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Mentoring: reuniões e mais reuniões marcam o relacionamento entre mentor e empreendedores
São Paulo – Quando Paulo Rogério Vieira teve a ideia de criar o Ningo, um site de comparação e compra na internet, não enxergou muitas oportunidades de negócio além da inicial. Foi com a ajudo do administrador e mentor In Hsieh que Paulo conseguiu ampliar sua visão sobre o projeto. “O trabalho do mentor ajudou a especificar melhor o produto e também a fazer uma ponte com investidores e fundos de investimento”, conta.
Essa é uma das principais vantagens de contar com o acompanhamento de um mentor em uma startup. “O mentoring sempre é válido independente da fase da empresa. O empreendedor fica em uma posição muito solitária e precisa de alguém para discutir”, opina Hsieh, que faz esse trabalho há 3 anos. “É a troca de experiências como instrumento de capacitação”, define Bianca Martinelli, líder da área de Serviço a Empreendedores da Endeavor, instituição que apoia empresas com potencial de crescimento e usa o mentoring como uma forma de aprimoramento dos negócios.
Contar com o apoio de alguém que já vivenciou mais e que enxerga o negócio de fora pode também garantir o sucesso da empresa. “O mentoring no começo da startup vai evitar que muitos erros aconteçam”, diz o mentor e investidor Yuri Gitahy, que também acompanhou a evolução do Ningo. Esse trabalho, porém, não se resolve com duas ou três conversas. “É um trabalho de médio a longo prazo. O mentor sabe que tem a hora a certa de falar a coisa certa para melhorar o empreendedor”, diz Gitahy.
Abra a mente
As empresas iniciantes podem contar com a ajuda de vários mentores, conforme a necessidade. “Esse processo serve para abrir a cabeça do empreendedor. O mentor é um exemplo real para as startups”, explica Bianca.
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