03.06.2011 - 09h33

O caminho do autoconhecimento

Desde que iniciei o caminho do autoconhecimento, sinto-me mais feliz e mais inteiro. Penso que isso tem a ver com as mudanças que tenho realizado em minha vida. Por isto, procuro na maioria dos textos relatar essas mudanças ou estados de espírito… Estou convencido de que o ato de cultivar a disposição interior é muito importante para qualquer mudança.

Minha busca tem a ver com o autoconhecimento e autodomínio… Tenho procurado manter meus sentidos aguçados para aprender a realidade ao meu redor. Ao que me parece, isto me possibilita encontrar pistas para uma nova compreensão das coisas, de modo que cada pista revelada é um bom motivo para refletir e, quiçá, me orientar em busca doutra.

Quero estar concentrado no caminho, não no destino. Viver o momento intensamente.

Marcos Amaro

31.05.2011 - 18h42

Diferenciando os caprichos das necessidades

Estou concentrado em meu caminho e sinto que estou construindo algo… a começar pela identificação dos meus desejos mais profundos…

Penso que é importante aprender a diferenciar capricho e necessidade. Comer demasiadamente, por exemplo, é um capricho, ao passo que comer é o necessário para uma vida sadia. Não é assim? Ocorre o mesmo com o álcool, o sexo, a diversão, o jogo, a curiosidade e muitos outros. Tendo a entender os caprichos como contornos de nossa existência…

Quero estar concentrado em minhas necessidades. O que não quer dizer que não realize caprichos, mas não quero que eles sejam o fundamento de minha existência… Quero me alimentar do conhecimento, da sabedoria…

Isto me faz feliz!

Marcos Amaro

22.05.2011 - 17h18

O evento da mudança

Tenho vivido situações que me fazem pensar sobre a importância da mudança em nossas vidas…

De minha parte, sinto que estou mudando muito rapidamente – na velocidade de uma locomotiva. Tenho renunciado a coisas que, há pouco tempo atrás, pareciam ser fundamentais para minha vida. Por outro lado, tenho descoberto novas situações que me fazem muito feliz… O que é preciso para viver e ser feliz além do básico? Boa alimentação, bom sono, boa música, alguns livros, um pouco de afeto… Que mais?

É comum o fato de algumas pessoas não compreenderem – e até julgarem – a mudança que estou vivendo. O que é compreensível, uma vez que, em geral, não estamos abertos às mudanças; fomos educados para valorizar o contrário, isto é, a resistência, a rigidez, o impedimento do novo…

Não tem sido fácil conviver com impedimentos e burocracias no dia-a-dia. Não estou me queixando dessas coisas ou da falta de compreensão alheia, mas não deixo de perguntar: quais são (ou serão) as conseqüências deste tipo de escolha para a vida social?

Mudar tem a ver com alterar, modificar, transformar. Penso que uma mesma pessoa pode ser muitas outras em uma só vida, de modo que não aceitar a mudança é, no mínimo, reduzir as possibilidades de experiências ao longo de uma vida. Mais: impedir a mudança é impedir o movimento, é cristalizar opiniões, convicções, crenças… que podem nos levar ao enrijecimento do espírito, isto é, a doença.

Abandonar convicções e caminhar no sentido do grande evento da mudança. Que tal?

Marcos Amaro

17.05.2011 - 09h43

Toda mudança exterior começa com uma mudança interior

Outro dia escrevi que toda mudança exterior começa com uma mudança interior. E logo em seguida me perguntei: mas será possível, tentando ser honesto, empreender alguma coisa sem, antes, mudar interiormente?

Tomo meu próprio exemplo para tentar responder: considero-me um empreendedor desde os dezoito anos de idade, portanto, há oito empreendo coisas em diferentes segmentos da economia e da sociedade. Ocorre que somente agora percebo que muitas de minhas iniciativas foram motivadas por sentimentos e pensamentos equivocados, isto é, por desejos que foram construídos e alimentados pelo meio em que cresci e supostamente me desenvolvi. Fosse o contrário, minhas motivações possivelmente seriam outras…

Não estou dizendo que é errado, por exemplo, seguir os passos ou conselhos de nossos entes mais próximos. Penso, todavia, que é fundamental investigar nossos desejos, sobretudo quando nos propomos a empreender alguma coisa. Caso contrário, corremos o risco de ser levados somente pelas influências externas, ao invés de escolhermos as coisas que realmente desejamos.

Há um tempo estou investigando de modo analítico os pressupostos que me levaram a empreender coisas. Neste caminho, tenho me apropriado de filosofias, da psicanálise, do conhecimento religioso… Bem por isso, sinto que estou me encaminhando no sentido de realizar os desejos mais profundos de meu coração, a fim de que esses desejos se tornem realidade.

Penso que a mudança interior é, no mínimo, muito importante para a realização de quaisquer empreendimentos, principalmente quando o que se quer é ser honesto consigo mesmo.

