São Paulo - Novas ferramentas estão sendo utilizadas por startups americanas na hora de conceder crédito. Em vez de se ater ao histórico bancário de clientes, empresas estão optando por analisar o que diz a ciência de dados, segundo reportagem publicada pelo New York Times.

No novo modelo, já em prática, softwares sofisticados entram em jogo para verificar o comportamento das pessoas na internet e também fora dela, a partir da coleta de dados das mais variadas fontes. 

Nem as redes sociais ficam de fora da análise. Mas o mais curioso é que fatores até inusitados como o tempo dedicado à leitura de termos e condições online ou a opção por letras maiúsculas ou minúsculas ao preencher formulários também podem ser levados em conta.

O uso de Big data é descrito como uma realidade para agências como a Earnest e a Affirm. Apesar de não funcionarem como bancos, oferecendo serviços de depósito, por exemplo, estas novas empresas podem transformar a concessão de crédito pessoal no futuro, segundo o texto.

A Earnest, fundada em 2013, adota o modelo na hora de emprestar dinheiro. Sua carteira de clientes é formada por maioria de universitários formados , entre 22 e 34 anos, e as quantias creditadas não ultrapassam alguns milhares de dólares.

O executivo chefe da empresa, Louis Beryl, disse ao jornal esses jovens são muitas vezes prejudicados pelo sistema tradicional de concessão de crédito. Ele mesmo diz ter tido crédito negado quando se planejava para fazer uma pós graduação e um curso de MBA.

A Affirm, criada por Max Levchin, fundador da PayPal, utiliza as ferramentas da ciência de dados para oferecer alternativas a cartões de crédito em compras na rede. Tanto Beryl quanto Levchin apostam que estão criando tendência.

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