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Moda | 28/03/2012 06:00

The Boutique se espelha no Net-a-Porter e deve faturar US$ 6 mi

Com peças que chegam a quase 5 mil reais, o site para venda de roupas de grifes de luxo planeja uma loja física

Divulgação

Angelo Grizzo, CEO do The Boutique

Angelo Grizzo, CEO do The Boutique

São Paulo - Já consolidado no exterior, o mercado de vendas de roupas e sapatos pela internet começa a ficar mais encorpado no Brasil. Muitas startups estão se inspirando no site americano Net-a-Porter e investindo na venda online de peças, em especial as de luxo. É o caso do The Boutique.

Atualmente, os sócios da empresa são Angelo Grizzo (CEO), José Ricardo Rezek (sócio-fundador), Flavio Chede (CFO) e Mariana Penteado (ex-Daslu, responsável pelas grifes e compras).

A plataforma entrou no ar há menos de um ano e agora investe para crescer. "A gente se baseou no Net-a-porter e focou nas marcas internacionais", conta Angelo Grizzo, CEO da empresa.

Para o primeiro ano de operação, a empresa recebeu um investimento de 10 milhões de reais. "Neste ano, a gente quer triplicar a base de clientes. Hoje, são 100 mil clientes cadastrados, sendo que 30% compram regularmente", diz.

Para aumentar a base de clientes, Grizzo conta que o site oferece frete grátis e parcelamento em mais de dez vezes. "Além disso, oferecer troca grátis é uma forma de incentivar o consumo, para a pessoa comprar sem medo", complementa.

Com esta movimentação, a empresa pretende exportar 3 milhões de dólares em produtos de marcas como Issa, Hartford e Current/Elliott. Isto deve gerar um faturamento de 6 milhões de dólares já em 2012.

Ao todo, a empresa disponibiliza peças de 70 marcas, incluindo nacionais como Talie NK e Thelure, e estrangeiras como Polo Ralph Lauren e Missoni. "Muitas dessas marcas tinham receio de vender pelo e-commerce no começo", conta. A empresa trabalha também como distribuidora de algumas dessas empresas para lojas multimarcas.

Este modelo de distribuidora deve ser útil também para potencializar as vendas de uma possível loja física. "A gente está planejando uma loja física porque alguns clientes ainda querem ir até o escritório", explica. A unidade deve ser, segundo o executivo, na Vila Nova Conceição ou no shopping Cidade Jardim, em São Paulo, e terá atendimento agendado.

Hoje, o site vende 2 mil produtos por mês, cerca de 70% dos consumidores são mulheres, das classes A e B e mais da metade das entregas é enviada para a região sudeste. O ticket médio é de 400 reais, mas há peças que chegam a mais de 4 mil reais, como um vestido da grife Missoni.

A empresa planeja faturar 1 milhão de reais por mês, contando com a chegada de novas marcas internacionais. Assim como outras empresas brasileiras, o site já sonha também em explorar o mercado da América Latina.

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