Ao observar um gráfico das variações de preços de um ativo ou derivativo financeiro pela primeira vez podemos ter a sensação de que se trata de um movimento randômico, sem nenhum ordenamento. Com a ajuda da Análise Técnica começamos a identificar alguns padrões. O primeiro padrão que pode ser percebido é o movimento de impulso e correção. Mesmo quando há uma tendência de alta nos preços, ela não acontece em linha reta. O mercado produz uma perna de alta e corrige, para em seguida retomar o movimento ascendente. Podemos chamar esse padrão de “zig-zag”, que produz topos e fundos pelo caminho.
Se isolarmos o primeiro “zig-zag” ascendente , temos um ciclo completo de impulso e correção. Mesmo este movimento de impulso e de correção não é produzido em linha reta. Se for dado um zoom na parte correspondente do gráfico, vamos observados também pequenos movimentos de alta e baixa. No gráfico abaixo, cada barra representa 60 minutos de movimentação.
A melhor estratégia seria comprar cada pequeno fundo formado e vender cada pequeno topo formado, aproveitando assim cada pequeno movimento. É algo que pode parecer simples olhando o comportamento passado do mercado mas extremamente difícil na prática. Portanto, o maior lucro possível estará num ponto ótimo entre capacidade de identificar os pontos de virada do mercado (índice de acerto) e a variação de preço aproveitada em cada trade. Explico: se eu consigo identificar viradas no gráfico de 5 minutos com 55% de precisão e cada trade certo gera 0,1% de lucro (cada trade errado gerando 0,1% de prejuízo) e digamos que surjam 10 dessas operações por dia. Neste caso, o lucro esperado para cada dia é de 5,5×0,1% -4,5×0,1%= 0,1%. Agora digamos que você aumente para 60% a taxa de acerto operando o gráfico diário, só que a cada acerto você gera um lucro de 8%, e para cada erro um prejuízo parecido e você fará uma operação a cada dez dias. Ao longo de 100 dias, o lucro esperado seré de 6×8% – 4×8%=16%. Ao longo de 100 dias, a estratégia no gráfico de 5 minutos gerará um lucro de 10%. Sem levar em consideração que o custo de entrar e sair do mercado dez vezes por dia pode deixar a estratégia no gráfico de 5 minutos inviável. No caso dos dois exemplos fictícios, a estratégia no gráfico diário é muito melhor.
Creio que o estilo operacional que gera o melhor retorno em relação ao aproveitamento dos “zig-zag’s” do mercado é o swing-trade, onde o trader identifica os movimentos que tem duração de alguns dias (geralmente 2 a 10 dias) com uma variação de preço de 3% a 12%. No mercado é muito importante identificar o movimento que você quer aproveitar, pois existem infinitas possibilidades e sem foco é fácil ficar perdido nas diversas periodicidades.
No caso de swing-trade é importante avaliar o gráfico, identificar o tamanho médio de cada barra, o tempo médio de duração de cada perna de impulso e correção e utilizar stops e alvos adequados para aproveitar o movimento focado. É muito comum errar por fazer operações muito curtas ou muito longas em relação ao estilo escolhido.
Descobri uma forma de permanecer focado no mesmo grau de movimento através do uso do indicador volatilidade histórica. Resumindo, a volatilidade histórica mede o quanto um mercado muda de comportamento ao longo do tempo. Mercados com baixa volatilidade são mais “comportados” enquanto mercados com maior volatilidade histórica são menos previsíveis. Para aqueles que conhecem um pouco de estatística, a volatilidade histórica nada mais é do que o desvio padrão das variações de preços esperado para um ano de mercado ou 252 pregões, baseado no seu comportamento passado.
A média da volatilidade histórica das principais blue chips gira em torno de 30% (ao ano). Eu uso o parâmetro da média da volatilidade de um determinado ativo para identificar os topos e fundos num gráfico, o movimento mínimo de impulso para poder operar um papel, um stop mínimo para aquele ativo e também um objetivo mínimo para sair da operação.
