Dois dados que acabam de ser publicados refletem uma evidente mudança de hábito do brasileiro em relação a suas finanças pessoais, especialmente ao crédito. Segundo a Serasa Experian, apenas 1,87% dos cheques emitidos no primeiro semestre de 2010 foram devolvidos por falta de fundos, recorde de baixa para o período. Já um estudo da Tendências Consultoria conclui que, em maio de 2010, o comprometimento da renda mensal do brasileiro com o pagamento de prestações atingiu o nível recorde de 26,3%.
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Mudança de hábito
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Orçamento das férias
No começo de agosto, já estarei esperando por uma tradicional enxurrada de ligações de repórteres, como acontece também em fevereiro. Nesses meses, jornais, revistas e sites da Internet costumam publicar dicas para os leitores que abusam do orçamento de férias e entram no vermelho. Neste ano quero fazer diferente. Antes de ter que tratar de receitas para sair do vermelho novamente, quero antecipar uma receita mais interessante. Que tal cuidar para que você NÂO ENTRE no vermelho? Talvez ainda dê tempo para mudar muita coisa na história das suas finanças para os próximos dois meses.
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Lucrando com a Copa do Mundo
Para quem é adepto da mania de reclamar de tudo, a Copa do Mundo é mais uma oportunidade de assunto. Quando o tema nas conversas é negócios, o comentário mais frequente que tenho ouvido é que as coisas andam meio paradas por causa dos jogos. Espanto-me quando quem me faz essa colocação demonstra certo inconformismo, como se não esperasse tal realidade.
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Faça contas antes de migrar
Mais uma reunião do Copom, mais uma alta de juros – agora para 10,25% ao ano. Como reza a tradição, pipocam na imprensa os debates sobre qual modalidade de renda fixa é melhor. A Poupança já era? É o momento dos CDBs? Títulos públicos, mais do que nunca? Sim, diante de mudanças, alguns produtos perdem sua vantagem e outros ganham destaque. Porém, cuidado com sua reação às análises que ouve ou lê. Acompanhando casos de diversos amigos e clientes, minha conclusão é que não devemos fazer nada, na maior parte das situações, ao menos por algum tempo.
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Manias custam caro
Antes do lançamento oficial do iPad no Brasil, estudos já contabilizam milhares de unidades desses brinquedinhos circulando pelas empresas. Centenas de especialistas, blogueiros e jornalistas já dedicaram horas e horas de seu trabalho a fuçar a engenhoca e tentar sugerir alguma utilidade para ela. Poucas respostas. A maioria das matérias diz respeito ao peso, autonomia da bateria, beleza e potencial de uso, mas o que se sabe é que sua utilidade ainda está limitada a massagear o ego dos supostos pioneiros que o adquiriram.
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Exportação do consumo
Em três semanas e meia de férias nos EUA, cheguei a esquecer de minha rotina aqui no Brasil. As contas estavam em débito automático, a carteira de investimentos estava pouco exposta a grandes turbulências e as entregas de meus jornais estavam suspensas ou direcionadas para os endereços de amigos. Desconectar-se da rotina de trabalho e, principalmente, da rotina do dinheiro é uma experiência que recomendo fortemente. Planeje-se para isso.
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Oportunidades!!
Quando de férias, evito ler sobre economia e não mexo em minhas finanças. Mas, com o tornado financeiro da última semana, é inevitável, durante o café da manhã, trombar com longos debates sobre o que causou o mais intenso solavanco da história das bolsas. Momento de desespero? De forma alguma! É hora de comemorar mais uma evidente oportunidade.
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O preço da moda
Há uma semana, inaugurei meu blog com a mensagem inaugural de boas vindas, e muitos devem ter estranhado a falta de notícias até então. Pura falta minha, que inaugurei um dia antes de sair de férias, levando em um pen-drive as instruções para postar meus comentários durante a viagem. O problema: mesmo estando em ótimos hotéis nas melhores cidades do sudeste dos EUA, nenhum computador dispunha de tecnologia para abrir meus arquivos com as tais instruções, já que salvei tudo em um formato de arquivo compatível com o sistema operacional de meu notebook, que ficou em casa. A maioria dos computadores que acessei ainda usava disquetes, com um sistema operacional de seis ou sete anos atrás e sem a tão comum “entrada USB”.
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Um espaço para debater riqueza
Falar sobre dinheiro enriquece. Sempre usei essa frase em meu trabalho, procurando convencer alunos, clientes e participantes de meus eventos de que a grande lacuna econômica das famílias e empresas brasileiras é a dificuldade em debater assuntos como dívidas e investimentos. A teoria é simples: se dinheiro ainda é tabu, quem fala sobre dinheiro merece atenção, esteja certo ou errado. Se estiver certo, será sempre questionado por seus conhecidos, obrigando-se a aprender mais e, com isso, refinando suas escolhas. Se estiver errado, também será questionado e receberá de seus conhecidos opiniões e sermões para mudar suas idéias e refinar suas escolhas.
Por isso, senti-me honrado com a oportunidade oferecida pelo Portal Exame, de ter este espaço para discutir dinheiro com seus milhares de visitantes. Pretendo fazer desse blog uma arena de discussão de planejamentos, técnicas de investimento, dogmas do mercado e da imprensa e reflexões pautadas nas finanças comportamentais, sempre com o objetivo de desenvolver nos leitores uma visão mais crítica de suas escolhas de investimento, financiamento e consumo.
O assunto será sempre riqueza, na maioria das vezes dinheiro. Se concordar com minhas idéias, opine. Se discordar, também. Todos nós só temos a ganhar com essa troca.


Gustavo Cerbasi