Blog do Management

27.06.2012 - 08h57

O lado “B” do fundador

Uma pessoa de personalidade forte, marcante; força de trabalho ilimitada; convicta de seus objetivos; enorme experiência de vida; muitas vitórias e algumas derrotas, como é  normal na carreira profissional dos seres humanos.

Esses são alguns aspectos que definem a imagem do empreendedor, fundador de negócios familiares:  um tomador de decisões !

Caso consiga conquistar a confiança, a admiração e a amizade íntima dessas pessoas, ouvirá uma queixa comum:  a solidão do poder.

Falta de “eco” nas oportunidades em que decisões importantíssimas tiveram que ser tomadas.

O objetivo de se abordar este tema é salientar a importância de que familiares, herdeiros e  sócios se reúnam em torno dessa figura emblemática, que existe em todas as famílias empresárias.

A vida dos membros das famílias empresárias gira em torno dos ônus e bônus, gerados pelo fato de serem proprietários de um patrimônio comum.

O maior mérito do fundador, além do fato de ter sido o empreendedor que fundou o patrimônio familiar,  é a função de coordenador, de  “sponsor”  da relação:

Familiares –  Laços emocionais – Patrimônio

Sua presença é o amálgama que mantém essa relação.

Sua ausência significa, na maioria dos casos, a volatilização das relações entre alguns membros da família e a instalação de conflitos.

Dicas:

- O fundador só abandonará  “o barco” quando se sentir confortável para tanto, apesar de adotar o discurso  … “estou saindo, em breve”;

- Os herdeiros devem se preparar para assumir, a médio prazo o poder e, em muitos casos, a coordenação geral da gestão da empresa e do patrimônio da família;

 

 

- A família empresária deve se preparar para viver períodos de instabilidade emocional à época da perda do fundador. Até lá, deve prestigiá-lo e aprender com ele;

- Novas lideranças surgirão, antes e após a perda do fundador pela. Esses novos líderes devem iniciar um processo de aglutinação de membros da família, o mais cedo possível, planejando como manter a harmonia entre a maior parte dos familiares, antes e depois da perda do fundador:  harmonia suficiente.

- Harmonia suficiente é o que Abílio Diniz e Charles Naouri exercem dentro da situação conflituosa:  Casino – Pão de Açucar. Certamente um não convidará o outro para sua festa de aniversário, mas estão aprendendo a sentar em torno de uma mesa para discutir o patrimônio que, ainda, têm em comum.

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