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São Paulo
Germano Luders
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Generalistas e especialistas na gestão das empresas

Marcelo Cuellar

Ser um executivo sênior pressupõe o conhecimento amplo de diversas ferramentas e práticas de gestão (management). E quando digo várias, são várias mesmo.

É tradicional pensarmos que um executivo não poderá alcançar uma posição de alta gestão sem conhecimentos de finanças, projetos, investimentos, custos, processos, tecnologia, jurídico, recursos humanos e tantas outras áreas de maneira dosada e harmonizada de acordo com sua atuação na empresa.

O mote é que os executivos precisam ter uma “visão ampla de negócios” e atuar – de alguma maneira – como generalistas, garantindo uma grande amplitude de atuação em sua área de expertise cada vez mais integrada às áreas que a cercam e dependem dela. Assim vemos a necessidade de profissionais de RH com visão financeira, profissionais de finanças com visão de projetos, e tantas outras combinações.

É assim que se formam os melhores executivos, certo? Mais ou menos. O maior risco de tornar-se extremamente generalista é de não saber decidir com excelência quando a decisão necessitar de uma base de conhecimento/experiência mais especialista. Eu explico melhor.

pendulo2Quando não conhecemos a fundo um determinado assunto é natural que tomemos decisões baseadas no que chamo de efeito pêndulo. O efeito pêndulo é assim: imagine que algo está dando errado da maneira como é feito (pêndulo do lado direito, por exemplo). Se não temos conhecimentos aprofundados do tema, no intuito de acertar o rumo e garantir um resultado positivo, mudamos radicalmente a maneira como a coisa é feita (jogando o pêndulo para o lado oposto, lado esquerdo neste exemplo).

E esta geralmente é uma decisão errada. Um profissional com conhecimentos mais especializados sobre um tema, sabe que entre o branco e o preto existem diversos tons de cinza, e geralmente um destes tons é a melhor resposta para uma solução de um problema.

As melhores performances vêm de executivos que conjugam times com conhecimentos complementares em um momento em que a empresa precisa daquele conjunto de competências. É importante falar de momento, porque o mesmo conjunto de profissionais pode não repetir o mesmo sucesso em outra conjuntura.

E é por isso que presidentes e diretores não ficam para sempre em suas posições. O segredo é acertar a “receita” e dosar na medida correta profissionais, suas experiências e competências e as necessidades que o momento da empresa exige.

Fazer isto não é para todo mundo. Na verdade, é para poucos.

BOA SORTE!!

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