Marcos Amaro

10.05.2011 - 08h24

Em busca do SER

Há alguns anos estou no caminho do autoconhecimento, que, ao que parece, é longo e solitário, exige disciplina e rigor…

Penso que ainda estamos distantes da “verdade”; muitos de nós optamos pela mentira… O comum é nos relacionarmos com as representações que criamos dos sujeitos e dos objetos, quando “poderíamos” ter optado pela verdade. Não é assim? É possível que a “verdade” esteja atrás das máscaras….

Um filho que vive se queixando da mãe, por exemplo. Estaria ele PERCEBENDO a mãe ou estaria ele atribuindo a ela suas inseguranças e frustrações, isto é, à representação (ou imagem) que construiu ele próprio dela?

É evidente que temos nossas mazelas. Penso, todavia, que é possível superá-las (ou diminuí-las) pelo caminho do autoconhecimento. Concentrar-se em si mesmo e nos acontecimentos em geral é no mínimo muito importante para PERCEBER-SE e PERCEBER os outros.

Entendo a concentração como uma tentativa de perceber as coisas, o que exige, paralelamente, atenção a começar pelo básico: distinguir os pensamentos corretos dos equivocados, já que, em geral, eles são permeados de falsas noções e preconceitos. Mais: acredito que nossos pensamentos e sentimentos são – em sua maioria – provocados pelos outros. Por esse e outros motivos, somos tão vulneráveis as influências externas.

E como perceber tais influências? Penso que o exercício filosófico é indispensável para percebê-las e, quiçá, nos orientar em como prosseguir sobre tais influências…

Estou tentando!

Marcos Amaro

05.05.2011 - 09h12

Um texto àqueles que estão no caminho do autoconhecimento

Este texto pretende abordar um momento muito especial de minha vida: o sentido de minha existência…

Tenho muitas dúvidas e questionamentos sobre o meu projeto de vida. Em alguns momentos senti medo e insegurança sobre o meu destino. Penso que essas coisas são naturais de um menino que viveu poucas situações em sua vida…

Ocorre que nas últimas semanas minha vida se encheu de sentido. Penso que encontrei os meus sentimentos e desejos mais sinceros. Sinto-me em profunda conexão comigo mesmo.

Mas isso só foi possível no momento que me afastei do dia-a-dia de minhas empresas. De lá pra cá, ampliei meu conhecimento sobre o mundo estudando e vivendo sobre filosofias.

Penso que não é possível conhecer-se apenas se ocupando com coisas burocráticas. O encontro consigo mesmo se inicia no momento que desatamos os nós de nos mesmos.

Desde então o meu objetivo tem sido esse (me desconstruir), para, quem sabe!, simplesmente SER.

Sinto-me mais emocionado e feliz com a vida.

Lembro-me sempre da humildade – talvez o maior ensinamento de meu pai. E consigo PERCEBER os outros ao meu redor, isto é, suas dores, dificuldades, limitações.

Não me coloco em uma posição superior. Ao contrário, sinto que estou aprendendo muito com esses acontecimentos…

Não sei qual é o verdadeiro propósito de minha existência. Mas sinto que estou me conectando a ele.

De modo que os meus desejos mais profundos e sinceros se tornem realidade. Eu acredito nisso!

Marcos Amaro

21.04.2011 - 20h27

Ética e liberdade

Em geral, entendemos a ideia de liberdade como algo relacionado à realização de um (ou mais) desejo(s). Mas, será isto a liberdade?

Considere o menino que costuma sair e se alcoolizar com os amigos nos finais de semana. É livre esse menino, deixando-se orientar pelos desejos? Penso que não. Se ele tivesse entendendido a ideia de liberdade, possivelmente suas preocupações seriam outras…

É que a ideia de liberdade caminha ao lado a ideia de Ética – não no sentido clássico do termo, explicitando, o estudo sobre a moral – mas como algo que se refere à constituição e autonomia de um sujeito. SER Ético, ao que parece, é cuidar de nossas experiências, dos nossos sentimentos e pensamentos, de modo que o processo de nossa constituição vise (ou considere) o que é melhor para si mesmo e para a sociedade…

Não se trata de dizer o que é melhor para um ou para outro, mas reforçar a importância de considerar a Ética em nossas escolhas, principalmente quando se refere a um desejo, dado que é muito comum nos arrependermos de uma escolha…

Penso que Ética e liberdade estão engendradas uma na outra.

Obs: meu jeito de ser está intimamente ligado aos assuntos que escrevo, em particular quando cito o processo de constituição e autonomia de um sujeito… Meu esforço – reconhecendo minhas limitações – é me tornar um sujeito digno. Sinto-me muito feliz e satisfeito pelo caminho que estou escolhendo. Penso que estou me fortalecendo!!! E por isso, convido você, leitor, ao ler meus textos, me questionar sempre que possível!!

