Você sabe o que é um investidor-anjo?

Sua ação não se limita ao financiamento, mas também envolve um acompanhamento da evolução do negócio e uma mentoria aos empreendedores

O que é um investidor anjo?

Há muitas informações na internet sobre esta questão. Tentarei, então, apontar apenas questões conceituais.

Para começar, o investimento anjo é uma forma de financiamento de startups feito por pessoas físicas. Em geral, esses investidores são ex-executivos que reservam uma parte de suas economias para incentivar e apoiar o empreendedorismo.

Portanto, a sua ação não se limita ao financiamento, mas também envolve um acompanhamento da evolução do negócio e uma mentoria aos empreendedores.

Em geral, os investidores anjos tornam-se sócios da startup durante o tempo em que dure a sua ação, revendendo a sua participação para os sócios originais após o empreendimento atingir um certo grau de maturidade.

Devido ao grande interesse de empreendedores por esse tipo de financiamento, os investidores anjos criam algumas regras para poder selecionar periodicamente empreendimentos com alto potencial de sucesso.

Por último, se tiver um bom projeto em mãos e estiver precisando de investimento, recomendo o investimento anjo como forma de financiamento. É uma ótima opção, em função da sua simplicidade, se comparada com outros mecanismos de financiamento.

Outras formas de conseguir um investimento

O fato de os investidores anjo serem pessoas físicas os diferencia de incubadoras e aceleradoras, que são representadas geralmente por pessoas jurídicas.

Há outra forma de financiamento de startups feito também por pessoas físicas: o crowdfunding, ou financiamento coletivo. Sua característica principal é que ele é operacionalizado pela internet. É basicamente uma série de pequenas “doações” ou contribuições. Normalmente, é estabelecida uma meta de arrecadação em um determinado prazo que, se não for atingida, gera a devolução dos valores arrecadados.

Já o investimento anjo é feito por poucas pessoas físicas (em geral entre 2 e 5 pessoas, com o objetivo de diluir o risco) que se dispõem a financiar startups em valores relativamente pequenos (até 1 milhão de reais).

Cabe ressaltar que o funcionamento desses instrumentos de financiamento de startups pode mudar de país para país, em função das respectivas legislações tributárias, fiscais e societárias.

Como sempre, mais uma vez, boa sorte! Até a próxima.

Cristian Welsh Miguens é professor do curso de negócios da Universidade Anhembi Morumbi.

Envie suas dúvidas sobre startups para pme-exame@abril.com.br.

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