Visa procura negócios para passar um mês no Vale do Silício

A gigante de serviços financeiros Visa está de olho nas startups que podem mudar a indústria de pagamentos eletrônicos

São Paulo – A gigante de serviços financeiros Visa está de olho nas startups que podem mudar a indústria de pagamentos eletrônicos.

A marca acabou de lançar o programa de aceleração Visa Track, em parceria com a consultoria de inovação Kyvo, ponte para a aceleradora do Vale do Silĩcio GSVlabs.

Cinco negócios inovadores serão selecionados para até seis meses de programa totalmente presencial – sendo aproximadamente três de aceleração e outros três meses de incubação. Dos três meses de aceleração, dois deles serão no Brasil e um no Vale do Silício, na aceleradora GSVlabs. 

Além disso, os negócios podem receber o equivalente a aproximadamente 235 mil reais cada em tecnologias e em serviços profissionais. No fim do programa, as startups também se apresentarão para investidores. A Visa não pede participação no negócio (“equity”).

O foco da seleção está nas fintechs – startups que trabalham em serviços como bitcoins, empréstimos, financiamentos, gestão financeira, investimentos, pagamentos, seguros e transações, por exemplo. O negócio já deve estar em estágio de tração, com usuários ativos e geração de receita.

“Iremos desenvolver as startups com uma mentalidade global, o que se evidencia no tempo em que passarão no Vale, mas também com uma atuação nacional. Para isso, também queremos que as fintechs entrem em contato com nossos clientes – bancos, adquirentes e empresas de varejo”, explica Erico Fileno, diretor de inovação da Visa.

As inscrições podem ser feitas pelo site do programa, até 31 de março.

Aceleração no Brasil

No Brasil, os selecionados ficarão no espaço de coworking PlugCLXT, em Pinheiros (São Paulo), e terão atividades e orientações relacionadas a diversos aspectos do negócio, como legislação e regulações. A GSVlabs Brazil financiará estações no coworking, mas os custos com deslocamento, hospedagem e alimentação em São Paulo durante todo o programa são de responsabilidade da startup inscrita.

Cada negócio terá reuniões semanais com diversos mentores, que circularão pelo espaço, e métricas exclusivas a cumprir. Também haverá um “padrinho” da Visa para cada negócio, que apontará agentes financeiros parceiros.

EXAME.com conversou com três mentores do programa: Francisco Albuquerque, coordenador acadêmico no Istituto Europeo di Design e especialista em inovação; Pedro Englert, investidor e parceiro da StarSe; e Romeo Busarello, diretor da Tecnisa e professor da ESPM.

“O mercado de serviços financeiros tem um enorme potencial, e as startups trazem novas ferramentas e visões a esse setor. É essencial que uma grande empresa como a Visa queira estar próxima dessas novas iniciativas”, analisa Englert.

“A gente tem que, de alguma maneira, contribuir e se conectar com projetos de impacto. Minha linha é trazer um o olhar de design e inovação e construir pontes que podiam não ter sido imaginadas ainda”, completa Albuquerque.

“Tem gente que se apaixona pelo produto, mas se esquece do mercado. Por isso, vamos entender as dores que o empreendimento resolve a aplicar metodologias à vida real”, finaliza Busarello.

Há um perfil variado de mentores, com experiências na área de finanças que vão do academia ao mercado, passando por quem até também passou por acelerações. “Nessa fase, queremos que as fintechs absorvam bem o conhecimento. Assim, no Vale, elas encontrarão investidores e saberão exatamente o que dizer”, explica Vitor Perez, da GSVlabs.

Aceleração no Vale do Silício

Já na fase de aceleração no Vale do Silício, os participantes poderão ter acesso ao conteúdo, às práticas, aos estudos de casos da GSVlabs e a uma rede estratégica de 170 mentores da comunidade Global Silicon Valley.

“É algo menos preparatório e estruturado do que temos no Brasil. Agora, o foco está em formação de relacionamentos e networking”, diz Perez, da GSVlabs.

No Vale, a startup poderá enviar até dois integrantes (CEO e um membro adicional opcional). O CEO terá os seus custos cobertos pelo programa, enquanto as despesas com o integrante adicional ficarão a cargo da startup.

Incubação

Depois dos três primeiros meses de programa, as startups serão incubadas no espaço de coworking. O foco agora é em amadurecer o negócio: ainda há métricas a serem alcançadas, mas as orientações serão agora com horário marcado, e não constantes.

A GSVlabs Brazil continuará custeando as estações de trabalho na PlugCLXT em Pinheiros, enquanto os custos com deslocamento, hospedagem e alimentação em São Paulo durante a incubação são de responsabilidade da startup inscrita.

Ao final do programa, cada startup poderá apresentar seu pitch para um comitê nomeado pela Visa, Kyvo e GSVlabs no Demo Day, que deve acontecer em outubro de 2017.

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