Algum tempo atrás eu utilizava um alvo fixo para realizar lucros numa operação, que era de 3%, por ser 10% da volatilidade média nas blue chips. Mas ocorre que um papel pode ser mais volátil que outro, ou estar num momento mais volátil. Por exemplo, a volatilidade média de PETR4 no momento está em 25,83% enquanto que a volatilidade média da GFSA3 está em 56,35%.

Eu não posso operar os dois papéis da mesma forma. Se eu fizer uma entrada em PETR4, meu stop mínimo será 10% da volatilidade, ou seja, 2,58% do preço. Já para a GFSA3, não poderei utilizar um stop menor que 5,63%, porque eu preciso respeitar a oscilação natural do mercado dentro da sua tendência. Só pensarei em começar a colocar lucros no bolso apenas quando o mercado oscilar pelo menos 10% da volatilidade histórica também. Posso utilizar outras ferramentas para medir a volatilidade, como o ATR, o tamanho médio das barras no diário, entre outras. O que importa é utilizar sempre a mesma régua para permanecer focado no grau da tendência correto.
Como exemplo, podemos utilizar a operação montada na semana passada em GFSA3. A regra geral é: quanto maior a volatilidade histórica, menor o tamanho das posições e mais distantes ficam stops e alvos de realização.
Semana no mercado
O IBOV retomou a tendência de alta após breve correção que deixou suporte num fundo anterior e concentração de mínimas por volta de 62000 pontos. Houve o rompimento da máxima anterior em 63800 pontos, com a busca da próxima resistência por volta de 67000 pontos. Com o movimento o mercado segue sobre-comprado, com bom afastamento da MM21. Além disso, o mercado repete a variação dos últimos rallys de alta de mais ou menos 10 mil pontos (rally de agosto a setembro de 2011 e de outubro). Existem outros fibos nesse patamar de 58 mil pontos, o que pode sinalizar um topo em breve.
A aceleração do movimento a partir de agora poderia levar a repetição dos rallys de 2009, com amplitude de 18 mil pontos, o que faria o mercado testar o seu topo histórico nos 74 mil pontos, a resistência histórica do IBOV. Ou seja, há um ponto de definição importante, o que aumenta o risco de estratégias de rompimento a partir de agora. Sigo operando da mesma forma pois há uma boa reserva de ganhos pelas boa operações oferecidas pelo mercado ao longo de janeiro. Além disso, apesar de ter alcançado um alvo importante não há ainda nenhum sinal mais claro de reversão.
O volume aumentou bem nos últimos pregões e vários ativos romperam resistências importantes, como CTIP3, CIEL3, BRML3 e BRPR3. O setor de construção e siderurgia também apresentam boas tendências de alta, apesar de esticados no curtíssimo prazo. O DJI vai em busca da máxima de 2009 por volta de 12900 pontos, também num ponto de decisão, pois o rompimento seria um sinal de continuação da tendência de alta me busca do topo histórico por volta de 14000 pontos.
Resumindo, o mercado segue em tendência de alta apesar de bastante esticado no curtíssimo prazo, com possibilidade de alguma correção. Estamos num ponto de definição, entre retomar para um cenário mais corretivo de longo prazo ou repetir um ano direcional como 2009.




















Expandir todos os 0
Leandro Ruschel
A Arte da Guerrilha
Advogado Corporativo
Aqui no Brasil
BioAgroEnergia
Blog do Bolívar Lamounier
Blog do Empreendedor
Blog do Instituto Millenium
Blog do Management
Blog do Mark Mobius
Blog do Mendonça de Barros
Blog do Rio
Blog do Shinyashiki
Blog do Sidnei Oliveira
Blog do Site EXAME
Brasil no mundo
Blue Chips
Cabeça de Líder
Direito e Desenvolvimento
É legal
Faria Lima
Gestão Positiva
Gestão de Gente
Gourmet Latino
Inovação na prática
Iconomia
Loading com Marcelo Tripoli
Mídias Sociais
Novas Arenas
O Mar é minha Terra
O Negócio é o Seguinte
Primeiro Lugar on-line
Sua Carreira, Sua Gestão
Termômetro Global
Você e o dinheiro
Zeros e Uns