São Paulo – Líder na Argentina, a rede de sorveterias Freddo embarcou na capital paulista com mais de 30 sabores de sorvetes artesanais. A loja, inaugurada na Rua Normandia, em Moema, marca o inicio das operações mais intensificadas no país e a busca pela liderança do ramo. “Tivemos um ano de conversa para passar o modelo, acertar o negócio e começar a operar”, explica Sergio Gratton, presidente da Freddo.

A rede chega ao Brasil pelas mãos do grupo de investidores PPGP, como um modelo de franquias. “A gente pretende investir R$ 3 milhões de reais nos próximos três anos para consolidar a marca”, diz Alan Haddad, que está dirigindo a chegada da marca ao país.

Além de um unidade em Brasília em funcionamento desde dezembro, mais uma deve ser aberta em Alphaville, no dia 28 deste mês. “Em seguida, vamos para o Rio de Janeiro”, complementa Haddad. A meta é levar os helados para quinze unidades nos próximos 18 meses. “Vamos fechar este ano com sete unidades”, conta o diretor do PPGP. A expansão não será mais acelerada por falta de pontos comerciais e mão de obra qualificada, de acordo com os executivos. "Fechamos uma parceira com a rede de shoppings Iguatemi. Conforme tivermos pontos, vamos abrindo novas unidades", afirma.

Com 85 pontos de venda, a marca já opera na Bolívia, Uruguai, Paraguai e Inglaterra. O mercado mais forte, até agora, é Buenos Aires, onde a sorveteria surgiu, em 1969. “Demoramos a chegar ao Brasil porque estávamos buscando um parceiro adequado. Não só um compromisso financeiro, mas também de cuidado com a marca”, esclarece Gratton.

Segundo ele, o foco neste ano está todo no Brasil. “Estamos totalmente focados no país para não deixar de participar de um dos mercados mais importantes hoje”, diz o presidente. A próxima aposta da marca é o Chile.

As lojas brasileiras receberam equipamentos especiais e todos os produtos a venda são trazidos da Argentina. “Não temos como produzir as coisas iguais por aqui. A produção de lá é muito artesanal e o Brasil não consegue copiar”, diz Haddad. Para abastecer o mercado serão trazidas 2 toneladas de sorvete por mês para São Paulo e Brasília. Bem pouco, perto das quase 10 toneladas produzidas por dia pela rede. Os sorvetes vão custar entre R$ 8,50 e R$ 14, para serem consumidos em um dos 88 lugares da loja.

Além dos sabores campeões de venda – doce de leite e chocolate – serão criados outros mais regionais, como pistache, coco com doce de leite, brigadeiro e açaí com banana. “Com o tempo, vamos nos adaptando e ouvindo os pedidos dos clientes”, diz Gratton, que garante estar por perto das operações brasileiras. “O brasileiro é um cliente muito exigente”, opina Haddad. A rede fechou ainda uma parceria com o Octávio Café para oferecer quitutes salgados e cafés.

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