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Advogado Corporativo

21.08.2010 - 10h53

O monge e o executivo… E o advogado.

Certamente que o advogado, para a excelência nos seus trabalhos, deve dispor de conhecimento técnico-jurídico aliado a uma boa base teórica do Direito.

Mas, especialmente quando este advogado atua de forma direta na empresa, ou junto a ela, a disposição de informações acerca de outras áreas do conhecimento pertinentes ao universo corporativo se mostra de grande relevância também.

E, dentre tais informações, talvez a de aplicação mais imediata diga respeito à gestão, em especial à gestão de pessoas.

Para a gestão de pessoas, por sua vez, é importante o desenvolvimento da liderança. Da boa liderança. Da liderança obtida pelo reconhecimento dos liderados, não pela pretensa força ou autoridade do cargo.

É nesse sentido que a obra “O Monge e o Executivo – Uma História sobre a Essência da Liderança” (Editora Sextante), de autoria do norte-americano James Hunter, deve ser lida por advogados que atuam com o gerenciamento de equipes, seja em escritórios de advocacia, seja em departamentos jurídicos.

Normalmente, os advogados não são orientados nas faculdades de direito para o trato de questões de gestão ou finanças, por exemplo, ainda que de forma básica ou superficial. A preocupação dos bacharelandos com a técnica jurídica é tão grande – o que é bastante compreensível, em razão da extensão da matéria e da sua complexidade –, que se esquecem (ou acham irrelevantes) toda e qualquer matéria “extra-jurídica”.

E, na contra-mão de tal realidade, permito-me dizer aos advogados corporativos que, para o bom desempenho de suas funções, comecem a se interessar por outros temas além do mundo jurídico. Que tal um pouco de gestão, com uma pitada de finanças (tudo bem, essa vai a gosto: advogados não são mesmo afetos a números), com uma dose de marketing jurídico (sim, isso também existe no mundo dos advogados) ?

Quer mais exemplos ? Técnicas de negociação – que, salvo raras exceções, os advogados não aprendem nas faculdades de Direito no Brasil –, também são bastante relevantes. O mesmo se diga quanto à mediação. E como tais matérias estão fora da grade curricular das faculdades, cabe ao profissional criar a iniciativa de buscar informações sobre elas, objetivando seu aprimoramento.

Mas, voltando ao tópico desta postagem, a título de breve introdução e embasamento para o imenso campo da gestão, reitero que vale a pena a leitura da obra “O Monge e o Executivo”. Pode-se dizer que o best seller já se trata de um clássico entre os administradores, de linguagem fácil, em forma de narrativa e que certamente fará do advogado corporativo um líder melhor.

Que tal, enfim, esquecer por ora os códigos, as leis, os contratos, a jurisprudência dos tribunais superiores, a doutrina e os processos ?

Pensem nisso. Sigamos em frente!

Último comentário por Fábio Dias Salina : Amor agapé,um amor traduzido pelo comportamento: A)Paciência; B)Bondade; C)Humildade; D)Respeito; E)Abnegação; F)Perdão; G)honestidade; H)Compromisso. Um Forte Abraços. Fábio Dias Salina

Comentários (5) 

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  • ANDERSON DE SOUZA BEZERRA

    Excelente post. A primeira vez que "enfrentei" o tema da liderança foi num treinamento que abordava o "trabalho em equipe". Após diversas indicações por ...

  • Leandra Torres

    Muito bom esse artigo. Já li o livro "O Monge e o Executivo" e considero esta obra uma excelente fonte de ensinamento. Segundo James C. Hunter, liderança é...

  • Marcelo José Ferraz Ferreira

    Prezado Anderson, agradeço-lhe pelos comentários! Sigamos em frente! Marcelo José Ferraz Ferreira ( 21.08.2010 | Ler comentário completo |

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