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São Paulo – Calma, não é preciso machucar ninguém para tirar uma empresa do buraco. Com o livro “Quem matar na hora da crise?” (editora Évora), o especialista em situações deste tipo Artur Lopes diz que só há uma solução definitiva para a crise: matar as velhas concepções – ou deixar a empresa morrer. “Quem está em crise, muitas vezes entra em pânico e não sabe que é possível renegociar dívidas”, explica Lopes.
Em uma situação deste tipo, a empresa perde crédito e os agentes financeiros começam a ficar impacientes, tentando reaver o que foi emprestado.
E pior do que lidar com isso e sair da crise, é reconhecer que a pequena empresa tem problemas. A identificação rápida do início da crise é fundamental para sair do vermelho com mais força. “A cultura do empresário nacional, que já passou por confisco e maxidesvalorização, é de não dar importância para indicadores negativos. Quando ele vê alguma dificuldade acha que dá conta lá na frente”, comenta.
Estou em crise?
Existem alguns sinais muito claros de que a sua empresa está prestes a enfrentar uma crise (faça o teste e confira qual a situação do seu negócio). O primeiro é o aumento das dívidas, especialmente com os bancos. “Você passa a tomar recursos não só para o capital giro e acaba cobrindo o prejuízo operacional com dinheiro externo”, ressalta Lopes.
O segundo sinal é uma questão fiscal. “Quando há o aumento do passivo fiscal a empresa não recolhe impostos ou parcela demais”, diz. O terceiro indicativo de problema é quando há uma sequência de resultados operacionais negativos. “Depois de três meses de resultado negativo já tem que acender a luz amarela”, alerta Lopes. Atrasar o pagamento de fornecedores e funcionários é estar a um passo da crise. Sem matéria-prima e mão de obra, a empresa não consegue se recuperar.
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