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Estimativa é que o volume de crédito a ser concedido por meio das garantias chegue a R$ 120 milhões
Curitiba - Muito comuns na Europa, as Sociedades de Garantia de Crédito (SGC) prestam, em nome das pequenas empresas, garantias complementares exigidas pelos agentes financeiros. Com o objetivo de democratizar o acesso ao crédito, empresários e lideranças do setor no Paraná iniciaram, em 2008, uma discussão que culminou na criação de três SGC no estado. Os debates foram articulados pelo Sebrae no Paraná, com o apoio do Sebrae Nacional.
Existem atualmente quatro SGC em funcionamento no Brasil: três paranaenses, pelo modelo do Sebrae Nacional, e a Garantiserra, pioneira no Rio Grande do Sul. Ainda há duas SCG sob análise no Paraná - uma em Guarapuava, na região centro-sul, e outra em Londrina, no norte. O Sebrae no estado projeta que em cinco anos as SGC devam atender em média 7,5 mil micro e pequenas empresas. A estimativa é que o volume de crédito a ser concedido por meio das garantias chegue a R$ 120 milhões.
“As SGC do Paraná contam com fundos de aval estimados em R$ 4 milhões cada, formados por recursos do Sebrae e de instituições como o Sistema de Cooperativa de Crédito (Sicoob)”, explica o coordenador estadual de Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae, Flavio Locatelli Junior. Segundo ele, as SGC são peças-chave na prestação de avais técnicos e comerciais e de assessoria financeira para obtenção de crédito. Para Flavio, elas contribuem para que as instituições financeiras ampliem o acesso a conhecimentos sobre as condições das micro e pequenas empresas.
Augusto José Sperotto, presidente da Garantioeste, diz que as lideranças empresariais que assumiram o processo das SGC no Paraná, com auxílio do Sebrae, são desbravadoras. “O começo é difícil, mas a cada dia os resultados passam a ser medidos. As SGC repercutem na matriz de custo das empresas e evitam o dreno financeiro, sobrando mais recursos para ampliação dos negócios”, afirma.
Para o presidente da Garantisudoeste, Celio Boneti, o crédito é fator de desenvolvimento em qualquer economia no mundo. “Tem crédito bom e crédito ruim. As micro e pequenas empresas têm utilizado, em muitos casos, o ruim, o que causou uma cultura de se distanciar do segmento e dos agentes financeiros. As SGC são excelente oportunidade para promover uma aproximação. É um trabalho de catequização que temos pela frente”, assinala.
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