O Facebook fez na quarta-feira um evento para apresentar novos formatos de mídia: Facebook FMC – Facebook Marketing Conference (foto retirada daqui).
Comprovando a importância já enorme e crescente que o Brasil tem para a empresa, o país foi um dos cinco no mundo que transmitiram ao vivo as apresentações feitas em Nova York por executivos como Chris Cox, VP de produto, Mike Hoefflinger, diretor de marketing global, e David Fischer, VP de parcerias.
Todo o evento foi construído em torno de um mantra: pare de fazer advertising e comece a contar histórias. “Menos broadcasting e mais conversa. Menos gritaria e mais engajamento”, defendeu a COO Sheryl Sandberg logo no início.
A solução do Facebook para isso vem em alguns formatos inéditos e outros que na verdade parecem uma evolução do que já existe – mas pouco usados no Brasil. A logout page, por exemplo, é novidade. Será semelhante a que hoje existe no Orkut. A apresentação, no entanto, deixou algumas perguntas: até que ponto ela será capaz de considerar a segmentação feita a partir das informações dos usuários – ponto forte da mídia de performance no Facebook?
Outra novidade que causou burburinho na plateia foi a possibilidade de comprar o primeiro spot do mural para veicular ali o post que quiser. “Concentrem-se no seu target e nas suas histórias. Nós nos concentraremos na distribuição”, disse Hoefflinger, prometendo que o pacote de novidades faz atingir mais de 75% dos fãs.
E aqui vai uma provocação: desde quando deixar de fazer propaganda e começar a contar histórias depende de onde o texto está publicado? A solução não é geográfica. Se você tiver de fato uma história nas mãos, ela continuará sendo uma história onde quer que esteja. E, da mesma forma, se estiver criando uma propaganda, ela continuará sendo uma propaganda aqui, ali ou acolá.
Dito isso, é fato que os novos formatos permitem levar bons conteúdos mais longe, endereçando a tal da abrangência e enlouquecendo os índices de engajamento.
Só para completar e comprovar aquilo que eu disse lá em cima sobre o crescimento do Facebook no Brasil, vale compartilhar alguns números mostrados na segunda parte do encontro, daí já regionalizada.
Hoje são 37 milhões de usuários ativos, o que corresponde a mais da metade da internet brasileira. Desses, 51% voltam diariamente ao Facebook.
A média de amigos do brasileiro é bem maior que a mundial: 206 contra 135.
Na base, 46% são homens e, 54%, mulheres. E os brasileiros passam sete horas por mês na rede social, o que resulta em 997 milhões de pageviews por mês.
Juntos, produzem mais de 1,6 bilhão de likes por mês e 1,6 bilhão de comentários por mês.
Todos convencidos de que a coisa tem futuro?



Expandir todos os 0
Gustavo Fortes é sócio-fundador da Espalhe Marketing de Guerrilha e escreve sobre a arte de fazer as pessoas falarem sobre as marcas.
Roberta Paixão é sócia-fundadora da Espalhe Marketing de Guerrilha e conta como se expande as histórias de guerrilha na imprensa.
Cleber Martins é sócio-fundador da Espalhe Marketing de Guerrilha e escreve sobre as artimanhas de transformar ideias guerrilheiras em realidade.
Wagner Martins é sócio da Espalhe Marketing de Guerrilha e conta como se chega a uma ideia que cola.
Patricia Albuquerque é sócia da Espalhe Marketing de Guerrilha e mostra como uma marca pode chegar a milhões de seguidores nas redes sociais.
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação