No ano 2000 os EUA consumiram duas vezes mais energia do que a China. Em 2009, dados recentemente anunciados pela IEA – International Energy Agency, entidade que congrega 28 países industrializados consumidores de petróleo bruto e monitora o uso de energia no mundo, baseada em Paris, informam que a China consumiu 4% a mais de energia que a potência norte-americana. Desde o início do século passado os EUA sempre foram o número um desta lista. Para quem vem acompanhando a evolução destes dados não há surpresa, face aos anos de rápido crescimento econômico chinês, que culminaram com o forte aumento do PIB também em 2009 ao mesmo tempo que os EUA enfrentaram um difícil ano, afetado pela recessão.
A China, que não faz parte da IEA (a Ásia está presente na agência com o Japão e a Coréia do Sul – o Brasil também é ausente) refutou esta informação, sem maiores explicações mas dizendo que os dados divulgados não são confiáveis. Na verdade a preocupação dos chineses com o tema resulta do fato de que praticamente setenta por cento de sua energia é derivada de combustíveis fósseis, com predomínio do carvão, grande causador de poluição. Esforço tem sido feito pelo país ao incrementar o uso de energias renováveis, em particular de origem eólica e solar, preparando igualmente o caminho para vasto uso de energia nuclear. A grande preocupação que se tem é que o consumo per capita na China ainda é bastante baixo se comparado a outras economias mundiais, com uma população que supera um bilhão e trezentos milhões de habitantes.
Estamos claramente iniciando uma nova era na ordem mundial no que toca ao consumo de energia. Sua ligação com as grandes preocupações nos temas, hoje centrais, de variação climática e emissões de gases de efeito estufa vão cada vez mais aprofundando a noção de que a continuidade do crescimento economico do mundo e a melhoria da qualidade de vida no planeta estão diretamente subordinadas à capacidade do homem de lidar adequadamente – em toda parte - com a temática de geração de energia.
























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Excelente tema para reflectir. Parar de crescer, eu entendo Paulo. Mas a questão do consumo chinês não é só o crescimento populacional, não é? É a que...
Ana Maria
Excelente tema para reflectir.
Parar de crescer, eu entendo Paulo. Mas a questão do consumo chinês não é só o crescimento populacional, não é? É a questão da generalização dos modos de vida consumistas a camadas cada vez maiores da humanidade, certo? Imagine quando todos os chineses e indianos consumirem os mesmos níveis de energia, per capita, que nós, mesmo admitindo que a população se mantivesse estável?
Cumprimentos,
anaPaiva.
Paulo Costa
Prezada amiga Ana, que honra estar sendo lido em Portugal, que considero minha segunda Pátria. Você apanhou exatamente o centro de todo o grande problema da g...
Paulo Costa
Prezada amiga Ana, que honra estar sendo lido em Portugal, que considero minha segunda Pátria. Você apanhou exatamente o centro de todo o grande problema da geração de energia. Países em forte desenvolvimento, com grandes populações, como você citou acrescentando a Índia à China, serão forçadas, mais cedo ou mais tarde, a conviver com as demandas por melhor qualidade de vida provenientes daqueles que hoje são, literalmente, escravizados para produzir este crescimento irreal. Um dia a lógica da vida vai se impor e vamos ver grandes bolhas explodindo, é o que temo. Por favor continue a me visitar e emitir seus pertinentes comentários de além-mar. Cordialmente,
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marly winnie soares rangel
Prezado Dr. Paulo, A Ana Maria lembrou muito bem: “imagine quando todos os chineses e indianos consumirem os mesmos níveis de energia, per capita, que nó...
marly winnie soares rangel
Prezado Dr. Paulo,
A Ana Maria lembrou muito bem: “imagine quando todos os chineses e indianos consumirem os mesmos níveis de energia, per capita, que nós…”. É uma constatação que assusta, à primeira vista, mas pode e deve ser encarada analisando os costumes das novas gerações que já nascem com seus DNAs conectados a computadores, celulares, TV, IPADs, carros, aviões, etc.etc. e sendo assim não querem abrir mão de tais avanços tecnológicos, que estão diretamente ligados ao consumo de petróleo. E com os jovens chineses e indianos não poderá ser diferente: querem as mesmas coisas! É o famoso modo de vida consumista, referido pela Ana.
A China precisa e vai continuar a usar a energia do petróleo e do carvão porque são essas fontes energéticas, consumidas de forma abundante, que conseguem SUSTENTAR e alavancar seu crescimento gigantesco. As fontes alternativas serão usadas, mas sempre de forma alternativa.
Hoje, para o bem da China e de todos os outros países não é mais possível acreditar que o petróleo está acabando, pois a mais nova descoberta geológica diz que ele tem sua origem na grande VARIEDADE de matéria orgânica, e NÃO apenas em matéria orgânica fóssil. Qualquer “lixo orgânico” será acumulado em uma bacia de sedimentação, e será transformado em petróleo, ao longo do tempo geológico (bilhões de anos). Em resumo, é o que diz um geólogo pesquisador no “Ciclo da Energia” no planeta, uma descoberta recente! Confira: http://WWW.petroleoeecologia.com.br/aquecimento.html
O processo de formação do petróleo é contínuo, pois esta riqueza também é energia solar! Acredito ser uma descoberta revolucionária, pois acaba com os MITOS seculares. A nova ideia é mais lógica e coerente com os fatos que observamos. Novas descobertas de grandes reservatórios acontecem quase todos os dias e o consumo mundial continua aumentando. Abs