): A Índia possui US$ 1.727 bilhão; a Indonésia possui US$ 0.706 bilhão.</p>
<p>5 Asian Development Bank, Tendências Econômicas e Perspectivas na Ásia em Desenvolvimento para o sul asiático: Paquistão 2010</p>
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