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Mato Grosso do Sul | 08/03/2012 12:36

Pesquisa aponta mudança no perfil das empreendedoras

O comércio é a atividade preferida das mulheres (61% ) seguido pelo setor de serviços ( 33%)

Marcela Ney, da

Dreamstime.com

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Campo Grande - As mulheres têm buscado cada vez mais desafios no mercado de trabalho e, para isso, um número expressivo delas está deixando de lado o emprego tradicional para apostar no empreendedorismo.

Em Mato Grosso do Sul, a cada ano, surgem mais empresas comandadas por mulheres em vários setores. É o que revela a pesquisa divulgada pelo Sebrae no Mato Grosso do Sul e que traçou o perfil das empreendedoras no estado. Ao todo, foram entrevistadas 270 empresárias em 36 municípios.

A empresária Alessandra Saigalli se encaixa no perfil citado pela pesquisa. Após trabalhar por doze anos como advogada em um escritório, ela decidiu investir em uma empresa de marcas e patentes há três anos. “Apesar de perder dias de sono e trabalhar finais de semana e feriado, não me arrependo de ter me tornado empresária. É estimulante”, diz.

A faixa etária da maioria das empreendedoras do Estado fica entre 40 e 60 anos, mas, segundo a pesquisa, este perfil tem mudado e as mulheres à frente das empresas logo no início da carreira, ou seja, entre 20 e 40 anos, chegou a 40% em 2011.

A pesquisa destaca ainda que dos empreendedores por oportunidade 53% são mulheres e 46%, homens. “Estas mulheres tornaram-se empreendedoras porque viram uma oportunidade de melhoria na vida profissional e não mais por necessidade, ou seja, porque não se encaixaram no mercado de trabalho”, diz o diretor superintendente do Sebrae no Mato Grosso do Sul, Cláudio Mendonça. Das entrevistadas, 94% ocupavam o cargo de sócia-proprietária em 2011, um aumento de 30% em relação a 2008, quando 65% ocupavam o mesmo cargo.

A aposta das mulheres no empreendedorismo em Mato Grosso do Sul é um reflexo do quadro positivo em todo o país. Segundo dados da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), dos 21,1 milhões de pessoas à frente de empreendimentos em estágio inicial ou com menos de 42 meses de existência no Brasil, quase 50% são do sexo feminino.

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