Certamente que o advogado, para a excelência nos seus trabalhos, deve dispor de conhecimento técnico-jurídico aliado a uma boa base teórica do Direito.
Mas, especialmente quando este advogado atua de forma direta na empresa, ou junto a ela, a disposição de informações acerca de outras áreas do conhecimento pertinentes ao universo corporativo se mostra de grande relevância também.
E, dentre tais informações, talvez a de aplicação mais imediata diga respeito à gestão, em especial à gestão de pessoas.
Para a gestão de pessoas, por sua vez, é importante o desenvolvimento da liderança. Da boa liderança. Da liderança obtida pelo reconhecimento dos liderados, não pela pretensa força ou autoridade do cargo.
É nesse sentido que a obra “O Monge e o Executivo – Uma História sobre a Essência da Liderança” (Editora Sextante), de autoria do norte-americano James Hunter, deve ser lida por advogados que atuam com o gerenciamento de equipes, seja em escritórios de advocacia, seja em departamentos jurídicos.
Normalmente, os advogados não são orientados nas faculdades de direito para o trato de questões de gestão ou finanças, por exemplo, ainda que de forma básica ou superficial. A preocupação dos bacharelandos com a técnica jurídica é tão grande – o que é bastante compreensível, em razão da extensão da matéria e da sua complexidade –, que se esquecem (ou acham irrelevantes) toda e qualquer matéria “extra-jurídica”.
E, na contra-mão de tal realidade, permito-me dizer aos advogados corporativos que, para o bom desempenho de suas funções, comecem a se interessar por outros temas além do mundo jurídico. Que tal um pouco de gestão, com uma pitada de finanças (tudo bem, essa vai a gosto: advogados não são mesmo afetos a números), com uma dose de marketing jurídico (sim, isso também existe no mundo dos advogados) ?
Quer mais exemplos ? Técnicas de negociação – que, salvo raras exceções, os advogados não aprendem nas faculdades de Direito no Brasil –, também são bastante relevantes. O mesmo se diga quanto à mediação. E como tais matérias estão fora da grade curricular das faculdades, cabe ao profissional criar a iniciativa de buscar informações sobre elas, objetivando seu aprimoramento.
Mas, voltando ao tópico desta postagem, a título de breve introdução e embasamento para o imenso campo da gestão, reitero que vale a pena a leitura da obra “O Monge e o Executivo”. Pode-se dizer que o best seller já se trata de um clássico entre os administradores, de linguagem fácil, em forma de narrativa e que certamente fará do advogado corporativo um líder melhor.
Que tal, enfim, esquecer por ora os códigos, as leis, os contratos, a jurisprudência dos tribunais superiores, a doutrina e os processos ?
Pensem nisso. Sigamos em frente!






















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ANDERSON DE SOUZA BEZERRA
Excelente post. A primeira vez que "enfrentei" o tema da liderança foi num treinamento que abordava o "trabalho em equipe". Após diversas indicações por ...
ANDERSON DE SOUZA BEZERRA
Excelente post.
A primeira vez que “enfrentei” o tema da liderança foi num treinamento que abordava o “trabalho em equipe”. Após diversas indicações por parte da instrutora, eu lí o livro e hoje atesto que foi primordial para minha adaptação ao “mundo corporativo”.
Parabéns! Um valioso texto – claro e direto – a afirmar a necessidade dos advogados serem preparados em outras áreas do conhecimento.
Acredito, inclusive, que a OAB cumpriria melhor seu papel se, ao invés de se colocar contra novos cursos de Direito, exigisse uma reformulação das grades curriculares, incluindo: gestão, liderança, mediação, MJ, etc.
Abs.
Leandra Torres
Muito bom esse artigo. Já li o livro "O Monge e o Executivo" e considero esta obra uma excelente fonte de ensinamento. Segundo James C. Hunter, liderança é...
Leandra Torres
Muito bom esse artigo.
Já li o livro “O Monge e o Executivo” e considero esta obra uma excelente fonte de ensinamento. Segundo James C. Hunter, liderança é “a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando a atingir os objetivos identificados como sendo para o bem comum”. Para isso, não se deve impor medo ou coagir os outros a alguma obrigação, mas, antes de tudo, saber se relacionar com os demais integrantes da equipe. Assim, o mesmo autor diferencia PODER e AUTORIDADE, pois enquanto PODER é “a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não o fazer”, AUTORIDADE é “a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal”.
Um bom líder tem e exerce autoridade e não o poder.
Enfim, além de ser uma ótima orentação para quem exerce atividades de liderança, traz também em seu conteúdo simples lições de relacionamentos.
Um abraço,
Leandra.
Marcelo José Ferraz Ferreira
Prezado Anderson, agradeço-lhe pelos comentários! Sigamos em frente! Marcelo José Ferraz Ferreira ( 21.08.2010 | Ler comentário completo |
Marcelo José Ferraz Ferreira
Prezado Anderson, agradeço-lhe pelos comentários!
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Marcelo José Ferraz Ferreira (@ferrazferreira)