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Relógio da Pebble Technology: objetivo era conseguir 100 mil dólares para fabricar mil relógios, que foi cumprido em apenas duas horas
São Paulo – Tirar o smartphone do bolso para ver a hora ou checar mensagens nunca fez sentido para Eric Migicovsky. Atrapalha na hora de fazer exercícios, e pega muito mal para quem está no meio de uma reunião no trabalho ou em aula. O engenheiro americano teve então a ideia de criar um relógio inteligente que exibe dados e se conecta a iPhones ou celulares com Android. Nascia o Pebble.
A princípio, os investidores não se animaram e o projeto quase foi engavetado. A história começou a mudar quando Migicovsky decidiu tentar uma última cartada: colocar a ideia no Kickstarter. Deu certo. Em menos de um mês, o Pebble amealhou 10 milhões de dólares com internautas de todo o mundo. É o maior caso de sucesso do site de crowdfunding.
O projeto da Pebble Technology não era ambicioso. Seu objetivo era conseguir 100 mil dólares para fabricar mil relógios. Essa quantia foi arrecadada nas primeiras duas horas. Em pouco mais de um dia, a empresa conseguiu 1 milhão de dólares. No fim, encheu os cofres com mais de 100 vezes o valor inicial.
O sucesso inesperado levou a uma mudança de planos. O aparelho não será mais feito nos Estados Unidos, porque a fábrica escolhida em San José, na Califórnia, não daria conta das 85 mil unidades prometidas. A produção foi transferida para a China. Com as doações generosas, será possível melhorar o produto, cuja nova versão será resistente a água e ganhará Bluetooth 4.0, que consome menos bateria.
Quem olha para o bom momento da empresa não imagina que, no início do ano, a situação era desoladora. Para tirar o projeto do papel, Migicovsky recorreu a fundos de venture capital atrás de recursos e só recebeu respostas negativas. “Não conseguimos dinheiro”, disse Rahul Bhagat, diretor de operações da Pebble Technology.
Essa não era a primeira vez que a startup se arriscava a fabricar um gadget. Seu primeiro relógio inteligente foi o inPulse, que se comunicava com smartphones BlackBerry. “Foram vendidas 1,5 mil unidades, o que é muito bom como primeira tentativa”, afirma Bhagat. Nem assim os investidores decidiram se arriscar.
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