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São Paulo - Com a mesma proposta que levou o Habib’s a se tornar a terceira maior rede de alimentação em faturamento do país – baixo preço e alto volume de vendas –, Alberto Saraiva está testando um novo formato de franquia para lançar no mercado, o Box30.
A fórmula é simples: o cardápio oferece 30 itens diferentes, com preços que variam de R$0,89 a R$ 2,90. Ao comprar mais de 30 unidades de qualquer produto, o cliente leva o dobro da quantidade paga. “Se pedir 30 coxinhas, leva 60 coxinhas. Se pedir 30 quibes, leva 60 quibes. Se pedir 30 latas de Coca-Cola, leva 60 latas de Coca-Cola”, resume Saraiva.
Embora esteja em teste em apenas uma unidade, localizada no bairro do Jabaquara, em São Paulo, o modelo vem apresentando resultados satisfatórios. A loja chega a vender 40 mil unidades de salgados por mês, faturando cerca de R$ 100 mil.
A receita fica bem abaixo dos R$ 400 mil que uma loja do Habib’s fatura, em média, ao mês. Em contrapartida, o investimento é bem inferior. O gasto para montar uma unidade do Habib’s pode variar de R$ 700 mil a R$ 1,5 milhão. Já uma loja Box30 sai do papel por R$ 150 mil a R$ 300 mil.
“Tínhamos muitos candidatos a franqueados que não conseguiam fazer o investimento sozinhos e acabavam tendo que se associar a alguém para montar o negócio. O Box30 surgiu da necessidade de atender esse público”, conta Saraiva.
O empresário estava em férias em Miami quando teve a ideia de montar a nova franquia. Observando a rede de sorveterias Cold Stone, que tem mais de mil unidades em funcionamento nos Estados Unidos, vislumbrou o potencial de uma operação de menor porte, com menor faturamento, mas que poderia se multiplicar mais rapidamente.
“Concluí que tínhamos que montar um negócio com potencial de abrir mil unidades, faturando, em média, R$ 100 mil por mês cada. A partir daí comecei a idealizar a Box30. Foi um processo de engenharia reversa”, conta.
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