Com carinho, Marcos Amaro

19.04.2011 - 18h29

Uma carta ao leitor

Caro leitor, sinto-me feliz por compartilhar meus posts com você. Agradeço a revista Exame pela oportunidade e liberdade que tenho para escrever neste Blog.

O ato de escrever é muito importante para minha constituição Ética. Quando escrevo, penso sobre os meus sentimentos e pensamentos, sobre as minhas experiências de modo geral. Procuro me deslocar fisicamente pela cidade de São Paulo, o que me parece fundamental para entender as questões políticas, sociais e econômicas; isto, claro, alimenta meus textos com mais perspectivas…

Penso que cada um deles registra um momento de minha vida, ou o confronto entre diferentes pontos de vista. E por mais que o contexto social no qual estou inserido influencie no modo de eu ver as coisas, considero essa situação como importante neles. Talvez, assim, eu reduza os preconceitos e falsos juízos de meus sentimentos e pensamentos…

Reconheço minhas limitações na elaboração de um texto. Bem por isso, procuro me aparelhar de instrumentos para aprimorar minha redação. Não costumo citar pensadores. Procuro pensar o pensamento, e não apenas reproduzir ou vomitar conteúdo para os leitores – o que não quer dizer que não os valorize.

Bem pelo contrário, valorizo muito cada pensador ou artista que fez ou faz parte de minha vida. São eles: Donizete Soares, Grácia Lopes Lima, Edson Fragoaz, Viviane Mosé, Rubens Espírito Santo, Nietzsche, Freud, Marx, Kant, Aristóteles, Heráclito, Joseph Beuys e outros. Sinto que a arte e a filosofia têm contribuído muito para o meu fortalecimento.

Mas o que é esse fortalecimento? Penso que é deixar de lado a vaidade, o ciúmes, a arrogância… os sentimentos do EGO. Será possível escapar dessas mazelas?

Sinceramente, não sei. Mas estou tentando…

Marcos Amaro

12.04.2011 - 10h08

crescer no presente ou focar no futuro…

Outro dia, recebi um e-mail de Murilo Anholeto, um dos leitores deste blog. Murilo descreve sua situação particular e propõe à mim o seguinte assunto para um post: crescer no presente ou focar no futuro… E adiciona ao conteúdo da mensagem: se puder abrir mais minha mente, e indicar algo…

Respondo: Murilo, penso que seria desonesto lhe indicar algo, uma vez que não sei… Talvez possa – contando com minha pouca experiência de vida e um pouco de ousadia – apenas lhe dizer alguma coisa: até há pouco tempo, pensava muito sobre o futuro, em minhas metas e planos, nas vontades de modo geral… Atualmente, tenho buscado viver intensamente o momento ou, como digo sempre, o teor dos acontecimentos… Tenho tentado manter os sentidos aguçados e apreender a realidade ao meu redor…

Penso que cuidar do agora é, ao que parece, cuidar do depois…

Um abraço do Marcos Amaro

08.04.2011 - 10h49

Reflexões filosóficas

I.

Sinto necessidade e curiosidade de compreender o homem e o mundo, e aposto no conhecimento filosófico – como um repertório de instrumentos – para compreender as coisas de modo geral…

Penso que conhecer é se deslocar, procurando observar as coisas por diferentes pontos de vista… de modo que quando colocamos o pensamento em movimento, em geral, desconstruímos as falsas noções e preconceitos, evitando cristalizações ou convicções de nossa parte.

É possível que o preconceito seja oriundo da preguiça e do comodismo… Penso que o ato de movimentar-se talvez seja uma forma de escapar dessas armadilhas que permeiam a vida social…

II.

Em Relatando um estado de espírito (post anterior), admiti a possibilidade de alterar nosso jeito de ser através do pensamento. Neste, quero adicionar a importância da linguagem em nosso jeito de ser, buscando compreender suas relações…

Observando meu filho de dois anos de idade, percebo seu jeito de ser, o modo como ele se relaciona com as coisas. Pedro, ao que parece, tem muito dos pais – evidentemente, pode haver um erro nessa afirmação, pois é no mínimo curioso o pai falar do filho… Ocorre que sinto a influência da família em seu jeito de ser, em particular, na linguagem, uma vez que as palavras que ele fala, em geral, são as mesmas de seus familiares..

Outro exemplo, muito comum em nossa sociedade: o pai que chega do trabalho cansado e tenso com as questões do dia-a-dia. Ele não observa seus pensamentos e sentimentos, e desenvolve a conversa em casa como se estivesse no escritório. Como a linguagem não é apenas de um conjunto de palavras e expressões, mas composta de pensamentos e sentimentos, os incômodos do pai, assim como os das pessoas com as quais ele conversa, possivelmente, são transmitidos à criança.

Qual será o efeito dessas palavras, que são expressão da linguagem, no jeito de ser da criança, no seu jeito de ser?

Estou convencido da necessidade de pensar antes de falar.

Marcos Amaro