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ComeçAki, site de financiamento coletivo: o crowdfunding é uma solução interessante para a descoberta de grandes atletas, dizem fundadores
São Paulo - E se as torcidas brasileiras pudessem fazer uma "vaquinha" para produzir mimos para seus times do coração? Ou ajudar um atleta promissor a disputar uma competição? Foi para preencher essas lacunas, que um jovem de Curitiba, no Paraná, reuniu alguns amigos para criar o ComeçAki, uma plataforma de financiamento coletivo (ou crowdfunding), cujo principal objetivo é contribuir com o esporte brasileiro.
O conceito, que ganhou popularidade com o Kickstarter, um serviço similar americano, é baseado na colaboração de entusiastas e chamou a atenção de Giuliano Barros, um jovem de 29 anos formado em ciências da computação. "Os torcedores são muito próximos dos clubes e queríamos beneficiar os esportes. Estudamos o mercado e em 2011 lançamos essa ferramenta de arrecadação", explica o empreendedor paranaense.
Embora futebol seja a categoria esportiva mais popular no Brasil, a plataforma ganhou projeção com a carateca baiana Elaine Barreto, de nove anos. Sem condições de arcar com os custos de passagem, hospedagem e alimentação para participar do campeonato brasileiro de caratê em Belém, seu pai decidiu usar o serviço para pedir a ajuda financeira de colaboradores.
A atleta precisava de 2.223 reais, mas conseguiu levantar ao final da campanha 4.464 reais. A medalha de ouro obtida pela garotinha no torneio incentivou os pais a voltar à plataforma em busca de recursos para o mundial, encerrado no fim de semana em Teresina. Novo êxito. A meta era 1.750 reais, mas Elaine arrecadou 2.120.
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