31/10/2013 09:00

Projeto leva mamógrafos à população ribeirinha da Amazônia

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Sérgio Lopes

Paciente faz exame de mamografia na campanha realizada em outubro no Shopping Metrô Boulevard Tatuapé, em São Paulo

Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé. O ditado popular ilustra bem os esforços da organização Américas Amigas em tornar a mamografia um exame acessível a todas as brasileiras. Recentemente, a entidade adquiriu dois mamógrafos da GE Healthcare para serem doados aos navios da Marinha brasileira que atendem as populações ribeirinhas da região Norte.

A mamografia é a melhor prática para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Quando a doença é descoberta em seu estágio inicial, as chances de cura sobem para 95%. O Brasil dispõe de 1 500 mamógrafos na rede hospitalar do Sistema Único de Saúde, mas sua distribuição é irregular: 44% estão localizados no Sul e no Sudeste e mais da metade das cidades do país não conta com o equipamento. 

Na Amazônia, o atendimento nos navios que percorrem a região é feito por uma equipe formada por médicos, farmacêuticos, enfermeiros e técnicos em radiologia. Mais de 25 000 consultas médicas e 765 mamografias foram realizadas em 2011.

“Sabemos da importância de incluir a mamografia como parte de uma rotina regular de exames na luta contra o câncer de mama”, diz Francisca Harley, presidente da Américas Amigas. “E conhecemos a realidade dessas mulheres, que muitas vezes precisam viajar por dois dias para conseguir agendar e realizar o exame.” A organização reúne voluntários brasileiros e norte-americanos no combate ao câncer de mama.

Mulheres de peito – Outra iniciativa voltada a levar a mamografia à população ocorreu em São Paulo durante o mês de outubro, como parte do evento Mulheres de Peito. Em parceria com a GE Healthcare, o Hospital de Câncer de Barretos instalou no Shopping Metrô Boulevard Tatuapé um caminhão equipado com dois mamógrafos para o atendimento gratuito às interessadas. Os aparelhos tinham capacidade para fazer 80 exames por dia.

O câncer de mama é o segundo tipo de tumor mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. No Brasil, as taxas de mortalidade são elevadas, em torno de 42%, em função do diagnóstico tardio da doença. Por isso, alertam os especialistas, é importante a realização de campanhas que facilitem o acesso da população à mamografia.

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