A comunidade de investidores globais está em clima de guerra (e com razão para tanto) sobre a tentativa do governo indiano de tentar resolver eventuais fraudes fiscais usando medidas fiscais retroativas. Diversos investidores começaram a expressar a sua desaprovação retirando os seus dólares e, em meio a pressão, o ministro das finanças indiano decidiu adiar a promulgação da “regra geral contra evasão” (GAAR, da sigla em inglês) por um ano. Acredito que esse seja um passo em uma direção positiva, ainda que o debate tenha apenas sido adiado e não resolvido completamente. E, taxas retroativas sobre ganhos de capital ainda estão sobre a mesa.
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Africa: Investindo no berço da civilização Parte 3: As oportunidades de ouro de gana
Este ano pode se provar um dos mais interessantes para o país na costa oeste africana, Gana. Os resultados das eleições presidenciais e parlamentares, que estão previstas para acontecer até o final do ano, vão com quase certeza gerar impacto na definição do futuro do país. O presidente John Atta Mills declarou em entrevistas na imprensa que ele vai “tomar todos os passos constitucionais necessários para garantir que seja conduzida uma eleição livre, justa e transparente.” Espero, evidentemente, que ele seja bem sucedido em seus esforços, já que depois de uma recente viagem de análise de oportunidades investimentos em Gana, fiquei bem impressionado pelo crescimento econômico de 14% em 20111 (isto é mais rápido do que a China!), e ficaria feliz de ver novas evidências que o bom momento vai continuar.
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África: Investindo no Berço da Civilização – Parte 2
9 de Maio de 2012
A África é bem conhecida pela sua riqueza em recursos naturais, que inclui petróleo e gás natural, e uma grande variedade de metais e minerais assim como grandes áreas de terra agrícola. Tais riquezas atraíram investidores globais, mais notavelmente de países com mercados emergentes como China, Índia e Brasil.
Muitos destes investidores vinham buscando por matérias-primas para o seu próprio desenvolvimento econômico e mercado para as suas indústrias. Em contrapartida, diversos países africanos passaram a receber infraestrutura vital como transportes, usinas de energia elétrica, escolas e hospitais, o que traz à tona outro grande recurso africano: a gigantesca e jovem população.
Mark Mobious na África
Mais de um bilhão de pessoas e com a idade média de apenas vinte anos1, a população da África está presenciando a mudança das perspectivas e a produtividade transformada por educação, mobilidade e acesso aos recursos de capital.
Os efeitos deste ciclo virtuoso são evidentes. Entre 2001 e 2010, seis das economias que cresciam mais rapidamente do mundo estavam na África.2 Para os próximos cinco anos, o Fundo Monetário Internacional prevê o crescimento do produto interno bruto acima dos 5% para a África subsaariana como um todo.3
Por conta das razões detalhadas acima, eu gosto do contexto de commodities e do público consumidor no continente.
Na área de infraestrutura, oportunidades para investidores estão escassas, uma vez que a maior parte do desenvolvimento em infraestrutura está sob mãos governamentais e ainda não foi privatizada. Contudo, empresas que fornecem maquinário pesado e materiais como cimento podem encontrar possibilidades de investimentos.
A indústria bancária no continente é de importância especial, não apenas pelo crescimento da microfinança, mas também por conta do crescimento dos bancos e da sua movimentação rumo à oferta de serviços bancários aos consumidores.
Na Nigéria, as reformas do setor bancário foram o gatilho para uma onda de consolidações, criando vários bancos bem gerenciados e com finanças fortes. Em outros locais, a privatização e a entrada no mercado de ações de empresas estatais pode transformar a liquidez do mercado de ações e mostrar as próprias empresas práticas mais modernas de gestão.
A África do Sul é o favorito de costume entre os vários investidores no continente africano. Trata-se de um mercado amplo e profundo que tem alguns desafios de investimentos relacionados com a liquidez e a transparência geral, ainda que eles não sejam tão grandes quanto são em outros mercados africanos.
Entre as empresas de consumo na África do Sul estão companhias especializadas em produtos para o consumidor final e empresas de serviços ao consumidor —como bancos varejistas e seguradoras— assim como as corporações no setor de telecomunicações. Na medida em que analisamos estas oportunidades de investimentos, eu procuro empresas que parecem estar em uma boa posição de mercado e possuem boa gestão que respeita os direitos dos acionistas.
Em termos de potencial de crescimento, acredito que a Nigéria representa um dos mercados mais atrativos da África, seguido pelo Quênia e por Gana.
Considero a África um importante destino de investimento, mas investir no continente – ou em qualquer lugar, na verdade— não é algo sem os seus desafios.
A inflação é particularmente alta em certos países, em especial na Nigéria. Mas, na maior parte da África, a inflação parece ser menos motivo de preocupação e, em alguns casos, está até em queda.
A instabilidade política é outra preocupação. Com as eleições quenianas adiadas até março de 2013, vários especialistas estão se questionando para saber se os quenianos vão repetir a violência que aconteceu depois das eleições presidenciais de 2007. Eu não estou muito preocupado, já que com base no que eu tenho ouvido e vendo, o corpo político no Quênia está muito consciente do gigantesco dano que esse tipo de violência causa para todos os lados. Além disso, as autoridades reconhecem que a violência atrapalha o desejo da população local e de outras partes do continente de ver um aumento na qualidade de vida. Isto é um incentivo importante para evitar a violência.
O que gostaríamos de ver na África é mais liquidez. As bolsas de valores poderiam facilitar isso ao criar listas tão fáceis quanto possíveis para empresas interessadas.
Mais importante, acreditamos que os governos devem avançar na privatização de empresas públicas e facilitar a listagem. Entre os benefícios que podemos ver para as companhias incluem um perfil maior e acesso facilitado às finanças. Relatórios públicos também podem ser benéficos para as empresas, já que as encoraja a aderir a altos padrões de gestão de negócios.
Enquanto eu continuo atento a esses desafios, acredito que a visão de longo prazo para a África segue positiva. Com recursos naturais em abundância, uma população jovem, e com interesse reforçado de países com mercados emergentes, será interessante acompanhar como as economias no berço da civilização vão crescer.
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1 Nações Unidas 2010
2 The Economist
3 FMI
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África: Investindo no berço da civilização – Parte 1
África é reconhecida mundialmente como o berço da civilização. Além da sua história como o alicerce para o desenvolvimento da humanidade, a África também é um continente recheado de amplas oportunidades de investimento, desde que você tenha tomado a decisão de buscar os retornos em longo prazo.
A minha equipe e eu vemos a África em duas grandes partes:(1) a África subsaariana onde A África do Sul e a Nigéria dominam e (2) os mercados do norte africano, onde o Egito é o maior. É evidente que o mercado sul-africano é muito maior e mais desenvolvido do que outros mercados da áfrica subsaariana.
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O Tipo de aterrissagem da China
Por mais que ainda seja considerada como uma economia emergente, não há dúvidas que a China já possui uma boa dose de influência sobre os mercados globais. Analistas e economistas parecem aguardar com a respiração suspensa por qualquer pedaço de informação que confirme ou negue que o país —visto por vários especialistas como a locomotiva de crescimento do mundo—deve continuar na velocidade atingida ou se seu motor começou a gaguejar. Já disse várias vezes que a minha perspectiva de longo prazo para a China segue positiva, mas é verdade que neste ano vimos algumas evidências de resfriamento em algumas áreas da economia da China como em manufatura, construção civil e exportações. Então a questão que ocupa a mente de todos é: A China vai ter uma aterrizagem suave ou traumática?
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Myanmar: Abrindo a porta para a democracia
Myanmar, antigamente conhecido como Birmânia, vê a democracia esperando ao pé da sua porta.
Por décadas, Aung San Suu Kyi liderou a batalha pela democracia a frente da Liga Nacional pela Democracia (NLD, da sigla em inglês) enfrentando o regime militar que controlava o país. Vencedora de um prêmio Nobel da Paz, ela conseguiu manter a sua popularidade por mais de duas décadas enquanto estava na detida na prisão ou em prisão domiciliar. Agora livre, em 1º de abril de 2012 ela conquistou uma vitória esmagadora nas eleições parlamentares no Myanmar. Arrastando multidões entusiasmadas, os seus partidários a chamam de “Amay Suu,” ou “Mãe Suu.” As esperanças estão em alta para que ela consiga liderar esta nação, com tantos problemas no passado, a uma nova era de democracia e liberdade pessoal.
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Marcas de mercados emergentes: dos bastidores para o centro do palco
Diversas marcas de mercados emergentes não estão mais esperando nos bastidores. Eu venho notando isso nas minhas viagens já faz algum tempo. Mais recentemente, por exemplo, eu notei filas em um shopping center nos Estados Unidos de pessoas que esperavam para comprar calçados feitos por uma empresa sul-americana. E, enquanto eu jantava em um restaurante em outra parte do mundo, observei um pessoa em mesa próxima à minha pedir cerveja mexicana.
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Em busca do equilíbrio
Para investir, assim como para viver, há tanto o yin quanto o yang. A busca para equilibrar a inflação com crescimento que várias economias enfrentam é, provavelmente, mais claro no mundo dos mercados emergentes: estimule demais o crescimento e a inflação pode disparar, mas enfrentar a inflação com força demais pode congelar o crescimento. A fome da inflação parece estar moderada em alguns mercados emergentes (pelo menos por enquanto), e alguns Bancos Centrais, incluindo aqueles na China, Brasil, Indonésia, Rússia e Tailândia, partiram para a ação nos últimos meses para estimular o crescimento. Eu acredito que os fundamentos de vários mercados emergentes parecem estar sólidos para tais ações —desde que não perca o difícil equilíbrio. A inflação é, evidentemente, um grande desafio e eu acredito que provavelmente será uma preocupação constante para quem quer avançar.
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Singapura – Porta de entrada para o sudeste da Ásia
Singapura é, para mim, um lugar especial. Esta pequena cidade com poucos recursos naturais conseguiu superar os obstáculos para conquistar um alto índice de sucesso econômico. O ano de 2012 é especial por marcar o vigésimo aniversário da abertura do escritório da Franklin Templeton em Singapura. Para comemorar essa data, escolhemos Singapura para ser a sede da primeira conferência semi-anual de analistas EM (de mercados emergentes, da sigla em inglês).
Para compartilhar uma perspectiva de quem está muito envolvido com o país, eu perguntei a Dennis Lim, Co-CEO da Templeton Asset Management e um dos pioneiros que inaugurou o escritório em Singapura comigo 20 anos atrás, para ser o meu blogueiro convidado e dividir as suas ideias e análises sobre as mudanças e os desafios tanto em Singapura quanto no sudeste asiático.
Mark Mobius e Dennis Lim
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Respondendo as perguntas dos leitores – Parte IX
É sempre um prazer ter contato com os leitores ao redor do planeta. Só posso agradecer pela interação contínua e por compartilharem as suas opiniões. Este post é dedicado a vocês. Acompanhe as minhas respostas para algumas perguntas recentes de leitores.





















O americano Mark Mobius, um dos investidores mais respeitados do mundo, é o chairman executivo do Templeton Emerging Markets Group.
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